Parcerias para a Mobilidade do Futuro

 

Jomar: "Estamos longe de termos uma estratégia em âmbito nacional"
Jomar: “Estamos longe de termos uma estratégia em âmbito nacional”

Por Jomar Napoleão* – O crescimento contínuo dos grandes centros urbanos lança desafios importantes para o setor da mobilidade, seja de passageiros ou de cargas, em todos os modais. Tais desafios evidenciam um conflito basilar entre o número vertiginosamente crescente de usuários com necessidade de transporte cada vez mais veloz e a sustentabilidade do sistema, além da preservação do meio ambiente.

Nos mercados asiático, europeu e norte-americano esse cenário de alta complexidade tem impelido empresas, centros de pesquisa, universidades e autoridades à busca de ações conjuntas e coordenadas para soluções não apenas tecnológicas, mas que incluem especialmente legislação.

Essa é uma tendência irreversível, com soluções específicas para cada região. Por exemplo, em Bangkok há investimento massivo na ampliação das redes de trens urbanos e metrôs enquanto em Frankfurt e Viena, os planos são para o desenvolvimento da integração de veículos por redes digitais inteligentes, que, com a introdução da condução autônoma, permite a melhoria dos fluxos.

Esses exemplos mostram que não há uma solução padrão para todos os países e cada um tem que desenvolver suas propostas mais eficientes.

Dentro desse escopo sobressaem como parte da solução para a mobilidade itens de segurança e conforto, frequentes na cesta das novas necessidades dos usuários de transporte, tanto público quanto individual. Há vários exemplos de tecnologias antes restritas a veículos do segmento de luxo, hoje aplicadas em todos os segmentos, como controle de estabilidade, tração entre outros.

Áreas importantes de inovação tecnológica surgem ainda no desenvolvimento de modelos de gerenciamento dos vários modais de transporte, na interconexão entre o transporte individual e de massas, e na complexidade dos algoritmos e softwares de gerenciamento tanto dos veículos como da malha viária.

No caso do Brasil, exceto por algumas iniciativas pontuais em algumas cidades de uso de carro compartilhado, estamos longe de termos uma estratégia em âmbito nacional. Temos que pensar em criar grupos de trabalho integrados rapidamente.

Um bom começo seria entregar as linhas de metrô, que estão atrasadas na maioria das cidades. É inconcebível no mundo atual que cidades do porte de Curitiba e Campinas, não tenham nenhuma linha de metrô. Fica difícil falar em integrar algo que não existe.

O lado bom é que as oportunidades existem, estão aí.

O conceito de veículo autônomo faz parte da solução, tanto no que afeta conforto e segurança como no que implica em melhoria do tráfego. As empresas do setor têm atualmente suas áreas de pesquisa e inovação totalmente dedicadas ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de tecnologias para atender a essas demandas.

Engenheiros-chefes de corporações como Volkswagen, Ford, Daimler AG, Embraer e Bosch tendências e tecnologias para a mobilidade debaterão o tema no Painel de Engenheiros-chefes do Congresso SAE BRASIL 2016, em São Paulo.

 

*Jomar Napoleão é engenheiro e dirige o Painel Engenheiros-chefes do 25º Congresso SAE BRASIL.

O futuro da mobilidade com MINI e Rolls-Royce

Veículos foram pensados para as próximas décadas
Veículos foram pensados para as próximas décadas

Já imaginou como será a mobilidade nas próximas décadas? Se era difícil imaginar há década dos avanços do carro autônomo e do boom dos serviços online de compartilhamento de veículos, hoje dá para acreditar que vem muita coisa incrível por aí. E uma destas maravilhas começa a tomar forma em projetos do grupo BMW.

Como parte das comemorações de seu centenário, a montadora acaba de revelar dois carros-conceito para as marcas MINI e Rolls-Royce. O MINI Vision Next 100 e o Rolls-Royce Vision Next 100 materializam a visão de projetistas e engenheiros sobre a mobilidade nas próximas décadas.

O carro-conceito MINI, por exemplo, foi pensado como o futuro do carro sob o aspecto do envolvimento emocional e como a empresa pretende acompanhar um mundo cada vez mais conectado e digitalizado. O uso dos recursos é criterioso e voltado pra o compartilhamento do automóvel, apesar da individualidade que o modelo sugere em sua concepção.

