Parcerias para a Mobilidade do Futuro

 

Jomar: "Estamos longe de termos uma estratégia em âmbito nacional"
Jomar: “Estamos longe de termos uma estratégia em âmbito nacional”

Por Jomar Napoleão* – O crescimento contínuo dos grandes centros urbanos lança desafios importantes para o setor da mobilidade, seja de passageiros ou de cargas, em todos os modais. Tais desafios evidenciam um conflito basilar entre o número vertiginosamente crescente de usuários com necessidade de transporte cada vez mais veloz e a sustentabilidade do sistema, além da preservação do meio ambiente.

Nos mercados asiático, europeu e norte-americano esse cenário de alta complexidade tem impelido empresas, centros de pesquisa, universidades e autoridades à busca de ações conjuntas e coordenadas para soluções não apenas tecnológicas, mas que incluem especialmente legislação.

Essa é uma tendência irreversível, com soluções específicas para cada região. Por exemplo, em Bangkok há investimento massivo na ampliação das redes de trens urbanos e metrôs enquanto em Frankfurt e Viena, os planos são para o desenvolvimento da integração de veículos por redes digitais inteligentes, que, com a introdução da condução autônoma, permite a melhoria dos fluxos.

Esses exemplos mostram que não há uma solução padrão para todos os países e cada um tem que desenvolver suas propostas mais eficientes.

Dentro desse escopo sobressaem como parte da solução para a mobilidade itens de segurança e conforto, frequentes na cesta das novas necessidades dos usuários de transporte, tanto público quanto individual. Há vários exemplos de tecnologias antes restritas a veículos do segmento de luxo, hoje aplicadas em todos os segmentos, como controle de estabilidade, tração entre outros.

Áreas importantes de inovação tecnológica surgem ainda no desenvolvimento de modelos de gerenciamento dos vários modais de transporte, na interconexão entre o transporte individual e de massas, e na complexidade dos algoritmos e softwares de gerenciamento tanto dos veículos como da malha viária.

No caso do Brasil, exceto por algumas iniciativas pontuais em algumas cidades de uso de carro compartilhado, estamos longe de termos uma estratégia em âmbito nacional. Temos que pensar em criar grupos de trabalho integrados rapidamente.

Um bom começo seria entregar as linhas de metrô, que estão atrasadas na maioria das cidades. É inconcebível no mundo atual que cidades do porte de Curitiba e Campinas, não tenham nenhuma linha de metrô. Fica difícil falar em integrar algo que não existe.

O lado bom é que as oportunidades existem, estão aí.

O conceito de veículo autônomo faz parte da solução, tanto no que afeta conforto e segurança como no que implica em melhoria do tráfego. As empresas do setor têm atualmente suas áreas de pesquisa e inovação totalmente dedicadas ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de tecnologias para atender a essas demandas.

Engenheiros-chefes de corporações como Volkswagen, Ford, Daimler AG, Embraer e Bosch tendências e tecnologias para a mobilidade debaterão o tema no Painel de Engenheiros-chefes do Congresso SAE BRASIL 2016, em São Paulo.

 

*Jomar Napoleão é engenheiro e dirige o Painel Engenheiros-chefes do 25º Congresso SAE BRASIL.

Correção de rumos

Por Clésio Andrade* – Estamos diante de um novo horizonte no Brasil. O recente cenário político abre oportunidades únicas para resgatarmos a credibilidade do país e retomarmos o desenvolvimento econômico e social. Após um período de incertezas tanto para a sociedade quanto para o mercado, é imprescindível demonstrar que existe segurança jurídica e que os investimentos podem voltar a ser feitos.

E o setor transportador é peça-chave dessa engrenagem. Só poderemos garantir o crescimento econômico e sair dessa grave crise com fortes investimentos em infraestrutura de transporte e logística, visando ao aprimoramento da eficiência em todos os modais. Com isso, poderemos reduzir custos e burocracias às empresas e gerar empregos aos brasileiros.

