GM vai investir 4,5 bi em fábricas brasileiras

A General Motors anunciou investimentos de R$ 4,5 bilhões nas unidades de São Caetano do Sul, Joinville e Gravataí. O montante deve ser injetado no país até 2020.

O presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, explicou que além do investimento de R$ 1,4 bilhão no Complexo Industrial de Gravataí, a marca vai injetar nas outras duas unidades verba com foco no desenvolvimento de novos produtos e tecnologia.

“A GM tem um compromisso histórico com o Brasil, onde está presente com sua marca Chevrolet há mais de 92 anos. Estamos realizando o maior plano de investimentos da indústria no país, o que reforça nossa confiança no potencial de crescimento do mercado. O novo aporte às operações em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul vai permitir ampliar a linha de produtos da Chevrolet, oferecendo o que há de mais avançado no mercado em tecnologia, com foco em conectividade total, segurança e eficiência energética”, disse Zarlenga.

Os novos investimentos vão contribuir para ampliar a competitividade das operações no Brasil e preparar a GM Mercosul para se tornar uma plataforma de exportação global.

 

Ford faz parceria com gigante para popularizar veículo elétrico na China

Ford quer ampliar participação no mercado de veículos elétricos

A Ford vai produzir veículos elétricos com a Anhui Zotye Automobile. A joint venture com a grande fabricante na China prevê também a venda e manutenção da nova linha de autos elétricos no mercado chinês.

A parceria está alinhada ao objetivo da montadora americana de tornar veículos elétricos mais acessíveis para consumidores e contribuir com a sustentabilidade ambiental. “Poder lançar uma nova linha de veículos totalmente elétricos no maior mercado automotivo do mundo é um passo empolgante para a Ford na China”, diz Peter Fleet, presidente da Ford Ásia Pacífico. “Os veículos elétricos terão uma participação importante na China no futuro e a Ford quer ser líder em novas soluções nesse segmento.”

A China é destaque no cenário global quando o assunto é a criação de energias alternativas no mercado automotivo. Em 2025, a meta da Ford é chegar a 6 milhões de unidades produzias por ano, sendo 4 milhões totalmente elétricos.

Entre as marcas pioneiras na produção de veículos elétricos, destaque no segmento aqui no Brasil, a Zotye Auto lidera no mercado chinês de compactos com propulsão elétrica. Há dois meses, a montadora vendeu mais de 16 mil unidades, um incremento de 56% nas vendas em relação ao mesmo período de 2016.

Os veículos que serão produzidos pelas marcas aliadas serão vendidos sob uma nova marca. Detalhes serão revelados somente após ser estabelecido acordo definitivo. “A parceria entre a Zotye Auto e a Ford fortalece ambas as partes para que possamos ter uma participação importante no crescente mercado de veículos elétricos na China”, diz Jin ZheYong, presidente da Anhui Zotye Automobile Co., Ltd., com sede em Huangshan, província de Anhui.

A Ford planeja lançar globalmente 13 novos veículos elétricos nos próximos cinco anos, com um investimento de US$ 4,5 bilhões, e anunciou uma ambiciosa estratégia de eletrificação na China: até 2025, 70% dos veículos da marca vendidos no país terão uma opção elétrica.

Cade vê prática anticompetitiva de montadoras no mercado de peças

Montadoras são citadas por Cade em monopólio do mercado de peças
Montadoras são citadas por Cade em monopólio do mercado de peças

As montadoras Volkswagen, Fiat e Ford estão sob a mira da Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que recomentou em despacho, publicado no Diário Oficial da União, a condenação das marcas por prática anticompetitiva no mercado nacional de reposição de peças.

De acordo com o órgão, as montadoras possuem direitos de propriedade industrial sobre os desenhos das peças automotivas de sua fabricação, como previsto na Lei de Propriedade Industrial Brasileira. Porém, a imposição desses direitos de desenho industrial aos fabricantes independentes de autopeças com a finalidade de proibi-los de comercializar peças de fabricação própria no mercado de reposição configura abuso de direito de propriedade industrial.

A conduta das montadoras, ainda segundo o documento, teria a intensão de excluir milhares de fabricantes independentes concorrentes do mercado de reposição de autopeças no Brasil, dando a elas o monopólio na venda de suas respectivas peças. Perde principalmente o consumidor, que é obrigado a pagar preços maiores por encontrar menos opções na hora de fazer a manutenção do veículo.

