Vida no trânsito: Uma questão multidisciplinar

Oliver: "Você sabe quantas pessoas ficam feridas e morrem por ano em acidentes de trânsito no Brasil?"
Oliver: “Você sabe quantas pessoas ficam feridas e morrem por ano em acidentes de trânsito no Brasil?”

Por Oliver Schulze* – Todo dia de manhã levo minhas filhas à escola. Hoje em menos de cinco minutos presenciei três barbaridades no trânsito. Primeiro uma criança aparentando menos de 10 anos sentada no banco da frente do carro sem cinto de segurança afivelado.

Em geral a justificativa dos pais para dispensar a segurança é a de que moram muito perto do colégio, porém não escolhemos o momento em que seremos envolvidos em um acidente, e é sabido que muitas das colisões ocorrem próximo à residência das vítimas.

Logo em seguida fui ultrapassado pela contramão por um motoqueiro, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Mais à frente quando cheguei ao cruzamento lá estava ele caído no chão ao lado da moto. Teve sorte de não ser atropelado. Como não fosse suficiente, na estrada um pedestre caminhava na pista de rolagem apesar do espaço exclusivo destinado para isso.

Outro dia nessa mesma estrada parei para uma pessoa atravessar na faixa de pedestre. A motorista do veículo que vinha atrás começou a buzinar muito e passou berrando “aqui não é lugar de parar não! Aqui não é Estados Unidos”. Realmente aqui não é os Estados Unidos e nunca será enquanto tivermos motoristas despreparados, descontrolados e desinformados.

Você sabe quantas pessoas ficam feridas e morrem por ano em acidentes de trânsito no Brasil? Fica chocado quando ocorre um acidente aéreo e morrem mais de 100 pessoas? Pois saiba que nas estradas do nosso País temos o equivalente a um grave acidente aéreo ou uma tragédia da boate Kiss por dia. Isso mesmo! Morrem mais de 50 mil pessoas por ano, ou quase 200 pessoas por dia.

Precisamos agir mais rápido diante de tanta violência. Sabemos que acidentes podem ocorrer por diversas razões, de problemas no veículo, falta de infraestrutura viária, condições climáticas adversas até o comportamento do motorista. Sim, a vida no trânsito depende de ações multidisciplinares.

No tocante à segurança veicular, seja por força da legislação brasileira, da concorrência cada vez mais forte em todos os segmentos da indústria automobilística, ou até mesmo de avaliações regulares feitas por organismos como a LATINNCAP, a evolução tem sido constante.

Nos últimos anos os veículos produzidos no País agregaram segurança, que alcançou com mais intensidade os carros mais luxuosos, que já oferecem recursos tecnológicos como o controle eletrônico de estabilidade (ESP), que evita que o veículo perca o controle em situações de risco. As melhorias não se restringem apenas à eletrônica, mas também à parte estrutural dos veículos com carroçarias que oferecem mais proteção ao ocupante.

No que diz respeito à infraestrutura viária é possível afirmar que há estradas em boas condições no Brasil, mas ainda há um longo caminho a percorrer para um sistema eficiente. Segundo a pesquisa CNT de Rodovias 2015, que percorreu e avaliou mais de 100 mil quilômetros de rodovias pavimentadas por todo o País, (19,7% concedidas 80,3% sob gestão pública) 57,3% delas são deficientes no estado de conservação. Na avaliação da pesquisa, o estado geral das rodovias sob concessão foi 78,3% bom e ótimo, enquanto nas vias públicas esse porcentual foi de 34%. Em relação à geometria das vias, 38,9% é o percentual de ótimo e bom nas concedidas, e de 18,8% nas públicas.

Ainda no quesito infraestrutura, projetar estradas mais seguras e intensificar a sinalização especial de advertência para condições de pista e climáticas, são ações mais que necessárias para a segurança de quem dirige em um país de dimensão continental com incontáveis variações de clima. Não há como alterar o clima, mas a prudência está ao alcance de todos os que dirigem.

