Helsinque para pedestres

Helsinque para pedestres

by 9 de dezembro de 2015 0 comments
Reetta: "Democratizamos o trânsito em Helsinque"

Reetta: “Democratizamos o trânsito em Helsinque”

Por Reetta Putkonen* – A visão para Helsinque é a de uma comunidade para todos, uma capital com bons serviços, processos decisórios abertos e áreas de criatividade, artes e ciências progressistas. Os valores da cidade se baseiam na orientação dos moradores, enfoque ecológico, justiça e igualdade, economia, segurança, envolvimento e participação, incentivo ao empreendedorismo. O programa estratégico de Helsinque para 2013-2016 também alinha o conceito de que a cidade seja cheia de vida, o bem-estar de seus residentes seja altamente valorizado e a cidade seja funcional. Todos estes fatores também são medidos e valorizados econômica e financeiramente.

O objetivo da Helsinque Funcional significa que municípios e bairros se desenvolvam como áreas atraentes e movimentadas e a finalização da infraestrutura da cidade melhore acessos e fluxo. Para atingir as metas, a cidade e especialmente seus centros localizados em volta das estações de trem, necessitam ser caminháveis. Lugares agradáveis para se andar geram negócios, conforto residencial e conscientização social. Isso não significa que outros modelos sejam inválidos, mas deveriam ser planejados e localizados com ênfase no caminhar dentro dos esquemas de trânsito.

A coordenação dos diferentes setores da política de transporte foi necessária para melhorar o programa estratégico de Helsinque e, para isso, a política de mobilidade urbana foi aceita pelo conselho municipal em janeiro de 2015. Apesar de não haver um meio único de planejar um sistema de transporte, cidades bem-sucedidas podem ter sistemas de transporte bastante diferentes. A política de mobilidade urbana alinha o que precisa ser considerado, quando se planeja o trânsito em Helsinque, de redes urbanas aos detalhes viários.

Os pontos iniciais para criar a política, foram os fatores de crescimento da cidade, que geram demanda sobre o sistema de transporte e, ao mesmo tempo, as estratégias em níveis municipais que propõem metas desafiadoras para densificação, divisões modulares e efeitos sobre o meio ambiente. Também a conscientização de restrições financeiras e de espaço aumentaram, e a vitalidade da cidade precisa ser mantida e aumentada.

Os objetivos da política foram estabelecidos em três categorias:

  1. Diário confortável
  2. Vitalidade
  3. Eficiência de recursos

Diário confortável- significa que os trajetos diários regulares para habitantes e trabalhadores sejam garantidos, ao mesmo tempo em que os efeitos negativos do tráfico de veículos seja diminuído. As metas para esta categoria são:

  • Acessibilidade por meios sustentáveis – será aprimorada para ser competitiva com o uso do carro para trajetos do dia-a-dia.
  • Tempo dos trajetos – precisa ser previsível para todos os modos de transporte.
  • Escolhas de planejamento – necessitam diminuir o dano causado pelo sistema de transporte aos habitantes.

Vitalidade – significa que a eficiência de transportes de carga e a mobilidade dos trabalhadores e clientes, para sustentar as atividades comerciais, sejam aumentadas. Os espaços públicos são renovados para melhorar a atração e competitividade da cidade. Os objetivos para esta categoria são:

  • Assegurar que trabalhadores, empregos, clientes e comércio possam conectar-se entre eles.
  • Ruas e espaços públicos agradáveis são base para o comércio urbano.
  • Aumentar a eficiência do transporte de carga e diminuir os custos de entrega em cooperação com o comércio.

Eficiência de recursos – significa que o crescimento da cidade e as mudanças climáticas precisam ser integrados através do uso mais eficiente de espaço e outros recursos. Os objetivos desta categoria são:

  • O planejamento do sistema de transporte será guiado pelo uso eficiente de recursos e necessidades funcionais da cidade.
  • Canalizar aumento de trânsito para metas sustentáveis.

Os princípios operacionais foram escolhidos com base nos lugares onde as falhas entre os objetivos e a situação atual se encontram maiores, e onde a eficiência poderia ser maior. O principio geral de priorização dos modos de transportes baseia-se na seguinte ordem de importância: pedestre, bicicleta, transporte publico, transporte de carga e automóveis.

