Deixar de ligar faróis de dia na pista vai dar multa a partir de sexta

Motorista que desrespeitar lei vai perder quatro pontos na CNH
Motorista que desrespeitar lei vai perder quatro pontos na CNH

Entra em vigor nesta sexta-feira, 8, a Lei nº 13.290 que torna obrigatório o uso de farol baixo durante o dia em rodovias brasileiras. Até lá, motoristas têm sido orientados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) de que o desrespeito irá gerar multa. O uso de faróis baixos ou de faróis de rodagem diurna (DRL) é suficiente para o cumprimento da lei e estão regulamentados pela Resolução CONTRAN nº 227/2007. Vale ressaltar que faróis de neblina, de milha, ou faroletes, não cumprem a função exigida pela lei.

A infração é de natureza média, com quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação e multa de R$ 85,13. Anteriormente, o uso do farol baixo nas rodovias durante o dia era opcional. De acordo com o senador José Medeiros (PSD-MT), que foi relator da matéria e foi policial rodoviário federal por 20 anos, trata-se de um procedimento simples, mas que vai contribuir com a redução de colisões frontais nas rodovias. “O trânsito brasileiro é um dos que mais matam no mundo. São quase cinquenta mil vítimas fatais por ano. Essa proposta, além de não ter custos pode resultar em menos acidentes”, afirmou José Medeiros.

Pesquisa realizada no Canadá aponta que manter os faróis ligados durante o dia torna o veículo visível para quem trafega na direção oposta a uma distância de até três quilômetros. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) orienta o uso do farol como forma de prevenir colisões frontais, já que acionar as luzes aumenta em 60% a visibilidade dos veículos.

Estados como Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul já obrigavam condutores…[LEIA MAIS]

Ministério do Trabalho e PRF vão fiscalizar jornada dos caminhoneiros

Excesso de fadiga em motoristas profissionais é responsável por morte de 2 mil pessoas por ano
Excesso de fadiga em motoristas profissionais é responsável por morte de 2 mil pessoas por ano

Ministério do Trabalho e Polícia Rodoviária Federal (PRF) vão atuar conjuntamente na fiscalização da jornada de trabalho dos motoristas profissionais de transporte de cargas. Reforço foi anunciado durante reunião na terça-feira, 38, do ministro Ronaldo Nogueira com representantes do Comando Nacional do Transporte.

“Vamos planejar mais ações integradas com a Polícia Rodoviária Federal”, ressaltou o ministro, lembrando que o órgão participa de um grupo móvel que fiscaliza o cumprimento da legislação.

Nogueira disse ainda que cumprimento da jornada é essencial para garantir a segurança nas estradas brasileiras. A Lei dos Caminhoneiros, sancionada no ano passado, determina o trabalho diário de motoristas profissionais de até 12 horas, sendo duas extras e outras duas definidas em acordo coletivo.

“Em muitos casos, os motoristas continuam ultrapassando 16 horas de trabalho sem parada. Não se trata da falta de pontos de parada, mas de desrespeito às regras”, relatou Ivar Luiz Schmidt, da direção do Conselho.

Representantes do CNT também pediram que o exame toxicológico para os motoristas seja custeado pelo SUS (Sistema Único de Saúde). “Junto com o ministro Ronaldo, vamos conversar com o Ministério da Saúde, a quem compete analisar esse pedido”, afirmou o ministro.

Cansaço
Setores ligados ao transporte de cargas afirmam que permitir que o caminhoneiro dirija por um período exaustivo é um ato criminoso. O Programa SOS Estradas estima que 2 mil pessoas devem morrer em função de acidentes provocados por motoristas profissionais com excesso de fadiga.

Quando o tema entrou em discussão, o Ministério do Trabalho, especialistas e parlamentares ligados a segurança no trânsito apresentaram à Presidência da República estatísticas que evidenciavam os efeitos da nova legislação. Em 2007, o MPT ouviu 104 caminhoneiros examinados durante operação nas rodovias do Mato Grosso. Cerca de 80% dos profissionais abordados pelos promotores relataram sentir sono em serviço.