O comportamento ao volante pode fazer a diferença entre a vida e a morte. O motorista precisa conhecer suas próprias limitações, as restrições do veículo e da estrada e se adequar à realidade. Situações diferentes exigem cuidados diferentes. Imagine um automóvel de mil cilindradas conduzido por alguém cansado, com cinco ocupantes, porta-malas cheio e pneus carecas, subindo a serra em um dia de chuva e neblina. Agora pense em um veículo com todos os equipamentos de última geração, dois ocupantes e motorista descansado dirigindo em uma estrada em boas condições de conservação, em um dia ensolarado. O motorista tem que se adequar às condições de dirigibilidade para tomada de decisões seguras.

Obviamente há inúmeros outros fatores que podem influenciar a habilidade de dirigir. Por isso e, antes de tudo, é necessário que prioritariamente haja respeito à vida. No Brasil ainda precisamos de um trabalho intenso e permanente de educação no trânsito, de conscientização, com abordagem em escolas, cursos de direção defensiva, palestras e demais treinamentos.

Nossa parte enquanto motoristas é respeitar o pedestre e a sinalização; manter a devida distância do veículo à frente; priorizar a segurança das crianças com equipamentos adequados à idade; reduzir a velocidade em caso de forte chuva e vento. Enfim, dirigir com consciência é contribuir para mais vida no trânsito e para a redução da triste estatística de mortes em nosso País. Um trânsito seguro depende de todos nós. Esse será o tema central do Painel de Segurança Veicular no 25º Congresso SAE BRASIL, que será realizado em outubro, em São Paulo.

 

*Oliver Schulze é engenheiro e dirige o Comitê de Segurança Veicular do Congresso SAE BRASIL 2016

 

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Detran-RS estimula projetos de mobilidade sustentável nas cidades

Autarquia busca novos municípios parceiros da Balada Segura
Autarquia busca novos municípios parceiros da Balada Segura

Durante o 36º Congresso de Municípios da Famurs, em Porto Alegre, o Detran gaúcho incentiva e orienta prefeitos e gestores a desenvolverem um cidade mais atrativa para ciclistas e pedestres. A autarquia também promove em seu estande no evento o programa Balada Segura e os cursos e atividades voltados para a educação no trânsito.

Nesta quinta-feira, 7, o diretor da autarquia, Ildo Mario Szinvelski, fala dos desafios e compromissos do gestor público para a mobilidade segura e a gestão eficiente do trânsito. E vai destacar a responsabilidade dos gestores municipais na construção de cidades com mobilidade sustentável, a importância da fiscalização de trânsito e as ações realizadas no âmbito estadual que contribuem com a redução dos acidentes.

No estande, gestores também serão conscientizados da relevância do Plano de Mobilidade Urbana, que é exigido por lei, e de priorizar o transporte verde. Componentes do Grupo de Trabalho do Detran-RS dedicado a estudar políticas de segurança para ciclistas, que conta com a participação de organizações da sociedade civil como Associação de Ciclistas de Porto Alegre (ACPA), Lappus e Mobicidade,  elaboraram um material de divulgação e estarão no estande para orientações e dúvidas.

Os municípios também vão poder aderir ao Balada Seguro e conhecer seus benefícios e contrapartidas na adesão. Atualmente, 28 municípios estão conveniados em várias regiões e a meta da autarquia é dobrar essa cobertura.

Técnicos da Divisão de Educação para o Trânsito do Detran/RS também apresentam os cursos disponíveis para diversos públicos: Bike na Rua, Bicicleta na Cidade, Condução Segura para Veículos Oficiais, Elaboração de Projetos em Educação para o Trânsito, Formação de Multiplicadores em Educação para o Trânsito, Educação para o Pedestre, além do PACTO (Programa de Ação Contínua para o Trânsito nas Organizações).

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Julho já registra campanhas de recall para 10 mil veículos

 

 

Corolla: risco de incêndio leva Toyota a convocar recall
Corolla: risco de incêndio leva Toyota a convocar recall

Mal começou o mês de julho e a indústria automotiva já convoca campanhas de recall que envolvem mais de 10 mil veículos. A lista tem modelos das marcas Toyota, Peugeot, Suzuki e Mercedes-Benz.