Cade considera insuficientes os argumentos das montadoras de que impor os registros de propriedade industrial asseguram a segurança, qualidade e necessidade de recuperação de custos. Ainda de acordo com a Superintendência, não haveria desincentivos á continuidade dos investimentos em inovações por parte das montadoras.

O caso segue agora para julgamento pelo Tribunal do Cade, responsável pela decisão final. Se condenadas, as empresas estarão sujeitas ao pagamento de multa e outras eventuais sanções previstas em lei, para além da cessação da prática anticompetitiva.

A Ford afirma que a acusação não tem fundamento e que é amparada pela Justiça que tem dado à companhia e a outras montadoras a razão em considerar nulos registros de desenhos industriais de peças de fabricantes independentes. Já a Volkswagen argumenta que a competição da indústria tem exigido das montadoras investir em design e diferenciação e que adquirir peças originais da marca oferecem melhor custo-benefício.

Por fim, a Fiat destacou que a extinta Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça e a Procuradoria-Geral do Cade reconheceram que o direito de propriedade industrial pode levar a monopólio temporário, mas que isso não é suficiente para caracterizar poder de mercado, nem levar a abuso e infração.

Quebra do monopólio
Fabricantes e importadores de automóveis deverão fornecer aos compradores relação com nome, marca e código de referência das principais peças do veículo. A medida é prevista no Projeto de Lei 125/2010, aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado. Se o projeto virar lei, será um duro golpe para os concessionários e uma vitória para os consumidores que terão livre escolha para escolher onde comprar a peça com melhor preço.

A falta de informações sobre a origem e referência dos componentes de reposição configura abuso da indústria automobilística e prejudica o consumidor. O texto aumenta o alcance da proposta e autoriza que sejam divulgadas informações das peças por qualquer meio, não só pela lista constante do próprio manual do veículo, como era previsto originalmente.

A proposta vai livrar o consumidor do monopólio sofrido pelo cliente pelo fornecimento de peças das redes concessionárias. Com informações sobre as peças, o dono do veículo terá condições de pesquisar qual o melhor preço no mercado e encontrar com mais facilidade o que precisa.
Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Portal VOIT – www.voit.com.br

 

 

 

Land Rover inaugura fábrica em Itatiaia-RJ

Evoque será primeiro modelo a sair de linha de produção
Evoque será primeiro modelo a sair de linha de produção

Primeira célula fora do Reino Unido, a fábrica da Jaguar Land Rover inicia suas operações nesta terça-feira em Itatiaia, região Sul do Rio de Janeiro. O parque é parte de um investimento de 11 bilhões de libras no plano de criar novos produtos e despesas de capital, dos quais serão extraídos 750 milhões de reais até 2020.

Montante anunciado antes de o Brasil viver um dos piores cenários dos últimos anos no comércio de veículos. A montadora segue o mesmo caminho das rivais BMW e Mercedes-Bens, recém-instaladas no país para fugir de impostos pesados de importação.

De acordo com a montadora, suas vendas seguem na contramão dos resultados com alta de 11% no primeiro quinquimestre. O diretor do projeto brasileiro da JLR, Julian Hetherington, explicou a jornalistas em Londres que o setor premium tem mantido melhor posicionamento no mercado em relação aos demais segmentos da indústria automotiva. Apesar de estar muito abaixo da queda de vendas de veículos leves, as vendas da montadora no Brasil recuaram 4% de janeiro a maio, conforme balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Da unidade de Itatiaia sairão os utilitários luxuosos Land Rover Discovery Sport e Range Rover Evoque. O parque tem capacidade de produção anual de 24 mil unidades. Até o fim do ano, devem ser fabricados 10 mil veículos que serão distribuídos nas 35 concessionárias espalhadas pelo país. “A Land Rover já é líder de mercado no Brasil na categoria de utilitários esportivos (SUVs) premium respondendo por 33% de todas as vendas nesse segmento. O Range Rover Evoque e o Discovery Sport serão agora produzidos pela primeira vez na América Latina, escolhidos com base na popularidade já existente com clientes no Brasil”, afirma Wolfgang Stadler, diretor-executivo de manufatura global.