 

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Estradas federais têm trânsito menos violento no feriado

PRF divulga balanço da Operação Semana Santa
PRF divulga balanço da Operação Semana Santa

As estradas federais tiveram um trânsito menos violento no feriado prolongado. O balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) dos trabalhos realizados na Operação Semana Santa, entre os dias 24 e 27 de março, contabiliza a redução de 18% no número de mortos. No total, 82 pessoas perderam a vida neste ano, contra 96 em igual período do ano passado.

Leia também: O que falta para o Brasil ter um trânsito menos violento?

De acordo com o coordenador-geral de Operações da corporação, Ciro Ferreira, houve também queda de 44% no índice de acidentes graves.  “Nós reforçamos o policiamento e houve um implemento na fiscalização com a utilização de todos os radares e etilômetros da PRF. Mas a conscientização dos condutores também contribuiu para a redução de acidentes”, explicou.

A PRF contabilizou 1.274 acidentes graves, contra 1.895 registrados em igual período do ano passado. O coordenador-geral afirma que ainda…[LEIA MAIS]

Violência diminui em estradas federais no carnaval

PRF flagrou 70 mil veículos acima do limite de velocidade
PRF flagrou 70 mil veículos acima do limite de velocidade

As estradas federais tiveram redução de 48% nos acidentes durante a Operação Carnaval 2016, realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Entre sexta-feira (5) e terça-feira (9) foram registradas 1.429 ocorrências, sendo 150 graves. Mais de 1,4 mil pessoas ficaram feridas e 94 morreram.

No ano passado, entre os dias 13 e 17 de fevereiro, a operação contabilizou 2.306 acidentes, sendo 344 graves. Foram 2.306 feridos e 97 mortos.

Policiais se mobilizaram desde a última sexta em trechos considerados críticos para ampliar a segurança de usuários nas rodovias. Mesmo com o esforço na fiscalização e os trabalhos em campanhas de prevenção ao uso do álcool por motoristas, foram flagrados 1.249 condutores embriagados, sendo 153 presos.

Excessos que matam condutores que insistem em desobedecer as regras…[MAIS]

Conheça os trechos mais perigosos de rodovias do país

Pontos mais letais de estradas brasileiras foram mapeados por PRF e Ipea
Pontos mais letais de estradas brasileiras foram mapeados por PRF e Ipea

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), em conjunto com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mapeou 20 pontos mais letais de rodovias brasileiras. Foram analisados 200 quilômetros de trechos rodoviários em que foram detectados maiores índices de acidentes graves e de óbitos.

No período, os pontos tiveram 11,3 mil acidentes, sendo 1,3 mil graves. Foram registradas ainda 152 mortes. O trecho que registrou o maior número de mortes em 2014 vai do quilômetro 340 ao 350 da BR-116, em Fortaleza (CE). Foram 15 óbitos neste período. Com 13 vítimas fatais, o segundo ponto mais crítico fica na BR-101, em Recife (PE), entre os kms 60 e 70. Dividem o ranking, com 11 mortes cada, as BRs 101 e 222, respectivamente, nos municípios de Serra (ES) e Caucaia (CE). Também no Espírito Santo, em Linhares, a BR-101 tem um dos trechos mais letais, que vai entre os kms 140 e 150, com 10 vítimas fatais em acidentes registrados no ano passado (confira a tabela geral na próxima página).

Já o ranking de acidentes graves é encabeçado…[MAIS]

CNT: Condições da malha rodoviária aumentam riscos de acidentes

Pistas simples e de mão dupla aumentam riscos de colisões frontais
Pistas simples e de mão dupla aumentam riscos de colisões frontais

As condições da malha rodoviária nacional potencializam os riscos de acidentes. É o que revela estudo da Confederação Nacional de Transportes (CNT), que analisou mais de 100 mil quilômetros de vias federais, estaduais e sob concessão.

O mapeamento mostra que 86% das rodovias são de pista simples e de tráfego nos dois sentidos. Além disso, constatou-se que em 83% dos trechos de subida não têm faixa adicional, dispositivo importante para ultrapassagens.