O MINI do futuro estará totalmente acessível ao motorista, no local desejado e de forma totalmente autônoma, adaptando-se aos desejos pessoais, interesses e preferências de quem estiver ao seu comando. E no ponto central está a inteligência digital e conectada. “A MINI procura oferecer mobilidade inteligente e evidenciada em cidades, e que envolvem todos os sentidos. E, no futuro, você não necessariamente precisará possuir um veículo para desfrutar dos benefícios“, explica o vice-presidente sênior de Design do BMW Group, Adrian van Hooydonk.

“Digitalmente Meu” é uma das abordagens de temas do concept car. Permite que o veículo se torne instantaneamente adaptável às necessidades do motorista, ideal em situações de compartilhamento de carros. Um dispositivo central possibilita selecionar uma configuração customizada para cada condutor, envolvendo entretenimento, comunicações e opções de condução autônoma.

Rolls-Royce
Primeiro veículo puramente visionário na história de 112 anos da marca, o Rolls-Royce Vision Next 100 foi desenhado com o cuidado de garantir o futuro dentro dos apelos da marca como luxo, exclusividade, superação das expectativas e a combinação entre o trabalho artesanal e as novas tecnologias e tendências futuristas. Estas questões foram traduzidas para um veículo leve e movido a eletricidade.

O carro-conceito pode ser configurado de acordo com as necessidades de cada cliente, desde a configuração da carroceria até detalhes tecnológicos. Entre os aspectos-chave para uma nova dimensão de luxo automotivo, o Rolls-Royce Vision Next 100 incorpora o conceito de Visão Pessoal, em que os próprios clientes poderão encomendar seus próprios carros aos projetistas da marca por meio de um chassi construído artesanalmente a partir de materiais avançados e alimentados por um motor de emissões zero.

O veículo também é equipado com um assistente virtual batizado de Eleanor, em referência à modelo Eleanor Thorton, que serviu de inspiração à confecção da estatueta Spirit of Ecstasy (Espírito do Êxtase), tradicional ornamento que adorna o capô dos modelos da Rolls-Royce. Trata-se de uma representação virtual do adereço que surge no visor de LED e cuja inteligência cibernética é capaz de aprender sobre as necessidades e interesses dos ocupantes.

 

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Denatran vai premiar autores de projetos de trânsito

Prêmio chega à sua 15ª edição
Prêmio chega à sua 15ª edição

Autores de projetos de trânsito poderão ser premiados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). O órgão, vinculado ao Ministério das Cidades, tornou público regulamento da 15ª edição do Prêmio Denatran de Educação no Trânsito que elegerá os três melhores trabalhos que terão prêmios entre R$ 1 mil e R$ 7 mil.

Ao todo, são dez categorias: 1º ao 5º ano; ensino fundamental: 6º ao 9º ano; ensino médio; educação de jovens e adultos – EJA; educação especial; educação – projetos de educação no trânsito; educação de trânsito; comunicação; cidadania; segurança veicular.

O concurso também tem participação estendida a educadores, órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito – SNT, organizações, instituições ou empresas (com ou sem fins lucrativos) que promoveram programas e/ou projetos de trânsito em 2015 e/ou 2016, profissionais de mídia e estudantes; agências de publicidade, empresas, ONGs, ou pessoas que desenvolveram projetos pedagógicos inéditos sobre o tema.

Segundo o Denatran, o prêmio tem o objetivo de estimular estudantes a desenvolverem pesquisas de sistemas que ofereçam maior segurança aos usuários na circulação de veículos e contribuir com a Década Mundial de Ações para a Segurança no Trânsito, que envolve países na meta de ONU de reduzir pela metade a violência no trânsito no período 2010-2020.

Inscrições
rojetos podem ser inscrito até o dia 4 de julho pelo site do Denatran. Trabalhos deverão ser enviados por correio e postados até 1º de agosto para o Deantran, no endereço: XV Prêmio Denatran; “Categoria (nome da categoria que participará)”; Ministério das Cidades; Departamento Nacional de Trânsito (Denatran); SAUS Quadra 01 Lote 1/6 Edifício Telemundi II; 5º andar – Sala 506; CEP: 70.070-010 – Brasília/DF.

