Motorista virou “escravo” de radares

Motorista virou “escravo” de radares

Motorista virou “escravo” de radares

by 16 de maio de 2016 7 comments
Radares aumentam "lucratividade" da indústria da multa, segundo parlamentares

Radares aumentam “lucratividade” da indústria da multa, segundo parlamentares

A proliferação de radares em estradas e vias urbanas transforma motoristas em escravos da indústria da multa. A afirmação é do deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP), que criticou duramente o sistema de punição estabelecido pelos órgãos de fiscalização de trânsito, declaração feita em encontro da Comissão Especial que propõe mudanças no sistema de aprendizado de motoristas em processo de habilitação.

Leia também: Multas de trânsito ficarão mais caras

O parlamentar classificou o sistema de fiscalização como uma máfia das multas de trânsito, instalada principalmente no Estado de São Paulo. “A indústria da multa está faturando mais do que nunca. Ao comprar um carro, você passa a ser escravo das quadrilhas dos radares que se instalaram nas cidades e rodovias deste país”, afirmou.

Para o deputado Chico Lopes (PCdoB-CE), o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) adotou atitudes equivocadas que prejudicam os condutores, obrigados a se adequar para fugir das penalidades. “O Denatran também tem culpa nisso. Antes era o kit de mercúrio, depois foi o extintor, que era grande e agora é pequeno”, lembrou o parlamentar.

Contraponto
Participante da reunião, o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Ehret Garcia, rebateu Nascimento. De acordo com ele, o Dnit não remunera conforme a quantidade de veículos multados. “Nós não fazemos pagamento para as empresas controladoras dos equipamentos de velocidade. Nós fazemos o pagamento fixo por faixa monitorada”, afirmou.

Garcia contrapôs também parlamentares que alegaram que o excesso de fiscalização nas vias prejudica os condutores. Segundo ele, a fiscalização faz valer as regras das vias. “As vias são projetadas para serem trafegadas com segurança, desde que nas velocidades indicadas. Quando o condutor está trafegando acima da velocidade permitida, ele está trazendo um risco não só para si, mas para os outros, pois está assumindo o risco de um potencial acidente”, disse o diretor do Dnit.

Durante a audiência, o representante do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF), Antoniel Alves de Lima, se manifestou em apoio ao diretor do Dnit. Lima afirmou que a culpa dos altos índices de motoristas multados é da própria população, devido ao desrespeito às normas de trânsito. “A sociedade vê o sistema de penalização de forma equivocada, ela existe para conter as infrações que colocam em risco a vida das pessoas”, argumentou.

Aulas
A audiência foi marcada para debater o Projeto de Lei (PL) 8085/14, de autoria do Senado, que determina que o CONTRAN estabeleça uma carga horária mínima para a prática de direção em vias públicas durante o processo de aprendizagem.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) explica que diversas autoescolas pelo país treinam seus alunos apenas em circuito fechado. “Não me parece razoável que todo o treinamento seja realizado exclusivamente fora de nossas ruas e avenidas, já que é esse o ambiente real em que os ‘ex-aprendizes’ irão conduzir suas motos”.

O projeto, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97), não faz distinção entre as categorias de habilitação, portanto, os aprendizes de todas as categorias devem ter aulas práticas em vias públicas. Proposta ainda passa por comissões temáticas da Câmara.

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