Crise e solução

Crise e solução

Crise e solução

by 17 de fevereiro de 2016 0 comments

size_590_plataforma-petrobrasEditorial da Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTP – O Brasil atravessa crises, na economia e na política. Mas é na energia que os graves percalços enfrentados pelo país deveriam servir como oportunidade rara para uma reviravolta na direção de uma economia limpa e sustentável. Soa estranha tal afirmação quando se sabe que temos uma matriz energética invejável se comparada ao resto do mundo. Matéria especial do Estadão, citando dados do Balanço Energético Nacional, aponta que “cerca de 40% da oferta interna de energia vem de fontes renováveis – que incluem a energia hidrelétrica e o etanol”, ao passo que no restante do planeta “a média de uso de energia limpa era de apenas 13,8% em 2013, último dado da Agência Internacional de Energia”.

Mesmo com o crescimento das chamadas “novas fontes renováveis de energia” – usinas eólicas, solares e de biomassa -, as que mais cresceram nos últimos anos no Brasil (146% entre 2005 e 2014), ainda temos a imensa parte de nossa frota de veículos alimentada por combustíveis fósseis. É nas ruas e avenidas, portanto, que enfrentamos o dano causado pelas deseconomias produzidas por um modelo de mobilidade que se assenta fortemente na utilização de combustíveis fósseis. Situação que reduz de maneira significativa a qualidade de se viver em nossas cidades, cabe ressaltar.

Diante da debacle atual dos preços do petróleo, há gente que ainda questiona a razão de não termos uma correspondente redução no preço da gasolina no Brasil. É uma observação de quem se preocupa apenas com o próprio bolso, enquanto ignora solenemente o alto custo social gerado por um modelo de mobilidade absolutamente dependente do petróleo. Mas há algo novo no ar, e felizmente bem diferente da poluição que respiramos…

Trata-se do mundo da mobilidade urbana. Alguns fatos e movimentos, surgidos nesta década, ganharam protagonismo e envergadura, que hoje exigem respostas e decisões do poder público. A ocupação dos espaços das cidades por variados mecanismos e ativismos (como no caso da Avenida Paulista, emblemático para outras áreas públicas), é um sintoma claro desta nova mentalidade. A adoção de modais ativos como forma primordial de locomoção, exigindo em contraparte políticas públicas corajosas e inovadoras, denota outra faceta importante desta nova realidade, somando-se à proliferação de faixas exclusivas para ônibus.

Em tudo, um dado relevante: a pressão organizada, sem viés partidário, aponta sugestivamente que a sociedade descobriu novas formas de dialogar com o poder executivo, demandando de maneira orgânica importantes necessidades coletivas.

Mas falávamos da crise… O presidente Barack Obama propôs…[MAIS]

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