A relação dos vencedores será divulgada no site do Denatran no dia 17 de outubro. As dúvidas referentes ao concurso podem ser enviadas por e-mail para premio.denatran@cidades.gov.br.

Confira AQUI a íntegra do regulamento.

 

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Mobilidade sob demanda é tendência lucrativa para montadoras

Estudo aponta que um carro será compartilhado por até nove famílias
Estudo aponta que um carro será compartilhado por até nove famílias

O sufoco do trânsito nos grandes centros, agravado pelo boom do transporte individual, e o gasto excessivo de manter um carro têm levado muita gente a repensar as formas de deslocar-se. A mobilidade sob demanda, como já mostramos em outras oportunidades no Radar Nacional, é uma tendência que aos poucos tem conquistado pessoas que desejam alternativas mais econômicas, mas sem abrir mão do conforto no trânsito. E, por incrível que possa parecer, essa novidade também se mostra uma forma lucrativa para as montadoras.

É certo de que os novos rumos representam um divisor de águas para as fabricantes. Mas, de acordo com análise da Deutsche Bank, há uma visão destorcida de que a era on demand prejudicará o setor.  “A visão de consenso é de que as vendas de automóveis cairão e que isso será negativo para as fabricantes de equipamentos originais dos EUA”, escreve a equipe do Deutsche Bank liderada por Rod Lache. “Nós acreditamos que a visão de consenso possa estar errada”.

Estudos preveem que a nova experiência deve ter um forte impacto no trânsito norte-americano, de ondem podem desaparecer das ruas 25 milhões de carros. O serviço será aderido, nas estimativas, por 31% das famílias que vivem as regiões metropolitanas e que são proprietárias de 15,5 milhões de veículos. Nesse universo 61% das famílias – que representam 8 milhões de veículos – acreditam na viabilidade econômica de optar por um veículo sob demanda.

Por outro lado, essa redução de carros circulando irá contribuir com um ciclo de vida mais curtos para os autos, já que serão muito mais utilizados em aluguéis e caronas remuneradas em comparação com a rodagem do carro de uma só família. A expectativa é de que a troca seja feita em até três anos, uma rotatividade que animaria o mercado. Cada veículo sob demanda viajará de 10 a 20 por cento a mais do que o conjunto de seis a nove veículos particulares que substitui.

O aumento na quilometragem também é atribuído às viagens vazias, o trajeto que o condutor leva de um passageiro a outro. Motoristas do Uber, por exemplo, viagem sem passageiro a metade dos quilômetros percorridos em Nova York.

E a indústria automotiva passará a trabalhar sob um novo indicador: da economia e as condições de crédito para os quilômetros viajados. Tende, portanto, a se tornar menos cíclica.

Se essas projeções se confirmarão, é algo ainda incerto. Mas é fato de que, diante da popularização dos aplicativos de carona remunerada, que aos poucos se sobressaem aos serviços de táxi, é algo mais palpável que imaginar pouco tempo atrás que os carros autônomos estariam nas ruas.

 

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Hora da verdade: App avalia se motorista é bom de volante

App oferece descontos em serviços para bons motoristas
App oferece descontos em serviços para bons motoristas

Para quem se considera um bom motorista ou tem dúvidas sobre as habilidades ao volante, agora ficou fácil saber definitivamente a resposta. Com uma mãozinha da tecnologia, é possível mensurar o grau de experiência do condutor e o domínio sobre o automóvel. E com recompensas para quem se sobressai. 

Ferramenta desenvolvida pela Ford e apresentada na Semana de Tecnologia de Londres atribui pontos ao motorista de acordo com seu comportamento em trânsito. Na prática, é usada a mesma lógica dos aplicativos de ginástica e condicionamento físico para classificar o modo de dirigir do usuário. 

Com um bom comportamento, o motorista avaliado ganha pontuações que podem ser revertidas em descontos em serviços de compartilhamento, aluguel e seguro de carros. “Como os aplicativos que mostram a distância percorrida e as calorias que queimamos, a pontuação do motorista incentiva as pessoas a dirigir de modo mais inteligente”, diz Jonathan Scott, líder do projeto Ford Smart Mobility. “Queríamos entender melhor como as pessoas usam nossos produtos e ajudá-las a melhorar seu comportamento. A pontuação, combinada com orientações, torna isso mais fácil”.