No caso da Toyota, o chamamento é direcionado a proprietários de modelos Corolla, Prius e Lexus CT200h. A campanha terá início no dia 25 de julho e abrangerá 3.668 automóveis fabricados entre outubro de 2007 e fevereiro de 2015, com numeração de chassi, não sequencial, compreendida entre os intervalos 9BRB*42E*95000501 a 9BRB*42E*A5008075, para modelos Corolla; JTDKN36U*D1579250 a JTDKN36U*F1927577, para modelos Prius; e JTHKD5BH*D2114789 a JTHKD5BH*F2231483, para os veículos Lexus, modelo CT200h.

A montadora identificou riscos de incêndio nesses automóveis devido a uma trinca no canal por onde passa o fluxo e gás do tanque de combustível, que pode apresentar vazamentos.

Já a Peugeot Citroën do Brasil Automóveis LTDA convoca proprietários de 4 mil veículos modelos 308 e 408 por risco de incêndio dos motores. A campanha, que começou no dia 5, envolve carros produzidos entre fevereiro e setembro de 2013, com numeração de chassi, não sequencial, compreendida entre os intervalos DG07G338 a EG041339, para os veículos Peugeot 308; e DG077031 a EG028698, para os veículos Peugeot 408.

De acordo com a montadora, a manta de isolamento acústico do capô do motor pode sofrer deformação e entrar em contato com o turbo do propulsor, causando incêndio e riscos aos ocupantes.

Problemas nos freios de veículos fabricados pela Suzuki, modelos Swift Sport e Swift Sport R, fabricados em 2014 e 2015, levaram a montadora a fazer o chamamento. A campanha tem início no dia 11 e abrange 320 automóveis, importados, com numeração de chassi, não sequencial, compreendida entre o intervalo 300004 a 300325. A montadora detectou o possível vazamento no sistema do freio e a perda de eficiência no acionamento, até a perda de capacidade do sistema, com riscos de acidentes fatais.

Pesados
Caminhões também estão na lista de recalls neste início de mês.  A Mercedes-Benz do Brasil LTDA protocolou Campanha de Chamamento dos caminhões Atego 1725 4×4 e Atego 1726 4×4, em razão da possibilidade de queda da caixa de transferência dos veículos, com risco de acidentes.

A campanha envolve 3 mil veículos produzidos entre janeiro de 2006 e maio de 2016, com numeração de chassi, não sequencial, compreendida entre o intervalo 9BM9580785B430734 a 9BM958078HB038845. De acordo com a montadora, a perda do torque dos parafusos de fixação dos suportes da caixa de transferência pode provocar a queda e danos físicos aos ocupantes.

Confira abaixo os canais de atendimento das montadoras para mais informações sobre as campanhas de recall:

 

Toyota

Por meio do telefone 0800 703 0206, ou pelos sites www.toyota.com.br e www.lexus.com.br.

 

Peugeot Citröen

Por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente Peugeot, pelo telefone 0800 703 2424, ou pelo site www.peugeot.com.br.

 

Suzuki

Pelo SAC 0800 770 3380 ou pelo site www.suzukiveiculos.com.br.

 

Mercedes-Benz

Pelo telefone (11) 3837-0709, ou pelo e-mail www.mercedes-benz.com.br.

 

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Uber dos caminhões já fez 3 mil fretes. E sem roubos

CargoX atinge a marca de embarques sem sinistros
CargoX atinge a marca de embarques sem sinistros

Considerada a Uber dos caminhões, a CargoX comemora a marca de 3 mil embarques. Todos sem sinistros. Para a transportadora, que opera conectada com uma rede de mais de 100 mil caminhoneiros autônomos, a ausência de acidentes ou roubos nos fretes realizados para seus clientes merece destaque no país, onde o transporte rodoviário de cargas é alvo da criminalidade.