O presidente interino Michel Temer tem plena consciência disso. Em encontro recente com ele, entreguei o Plano CNT de Recuperação Econômica, composto por três pilares os quais acredito serem fundamentais para que o Brasil recupere sua credibilidade e volte a ser alvo de potenciais investimentos nacionais e estrangeiros.

Defendemos propostas para a dinamização do setor de transporte e logística, como a criação de um Conselho Gestor, já instituído pelo governo Temer, e o estabelecimento de garantias de segurança jurídica. Nesse âmbito, também apresentamos o Plano CNT de Transporte e Logística, que estima a necessidade de investimentos de quase R$ 1 trilhão. Abordamos ainda a urgência de discutir as reformas trabalhista, tributária, previdenciária, política e administrativa. E reivindicamos melhores taxas de retorno nas concessões públicas, menos burocracia nos processos licitatórios e uma clara demonstração para o mundo de que, aqui, os futuros contratos serão respeitados.

Além disso, propomos também a criação de um programa de sustentabilidade veicular, que visa instituir uma política de caráter ambiental a fim de promover a contínua renovação e reciclagem da frota de veículos. Tal medida proporcionaria um crescimento de 1,3% no PIB (Produto Interno Bruto), geraria 285 mil empregos e arrecadação de R$ 18 bilhões em tributos.

As primeiras medidas anunciadas pelo governo Temer já dialogam, em parte, com os anseios do setor transportador. A primeira foi a redução do número de órgãos que atuam na área. Não se pode pensar o transporte e a logística do país de forma isolada. Agora, será possível unificar agendas e promover uma visão sistêmica. Também enche de expectativas a criação do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), que prevê a ampliação, a harmonização e o fortalecimento da interação entre o Estado e a iniciativa privada.

Estamos em um processo de correção de rumos e de resgate da identidade nacional. As pessoas e as empresas tinham parado de investir por falta de segurança. Isso está mudando. O grau de confiança deve aumentar substancialmente. É tempo de nos unirmos para tirar o Brasil dessa crise e, se depender dos transportadores, haverá muito empenho e bastante dedicação, desde que os investimentos sejam retomados.

*Clésio Andrade é presidente da Confederação Nacional de Transportes (CNT)

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Cabotagem é essencial para logística brasileira, segundo especialista

O modal aquaviário é essencial para a cadeia logística, especialmente no Brasil, que tem 7.400 quilômetros de litoral e 80% da população a 200 km da costa. Julian Thomas, diretor-superintendente da Hamburg Süd no Brasil, empresa alemã do setor de transporte marítimo, e um dos especialistas das áreas de comércio exterior logística e transportes, afirma que o serviço de navegação de cabotagem desempenha papel indispensável no desenvolvimento da multimodalidade e que é, por sua vez, ponto decisivo para a competitividade.

Thomas chama a atenção em artigo publicado na BrasilAlemanha News, plataforma de informações das Câmaras de Comércio e Indústria dos dois países, que é preciso desmistificar a navegação entre portos de um mesmo país de que é mais cara e inacessível para empresas menores. Especialista acredita que romper barreiras mentais e culturais mostrarão que o serviço é mais prático que o rodoviário.

Entre outras vantagens da cabotatem, o executivo cita a rastreabilidade em qualquer ponto, integração entre modais e menor índice de avarias.  “O segredo de uma logística eficiente é a utilização apropriada de todos os modais, cada um desempenhando o seu importante papel na cadeia. O que não devemos é incorrer novamente no erro de priorizar apenas um deles”, diz.

Transporte aquaviário
 Pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2013 mostra que existem entraves no modal para o desenvolvimento da atividade. Uma análise qualitativa por meio da sondagem com 92 clientes que utilizam a cabotagem frequentemente revela que deficiências na infraestrutura portuária são consideradas um programa grave para 80% das empresas.