Pesquisa
Sensores colheram dados de mais de 40 Ford Fiesta conduzidos nas ruas de Londres por voluntários por um período de quatro meses. A análise incluiu desde movimentos mais leves como frenagem bruscas, além das condições de dirigibilidade. 

Esses dados, segundo a Ford, são propriedade dos consumidores e poderão ser usados para lhes oferecer vantagens por mecanismos ainda em estudo.

Além disso, o aplicativo vai instruir o motorista sobre como melhorar a sua direção. A ferramenta explicará coisas como usar a marcha corretamente, manter a aceleração constante e fazer curvas suaves. Também calcula a pontuação de cada trajeto a partir de dados de aceleração, frenagem e uso da direção. Por meio de gráfico, o motorista poderá ver quais dias dirigiu melhor. 

 

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Olli: Ônibus usa inteligência artificial para levar passageiros aonde quiserem

Olli: Ônibus autônomo com inteligência artificial
Olli: Ônibus autônomo com inteligência artificial

Esqueça aquela lembrança terrível de ônibus lotado e parado no trânsito e de motorista mal humorado, uma realidade nas capitais brasileiras. A montadora Local Motors pretende oferecer uma experiência muito mais agradável de transporte compartilhado. E ela já tem nome: Olli, um ônibus que usa inteligência artificial para levar os passageiros em seus destinos com as melhores rotas.

Compacto, o ônibus inteligente tem capacidade para levar 12 pessoas e segue a tendência de compartilhamento de veículos já consolidada por meio de apps de carona remunerada e de serviços on demand que montadoras como a General Motors começam a implementar em um tempo no qual a forma de uso de veículos individuais tem sido repensada. 

Leia também: Transporte público à beira de um colapso

O veículo pode ser pedido por aplicativo. Por meio de comando de voz, o passageiro informa ao sistema para onde levá-lo. E também é possível interagir de outras formas: perguntar como ele funciona, saber do tempo ou até pedir dicas de restaurantes, cafés ou locais para praticar esportes. O motorista robô sinaliza uma transição de condutores humanos para máquinas.

Conhecida por suas criações de veículos em impressoras 3D, a Local Motors, com sede em Arizona, desenvolveu o Olli com o sistema de inteligência artificial Watson, da IBM. O veículo é movido a motor elétrico e utiliza sistema de câmeras e GPS. 

Olli já circula em ruas de Washington D.C. e, ainda neste ano, deve começar a rodar em Miami e Las Vegas. A companhia também planeja implementar o serviço nas estradas de Berlim, Copenhague, Camberra e não descarta a ideia de instalar fábricas em pontos estratégicos do mundo para ampliar o projeto de ônibus com internet das coisas. Um exemplar é fabricado em cerca de 11 horas.

 

Assista ao vídeo sobre o conceito do Olli:

 

 

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Preço alto compromete uso da bike como meio alternativo de transporte

Uso da bicicleta é crescente, mas ainda existem obstáculos
Uso da bicicleta é crescente, mas ainda existem obstáculos

A bicicleta é uma tendência mundial como transporte alternativo e o Brasil segue esse mesmo caminho. O boom da malha cicloviária nos últimos anos estimula o uso da bike. Como já mostramos aqui anteriormente, pedalar é, inclusive, uma saída para o brasileiro que enfrenta dificuldades em usar o transporte público em tempos de crise. No entanto, ainda existem obstáculos e um deles, é o custo alto do veículo.

A carga tributária é um dos principais entraves para a mudança de comportamento no trânsito e que impede o Brasil de obter melhores resultados. Quarto produtor mundial, o país fabrica 3,5 milhões de bikes por ano. Só a frota nacional é estimada em 70 milhões de unidades.

