FECAMSP pede “bom senso” aos caminhoneiros na liberação de estradas

FECAMSP pede “bom senso” aos caminhoneiros na liberação de estradas

FECAMSP pede “bom senso” aos caminhoneiros na liberação de estradas

by 24 de fevereiro de 2015 0 comments
Estradas seguem bloqueadas por caminhões há mais de 15 dias

Estradas seguem bloqueadas por caminhões há mais de 15 dias

Em torno da paralisação de caminhoneiros que gera o desabastecimento em diversas regiões do país e afeta a circulação nas estradas por conta dos bloqueios formados por motoristas profissionais, o presidente da Federação dos Transportadores Rodoviários Autônomos do Estado de São Paulo (FECAMSP), Claudinei Natal Pelegrini, pediu que a categoria aja com “bom senso”.

“O movimento parece não possuir um comando central que possa responder por todas as ações, o que dificulta a negociação e acaba, mais uma vez, prejudicando o caminhoneiro autônomo que fica à mercê de multas e outras penalidades, além de perder rendimento por estar parado. Nossa posição é que, caso o caminhoneiro deseje aderir à paralisação, simplesmente não saia de casa, desfrute da família e volte a trabalhar quando a situação normalizar”, disse.

Para Pelegrini, os caminhoneiros não devem usar a situação como “bucha de canhão” por interesses de terceiros que, “por terem personalidade jurídica, não se dispõem ao confronto”. O presidente afirma que a federação está aberta a negociações com o governo federal e estadual para solucionar o impasse.

Na nota enviada à imprensa, Pelegrini analisa que o reajuste no preço do diesel não é a única justificativa. O que mais descontenta os caminhoneiros é a redução de 37% no valor do frete. “Os valores de frete praticados pelos embarcadores estão totalmente desconectados com a realidade. Embora os insumos inerentes ao transporte assumidos pelo caminhoneiro, como custo de pneu, óleo diesel, desgaste dos equipamentos e manutenção, tenham aumentado nos últimos dez meses, o frete ofertado pelos embarcadores e transportadores vem baixando inexplicavelmente em um contexto de safras recordes todos os anos. Com muito mais carga a transportar e o mesmo número de caminhões, pela lei da oferta e da procura, o frete recebido pelos caminhoneiros deveria aumentar, e não, diminuir”, diz a nota.

Os caminhoneiros exigem que seja estabelecida uma Planilha Nacional de Custos, que contemplará os valores dos insumos e a variação da bolsa de commodities transportadas.

Os altos custos do pedágio também são apresentados como motivo das paralisações. A Lei que estabelece o Vale-Pedágio, que determina o pagamento das tarifas pelo embarcador, não pelo caminhoneiro, são embutidas no valor do frete, segundo a federação. “Defendemos, no caso do Vale-Pedágio Obrigatório, que haja uma fiscalização mais efetiva da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Além disso, sugerimos parcerias com os estados e seus próprios órgãos rodoviários fiscalizadores, tais como balanças, polícia rodoviária, órgãos tributários, etc”.

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