De acordo com o chefe do Núcleo de Estatística da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Marcus Vinícius Moreira, a maior parte das colisões frontais – que contabilizam o maior número de mortos nas estatísticas – acontece em pistas simples. “São ultrapassagens em locais proibidos, ou até em locais onde ela é permitida, mas o motorista não visualiza o outro veículo vindo em direção contrária”, explica.

O cenário causa outros transtornos logísticos. Em pistas simples, principalmente onde há maior fluxo de caminhões, o transporte fica lento e aumenta o custo operacional das empresas.

Entre as rodovias sob jurisdição do poder público, 94% têm pista simples. Já nas privatizadas, o índice cai para 54%. Outro dado que preocupa é que 40% das rodovias não têm acostamento, o que aumenta o risco aos motoristas e passageiros já que, diante de imprevistos, os condutores não têm área de fuga.

Precariedade e prejuízos
Os custos com o transporte rodoviário de cargas chegam a dobrar em vias onde o pavimento é considerado péssimo. Nas estimativas de pesquisa da CNT, o aumento nos gastos é de 65,6% em rodovias ruins e de 41%, nas regulares. Já quando o pavimento é classificado como ótimo não há aumento no custo operacional, que abrange o consumo de combustível, tempo de viagem e manutenção dos veículos.

Em média, o impacto é de 25,8% no custo operacional. Nas rodovias…[MAIS]

Conheça os trechos mais perigosos de rodovias do país

Pontos mais letais de estradas brasileiras foram mapeados por PRF e Ipea
Pontos mais letais de estradas brasileiras foram mapeados por PRF e Ipea

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), em conjunto com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mapeou 20 pontos mais letais de rodovias brasileiras. Foram analisados 200 quilômetros de trechos rodoviários em que foram detectados maiores índices de acidentes graves e de óbitos.

No período, os pontos tiveram 11,3 mil acidentes, sendo 1,3 mil graves. Foram registradas ainda 152 mortes. O trecho que registrou o maior número de mortes em 2014 vai do quilômetro 340 ao 350 da BR-116, em Fortaleza (CE). Foram 15 óbitos neste período. Com 13 vítimas fatais, o segundo ponto mais crítico fica na BR-101, em Recife (PE), entre os kms 60 e 70. Dividem o ranking, com 11 mortes cada, as BRs 101 e 222, respectivamente, nos municípios de Serra (ES) e Caucaia (CE). Também no Espírito Santo, em Linhares, a BR-101 tem um dos trechos mais letais, que vai entre os kms 140 e 150, com 10 vítimas fatais em acidentes registrados no ano passado (confira a tabela geral na próxima página).

Já o ranking de acidentes graves é encabeçado…[MAIS]

Operação combate transporte pirata de passageiros em Goiás e Minas

Goiás registrou marca recorde em operações, com 94 autuações
Goiás registrou marca recorde em operações, com 94 autuações

Fiscais da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizaram durante quatro dias operação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal em Goiás e Minas Gerais de combate ao transportes clandestino interestadual de passageiros. Foram abordados 195 veículos, dos quais 116 foram autuados e 30 apreendidos por irregularidades.

De acordo com a ANTT, os trabalhos envolveram 20 agentes fiscais da Agência. A Operação Círculo de Fogo, como foi batizada, teve a participação das Unidades Regionais do Centro-Norte, Bahia, Maranhão, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além de nove agentes da PRF.

Só em Goiás, que atingiu a marca recorde, foram registradas 94 autuações. Já em Minas Gerais foram 22. Entre as irregularidades encontradas, a principal foi o uso do transporte não autorizado. Também foram efetuados autos por problemas…[MAIS]

No feriadão, PRF autua milhares de motoristas por excesso de velocidade

PRF aplicou 725 multas por hora por excesso de velocidade
PRF aplicou 725 multas por hora por excesso de velocidade

Os abusos nas estradas federais durante o feriado prolongado foram registrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), principalmente o desrespeito aos limites de velocidade. Somente este tipo de infração passou de 70 mil casos em três dias da Operação Independência, uma média de 725 multas aplicadas por hora.