Os carros, apesar da nacionalização, seguirão o mesmo padrão europeu, sem alterações em suas configurações. A montadora prevê a contratação de 400 trabalhadores em Itatiaia, de 27 na capital do Rio de Janeiro e mais 112 na capital paulista. Cursos profissionalizantes serão oferecidos por meio de parceria com o SESI/SENAI para ingressar jovens de 17 a 26 anos para a indústria automobilística.

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Portal VOIT – www.voit.com.br

 

Clio: Francesinho mais vendido na história

Clio: veterano será substituído no Brasil por Kwid
Clio: veterano será substituído no Brasil por Kwid

Renault Clio, um dos modelos remanescentes do século passado no mercado brasileiro, chega a seu 25º aniversário com marcas invejáveis para qualquer concorrente. É o veículo francês mais vendido de todos os tempos em todo o mundo, primeiro a ganhar duas vezes o prêmio de Carro ao Ano da Europa, além de ser o mais vendido na França em 18 anos de sua existência e liderar o segmento na Europa nos anos de 2014 e 2015.

A Renault gaba-se por ter criado um carro pequeno que “tem tudo de um grande”. Seu nome vem do grego Kleiô, que na mitologia é uma musa cheia de glória, fama e reputação. Predecessor do Renault 5, Clio foi criado com a proposta de ser um carro com funcionalidades e padrões mais sofisticados.

A mudança do Renault 5 para o Clio marca também outra evolução: a partir de então, os modelos não são mais designados por números, mas por nomes próprios, com o objetivo de facilitar a memorização dos nomes e atribuir maior calor humano a eles.

Equipamentos
A primeira geração – obviamente, a europeia – já vinha com ABS, ar-condicionado, câmbio automático eletrônico, alarme, direção assistida, além de retrovisores elétricos com desembaçador. Em 1998, é lançada a segunda geração, com 7 cm adicionais e motorizações de 16 válvulas. Ele também coloca a segurança ao alcance de todos, equipando toda a gama com ABS e airbags, incluindo airbags laterais. O Clio de terceira geração chegou ao mercado europeu em 2005, enquanto que o Clio 2 manteve sua carreira comercial sob o nome de Clio Campus.

Todas estas qualidades são novamente recompensadas pelo título de Carro do Ano na Europa, conquistado em 2006. Foi um evento fora do comum: nos 43 anos de história do Prêmio, é a primeira vez que um mesmo veículo conquista a recompensa duas vezes.

A quarta geração do compacto é inspirada no carro-conceito DeZir. Mantém a mesma exigência em termos de equipamentos, principalmente com o R-LINK, o tablet conectado e integrado, ou ainda um sistema de som com refletor de baixos que aparece em estreia mundial.

No Brasil…
Por aqui, o Renault Clio também é um dos modelos que fez história e registrou importantes marcas na história da indústria automotiva nacional. A Renault introduziu o Clio no mercado com a proposta de oferecer um carro de entrada com mais atributos, a chamar a atenção pela presença de airbags frontais de série.

Kwid, sucessor de Clio no Brasil, será produzido no Paraná
Kwid, sucessor de Clio no Brasil, será produzido no Paraná

Importado da Argentina a partir de 1996, ganhou produção própria dois anos depois. Garantiu seu melhor resultado de vendas em 2002, ao emplacar cerca de 40 mil unidades. Em 2015, ficou entre os 50 modelos mais vendidos no ranking da Fenabrave.

Agora, Clio está prestes a despedir-se dos brasileiros. Na posição de trigésimo carro mais vendido nos cinco primeiros meses do ano, o veterano deve dar lugar ao Kwid, compacto que será produzido no Brasil e brigará diretamente com Volkswagen Up! e Fiat Mobi.

 

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Portal VOIT – www.voit.com.br

 

SUVs: Carros de mamães e tiozões moderninhos

Quintastics, uma nova geração apaixonada por SUVs
Quintastics, uma nova geração apaixonada por SUVs

O mercado de SUVs, especialmente os compactos, vem ganhando popularidade no Brasil. Só neste ano, foram emplacadas 91.137 unidades do segmento. Modelos como o Honda HR-V, Jeep Renegade e Ford Ecosport, agradam principalmente mamães com filhos pequenos e os “Quintastics”, pessoas acima dos 50 anos com hábitos moderninhos.