“Tenho certeza que a bicicleta vai se tornar cada vez mais importante para o brasileiro, como lazer e esporte. Mas ainda há obstáculos a serem superados. Além da segurança, preocupa o custo da bicicleta e a falta de incentivo tributário ao produto. Hoje, a bicicleta possui uma carga tributária média de 40%, maior do que a de um automóvel”, diz Isacco Douek, presidente do Conselho Diretor da Abradibi (Associação Brasileira da Indústria, Comércio, Importação e Exportação de Bicicletas, Peças e Acessórios.

A consultoria Tendências, em seu estudo denominado “Análise Econômica do Setor de Bicicletas e Suas Regras Tributárias”, lançado no Congresso Nacional em 2013, mostrou que a alíquota do Imposto de Importação sobre bicicletas está no patamar de 35%. Incidem sobre elas PIS e Cofins à alíquota de 10,2%, ICMS de 18% (Estado de São Paulo) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) da ordem de 10%.

Transporte
Ciclistas de fins de semana estão se tornando usuários frequentes das bikes e as adotam como meio de transporte. É o que mostra pesquisa que definiu o perfil do ciclista brasileiro, realizada pelas ONGs Obervatório das Metrópoles e Transporte Ativo.

Segundo o estudo, 88,1% dos ciclistas utilizam a bike para ir ao trabalho. Já 71,6% dos respondentes afirmaram que pedalam pelo menos cinco dias por semana. Para 61,8% dos entrevistados, a bicicleta é um meio de transporte há menos de cinco anos. Outros 26,4% disseram que a usam de forma combinada com outros meios de transportes nos deslocamentos, como metrô ou ônibus. O percurso pedalando varia de 10 a 30 minutos para 56,2% dos ciclistas.

A pesquisa, inédita, revela ainda que 34,3% têm entre 25 e 34 anos e 30% têm renda entre um e dois salários mínimos. O objetivo da sondagem é conhecer os motivos e as principais necessidades de quem faz os deslocamentos pedalando. Para isso, foram ouvidos mais de 5 mil ciclistas de Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Manaus (AM), Niterói (RJ), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

O que mais leva mais de 40% dos ciclistas a optarem pela bike é a rapidez e praticidade. Outros 34,6% se queixam da falta de educação no trânsito para compartilhar os espaços entre ciclistas e motoristas. Para metade dos participantes, mais ciclovias e ciclofaixas dariam mais motivação para pedalar.

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Gamificação: Os apps de compartilhamento de rotas vencedores de desafio da Ford

Gamificação: finalistas de concurso da Ford
Gamificação: finalistas de concurso da Ford

As equipes vencedoras do Desafio de Modalidade da Ford na Europa foram anunciadas. O objetivo do programa mundial, que já teve uma das edições realizada em São Paulo, é apresentar soluções por meios digitais e sociais que melhorem a vida das pessoas que dirigem nas grandes cidades.

Entre os aplicativos de compartilhamento de rotas finalista, o vencedor foi o “Jaunt”, criado em Barcelona, Espanha. A ferramenta permite criar rotas e acessar trajetos elaborados por outros usuários. Um mapa interativo permite filtrar os passeios de acordo com o meio de transporte, local e hora.

Leia também: Tecnologia dos games para os automóveis

Em segundo lugar ficou o “SelfieGo”, desenvolvido para tornar rotas de bicicleta e de pedestres mais atrativas. Ele usa um mapa com GPS que mostra pontos mais adequados para tirar selfies nas atrações da cidade e compartilhá-las nas redes sociais.

A terceira posição ficou com o “Flux”, criado para evitar engarrafamentos. O app transforma os congestionamentos em um jogo, encorajando os motoristas a manter uma velocidade constante com gráficos projetados no para-brisa para o tráfego fluir de maneira mais suave e evitar acidentes.

Gamificação
O desafio foi desenvolvido em meio à maior feira de games da Europa, a Gamescom, com a intenção de estimular desenvolvedores a criar soluções de mobilidade urbana usando a gamificação, que é…[MAIS]

Após sucesso de OnStar, Ford corre para aprimorar assistência remota

FordPass terá novas funções de assistência remota
FordPass terá novas funções de assistência remota

Mal chegou ao mercado e o OnStar, disponível em veículos da linha 2016 da Chevrolet, já foi bem recebido pelo brasileiro como um serviço  de assistência remota veicular eficiente, fundamental para a solução de um roubo na Grande São Paulo e no atendimento a vítima de acidente em Teresina (PI). E a Ford tem planos para não ficar atrás. Neste ano, a montadora deve lançar no Brasil serviço similar.

