Para manter postos de trabalho, Mercedes reduz jornada e salários

Para manter postos de trabalho, Mercedes reduz jornada e salários

Para manter postos de trabalho, Mercedes reduz jornada e salários

by 31 de agosto de 2015 0 comments
Acordo mantém 1,5 mil postos de trabalho por um ano

Acordo mantém 1,5 mil postos de trabalho por um ano

Acordo firmado entre a Mercedes-Benz e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC as demissões de 1,5 mil trabalhadores previstas para esta terça-feira, 1º. Os funcionários terão garantia de emprego pelo período de um ano na fábrica de São Bernardo do Campo, São Paulo, onde são produzidos caminhões, chassis para ônibus e agregados (motores, eixos e câmbios).

Incluídos no Programa de Proteção ao Emprego (PPE), os trabalhadores terão redução de 20% da jornada de trabalho e de 10% dos salários. A MB é a primeira fabricante de veículos a adotar a medida instituída pelo governo federal.

Além disso, entre outras medidas de contenção de despesas, foi acordada para o próximo ano a aplicação de somente 50% do INPC. “Estamos felizes pelas famílias e pelos nossos funcionários, que terão a garantia de emprego até o próximo ano. Isso representa um fôlego tanto para a Empresa quanto para os colaboradores diante de uma forte crise econômica no País”, afirma Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina.

Segundo informou a montadora, desde maio de 2014, várias medidas foram tomadas para tentar gerenciar o excesso de pessoas, como banco de horas, semanas curtas, férias e folgas coletivas, licenças remuneradas e várias oportunidades de desligamento voluntário – PDV, além de lay-offs de julho de 2014 a setembro de 2015.

“As expectativas de vendas para o mercado de veículos comerciais em 2015 continuam negativas e não existe nenhuma previsão de recuperação no próximo ano. Nesse sentido, o País precisa de medidas para sair da recessão, controlando a alta inflação e as elevadas taxas de juros, retomando o crescimento econômico e despertando a confiança dos investidores para realizar novos negócios. A falta de estabilidade política e econômica gera uma desconfiança dos clientes, que deixam de investir no mercado brasileiro. Essa situação, se não resolvida, continuará ameaçando as empresas e a manutenção de empregos no País”, conclui Schiemer.

 

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