A PRF avalia que o alto índice de casos de motoristas que dirigem a uma velocidade acima do que é permitido demonstra a necessidade de medidas urgentes de mudança de comportamento dos motoristas.

Os policiais flagraram ainda mais de mil motoristas que dirigiam sob efeito de bebida alcoólica em mais de 38,9 mil testes de bafômetro aplicados no período. Outras 151 pessoas foram presas por estado de embriaguez ao volante. Nestes casos, os condutores apresentam concentração de álcool superior a 0,34 miligrama por litro de ar.

Em Altos, no Piauí, a polícia abordou um motociclista que trafegava na contramão e sem capacete. Ele apresentava concentração de 1,81 mg de álcool por litro de ar, valor 45 vezes superior ao limite estabelecido por lei.

Mesmo depois que a fiscalização apertou o cerco contra motoristas que fazem ultrapassagens indevidas e a multa ficou mais cara, a prática ainda é comum. Só durante o feriado prolongado foram feitas 6,7 mil autuações pela infração.

Acidentes
No período foram registradas 92 mortes em acidentes nas BRs. Apenas dois responderam por 14% desse total.

Na BR-070, em Goiás, uma colisão frontal entre uma caminhonete e uma picape resultou na morte de quatro adultos e três adolescentes. Outro, na BR-251, em Minas Gerais, deixou mortos dois adultos, dois adolescentes e duas crianças, todos da mesma família. Também foi uma colisão frontal entre um caminhão cegonheira e um carro de passeio.

PRF aplica 4,5 mil multas por hora por excesso de velocidade

PRF registrou 4,5 mil multas por hora
PRF registrou 4,5 mil multas por hora

O volume de multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) a motoristas que trafegavam em alta velocidade chegou a 4,5 mil por hora. A média é de um total de 18,4 mil registros feitos a partir da última quinta-feira, 27, quando foram intensificadas as ações de fiscalização em estradas federais de todo o país para coibir abusos na direção.

Em cada dia, guarnições reforçaram o policiamento em 152 pontos estratégicos nas BRs. Os locais foram definidos a partir de pontos estatísticos. Ouvido pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o assessor nacional de comunicação da PRF, inspetor Diego Brandão, disse que os números surpreendem, mesmo com o aviso antes da operação sobre os trabalhos. “Isso demonstra que muita gente não se atenta para o comportamento agressivo no trânsito”, avalia.

Alguns carros flagrados pelos radares trafegavam a mais de 190 km/h. Para excesso de velocidade, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê multa de R$ 85,13 e quatro pontos na carteira de habilitação quando o velocímetro marcou até 20% mais que o permitido na via; R$ 127,69 e cinco pontos na carteira quando a velocidade variou de 20% a 50% mais que o limite; e nos casos em que excedeu a permitida em mais de 50%, a multa será de R$ 574,62, além de sete pontos na carteira e suspensão do direito de dirigir.

Multas
O excesso de velocidade foi a causa da aplicação de cerca de 2 milhões de mulas só neste ano pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em estradas do país. Os registros já superam a soma de todo o ano passado, quando 1,3 mil autuações foram feitas por essa infração.

A próxima etapa será no dia 2 de setembro, quando a PRF realizará fiscalizações para coibir a ultrapassagem em locais proibidos, que provoca colisões frontais, as mais graves e com maior número de mortes.

A meta é reduzir os índices de acidentes e mortes nas estradas. Esse é um dos fatores que causam colisões de maior gravidade. Em 2014, entre as ocorrências que tiveram registros de mortes, 32% foram por falta de atenção, 20% por velocidade acima do permitido na via e 12% por ultrapassagens perigosas.

A maior parte dos acidentes ocorre em áreas urbanas, mas 70% das mortes são em áreas rurais, onde os motoristas assumem riscos em ultrapassagens. Os trechos escolhidos para o aumento na fiscalização foram selecionados a partir de dados estatísticos, que indicam os trechos com maior incidência de ocorrências graves e de motoristas flagrados acima do limite de velocidade.