Leia também: Tecnologia da GM ajuda a solucionar roubo de veículo

Resultado de parceria com a Pivotal, empresa líder de tecnologia de software baseada na nuvem, o FordPass é o novo serviço de conectividade da marca que já estará embarcada em modelos fabricados na América do Norte neste semestre. A meta ousada da marca é atingir a liderança nas soluções de mobilidade. E de reinventar a relação com o consumidor. Pelo smartphone, o motorista terá uma série de facilidades como informações sobre as melhores rotas para escapar de congestionamentos, e orientações de assistentes pessoais para reservar estacionamentos e solicitar outros serviços, por exemplo.

O dono de um Ford com o SYNC Connect poderá ainda dar partida remota, travar e destravar portas, checar o nível do combustível e do óleo, as condições da bateria pressão dos pneus e até localizá-lo.

A parceria com a Pivotal dá a Ford acesso a uma série de softwares desenvolvidos com tecnologia de ponta e uma plataforma de computação em nuvem de grande capacidade. Ela permitirá aos engenheiros das duas empresas desenvolver continuamente novas experiências para os associados do FordPass, com a velocidade de uma start-up.

“Trabalhando em parceria com a Pivotal, a Ford poderá rapidamente adicionar novos recursos e soluções de mobilidade para os associados do FordPass, da maneira que melhor atenda as necessidades de cada um”, diz Elena Ford, vice-presidente de Experiência do Consumidor e Distribuição Global da Ford. “O objetivo é oferecer conveniência e facilidade para os consumidores chegarem ao seu destino, sejam eles proprietários de um veículo Ford ou não.”

Carona inteligente
Um dos programas que já está em fase de testes e amplia…[MAIS]

A importância do georecrutamento para a mobilidade urbana

Rosenbloom: "Trabalhador que tem emprego perto de casa é mais feliz"
Rosenbloom: “Trabalhador que tem emprego perto de casa é mais feliz”

Por Jacob Rosenbloom* – A cidade de São Paulo tem intensificado as discussões sobre mobilidade urbana, tentando resolver um problema insolúvel (até o momento): o nó do trânsito. Ciclofaixa, faixa verde só para pedestres, diminuição na velocidade e outras ações, que apesar de todo o barulho causado com a discussão entre contras e a favor, são tentativas de oferecer maior mobilidade para todos. Com quase 12 milhões de habitantes, São Paulo é a cidade mais populosa do Brasil e concentra cerca de 6% da população do país, estimada em mais de 202 milhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerada a sexta maior metrópole do mundo, a capital também possui um dos piores trânsitos. O paulistano gasta, em média, duas horas e quarenta e seis minutos no trajeto entre sair de casa em direção ao trabalho e voltar, diminuindo a sua qualidade vida e consequentemente a sua produtividade.

Devemos repensar a locomoção na cidade. A verdade é que os carros não vão desaparecer tão facilmente. E o trânsito continuará caótico, em virtude da quantidade de carros existentes na maior metrópole do País. Além de todas as soluções pensadas pelo poder público para facilitar a vida, as pessoas e as empresas precisam começar a pensar no deslocamento, no tempo gasto para chegar até o trabalho.

O georecrutamento, uma realidade lá fora, ganha cada vez mais adeptos e apoiadores no Brasil. E precisa de mais divulgação para deixar de ser um projeto tímido e se tornar realidade. Um funcionário que trabalha perto de casa rende mais, trabalha mais feliz e ainda tem mais disposição para continuar na empresa, contribuindo com a redução da rotatividade. Mais do que incentivar apenas o home office ou mesmo a carona solidária, as empresas precisam utilizar o georecrutamento, como forma de diminuir etapas e ainda conseguir acabar com o turnover, que impacta o faturamento e é responsável por perdas milionárias a cada ano.

A mobilidade está totalmente ligada à questão do georecrutamento. Uma pesquisa realizada no ano passado, com nossa base de cadastro, mostrou que um profissional que trabalha perto…[MAIS]