Preço alto compromete uso da bike como meio alternativo de transporte

Preço alto compromete uso da bike como meio alternativo de transporte

Preço alto compromete uso da bike como meio alternativo de transporte

by 12 de maio de 2016 0 comments
Uso da bicicleta é crescente, mas ainda existem obstáculos

Uso da bicicleta é crescente, mas ainda existem obstáculos

A bicicleta é uma tendência mundial como transporte alternativo e o Brasil segue esse mesmo caminho. O boom da malha cicloviária nos últimos anos estimula o uso da bike. Como já mostramos aqui anteriormente, pedalar é, inclusive, uma saída para o brasileiro que enfrenta dificuldades em usar o transporte público em tempos de crise. No entanto, ainda existem obstáculos e um deles, é o custo alto do veículo.

A carga tributária é um dos principais entraves para a mudança de comportamento no trânsito e que impede o Brasil de obter melhores resultados. Quarto produtor mundial, o país fabrica 3,5 milhões de bikes por ano. Só a frota nacional é estimada em 70 milhões de unidades.

“Tenho certeza que a bicicleta vai se tornar cada vez mais importante para o brasileiro, como lazer e esporte. Mas ainda há obstáculos a serem superados. Além da segurança, preocupa o custo da bicicleta e a falta de incentivo tributário ao produto. Hoje, a bicicleta possui uma carga tributária média de 40%, maior do que a de um automóvel”, diz Isacco Douek, presidente do Conselho Diretor da Abradibi (Associação Brasileira da Indústria, Comércio, Importação e Exportação de Bicicletas, Peças e Acessórios.

A consultoria Tendências, em seu estudo denominado “Análise Econômica do Setor de Bicicletas e Suas Regras Tributárias”, lançado no Congresso Nacional em 2013, mostrou que a alíquota do Imposto de Importação sobre bicicletas está no patamar de 35%. Incidem sobre elas PIS e Cofins à alíquota de 10,2%, ICMS de 18% (Estado de São Paulo) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) da ordem de 10%.

Transporte
Ciclistas de fins de semana estão se tornando usuários frequentes das bikes e as adotam como meio de transporte. É o que mostra pesquisa que definiu o perfil do ciclista brasileiro, realizada pelas ONGs Obervatório das Metrópoles e Transporte Ativo.

Segundo o estudo, 88,1% dos ciclistas utilizam a bike para ir ao trabalho. Já 71,6% dos respondentes afirmaram que pedalam pelo menos cinco dias por semana. Para 61,8% dos entrevistados, a bicicleta é um meio de transporte há menos de cinco anos. Outros 26,4% disseram que a usam de forma combinada com outros meios de transportes nos deslocamentos, como metrô ou ônibus. O percurso pedalando varia de 10 a 30 minutos para 56,2% dos ciclistas.

A pesquisa, inédita, revela ainda que 34,3% têm entre 25 e 34 anos e 30% têm renda entre um e dois salários mínimos. O objetivo da sondagem é conhecer os motivos e as principais necessidades de quem faz os deslocamentos pedalando. Para isso, foram ouvidos mais de 5 mil ciclistas de Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Manaus (AM), Niterói (RJ), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

O que mais leva mais de 40% dos ciclistas a optarem pela bike é a rapidez e praticidade. Outros 34,6% se queixam da falta de educação no trânsito para compartilhar os espaços entre ciclistas e motoristas. Para metade dos participantes, mais ciclovias e ciclofaixas dariam mais motivação para pedalar.

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