Transporte público deixa a desejar em oito capitais brasileiras

Transporte público deixa a desejar em oito capitais brasileiras

Transporte público deixa a desejar em oito capitais brasileiras

by 5 de fevereiro de 2015 0 comments
Espera e tempo de viagem nos grandes centros. Fonte: Fundação PROTESTE

Espera e tempo de viagem nos grandes centros. Fonte: Fundação PROTESTE

Aumento no preço das passagens, greves do setor e serviço ineficiente são fatores que agravaram ainda mais o descontentamento do cidadão que dependem do transporte público em oito capitais brasileiras. A pesquisa realizada pela Fundação PROTESTE aponta que dois terços dos brasileiros utilizam o ônibus para o trabalho, na contramão dos cidadãos que preferem ir de carro e acabam contribuindo com o tráfego intenso.

Na pesquisa realizada em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo constatou-se que o brasileiro passa mais de uma hora por dia no transporte público. O quadro se agrava no Rio de Janeiro – 93 minutos -, e Recife – 90 minutos. Já Porto Alegre tem o tempo mínimo em relação aos outros centros – 56 minutos. Com relação ao tempo de espera, o morador de Recife fica até 35 minutos no ponto, enquanto que o curitibano passa menos tempo, 18 minutos, na média.

No Sul, a avaliação do transporte tem indicadores melhores em relação ao nível dos serviços prestados. Em Curitiba, por exemplo, são considerados satisfatórios itens como a extensão da rede, custos de estacionamento e atendimento dos profissionais do setor, além do transporte de superfície.

Por outro lado, Salvador é a pior no ranking de satisfação. Já no transporte subterrâneo, São Paulo é considerada a melhor por ter a malha mais extensa do país, apesar de sobrecarregada.

Em todas as regiões, o maior sentimento do cidadão é de que a pontualidade do transporte precisa ser respeitada. Os entrevistados pedem também mais investimentos em metrô e ônibus.

Gargalo
Plano da Confederação Nacional do Transporte (CNT) propõe medidas para eliminar gargalo do transporte e da mobilidade urbana em 17 capitais brasileiras e regiões metropolitanas. Para por em prática as ações propostas seriam necessários investimentos de R$ 240 milhões.

Segundo a CNT, o montante seria o suficiente para suprir o déficit do transporte público e da infraestrutura que existe nos grandes centros. O plano é voltado para as capitais São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Distrito Federal e entorno, Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Manaus (AM), Belém (PA), Grande Vitória (ES), Natal (RN), Florianópolis (SC), Cuiabá (MT) e Aracaju (SE). Outras regiões também são consideradas nas propostas, pela aglomeração urbana ou pela influência sobre outras cidades e até estados vizinhos, como é o caso da Baixada Santista (SP), Uberlândia (MG), Campos dos Goytacazes (RJ), Vitória da Conquista (BA), Pelotas (RS), Uberaba (MG) e Petrópolis (RJ).

“Os sistemas de mobilidade têm uma importância fundamental para a economia do país e para a qualidade de vida dos seus cidadãos. A ausência de planejamento adequado e de investimento continuado nas redes de transporte das cidades brasileiras, ao longo dos anos, tem refletido na diminuição do número de passageiros do transporte público e nos frequentes congestionamentos. De uma maneira geral, as ineficiências no transporte conduzem à perda de competitividade nas cidades e da sua capacidade de atrair investimentos”, destaca o Plano.

Os prejuízos calculados com a falta de estrutura adequada em São Paulo, por exemplo, representa prejuízos de cerca de R$ 40 bilhões ao ano. Na região metropolitana, as perdas com os congestionamentos chegam a representar 3% da produção regional

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