Os furtos de cargas cresceram 42% no país desde 2012. Os prejuízos nos últimos dois anos somam R$ 2 bilhões, conforme levantamento da Associação Nacional do Transporte de Cargas & Logística (NTC&Logística). A violência nas estradas também é alarmante. As taxas de mortes no trânsito correspondem a 23,4 para cada 100 mil habitantes, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O monitoramento com tecnologia de ponta é um dos segredos da CargoX para garantir a segurança dos veículos em trânsito. O contato com sua rede de motoristas autônomos sobre oportunidades de cargas e rotas é feito por um aplicativo próprio, de uso interno. Os ados gerados diariamente por algoritmos oferecem os melhores trajetos, priorizando a segurança e otimização do percurso. “Nós utilizamos as informações produzidas por nosso BI para estabelecer procedimentos durante o transporte, para trazer mais segurança. A tecnologia e o big data são fortes aliados em nossa operação”, esclarece Alan Rubio, diretor de logística CargoX.

O treinamento dos caminhoneiros também é útil para a segurança em transporte, além da gestão da frota. “Os veículos passam por uma inspeção rigorosa que visa analisar todos os itens de segurança do veículo e o estado de conservação. A condição do caminhão tem impacto direto no aumento ou redução dos índices de acidentes”, informa o executivo.

Mesmo com os números crescentes de incidentes nas estradas brasileiras, a companhia pretende manter os resultados obtidos agora com relação à segurança no transporte de suas cargas. “A CargoX  está feliz com os resultados e vai continuar investindo nas melhores tecnologias para poupar o motorista e o embarcador de possíveis imprevistos. O nosso objetivo é fornecer um serviço de transporte inovador, de qualidade e seguro aos nossos clientes “, assegura Alan Rubio.

 

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Caminhoneiros usam simuladores de direção em treinamento

Equipamentos vão capacitar 50 mil profissionais das estradas em três anos
Equipamentos vão capacitar 50 mil profissionais das estradas em três anos

Caminhoneiros em treinamento agora contam com um instrumento que, comprovadamente, ajuda tem contribuído com a redução de acidentes de trânsito. Profissionais das estradas capacitados pelo SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) têm parte das instruções nos simuladores de direção veicular, que a partir de julho serão obrigatórios para candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Os 60 equipamentos híbridos oferecidos devem capacitar 50 mil motoristas de caminhão, carreta e ônibus até 2019.  Serão investidos R$ 41,56 milhões no projeto, montante que inclui o desenvolvimento de cursos, horas técnicas de manutenção, capacitação de instrutores e proposta pedagógica. Cada simulador custa, em média, R$ 692,7 mil.

A direção segura e eficiente, além de ajudar a reduzir acidentes e morte no trânsito, contribui ainda economicamente com a redução do consumo de combustível, menor custo de manutenção e menor impacto ao meio ambiente. “Além de contribuir para a segurança, o treinamento com os simuladores será importante para a redução de custos dos transportadores. O projeto atende à missão do SEST SENAT de promover o desenvolvimento profissional dos trabalhadores do setor de transporte e a responsabilidade socioambiental”, diz o presidente do Conselho Nacional do SEST SENAT e da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Clésio Andrade.

Motoristas poderão vivenciar situações de risco por meio da tecnologia. Até junho do ano que vem, todos os 60 simuladores estarão em funcionamento. Salas específicas de treinamento estão em construção nas unidades.

A infraestrutura utiliza recursos de alto padrão tecnológico e didático, com sistema de som e imagens.  Cinco cursos estão sendo lançados, adaptados ao equipamento. Os conteúdos abordam temas como condução segura e econômica, situações de risco, uso de tecnologias embarcadas, aperfeiçoamento de motoristas para o transporte de passageiros e cargas especiais e manobras.

Resultados
Em pelo menos onze países em que os simuladores são usados, a experiência trouxe resultados. No Japão, por exemplo, motociclistas usam o aparelho para aprender a dirigir há 20 anos. A queda nos acidentes sobre duas rodas já foi expressiva em 1998. Em 2007, a utilização do equipamento também passou a ser obrigatória para a formação de motoristas.

Na Tailândia, China e França, os simuladores são permitidos para cumprimento de parte da carga horária. Os aparelhos vêm sendo amplamente utilizados pelas autoescolas e são considerados um importante aliado para melhoria do processo de formação.

