Siniav: Integração com Detrans é principal entrave

Sistema deve contribuir com a redução de crimes de furtos e roubos de veículos de passageiros e de cargas
Sistema deve contribuir com a redução de crimes de furtos e roubos de veículos de passageiros e de cargas

A integração dos Detrans com o Sistema de Identificação Automática de Veículos (Siniav) proposto pelo Governo Federal é um dos principais entraves para o funcionamento efetivo da solução. A conclusão foi feita pela direção da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), durante encontro da Associação Nacional de Detrans (AND).

“Percebemos que existem divergências nas ideias e queremos avançar em parcerias formais. A intenção é que a AND centralize as discussões para que o assunto, que é de interesse nacional, possa evoluir”, disse o superintendente de serviços de transporte rodoviário e multimodal de cargas da ANTT, Tito Queiroz.

A proposta da Agência foi apoiada pelo diretor do Detran do Rio Grande do Sul, Ildo Mário Szinvelski. “Não se faz nada sozinho na área de trânsito. Precisamos trabalhar de forma integrada no combate à sonegação, mas também para a redução dos alarmantes índices de acidentes”, ressaltou.

“O Ceará está começando um projeto para fiscalizar o transporte de passageiros, que lá é atribuição do Detran. A ideia é construir uma malha de fiscalização com o uso de câmeras”, contou o diretor Daniel Sucupira Barreto.

“Em 2012, quando começamos a discutir o Siniav, tínhamos a preocupação de coordenar o projeto com diferentes órgãos e de forma que não onerasse o cidadão. Hoje, com os investimentos e o trabalho da ANTT, estamos mais perto desta realidade. Tivemos uma relação direta com a Agência e agora insistiremos com o Departamento Nacional de Trânsito pela construção de padrões efetivos”, explicou o presidente da Associação Nacional dos Detrans (AND) e diretor-geral do Detran Paraná, Marcos Traad.

Fiscalização
A fiscalização com a ferramenta da ANTT é feita em 18 pontos e deve chegar a 55 equipamentos em funcionamento até agosto. Os investimentos serão de R$ 80 milhões por ano.

“Com os pontos que temos atualmente temos potencial de 8,5 milhões de veículos fiscalizados. Por isso, estudamos um aditivo ao projeto para ampliar e chegar a 88 pontos até o final deste ano”, revelou o gerente de fiscalização da Agência, João Paulo de Souza.

Souza explica que as antenas óticas foram instaladas em pontos prioritários das rodovias que são rotas da escoação de produtos, divisas entre estados e linhas com grande fluxo do transporte interestadual de passageiros.

Tags
A instalação dos tags de identificação eletrônica nos veículos de transporte de cargas deve acontecer a partir do dia 28 de agosto.

A Resolução nº 537 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que obriga os estados a implementarem o Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav) a partir de 1º de janeiro só deve começar a sair do papel a partir de julho. Este é o prazo estipulado pelo Ministério das Cidades para a apresentação do cronograma a ser seguido pelos órgãos de trânsito.

Todos os veículos do país deverão ser identificados com um chip que terá informações como placa, chassi e código do Renavan. O chip é posicionado no para-brisa e funciona como as tags eletrônicas de pedágio. O aparelho envia dados por radiofrequência para antenas instaladas ao longo das vias que direcionarão as informações para as centrais de rastreamento. A medida deve contribuir com a redução de crimes de furtos e roubos de veículos de passageiros e de cargas, além de ajudar na fiscalização do trânsito.

Os custos para a implantação do novo dispositivo deverão ser arcados pelos proprietários dos automóveis. O preço estimado do chip é de R$ 40. Para o Ministério das Cidades, o Denatran sugere aos órgãos estaduais que saia o menor preço possível. A AND sugere que seja firmada parceria com a iniciativa privada para instalar a estrutura e custear os chips.

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