Os princípios operacionais de mobilidade urbana são:

Sistema de transporte

  1. Aumentar a eficiência com orientação ativa e informação em tempo real. Apoiar a mobilidade como um serviço.
  2. Assegurar boa acessibilidade para terminais de carga com boas conexões entre eles.
  3. Desenvolver a precificação de trânsito para incrementar o equilíbrio entre procura e oferta.
  4. Diminuir limites de velocidade, favorecer fluxo e segurança de trânsito, diminuir acidentes e barulho.

Centros urbanos

  1. Os Centros urbanos serão projetados para uma escala humana. O âmbito público será planejado como um todo e a continuidade, atratividade, acessibilidade para todos e segurança nas rotas para se caminhar devem ser garantidos.
  2. Melhores práticas em infraestrutura de rua para ciclistas serão estabelecidas nos centros urbanos.
  3. Quantidade, velocidade e estacionamento para carros serão controlados com base no ambiente do lugar, para valorizar o apelo dos centros urbanos.
  4. Refinar a eficiência da logística urbana em cooperação com empresas e comércio, incluindo a implementação e solução do gerenciamento de entregas, garantindo áreas adequadas de carga e regulamentado horários de trabalho e equipamento.

Vias expressas entre centros

  1. Vias expressas de transporte público em número maior e com boa circulação serão desenvolvidas para oferecer uma rede facilmente expansível. Estas linhas serão isoladas de congestionamentos e conexões serão planejadas como um todo.
  2. Pontos-chave de transferência no transporte público serão designados com foco nas necessidades dos usuários e sua acessibilidade local, em todos os modos de locomoção, sendo também aprimorados.
  3. A malha de rotas para ciclovias de longa distância será implementada.
  4. A rede de transportes será expandida para apoiar a densificação da cidade.

Práticas de planejamento

  1. A avaliação de projetos será otimizada, levando em consideração os efeitos do uso dos espaços e as necessidades funcionais da cidade;
  2. Criar e manter um plano de ação de longo prazo financeiramente realista;
  3. Planos e decisões que se referem ao sistema de transporte serão baseados em objetivos estratégicos e avaliação de limites financeiros;
  4. Encorajar a cooperação entre autoridades regionais e locais para aumentar as chances de alcance de alvos comuns.

Cidades caminháveis precisam da cooperação de diferentes autoridades, elas não são alcançadas apenas pelos esforços dos engenheiros de tráfego. A estrutura urbana é fator muito importante na criação de uma cidade para pedestres e a proximidade oferece possibilidades para contato físico entre eles. Apesar de novas técnicas fornecerem novas possibilidades de contato também de maneira virtual, ambas são necessárias quando se quer o máximo de benefícios. A funcionalidade da cidade não deveria ser medida apenas pela capacidade de veículos, ou pelo tempo do trajeto no sistema de transporte, mas também pela capacidade de vida urbana. Quanto a cidade é capaz de adicionar em termos de nova estrutura urbana? Do tipo que gera negócios e valores monetários, bem como qualidade de vida e conscientização social? Em áreas centrais densas, isto significa que andar é a maneira mais adequada de alcançar os benefícios das conexões.

Estes critérios diferentes de capacidades urbanas são analisados quando se prepara o novo planejamento municipal de Helsinque. O plano da cidade é de longo prazo na utilização dos espaços e é usado como guia para o desenvolvimento da estrutura comunitária da cidade. Ele afeta o que Helsinque será nas próximas décadas. Uma das razões pelas quais um novo planejamento urbano é necessário, é que Helsinque precisa ser capaz de oferecer moradia a preço razoável para sua população que está em crescimento. O ponto inicial do plano está baseado em metas que apontam para 860.000 habitantes em Helsinque, em 2050 – o número atual é de 620.000. O plano propõe que Helsinque cresça como cidade densa, com vários centros conectados por tráfego ferroviário. A cidade central se expandiria junto com áreas do tipo vias de grande circulação, transformadas…[MAIS]

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