Na Holanda, autoescolas apoiam o uso do simulador de direção na formação de motoristas. A categoria divulga os benefícios e a redução no índice de reprovações, além da melhoria no nível de habilidade do condutor. Há também o uso regulamentado de simuladores de direção veicular e anotação de resultados em países como República Tcheca, Irlanda, Lituânia, Romênia, Rússia e Eslováquia.

 

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Radares de estradas federais são reativados

Radares foram desligados por falta de recursos
Radares foram desligados por falta de recursos

Radares desativados em 414 trechos de estradas federais concedidas à iniciativa privada foram reativados. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) atendeu à determinação do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil até que seja definida alternativa que garanta o funcionamento dos equipamentos efetivamente.

O órgão solicitou o desligamento desses radares por falta de recursos. Em nota, alegou que “considerando os limites orçamentários da LOA 2016 (Lei Orçamentária Anual), o Dnit precisou pedir que os 414 equipamentos (que fiscalizam 838 faixas) mantidos nos trechos concedidos fossem desligados e o fez em maio e junho, até que houvesse garantia de nova suplementação orçamentária para garantir a fiscalização eletrônica também nos trechos concedidos, até o final do ano”.

O Dnit argumenta que a manutenção dos controladores de velocidade passa a ser de responsabilidade das concessionárias. O Ministério dos Transportes solicitou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a apresentação de uma solução, dentro de 30 dias, que viabilize o funcionamento dos equipamentos nesses trechos de rodovias federais.

Controle de velocidade
Os equipamentos integram o Plano Nacional de Controle de Velocidade (PNCV). São 3.467 equipamentos entre radares fixos, controladores de avanço de sinal vermelho e lombadas eletrônicas. No total, são 6.469 radares.

A manutenção e o monitoramento são feitos por empresas contratadas via licitação. As infrações de trânsito registradas pelos aparelhos são enviadas, automaticamente, para o Dnit. Conforme o órgão, mensalmente são investidos cerca de R$ 4 mil por faixa fiscalizada.

Como os contratos do atual PNCV vencerão em dezembro, o Dnit afirma que já está em processo de licitação a nova etapa do Plano. Os radares serão redistribuídos na malha rodoviária sob responsabilidade da União e garantirão o monitoramento de 7.947 faixas.

Segundo dados divulgados pela Coordenação Geral de Operações Rodoviárias do DNIT, a redução de acidentes nas rodovias foi o principal benefício que Plano Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade trouxe aos cidadãos brasileiros. Comparando os registros da PRF, de 2010 até 2015 constata-se a redução no total de acidentes nas vias federais sob jurisdição do DNIT de 30,6%.

 

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Hora da verdade: App avalia se motorista é bom de volante

App oferece descontos em serviços para bons motoristas
App oferece descontos em serviços para bons motoristas

Para quem se considera um bom motorista ou tem dúvidas sobre as habilidades ao volante, agora ficou fácil saber definitivamente a resposta. Com uma mãozinha da tecnologia, é possível mensurar o grau de experiência do condutor e o domínio sobre o automóvel. E com recompensas para quem se sobressai. 

Ferramenta desenvolvida pela Ford e apresentada na Semana de Tecnologia de Londres atribui pontos ao motorista de acordo com seu comportamento em trânsito. Na prática, é usada a mesma lógica dos aplicativos de ginástica e condicionamento físico para classificar o modo de dirigir do usuário. 

Com um bom comportamento, o motorista avaliado ganha pontuações que podem ser revertidas em descontos em serviços de compartilhamento, aluguel e seguro de carros. “Como os aplicativos que mostram a distância percorrida e as calorias que queimamos, a pontuação do motorista incentiva as pessoas a dirigir de modo mais inteligente”, diz Jonathan Scott, líder do projeto Ford Smart Mobility. “Queríamos entender melhor como as pessoas usam nossos produtos e ajudá-las a melhorar seu comportamento. A pontuação, combinada com orientações, torna isso mais fácil”.

Pesquisa
Sensores colheram dados de mais de 40 Ford Fiesta conduzidos nas ruas de Londres por voluntários por um período de quatro meses. A análise incluiu desde movimentos mais leves como frenagem bruscas, além das condições de dirigibilidade. 