Modelos deste segmento chamam a atenção deste público por conta da capacidade de aliar conforto, praticidade, sem deixar de lado o apelo estético. Pesquisa feita recentemente na Europa, para tentar entender as razões de o mercado de utilitários esportivos ter quadriplicado desde 2005, reuniu 5 mil pessoas da França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido. Um quinto dos cinquentões consultados disseram que seu próximo carro será um SUV. Eles correspondem a uma grande fatia responsável por uma projeção de crescimento de 27% do mercado na Europa até 2020.

Constata-se também na sondagem a mudança de percepções sobre os SUVs. Entre os pesquisados, 82% disseram que os utilitários não são somente um veículo de luxo, mas um carro mais eficiente e que se adequou aos padrões ambientais nos últimos anos. “Os utilitários esportivos deixaram de ser um pequeno nicho na Europa para se tornar uma das tendências automotivas mais significativas da última década”, diz Roelant de Waard, vice-presidente de Marketing, Vendas e Serviços da Ford Europa. “Todos que previram o esfriamento das vendas de SUVs erraram. Isto porque eles atraem igualmente homens e mulheres, jovens e pessoas com mais idade.”

Gerações
Os pontos fortes dos SUVs estão se tornando cada vez mais importantes para compradores de automóveis. Para jovens mães, questões de ordem prática como a segurança da família, desempenho em mau tempo e visual são prioridade.

Já para os jovens entre 17 e 34 anos, são um símbolo de sucesso, um carro atraente que os faz se sentir poderosos. Os Quintastics valorizam a posição elevada de dirigir, a capacidade de chegar aonde se quer, na cidade ou campo, e a manutenção de um estilo de vida ativo.

“Os SUVs funcionam para todos os tipos de pessoas porque oferecem uma solução versátil, como um smartphone, que pode ser também uma câmera, tocador de música ou lanterna. Eles servem tanto para aventuras de fim de semana como são uma opção prática e elegante para ir à escola, com excelente visibilidade”, finaliza Roelant de Waard.

 

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Modernawww.vidamoderna.com.br

Portal VOIT – www.voit.com.br

Exportações crescem, mas mercado de pneus segue no vermelho

Vendas por tonelada recuaram 7,9% no trimestre
Vendas por tonelada recuaram 7,9% no trimestre

Nem mesmo as exportações salvaram o desempenho da indústria de pneus, que encerrou o primeiro trimestre do ano no vermelho, com redução de 3% nas vendas. Foram 17,6 milhões de unidades comercializadas de janeiro a março deste ano ante 18,2 milhões, em igual período de 2015. Fortemente influenciada pela retração da atividade da indústria automotiva, houve queda de 7,9% nas vendas por tonelada, passando das 267,5 mil para 246,5, na mesma base de comparação.

As montadoras diminuíram em 27,8% a compra de pneus no período. Foram 4 milhões de unidades no trimestre do ano passado frente as 2,9 milhões de unidades adquiridas neste ano. A queda em relação às toneladas foi de 40%: de 54,5 para 32,4 ton. O mercado de reposições apresentou leve retração, de 1,8%, com 11 milhões de pneus comprados no trimestre, ante 11,9 milhões em igual período do ano passado. Na comparação por peso, a queda foi de 0,9%: de 168,2 para 166,7 toneladas.

Positivo mesmo somente as vendas para o mercado externo. As exportações encerraram o trimestre com alta de 26,4%. Foram 3,7 milhões de pneus vendidos para outros países neste ano, frente as 2,9 milhões de unidades em igual período do ano passado.

Segmentos
Entre os segmentos, as vendas de pneus de passeio para as montadoras continuam em queda, acompanhando o fraco desempenho do setor automotivo. As exportações e as vendas para a reposição ajudaram a segurar o mercado, mas não o impediram de sair do saldo negativo. Em volumes totais, foram vendidas 9.541.562 unidades no primeiro trimestre deste ano ante 9.575.169, na comparação com o mesmo período do ano passado, uma retração de 0,4%. Enquanto que a demanda das montadoras caiu 24,3% – de 2,2 milhões para 1,7 milhões – as exportações cresceram 49,7%, passando das 919.168 unidades do ano passado para 1.722.592, neste ano. Já o mercado de reposição apresentou alta de 1,3% – de 6.362.050 para 6.442.780 unidades.