Outra dificuldade relacionada por 63% dos entrevistados é a precariedade dos acessos terrestres aos portos e a falta de manutenção dos canais de acesso e dos braços. Tarifas elevadas surgem na sequência (56%),  assim como a baixa oferta de navios (55,4%), o excesso de burocracia (53,3%) e a carência de linhas regulares (52,2%).

Ainda assim, a navegação de cabotagem cresceu nos últimos anos. De 2006 a 2012 houve uma alta de 22,9%. Um ano antes da pesquisa foram movimentadas 200 milhões de toneladas por toda a costa brasileira, 3,9% a mais em relação a 2011. Entre os principais produtos transportados destacaram-se os combustíveis e os óleos minerais, com 77,2% de participação, a bauxita, com 10,1% e os contêineres, com 5,1%.

Entre as vantagens oferecidas pelo modal destacam-se a eficiência energética, elevada capacidade de transporte, segurança, redução de acidentes, custo operacional e impacto ambiental.

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Empresas utilizam veículos diferenciados para se destacar

DXP
Image: instagram

Após a entrada da empresa Uber, com todos os detalhes que a diferenciam de um táxi comum, aparentemente o mercado encontrou um nicho que está se espalhando para outros produtos. A mais nova aposta são os carros autônomos.

Os testes já começaram, inclusive aqui no Brasil, mas a meta é ter total aceitação somente a partir de 2020. Em outros países, as empresas de aluguel de carros – fortemente afetadas pelo Uber, não foram apenas os taxistas que sentiram a estratégica entrada no mercado dos carros pretos – também já estão adotando recursos interessantes.

Tal qual as simpáticas bicicletas, que possuem estações e podem ser desbloqueadas através de cartões pré-pagos, carros de aluguel testam a mesma estratégia para se aproximar dos consumidores. Não seria interessante alugar um carro, sem tanta burocracia, e pagar uma quantia fixa para uma necessidade pontual? É preciso ver se dará certo ainda.

Já a empresa de entregas Domino’s, famosa em todo o planeta, apostou em um veículo exclusivo para seu empreendimento. Com uma capacidade de carregar cerca de 40 pizzas de cada vez, o DXP pode revolucionar o setor, ainda mais no horário de pico. Os concorrentes com menor possibilidade de investimento vão sofrer demais.

O automóvel conta com um sistema de aquecimento que faz com que a pizza chegue à casa do consumidor com a mesma temperatura que tinha ao sair do forno, mesmo muitas horas depois. É quase impossível conseguir competir com tamanha eficiência.

A possibilidade de expansão que o veículo traz vai revolucionar o mercado, e a empresa já consegue ver a diferenciação fazer efeito nos Estados Unidos. Em países como o Brasil, é fácil perceber que uma estratégia como esta pode dizimar inúmeros pequenos concorrentes.

O mercado não só vai mudar como já é possível ver as diferenças de abordagem acontecendo. Estudos sobre o impacto devem ser realizados com urgência pelas empresas do setor, se não quiserem perder mercado rapidamente. E os fãs de automóveis aguardam, ansiosos, pelo que vem pela frente.

Brasil perde R$ 115 bi com contrabando. E o que SP tem a ver com isso?

A economia brasileira sofre um duro golpe quando a questão é o contrabando de mercadorias, responsável por uma evasão fiscal de R$ 115 bilhões anuais. É um montante que contribuiria significativamente com a educação e a saúde, pois daria para construir com esse dinheiro 974 hospitais, ou 57 mil creches ou, ainda 22 mil escolas públicas. Mas afinal, o que São Paulo tem a ver com isso?

O estado é nada menos que o principal prejudicado com a evasão fiscal provocada pelo contrabando de mercadorias.  E o cigarro é o principal item na lista dos criminosos. Estima-se que quatro entre dez cigarros vendidos ilegalmente em território paulista tenham passado pelas fronteiras. E tem até a marca preferida dos bandidos: o cigarro Eight, que corresponde a 25% do market share.

