Falta de segurança tirou 417 vidas no trânsito do DF, estima pesquisa

Falta de segurança tirou 417 vidas no trânsito do DF, estima pesquisa

Falta de segurança tirou 417 vidas no trânsito do DF, estima pesquisa

by 11 de fevereiro de 2015 0 comments
Travessia de pedestres é apontada como solução para aumentar segurança no trânsito

Travessia de pedestres é apontada como solução para aumentar segurança no trânsito

Pelo menos 417 vidas deixaram de ser poupadas no trânsito do Distrito Federal em 2012 por falta de planejamento e de simples soluções para ampliar a segurança das vias, estima pesquisa da Fundação de Peritos em Criminalística Ilaraine Acácio Arce (FPCIAA). O mapeamento feito em ruas mais perigosas do DF traçou o perfil das vítimas, infratores e a velocidade dos veículos envolvidos nos acidentes com óbitos.

As mortes por atropelamento, 121 em 2012, representaram 31% das ocorrências com mortes no trânsito naquele ano. Nas rodovias aconteceram 52 atropelamentos, 43% do total.

De acordo com o estudo, atitudes simples podem salvar vidas. Um dos exemplos é na BR-070, nas proximidades da Ceilândia, onde muitos carros batem porque motoristas usam retornos clandestinos para cruzar as pistas. Em 2012, 17 pessoas perderam a vida na rodovia, o que poderia ter sido evitado com a construção de uma mureta de concreto no canteiro central para coibir a manobra perigosa e proibida.

Além do ambiente, também entram na lista de fatores de risco a imprudência de motoristas e pedestres. Os homens são os principais responsáveis pelos acidentes. O estudo aponta que a faixa etária dos responsáveis por colisões e atropelamentos tinham entre 30 e 40 anos e ingeriram bebida alcoólica antes de dirigir.

Das vítimas de atropelamento, 77% está em idade produtiva e, em 65%, sob efeito de álcool. A maior parte dos acidentados usava roupa escura na hora da ocorrência e morreu de politraumatismo. O mapa cronológico mostra que os acidentes aconteceram principalmente às quintas-feiras, entre 18h e 20h, período de retorno do trabalho.

Como soluções para os acidentes, a FPCIAA sugere a construção de passarelas nas rodovias, já que os atropelamentos ocorrem geralmente perto de pontos de ônibus. A incidência de óbitos diminui em rodovias com travessias destinadas a pedestres.

A instalação de grades e muretas para impedir o acesso dos pedestres em áreas de risco também diminuiriam as estatísticas, de acordo com a fundação. É o exemplo de trecho perto de Santa Maria, na BR-040, que apresentou quatro acidentes com vítimas fatais no início do estudo. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) instalou no ponto radares de controle de velocidade para 60 quilômetros por hora que zeraram o índice de mortes por atropelamento no local.

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