Esses dados, segundo a Ford, são propriedade dos consumidores e poderão ser usados para lhes oferecer vantagens por mecanismos ainda em estudo.

Além disso, o aplicativo vai instruir o motorista sobre como melhorar a sua direção. A ferramenta explicará coisas como usar a marcha corretamente, manter a aceleração constante e fazer curvas suaves. Também calcula a pontuação de cada trajeto a partir de dados de aceleração, frenagem e uso da direção. Por meio de gráfico, o motorista poderá ver quais dias dirigiu melhor. 

 

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Stop the Crash: Movimento por carros mais seguros chega à AL

Lançamento do Stop the Crash em Santiago do Chile
Lançamento do Stop the Crash em Santiago do Chile

A iniciativa Stop the Crash, que cobra de montadoras medidas para aumentar a segurança dos carros e corrigir falhas que podem tirar a vida de seus consumidores, acaba de chegar à América Latina. A aliança foi firmada em evento em Santiago do Chile.

Dando continuidade às ações do lançamento mundial ocorrido em Brasília no ano passado, durante a Conferência Mundial de Alto Nível sobre Segurança Viária, o Stop the Crash promoveu eventos ao redor do mundo para incentivar a adoção de sistemas de segurança.

A aliança com a AL foi firmada com o apoio da Comissão Econômica para América Latina das Nações Unidas e do Ministério de Transporte e Telecomunicações do Chile. Foram desenvolvidas demonstrações do controle eletrônico de estabilidade (ESC), frenagem autônoma de emergência (AEB), freios antibloqueio (ABS) para motocicletas e segurança dos pneus.

Em abril, a StC atingiu um marco com a adoção de resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que convidou Estados membros a adotarem sistemas de segurança ativa como itens de série nos automóveis. O Global New Car Assessment Programme (Global NCAP), junto com a CEPAL, organizou um Seminário de Segurança de Alto Nível sobre Segurança Veicular, contando com representantes da CEPAL, do Automóvel Clube do Chile (ACCHI) e da Fundação FIA.

“Estamos muito contentes e orgulhosos de que o Stop the Crash inicie em nosso país. Vamos trabalhar para melhorar nossa normativa e também para promover, entre os consumidores, a importância dos aspectos tecnológicos mostrados neste evento para evitar acidentes de trânsito e salvar vidas”, disse o ministro de Transporte e Telecomunicações no Chile, Andrés Gómez.

“Tecnologias como o ESC têm o potencial de salvar milhares de vidas todo ano na América Latina. Os governos precisam implementar as normas das Nações Unidas para a Segurança Veicular e fazer que elas sejam incorporadas nos carros vendidos na região o mais rápido possível”, afirmou David Ward, secretário-geral do Global NCAP e presidente do Stop the Crash.

Alejandro Furas, secretário-geral do Latin NCAP, comentou que “o Latin NCAP fica orgulhoso em receber o Stop the Crash e esperamos que este evento colabore para a adoção rápida destas tecnologias tão importantes, já que infelizmente a região está muito relegada a respeito deste assunto”.

Neste contexto, o Latin NCAP emite a Declaração de Santiago do Chile que inclui recomendações a governos, fabricantes, responsáveis de frotas e organizações da região para colaborarem, cada um em sua esfera, com a produção de veículos mais seguros e democratizar o acesso à segurança viária”.

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Capacetes são reprovados em avaliação da Proteste

Bieffe B40 é modelo mais seguro e também o mais barato
Bieffe B40 é modelo mais seguro e também o mais barato

Testes feitos em nove capacetes pela Associação de Consumidores PROTESTE demonstraram que alguns modelos aprovados nas normas brasileiras oferecem riscos à segurança dos motociclistas. As análises levam em consideração os padrões europeus, que são mais rigorosos.

Foram eliminados da lista de produtos confiáveis os modelos FF358, 810 e Liberty 4 das marcas LS2, Zeus e Pro Tork. Produtos não passaram na prova de absorção de impacto. Neste caso, o motociclista que sofrer um acidente com um destes modelos corre o risco de não ter sua cabeça protegida. Apesar disso, os três possuem selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Por outro lado, há modelos bem avaliados na lista e com preços bem inferiores. Shark S700 e MT Blade foram os melhores nessa avaliação e apresentaram evolução em relação aos resultados de 2007, quando nenhum dos itens oferecia proteção adequada contra acidentes.

