Em alguns anos você terá um carro híbrido ou elétrico. Saiba por quê

Em alguns anos você terá um carro híbrido ou elétrico. Saiba por quê

Em alguns anos você terá um carro híbrido ou elétrico. Saiba por quê

by 30 de setembro de 2014 0 comments
Carros híbridos ou elétricos estão chegando ao mercado. Na foto o Tesla-S, carro elétrico americano de alto luxo

Carros híbridos ou elétricos estão chegando ao mercado. Na foto o Tesla-S, carro elétrico americano de alto luxo

Você acha que carro híbrido (movido a bateria e combustível) ou exclusivamente elétrico na sua garagem ainda é um sonho? A resposta provavelmente é sim, porém é bom você rever seus conceitos . É verdade que já existem há anos ou mesmo décadas veículos autônomos movidos exclusivamente a eletricidade, como empilhadeiras, carrinhos de golfe e aqueles de transporte de passageiros em aeroportos ou resorts.

Não é deles que estou falando e sim de automóveis de passeio iguais aos que rodam hoje movidos exclusivamente a gasolina, álcool ou diesel. Entre o carro híbrido e o puramente elétrico, o primeiro larga em vantagem na corrida pró automóvel verde, pois não necessita ser ligado a uma tomada para carregar sua baterias. Elas são alimentadas pela energia gerada quando os freios são acionados ou mesmo quando o carro anda na inércia, sem o uso do acelerador, ou como se diz popularmente, “no embalo”.

A utilização combinada de eletricidade e combustível faz com que um carro híbrido tenha consumo médio em uma cidade como São Paulo mais alto do que na estrada, pois o anda-e-para dos congestionamentos faz o carro andar a maior parte do tempo no modo elétrico, poupando dessa forma gasolina, por exemplo; situação que é invertida na estrada, pois o combustível mais utilizado passa a ser a gasolina. Com isso, um híbrido chega a fazer 19 Km/litro na cidade e 15Km/litro na estrada.

Para este texto não ficar muito extenso, assista ao vídeo abaixo, que dá todos os detalhes de como está o desenvolvimento dos carros híbridos,  elétricos,  pesquisas sobre essas tecnologías e marcas que já estão a venda no mercado. A tendência é que se popularizem rapidamente e cheguem a preços competitivos, pois é enorme a pressão para o “carro verde” andar rápido e consumir cada vez menos combustível.

Este vídeo é de um programa semanal ao vivo, que vai ao ar toda sexta-feira às 09h30 da manhã, sobre tecnologia automotiva, no site www.vidamoderna.com.br. Sob meu comando, ele faz parte, juntamente com o Radar Nacional e um outro que fala sobre tecnologia corporativa, de um sistema de comunicação na internet que cobre vários setores da economia.

Gasolina X eletricidade, uma briga muito antiga com três personagens
Para quem pensa que carro elétrico é invenção moderna, está enganado. A briga começou no final do século 19, lá nos anos 1800, quando o físico e inventor Nikola Tesla criou o motor elétrico e o gerador de energia, e o também físico e inventor Thomas Edison, criador da lâmpada elétrica, travaram a “Guerra das correntes.” [elétricas]

Por outro lado, John D. Rockefeller, que era o magnata do petróleo e fez fortuna vendendo querosene para iluminar as casas, ruas e lojas comerciais, percebeu que seu negócio estava ameaçado pelos dois inventores. Ele via a energia elétrica apagando os lampiões rapidamente e acionou seu time de pesquisadores para inventar alguma coisa para substituir o combustível que o havia tornado milionário. Paralelamente a tudo isso, o carro estava começando a ser criado e o cientista Tesla imaginou o seguinte: criar uma estrutura urbana com postes que emitiriam energia para alimentar os carros elétricos enquanto eles passavam pelas ruas.

Ela seria distribuída por um gerador de energia magnética induzida, ou seja, não seriam necessários fios. Um dia seu investidor perguntou como essa energia transmitida pelo ar seria cobrada e ele respondeu que não tinha a menor ideia, pois não era problema dele. Com isso, o investidor parou de colocar dinheiro em seu projeto, que caiu no esquecimento. Na verdade, hoje esse sistema é considerado totalmente “revolucionário”, mas já esteve para entrar em operação há mais de cem anos. Só não entrou pela falta de visão dos envolvidos financeiramente no projeto.

Voltando ao Rockefeller, depois de muita pesquisa alguém disse que eles jogavam fora diariamente toneladas e toneladas  de um líquido amarelo-avermelhado que era altamente inflamável e que não dava para utilizar em lamparinas. Como os motores a combustão estavam começando a ser desenvolvidos, mas não existia um combustível que queimasse suficientemente rápido, o pessoal do magnata americano entrou em cena e ofereceu como teste aquele material que era descartado.

Ele caiu como uma luva nos motores a explosão e é o que conhecemos hoje como gasolina. Passaram-se mais de 110 anos, os automóveis movidos a combustível tomaram conta do mundo e os carros elétricos ficam esquecidos num canto, até que surge a conhecida onda verde em que a gasolina, o diesel e até o álcool ganham o status de vilões. E em poucos anos, os mercados se voltam novamente para a eletricidade como meio de substituição integral ou parcial dos poluidores vorazes da natureza que movimentam os carros mundo afora.

Os “Rockefellers” espalhados pelo planeta estão vendo seus negócios serem apagados novamente – como o querosene foi substituído pela energia -, mas dessa vez nenhum investidor no setor elétrico vai promover um apagão financeiro para projetos de carros híbridos e elétricos.

Se ainda não viu, assista ao vídeo acima. Ele é fundamental para entender o título deste post.

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