Venda indiscriminada que fez o estado deixar de arrecadar R$ 751 milhões no ano passado, uma alta de 169% na comparação com 2010, conforme dados do Ibope. Em cinco anos, os cigarros contrabandeados somam uma evasão fiscal superior a R$ 2 bilhões.

Perdas aos cofres públicos que deixam de recolher impostos que vão custear áreas importantes para a sociedade, o contrabando também compromete a empregabilidade e financia o crime. “O contrabando ameaça a sustentabilidade de diversos setores da economia formal. Os cigarros proveniente dos Paraguai não têm qualquer fiscalização e controle de qualidade”, declara Rodolpho Ramazzini, diretor da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF).

E a culpa é de quem?
O aumento do contrabando é explicado pelos ajustes indiscriminados de impostos que incidem sobre diversos produtos e a negligência do governo em proteger as fronteiras.

“Quanto maior os impostos sobre os produtos nacionais, mais competitivo se torna o produto ilegal e mais a população sofre com o aumento da criminalidade”, pondera presidente da Frente Nacional Contra a Pirataria (FNCP), Edson Vismona.

A Coalizão Estadual quer propor às autoridades a criação de um Plano Estadual para o enfrentamento deste grave problema. Entre as medidas propostas estão: recalibrar a alíquota de tributo estadual (ICMS) incidente sobre os produtos; reforçar a fiscalização das estradas consideradas as principais rotas do contrabando; e trabalho integrado junto a outros órgãos públicos e entidades para coibir o comércio de mercadorias ilegais.

 

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“Uber dos caminhões” capta R$ 49 milhões em duas rodadas de investimentos

Lançada oficialmente em março deste ano e considerada como a “Uber dos caminhões”, a empresa é pautada pelas diretrizes agilidade, flexibilidade e qualidade na experiência do contratante do serviço, além de responsabilidade pelas cargas transportadas.

CargoX-divA CargoX, empresa que oferece serviços de transporte para empresas, anunciou a captação de R$ 35 milhões por meio de segunda rodada de investimentos (Série B), para garantir que a empresa acelere o desenvolvimento de sua tecnologia.

O banco Goldman Sachs liderou a rodada, que contou com a permanência da participação do fundo de investimentos Valor Capital Group, LLC e dos investidores existentes, Oscar Salazar (Co-fundador do Uber), Hans Hickler (ex-CEO da DHL Express US), Agility Logistics e Lumia Capital. A operação se deu em sequência à primeira rodada de investimentos (Série A) da CargoX, no valor de R$ 14 milhões, liderada pelo Valor Capital Group, LLC, totalizando a captação de R$ 49 milhões.

A CargoX utiliza tecnologia de ponta e excelência na ciência de dados para reduzir os custos de transporte ao usar a capacidade excedente existente dos caminhões e melhorar a visibilidade do frete. Segundo a empresa, sua equipe conta com os melhores, mais competentes e comprometidos profissionais do Brasil, Rússia, Argentina e dos EUA.

Por conta da escassez significativa de opções ferroviárias e das poucas opções de transporte aéreo e marítimo no Brasil, a economia do país é altamente dependente dos caminhões, de modo que 65% da carga transportada no país é levada por caminhões. A expectativa é que o impacto geral na economia deverá ser relevante se a CargoX conseguir reduzir os custos de transporte.

“Nós acreditamos que a CargoX sabe usar de seu domínio da tecnologia para promover mudanças de grande escala no setor”, diz Hillel Moerman, codiretor da Goldman Sachs Private Capital.

De acordo com Federico Vega, CEO da CargoX, “trata-se de alavancar tecnologia de ponta e design de alto nível para que a CargoX possa permanecer conectada a uma rede de milhares de caminhoneiros em tempo real”. “A nova rodada de investimentos permitirá que aprimoremos a nossa plataforma para continuar a escalonar as nossas atividades e revolucionar o transporte de carga, trazendo inovações e uma cultura fortemente pautada na meritocracia para um dos maiores e mais tradicionais setores da nossa economia”.