As vendas de pneus de carga, que têm maior valor agregado, apresentaram leve recuperação no mercado de reposição e nas exportações, o que contribuiu para salvar o setor de resultados ainda piores. Mas, segundo a ANIP, a queda de vendas para as montadoras mostra que o autônomo e o empresariado estão pouco confiantes em investir na renovação da frota diante da conjuntura econômica do país. No trimestre, as montadoras reduziram em 40% a compra de pneus para pesados – foram 325.004 unidades no ano passado frente as 193.691 unidades neste trimestre. Para o setor de reposição, as vendas cresceram 3,5%, passando de 1,2 milhão para 1,3 milhão. Já as exportações apresentaram crescimento de 21,8% – de 251.651 para 306.499 unidades.

Produção
Diante das seguidas quedas nas vendas, o setor também sofreu significativa redução na produção. No trimestre, foram produzidas 16,61 milhões de unidades, queda de 7,6% em comparação com as 17,97 de unidades fabricadas entre janeiro e março de 2015.

A balança comercial manteve o superávit, conseguindo exportar mais do que importar no período confrontado. No primeiro trimestre deste ano, o mercado faturou 201 milhões de dólares. Já o ano de 2015 encerrou com um saldo total de 743 milhões de dólares.

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Portal VOIT – www.voit.com.br

Exportações salvam montadoras de ano desastroso

Exportações de veículos brasileiros subiram 24% no primeiro trimestre
Exportações de veículos brasileiros subiram 24% no primeiro trimestre

Considerada a salvação da indústria automotiva brasileira em um ano dado como perdido para o mercado doméstico, a exportação das montadoras será intensificada a partir de acordo firmado com o governo peruano. A parceria inclui o livre comércio de veículos leves e picapes, além de compras governamentais, serviços e investimentos.

O Brasil passa a contar com Acordos de Cooperação e Facilitação de Investimentos com todos os países da Aliança do Pacífico (Peru, Chile, Colômbia e México). O livre-comércio imediato de veículos leves e picapes deve ampliar em pouco tempo o volume exportado pelo Brasil, que hoje tem a participação de apenas 3% sobre cerca de 160 mil unidades.

Os países anteciparam a desoneração para comércio de veículos leves e picapes. A medida estava prevista em um acordo anterior, mas só se consolidaria em 2019.

O acordo internacional de compras governamentais abre a empresas brasileiras a participação em licitações de bens e serviços, benefício também estendido ao Peru. A participação de empresas brasileiras em algumas licitações vinha sendo prejudicada pela exigência de depósito em instituição financeira peruana de montante não inferior a 5% de sua capacidade máxima de contratação.  Com a implementação do acordo assinado, essa situação passa a ser superada e as empresas brasileiras passam a ter condições equivalentes de acesso.

A oferta peruana é ampla e abrange a totalidade das entidades de nível central e algumas estatais. Na área de serviços, os compromissos peruanos são equivalentes aos consolidados pelo país no âmbito do Tratado Trasnspacífico (TPP) e da Aliança do Pacífico. Prestadores de serviços brasileiros passam, portanto, a ter condições de participação em setores de grande interesse, como tecnologia de informação e comunicação, serviços de turismo, de transporte, de engenharia, de arquitetura e de entretenimento.

Impulso
Em reunião na última quarta-feira, 25, os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, e de Produção da Argentina, Francisco Cabrera, reconheceram a necessidade de haver um “impulso efetivo” para solucionar entraves no comércio bilateral.

Sobre o setor automotivo, concordaram que Brasil e Argentina devem estabelecer parcerias estratégicas na formação de uma plataforma automotiva regional que possibilite maior produtividade e competitividade em nível global.

Os objetivos comuns de integração produtiva, geração de empregos, agregação de valor tecnológico e acesso a novos mercados, acreditam os ministros, serão alcançados com o fortalecimento das estruturas e capacidades produtivas de ambas as partes.

Diretrizes que conforma o plano de trabalho do Comitê Automotivo para a renegociação do regime automotivo bilateral serão examinas e monitoradas por seus membros. As propostas devem fazer parte de um novo acordo automotivo, que será estabelecido no final deste semestre.

Trimestre no vermelho
A indústria de veículos encerrou o primeiro trimestre com as vendas em baixa. A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) revela uma retração de 28,6%, entre janeiro e março. No período, foram licenciados 481,3 mil veículos entre automóveis e utilitários leves, motocicletas, ônibus caminhões e implementos rodoviários, contra 674,4 mil, nos três primeiros meses de 2015.

