Traad: “Detrans precisam ter maior poder de decisão junto à esfera federal”

Traad: “Detrans precisam ter maior poder de decisão junto à esfera federal”

Traad: “Detrans precisam ter maior poder de decisão junto à esfera federal”

by 27 de janeiro de 2015 0 comments
Traad: “Sou contra o CNH Social”

Traad: “Sou contra o CNH Social”

À frente da direção do Detran do Paraná, Marcos Traad acaba de assumir também a presidência da Associação Nacional dos Detrans (AND) interinamente. Para ele, ponto crucial na evolução dos órgãos e do trânsito brasileiro é aumentar o poder de decisão nas resoluções e normas na esfera federal, questão, inclusive, apresentada por Traad recentemente ao novo ministro das Cidades, Gilberto Kassab.

Funcionário público estadual desde 1984, Traad já foi presidente da Codapar, diretor do pólo regional de pesquisa do Iapar e integrante do grupo de planejamento do Simepar. Formado em Zootecnia, é mestre e doutor pela Universidade Federal do Paraná e professor universitário pela PUC-PR. Foi nomeado diretor do Detran-PR em 2011 e manteve seu posto no novo mandato de Beto Richa, reeleito em outubro passado. Anteriormente, Traad foi vice-presidente da AND.

Confira a entrevista: 

Qual será a prioridade da nova direção da AND?
A grande prioridade é sempre tentar aproximar os Estados para trocarmos boas experiências em relação aos Detrans. Os problemas são comuns e as soluções, nem sempre as mesmas. Boas experiências devem ser valorizadas para facilitar a vida dos cidadãos.

Temos que ter uma ação mais efetiva junto ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e ao Denatran. Queremos uma participação maior nas questões centrais, pois somos as instituições que executam aquilo que é definido pelas resoluções do Contran e do Denatran. Falei isso para o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, que recebeu muito bem nossa sugestão.

Quero também aproveitar a entrevista do Radar Nacional para agradecer a ex-presidente Sawana Carvalho pela dedicação que teve com a AND em sua gestão recente. Em seu período à frente da associação, ela transformou o diálogo e engajamento dos órgãos estaduais de trânsito.

O que os Detrans precisam fazer para modernizar o atendimento ao público?
A máquina pública está cada vez mais sobrecarregada no que diz respeito à contratação de pessoas. Existem inúmeros projetos bastante interessantes que trazem facilidade ao público. É o caso de Goiás com o Vapt-Vupt, em São Paulo com o Poupatempo. No Paraná instituímos a rede de auto-atendimento por meio de totens, cada vez mais modernizados. Nossa tendência é fazer com que o cidadão tenha cada vez menos necessidade de vir ao Detran. E também de modernizar serviços que podem ser terceirizados.

A fórmula é repassar ao setor privado atividades menos complexas, investir na capacitação dos servidores públicos e implementar serviços que permitem o acesso automático por parte do cidadão para ampliarmos a eficiência dos serviços. Os quadros do Detran devem se debruçar sobre questões mais complexas como auditorias, testes práticos, cursos de qualificação contínua dos condutores. Os Detrans precisam passar a se dedicar a atividades que tenham mais relevância sobre a questão do trânsito, a mobilidade, a segurança viária.

As blitze antiálcool têm mostrado eficiência e contribuído com as reduções de acidentes e mortes. Mas as estatísticas ainda preocupam. Como os Detrans podem ajudar para ampliar a segurança no trânsito e evitar mortes?
O nosso maior problema não é fazer com que haja uma mudança radical de comportamento nos outros. Acredito que uma integração maior entre Detrans e

balada segu as redes de ensino, aliado ainda a investimentos contínuos, podem provocar nos próximos dez anos uma mudança na realidade. A expectativa é aproveitar as boas práticas e ampliar a fiscalização no trânsito. No Paraná, por exemplo, um trabalho intensivo tem melhorado os indicadores de mortes no trânsito e de motoristas flagrados com sinais de embriaguez. A responsabilidade é individual e afeta o coletivo. Por isso, é preciso mudar o comportamento das pessoas e instituir mais rigor na legislação, punições mais rigorosas para quem desrespeita o trânsito.

Estados como Piauí sofrem com a alta inadimplência de motoristas com o IPVA em atraso. De que forma é possível aumentar a arrecadação do tributo e a frota circulante regularizada?
Esse é um problema geral, em todo o Brasil. Temos uma estimativa de que em alguns estados até 30% da frota circulam de forma irregular. Intensificar as ações de fiscalização é a melhor forma de corrigir esse problema. Só assim o cidadão vai regularizar seu veículo. Mas há muitos casos em que o atraso ocorreu por um simples lapso. Por isso, os Detrans têm alertado sobre os prazos por meio de mensagens de e-mail e SMS. Essa linha…

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