“A CargoX está mudando a forma como as pessoas pensam sobre a indústria de transporte, além de gerar um impacto positivo ao reduzir estes custos na economia brasileira, de forma geral”, afirmou Oscar Salazar, co-fundador do Uber.

Para Clifford M. Sobrel, ex-embaixador dos EUA no Brasil e Diretor Executivo do Valor Capital Group, LLC, “a CargoX é a primeira transportadora a criar e expandir o acesso a uma plataforma tecnológica de alto nível no setor de logística do país, e nos orgulhamos de ter feito a ponte entre a CargoX e os principais parceiros financeiros e estratégicos dos EUA”.

Os caminhões brasileiros circulam vazios em 40% do tempo – como resultado, a quilometragem rodada sem carga, em um ano, seria suficiente para dar a volta ao mundo 300.000 vezes. Ao utilizar a capacidade excedente disponível nos caminhões, evitando, assim, que eles circulem vazios, a CargoX poderá reduzir as emissões de CO2 em até 15,6 milhões toneladas por ano, o equivalente às emissões de CO2 produzidas por 6.724.137 residências com quatro pessoas e um veículo no período de um ano.

Hillel Moerman, codiretor do Goldman Sachs Private Capital, também fará parte do conselho da CargoX, juntamente com os membros atuais, incluindo Oscar Salazar (co-fundador do Uber), Hans Hickler (ex-CEO da DHL Express US) e Michel Nicklas, do Valor Capital.

A CargoX – http://www.cargox.com.br – é a primeira transportadora do Brasil sem frota própria, baseada em tecnologia e inovação, operando conectada em tempo real por meio de um aplicativo próprio, a uma rede de mais de 100 mil motoristas autônomos.

Lançada oficialmente em março deste ano e considerada como a “Uber dos caminhões”, a empresa é pautada pelas diretrizes agilidade, flexibilidade e qualidade na experiência do contratante do serviço, além de responsabilidade pelas cargas transportadas. A CargoX começou a ser estruturada em meados de 2015 por Federico Vega, CEO da companhia.

Atualmente atende todas as regiões do país e com crescimento médio de 57% ao mês, espera faturar no primeiro ano de atuação cerca de R$ 50 milhões.

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Carro conectado do Alibaba é interessante e ainda tira selfies

O RX5 também tem sensores que “aprendem”o jeito de dirigir do motorista e seus gostos.

O carro mais conectado do mundo. Assim é o auto lançado pela gigante chinesa de buscas Alibaba, em parceria com a montadora, SAIC. Se essa não for a definição mais apropriada para essa novidade, há uma outra. O Internet-car é provavelmente uma futilidade legal da internet das coisas. Há diversas tecnologias interessantes de bordo, inclusive uma que tira selfies do motorista.

O carro é um exemplo de como a indústria automobilística provavelmente nunca mais voltará a ser como antes depois que começou a transformar os carros em computadores sobre rodas. O Internet-car tem sensores e sistemas que controlam o consumo de combustível e modos de direção. O sistema por trás disso é – segundo a empresa – o “segundo motor” do auto. O sistema operacional é o Yunos, o mesmo que o Alibaba usou para deixar geladeiras e outros eletrodomésticos inteligentes.

O nome do veículo é, na verdade, RX5. Internet-car é o termo que a empresa quer emplacar como nova categoria no mercado. O modelo é uma SUV esportiva. É, de design e mecânica, muito semelhante a outras do segmento. A diferença é mesmo a tecnologia.

Serviços
O sistema digital por trás garante um novo tipo de relação com o produto. Os consumidores podem usá-lo para pedir café. Sim, o funcionamento é basicamente o mesmo que pedir um delivery pelo smartphone. A mesma coisa para comprar tickets de estacionamento (uma espécie de zona azul nas cidades da China).