Já as exportações, que registram 98,9 mil unidades no período acumulado, tiveram alta de 24% na comparação com o primeiro trimestre de 2015, quando foram enviadas 79,8 mil unidades para outros países. Em março 38,6 mil unidades foram exportadas, o que representa alta de 5,7% ante as 36,5 mil unidades de fevereiro e de 19,8% contra as 32,2 mil de março do ano passado.

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Modernawww.vidamoderna.com.br

Portal VOIT – www.voit.com.br

 

 

 

BMW anuncia vagas de emprego em SC

Montadora vai na contramão da indústria automotiva, que suspendeu 8 mil contratos entre janeiro e março
Montadora vai na contramão da indústria automotiva, que suspendeu 8 mil contratos entre janeiro e março

Na contramão das montadoras, que fecharam milhares postos de trabalho no primeiro trimestre, a BMW do Brasil anunciou a criação de 300 vagas na fábrica em Araquari (SC). As contratações, em regime temporário, reforçam o time de 700 colaboradores para dar início ao plano de exportações para os Estados Unidos.

Inicialmente, a montadora deve embarcar para o mercado norte-americano 10 mil unidades do BMW X1. O anúncio foi feito dias depois da decisão do governo de oferecer novas condições de financiamento para a indústria exportar.  A primeira remessa será exportada em julho.

“Iniciamos um novo e significativo capítulo do BMW Group Brasil, que reforça nosso compromisso com o investimento no País. Além de fortalecer a nossa posição no mercado, a iniciativa demonstra que a fábrica de Araquari atende a todos os requisitos de qualidade e eficiência exigidos pelo BMW Group, estando apta a fornecer veículos para outros mercados, entre eles, o norte-americano, reconhecidamente um dos mais exigentes do mundo”, exalta Helder Boavida, Presidente e CEO do BMW Group Brasil.

A proposta de exportar o X1 surgiu por conta da demanda do modelo nos Estados Unidos. Atualmente, o modelo é importado da Alemanha para o mercado norte-americano. “Além de desafiador, esse projeto é estratégico para a operação da nossa fábrica em Araquari na medida em que nos permite explorar de maneira mais efetiva a capacidade de produção local. Importante também que o projeto gera emprego e renda no norte catarinense, mantendo o compromisso assumido de contribuir para o desenvolvimento da região“, afirma Carsten Stöcker, Vice-Presidente Sênior responsável pela fábrica do BMW Group em Araquari.

Três versões do BMW X1 XDrive 28i serão produzidas no…[LEIA MAIS]

Cabify: Espanhola chega ao Brasil para brigar com Uber

Cabify estabelece valor fixo por distância percorrida e abre participação a taxista
Cabify estabelece valor fixo por distância percorrida e abre participação a taxista

Além da pressão de taxistas e governos contrários ao serviço de carona remunerada, o aplicativo Uber terá, a partir de maio, um forte concorrente no Brasil. O app espanhol Cabify, que já opera em seis países, inicia as atividades em São Paulo dentro da proposta de estabelecer-se no país e ampliar a operação na América Latina.

Há cinco anos, Cabify iniciava o atendimento na Espanha com a mesma proposta do Uber: conectar motoristas particulares a passageiros e intermediar caronas remuneradas. À Agência Reuters, o chefe das Operações da Cabify no Brasil, Daniel Velazco Bedoya, afirmou que a empresa aguardava um cenário mais favorável, que surgiu após a Prefeitura de São Paulo regulamentar o táxi preto. Para Bedoya, o Brasil tende a ser a maior fonte de receita da empresa. O serviço deve ser lançado em breve em outras quatro cidades do país.

Cabify oferece a motoristas autônomos a opção de cadastro, mas o serviço também poderá ser prestado por taxistas. Diferente do Uber, que cobra valores mais altos em horários de pico e locais de grande demanda, o app concorrente vai atuar com tarifa fixa baseada na quilometragem percorrida.

Polêmica
O polêmico Projeto de Lei 421/2015 em tramitação na Câmara de Vereadores de São Paulo com a proposta de regulamentar o modelo de compartilhamento de automóveis por meio de aplicativos deve ser votado nesta semana. Na última quarta-feira, 20, o assunto voltou a esquentar os ânimos de participantes contrários e favoráveis ao PL em audiência pública na casa.

Aprovada em primeira votação, a matéria está na fase de contribuições, que envolve também…[LEIA MAIS]