Compras à vista de veículos têm recorde histórico

Dados levam em conta operações de bancos de montadoras
Dados levam em conta operações de bancos de montadoras

Em pleno período de recessão econômica e de dificuldades do consumidor em obter crédito, as vendas à vista de automóveis e utilitários leves atingiram um recorde histórico, com 42% das operações entre janeiro e março deste ano. Os dados são da ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras e das Montadoras) e levam em conta as operações em bancos de montadoras associadas.

Ainda assim, os pagamentos a prazo salvam o mercado de resultados piores. Os financiamentos representaram 58% do total de compras no acumulado. O consumidor deu preferência ao CDC, que representou 51% das aquisições no período, seguido pelo consórcio (5%) e leasing (2%).

Caminhões e ônibus tiveram 85% das operações financiadas. O Finame representa a maior parte das aquisições, com 64%. Em seguida vem o CDC com 18%. Consórcio e leasing tem, respectivamente 2% e 1% de participação. Mesmo o Finame sendo a opção mais procurada, a modalidade atinge o menor patamar em sete anos no período verificado. Entre 2014 e o primeiro trimestre de 2016, os veículos comerciais adquiridos via Finame caíram 10 pontos percentuais, caindo de 74% para os atuais 64%.

A retração do Finame é reflexo da conjuntura político-econômica. “O consumidor efetua compras por meio de três grandes drivers: confiança, renda e crédito; elementos que vêm se degradando bastante. Isso tende a impactar na indústria como um todo e também no volume de vendas”, avalia o presidente da ANEF, Gilson Carvalho.

No setor de motocicletas o consórcio mantém estabilidade em relação aos últimos anos e representou no trimestre 36% das vendas. Também de forma consistente, 30% das motos vendidas equivalem ao CDC, enquanto as vendas à vista registraram 34%.

Carteiras e recursos
Os recursos liberados caíram 19,9% nos últimos 12 meses, somando R$ 19,2 bilhões. Na modalidade CDC foram liberados R$ 18,6 bilhões, recuo de 20,2% em um ano. A redução mais acentuada se refere aos recursos liberados para pessoa jurídica, que encolheram 22,5% no mesmo período.

Com as vendas automotivas afetadas pela recessão, o saldo das carteiras de veículos de março (R$ 177 bilhões) registra a mesma tendência de queda, com retração de 1,1% versus o mês anterior e 13,9% em 12 meses.

A inadimplência se mantém em alta. Os atrasos na modalidade CDC subiram de 3,9% para 4,9% nos contratos de pessoas físicas e de 3,5% para 3,6% no índice de pessoa jurídica.

 

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Caminhoneiros se queixam de refinanciamento de veículos

Caminhoneiros afirmam que bancos não querem ampliar prazo sugerido em Medida Provisória
Caminhoneiros afirmam que bancos não querem ampliar prazo sugerido em Medida Provisória

Caminhoneiros afirmam que a renegociação de dívidas com a aquisição de caminhões e de implementos rodoviários não têm surtido o efeito esperado. Representantes da categoria debateram a Medida Provisória 707/15, que institui o refinanciamento bancário, com deputados da câmara federal.

A Medida prorroga até 30 de junho o prazo para a formalização de refinanciamento dos empréstimos contraídos para a aquisição dos veículos. Também adia para 2017 o início da cobrança judicial de dívidas relativas a empréstimos rurais contraídas até 31 de dezembro de 2006 com o teto de R$ 100 mil.

Outro benefício previsto na MP é a prorrogação para o final de 2016 do cadastro dos inadimplentes na Dívida Ativa da União. A MP proíbe ainda que, até essa data, essas dívidas sejam inscritas na Dívida Ativa da União. Por fim, suspende a prescrição dessas dívidas até a mesma data.

Para o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, a MP não resolve o problema do refinanciamento. Ele argumenta que a medida apenas autoriza, mas não determina a prorrogação do prazo de refinanciamento. Bueno relatou ainda que agentes financeiros do setor privado têm oferecido resistência em negociar os prazos e que apenas o Banco do Brasil tem possibilitado o adiamento. “Isso deveria ser obrigatório também para os agentes financeiros da área privada ou deveria ser autorizada a migração dos empréstimos para o Banco do Brasil”, reclama.

Recessão
A queda histórica do PIB, de 3,8% frente a 2014, a maior desde 1996, foi um golpe duro para o setor de transportes. A indústria recuou 6,2% e os serviços reduziram 2,7%. Os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a categoria transporte, armazenagem e correio teve contração de 6,5% em 2015 em relação ao ano anterior.

“O transporte é diretamente ligado ao que produz e ao que vende. O ano de 2015 nos surpreendeu negativamente, porque sabíamos que o ano não seria fácil. Mas foi muito mais difícil do que se esperava”, diz o presidente da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), José Helio Fernandes. “Para 2016…[MAIS]