Agile e Sonic viram “micos” da GM no Brasil

Agile e Sonic viram “micos” da GM no Brasil

Agile e Sonic viram “micos” da GM no Brasil

by 4 de setembro de 2014 0 comments
Sonic hatch: 4 mil unidades vendidas em 2014

Sonic hatch: 4 mil unidades vendidas em 2014

Diante do baixo volume de vendas no Brasil, a Chevrolet decidiu cancelar a importação dos compactos Agile e Sonic. Os modelos já estão fora da lista de veículos publicada no site da marca.

O fraco desempenho dos modelos é atribuído à popularidade do hatch Onix, que tem ganhado espaço no ranking dos populares mais vendidos no país e já acumula perto de 92 mil unidades comercializadas neste ano. Já o Sonic hath, por exemplo, vendeu pouco mais de 4,2 mil unidades no mesmo período. A versão sedã do Sonic perdeu espaço para o Cobalt, que vendeu 28.589 unidades ante 2,7 mil. O Agile teve menos de 10 mil unidades emplacadas no acumulado do ano, período em que foram vendidos 122.146 veículos do modelo Volkswagen Gol.

A GM apostará na importação do SUV Tracker, que terá de brigar por espaço com o utilitário esportivo EcoSport, produzido no Brasil.

Cenário de pessimismo

O comércio de veículos segue em baixa com desempenho ruim em agosto. A redução de 17,2% nas vendas no oitavo mês representa para o setor o prenúncio de um 2015 difícil.

Em comparação a julho, agosto apresentou queda de 7,5%. Já no acumulado do ano foram vendidos 2,23 milhões de veículos, com queda de cerca de 10% em comparação ao mesmo período de 2013, conforme dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).  Para Flávio Meneghetti, presidente da entidade, a conjetura econômica reflete no mercado de veículos, um dos mais importantes para o PIB, e há poucas esperanças para retomada do segmento no ano que vem.

As vendas de automóveis têm apresentado declínio desde 2013, após uma década de bons resultados. A Fenabrave aposta na iniciativa do governo de aumentar as garantias a instituições financeiras que promovem financiamentos de veículos como uma medida de contribuição ao mercado.

Existe ainda a preocupação de baixas no quadro de funcionários de linhas de produção e fábricas de autopeças. Montadoras como a General Motors, Ford e Volkswagen já anunciaram medidas de controle de gastos como lay-off e férias coletivas. Para Flávio Meneghetti, há um desafio adiante para manter “as empresas vivas”.

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