Um dos critérios avaliados foi a firmeza do capacete na cabeça, essencial para garantir que o item continue fixado em caso de acidente. Foram feitas duas análises neste quesito. Na primeira verificou-se a capacidade de o capacete ficar na cabeça, sendo apenas um, o Norisk, com nota abaixo dos demais. Na segunda, foi verificado se a cinta jugular e seu fecho suportam uma queda. O Peels ficou com a nota mais baixa e o MT obteve o padrão “aceitável”.

A escolha mais em conta, o Bieffe B40, é mais segura que o Shark S700 que custa…[LEIA MAIS]

“Sou + 1”: Contran define tema da Semana Nacional de Trânsito

Tema foi inspirado em Movimento Maio Amarelo
Tema foi inspirado em Movimento Maio Amarelo

“Eu sou + 1 por  um trânsito + seguro” é o mote Semana Nacional de Trânsito, definido na reunião do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) do dia 24 de maio que teve na pauta o evento, que será realizado de 18 a 25 de setembro.

A temática acompanha a evolução das ações do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) em torno da Década Mundial de Ações Para a Segurança do Trânsito – 2011/2020, cuja finalidade é lembrar o cidadão de sua responsabilidade no trânsito e valorizar atitudes que estimulem a segurança viária.

“O ator do trânsito deve ser tratado como alguém que tem o poder de decidir o seu destino e que é o responsável pelas próprias ações e sofrerá as consequências de suas escolhas.  Assim, o tema “Década Mundial de Ações Para a Segurança do Trânsito – 2011/2020: Eu sou + 1 por um trânsito + seguro”, possibilita realizar ações focadas em pedestres, ciclistas, motociclistas, passageiros e condutores”, avaliou o órgão em nota.

Maio Amarelo
O tema definido pelo Contran é inspirado na campanha mais recente do Movimento Maio Amarelo, que usou o slogan “Eu sou + 1 por um trânsito mais humano”. A iniciativa chamou a atenção do Denatran que entendeu que poderia dar continuidade ao tema, reforçando o conceito de que atitudes individuais no trânsito fazem a diferença no coletivo.

O Movimento Maio Amarelo envolve representantes de 18 estados (AL/AM/BA/CE/ES/GO/MT/MS/MG/PA/PB/PR/PE/RJ/RS/RO/SC/SP/SE) que são escalados anualmente para durante o mês de maio auxiliarem nas ações em suas regiões. São pessoas que já atuam no meio, em diversas áreas, foram convidadas e aceitaram o desafio. Elas dão exemplo diariamente e não medem esforços para levar a conscientização para um trânsito mais seguro para todos os municípios.

Quarto do ranking
O Brasil é um dos países recordistas em mortes no trânsito. A taxa de mortes é de 23,4 vítimas fatais para cada 100 mil habitantes, segundo informou a Organização Mundial de Saúde (OMS) na quinta-feira, 19, em Genebra, na Suíça. Trata-se do quarto país no ranking da violência no trânsito no continente americano, atrás somente de Belize, República Dominicana e Venezuela, a última, com o maior índice, de 45,1 mil óbitos, na mesma base de comparação.

O número de mortos nas estradas, ainda de acordo com a OMS, chegarão a 1 milhão por ano em 14 anos. Essa projeção de acidentes terá reflexos mais violentos em países em desenvolvimento, o que inclui o Brasil. “Mais de 90% de mortes no trânsito ocorrem nesses países que detêm 82% da população mundial, mas apenas 54% de veículos registrados”, destaca o documento.

A Organização culpa a regulamentação fraca, precariedade das vias, fragilidade dos veículos e aumento da frota. Os acidentes com veículos figuram a nona causa de morte no mundo entre pessoas de 15 a 69 anos.

A violência no trânsito é uma das ameaças para o aumento da esperança de vida em muitos países, apesar de o indicador ter aumentado em cinco anos, a maior aceleração desde os anos 1960.

 

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