Mas a “loucura” maior no RX5 é uma câmera que grava em 360 graus e pode ser destacada do painel para gravar viagens e paisagens. Ela também tira selfies. Pode parecer uma bobeira, mas a prática de tirar retratos em situações não recomendadas (e com as mãos no volante é uma delas) tem causado mortes no mundo todo e já é motivo de preocupação.

Executivos do Alibaba fazem o teste drive e tiram selfie no RX5

Executivos do Alibaba fazem o teste drive e tiram selfie no RX5

O RX5 também tem sensores que “aprendem”o jeito de dirigir do motorista e seus gostos. Com isso, ele acerta diversas configurações do veículo para melhorar estabilidade e consumo, além disso ainda sugere músicas e filmes – por meio de uma central de infotainment.

O carro tem preço de US$ 22.300 e começa a ser vendido no mês que vem. O Alibaba espera que o veículo seja o preferido para rodas nas futuras cidades inteligentes da China.

Fonte: Portal VOIT

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Carro “baixado”: melhor tomar cuidado antes de comprar um

Carro rebaixado é classificado como sucata pelo Denatran
Carro rebaixado é classificado como sucata pelo Denatran

Pelo menos 6% dos veículos registrados no país têm o status de “carro baixado”. O que aparentemente pode ser algo sem grandes problemas na realidade tem tudo para ser um péssimo negócio.

Carro baixado na realidade não se trata de um automóvel com a suspensão baixa, mas um auto que teve sua circulação vetada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Significa, na prática, que o carro já foi batido com danos irreparáveis ao chassi. Assim, o chassi sofre baixa no cadastro do órgão de trânsito, pois representa perigo e pode causar acidentes se estiver em circulação.

Leia também: Vai comprar um carro usado? Saiba como fazer a melhor escolha

Fora do sistema, esse veículo só pode ser vendido como sucata ou peça de reposição. “O maior problema é que a cultura do “jeitinho brasileiro” faz com que alguns vendedores ajam de má fé. Eles compram esses carros, fazem reparos e consertos para maquiar os problemas e conseguem, de maneiras ilegais e em estados que não possuem a Vistoria de Transferência, regularizar essa documentação para vendê-los como se estivessem em conformidade”, explica José Félix, gerente responsável pelos serviços de varejo DEKRA e pela Checkauto. “Nos estados em que existe vistoria para transferência, como São Paulo, por exemplo, essa fraude é mais difícil, se não impossível, de ser levada a cabo”.

Mas como evitar cair em um golpe? O recomendável é fazer uma consulta veicular completa e confirmar o histórico do automóvel antes de fechar o negócio. Tentar reaver o dinheiro depois de bater o martelo fica difícil, principalmente se o negociante for um golpista.

No caso da compra de um carro com essa restrição, o comprador sai em um prejuízo enorme, pois pode pagar por um carro que irá apresentar problemas graves em pouco tempo. “As avarias externas podem até ser consertadas, mas a estrutura do carro está comprometida. Quem compra um carro assim coloca sua família em risco e pode ficar na mão a qualquer momento”, alerta Félix.

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Vida no trânsito: Uma questão multidisciplinar

Oliver: "Você sabe quantas pessoas ficam feridas e morrem por ano em acidentes de trânsito no Brasil?"
Oliver: “Você sabe quantas pessoas ficam feridas e morrem por ano em acidentes de trânsito no Brasil?”

Por Oliver Schulze* – Todo dia de manhã levo minhas filhas à escola. Hoje em menos de cinco minutos presenciei três barbaridades no trânsito. Primeiro uma criança aparentando menos de 10 anos sentada no banco da frente do carro sem cinto de segurança afivelado.

Em geral a justificativa dos pais para dispensar a segurança é a de que moram muito perto do colégio, porém não escolhemos o momento em que seremos envolvidos em um acidente, e é sabido que muitas das colisões ocorrem próximo à residência das vítimas.

Logo em seguida fui ultrapassado pela contramão por um motoqueiro, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Mais à frente quando cheguei ao cruzamento lá estava ele caído no chão ao lado da moto. Teve sorte de não ser atropelado. Como não fosse suficiente, na estrada um pedestre caminhava na pista de rolagem apesar do espaço exclusivo destinado para isso.

Outro dia nessa mesma estrada parei para uma pessoa atravessar na faixa de pedestre. A motorista do veículo que vinha atrás começou a buzinar muito e passou berrando “aqui não é lugar de parar não! Aqui não é Estados Unidos”. Realmente aqui não é os Estados Unidos e nunca será enquanto tivermos motoristas despreparados, descontrolados e desinformados.

Você sabe quantas pessoas ficam feridas e morrem por ano em acidentes de trânsito no Brasil? Fica chocado quando ocorre um acidente aéreo e morrem mais de 100 pessoas? Pois saiba que nas estradas do nosso País temos o equivalente a um grave acidente aéreo ou uma tragédia da boate Kiss por dia. Isso mesmo! Morrem mais de 50 mil pessoas por ano, ou quase 200 pessoas por dia.

Precisamos agir mais rápido diante de tanta violência. Sabemos que acidentes podem ocorrer por diversas razões, de problemas no veículo, falta de infraestrutura viária, condições climáticas adversas até o comportamento do motorista. Sim, a vida no trânsito depende de ações multidisciplinares.

No tocante à segurança veicular, seja por força da legislação brasileira, da concorrência cada vez mais forte em todos os segmentos da indústria automobilística, ou até mesmo de avaliações regulares feitas por organismos como a LATINNCAP, a evolução tem sido constante.

Nos últimos anos os veículos produzidos no País agregaram segurança, que alcançou com mais intensidade os carros mais luxuosos, que já oferecem recursos tecnológicos como o controle eletrônico de estabilidade (ESP), que evita que o veículo perca o controle em situações de risco. As melhorias não se restringem apenas à eletrônica, mas também à parte estrutural dos veículos com carroçarias que oferecem mais proteção ao ocupante.

No que diz respeito à infraestrutura viária é possível afirmar que há estradas em boas condições no Brasil, mas ainda há um longo caminho a percorrer para um sistema eficiente. Segundo a pesquisa CNT de Rodovias 2015, que percorreu e avaliou mais de 100 mil quilômetros de rodovias pavimentadas por todo o País, (19,7% concedidas 80,3% sob gestão pública) 57,3% delas são deficientes no estado de conservação. Na avaliação da pesquisa, o estado geral das rodovias sob concessão foi 78,3% bom e ótimo, enquanto nas vias públicas esse porcentual foi de 34%. Em relação à geometria das vias, 38,9% é o percentual de ótimo e bom nas concedidas, e de 18,8% nas públicas.

Ainda no quesito infraestrutura, projetar estradas mais seguras e intensificar a sinalização especial de advertência para condições de pista e climáticas, são ações mais que necessárias para a segurança de quem dirige em um país de dimensão continental com incontáveis variações de clima. Não há como alterar o clima, mas a prudência está ao alcance de todos os que dirigem.

O comportamento ao volante pode fazer a diferença entre a vida e a morte. O motorista precisa conhecer suas próprias limitações, as restrições do veículo e da estrada e se adequar à realidade. Situações diferentes exigem cuidados diferentes. Imagine um automóvel de mil cilindradas conduzido por alguém cansado, com cinco ocupantes, porta-malas cheio e pneus carecas, subindo a serra em um dia de chuva e neblina. Agora pense em um veículo com todos os equipamentos de última geração, dois ocupantes e motorista descansado dirigindo em uma estrada em boas condições de conservação, em um dia ensolarado. O motorista tem que se adequar às condições de dirigibilidade para tomada de decisões seguras.

Obviamente há inúmeros outros fatores que podem influenciar a habilidade de dirigir. Por isso e, antes de tudo, é necessário que prioritariamente haja respeito à vida. No Brasil ainda precisamos de um trabalho intenso e permanente de educação no trânsito, de conscientização, com abordagem em escolas, cursos de direção defensiva, palestras e demais treinamentos.

Nossa parte enquanto motoristas é respeitar o pedestre e a sinalização; manter a devida distância do veículo à frente; priorizar a segurança das crianças com equipamentos adequados à idade; reduzir a velocidade em caso de forte chuva e vento. Enfim, dirigir com consciência é contribuir para mais vida no trânsito e para a redução da triste estatística de mortes em nosso País. Um trânsito seguro depende de todos nós. Esse será o tema central do Painel de Segurança Veicular no 25º Congresso SAE BRASIL, que será realizado em outubro, em São Paulo.

 

*Oliver Schulze é engenheiro e dirige o Comitê de Segurança Veicular do Congresso SAE BRASIL 2016

 

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IoT vai movimentar US$ 1,9  trilhão em logística

Tecnologia permite à empresa unificar processos e melhorar a cadeia logística
Tecnologia permite à empresa unificar processos e melhorar a cadeia logística

O setor de logística pode alavancar níveis mais elevados de eficiência operacional na Internet das Coisa (IoT), que conecta em tempo real milhões de embarques que são deslocados, rastreados e acondicionados diariamente. A conclusão é de um relatório de tendências da empresa DHL, apresentado na Conferência Global de Tecnologia da companhia e que estima a movimentação de 1,9 trilhão de dólares.

Por exemplo, no setor de armazenagem, paletes e itens conectados serão diferenciais importantes na gestão inteligente de estoques. Já no transporte, onde a conexão de sensores e atuadores é bastante difundida com rastreamento e telemetria, as novas tecnologias poderão extrair diferentes tipos de informações, principalmente na camada de inteligência, que reúne leitura de todos os dispositivos embarcados em plataforma única.

Essas informações permite à empresa unificar processos e melhorar a cadeia logística. “A Internet das Coisas permite a transformação de dados absolutos em conhecimento integrado e útil para a operação de transporte e logística. E as vantagens podem ir além: quando os veículos se conectam ao ambiente (estradas, sinais, outros veículos, relatórios de qualidade do ar e sistemas de inventário, etc), os custos caem e a segurança e a eficiência aumentam significativamente”, avalia Renato Carneiro, especialista em IoT.

As plataformas de analytics, responsáveis pela camada de inteligência, permitem o embarque de ações que serão realizadas em cima das ocorrências, como no caso do furto de combustível, situação muito comum nas estradas brasileiras. A presença de uma câmera, acionada somente quando a soma de dois ou mais fatores – o sensor de tanque de combustível apresenta variação, o veículo está parado e o motorista não está na cabine –, permite o envio de imagens somente do momento da ocorrência, mantendo as demais imagens armazenadas no equipamento embarcado no veículo. Esse filtro realizado com os dados é o que a Cisco chama de armazenamento em fog, ou seja, os dados e imagens captados não vão todos para a nuvem, são enviados somente o que é considerado relevante, reduzindo o tráfego e o consumo de dados.

Para este processamento embarcado, é utilizado um roteador específico para o setor de transporte e o ambiente hostil de poeira, altas e baixas temperaturas e trepidações em que está inserido, uma novidade para o setor. O roteador funciona como centralizador de todos devices conectados ao veículo, ou seja, todos os dados captados pelos sensores são enviados para ele, onde é feito o processamento e o envio para a nuvem por sinal 3G ou 4G.

Quando o veículo passa por uma área sem cobertura, esse equipamento grava os dados coletados, que são descarregados e enviados para a plataforma de analytics assim que a conexão se reestabelece. Dessa forma, em momento algum há perda de conteúdo.

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