3º Congresso Brasileiro de Sprinklers priorizou vários temas importantes

A 3ª edição do Congresso Brasileiro de Sprinklers (CBSpk), que aconteceu  entre os dias 23 a 26 de outubro, no Bourbon Atibaia Convention & Spa Resort, em Atibaia, São Paulo, abordou como tema principal a inspeção, teste e manutenção dos sistemas de chuveiros automáticos.

A ABSpk – Associação Brasileira de Sprinklers, responsável pela realização do evento, reuniu, durante os quatro dias, 180 profissionais atuantes no combate e prevenção a incêndios de diversos países para trocar experiências e conhecimentos com o objetivo comum de salvar vidas e patrimônios, concluindo que sistemas de sprinklers são protagonistas para evitar tragédias.

“Sistemas de sprinklers bem instalados, inspecionados e mantidos regularmente dificultam a manifestação de incêndios. Por isso, nosso intuito é conscientizar os profissionais do setor que esses procedimentos devem fazer parte de sua rotina de trabalho”, declara Felipe Melo, Presidente da ABSpk.

Os dois primeiros dias do Congresso foram dedicados à capacitação técnica dos congressistas. Ao todo, 140 profissionais foram treinados nas normas NBR 17505 (proteção de depósitos de líquidos inflamáveis), NFPA 25 (inspeção, teste e manutenção de sistemas hidráulicos de proteção contra incêndios), NFPA 20 (bombas de incêndio), além de aprofundarem seus conhecimentos no cálculo hidráulico para dimensionamento de sistemas de sprinklers com uso do software SprinkCalc.

“Nessa edição, ficamos muito satisfeitos com a grande procura pelos cursos técnicos. No total, treinamos o equivalente a 15% a mais de pessoal em relação à segunda edição do Congresso”, comenta Melo. Segundo o executivo, o aprofundamento nas normas relacionadas aos sprinklers é fundamental para garantir a instalação e manutenção de produtos confiáveis e de qualidade, que funcionem quando precisarem ser acionados.

Nos dias 25 e 26, a programação do evento foi recheada de apresentações e debates sobre tendências, novas tecnologias, atualização e impacto das normas, legislação, processo de certificação, instalação e manutenção de projetos, e cuidados necessários para manter patrimônios históricos.

Diana de Araújo, diretora financeira da ABSpk e sócia da empresa Tecfire, abriu oficialmente o evento apresentando os resultados de uma análise feita em cinco galpões logísticos e cinco edifícios comerciais em São Paulo ao longo de seis meses de 2018. Com apoio da International Fire Suppression Alliance (IFSA), o objetivo do estudo foi entender as possíveis causas de falhas dos sistemas de sprinklers, no caso de incêndios, partindo do princípio que todos os projetos eram bem elaborados e contavam com uma boa instalação.

Sete aspectos considerados fundamentais para o bom funcionamento dos sprinklers foram avaliados: procedimentos de inspeção, reservatórios do sistema de incêndio, bombas de incêndio, sinalização e alarmes, válvulas, condições gerais dos sprinklers e das tubulações, e os impactos da falta de energia.

“Estatísticas mostram que 80% dos casos de ocorrência de incêndios em que a edificação conta com sistemas de sprinklers, o fogo se alastrou por conta de válvulas fechadas ou bombas que não funcionaram. Nesse estudo, queríamos evidenciar esses episódios e colaborar com propostas de soluções”, declara Diana.

Embora a amostragem tenha sido pequena para uma cidade do tamanho como São Paulo, as principais conclusões destacadas foram que tanto os edifícios comerciais como os galpões apresentaram condições precárias de manutenção. Essa constatação é resultado de uma legislação não rigorosa o suficiente em termos de ITM (inspeção, teste e manutenção) para esses tipos de edificações.

Outro ponto agravante observado foi em relação à brigada de incêndio, que sabe manusear os equipamentos, mas não sabe fazer a manutenção dos mesmos. Além disso, a brigada entende que a equipe de manutenção é responsável pelos procedimentos que se referem a incêndios e vice-versa.

Esse jogo de “empurrar” a responsabilidade para o outro acaba resultando em uma manutenção deficiente dos sistemas de sprinklers. E, como se não bastasse, durante os seis meses de inspeção, os dez empreendimentos estudados trocaram suas equipes, o que desfavorece as tarefas de manutenção.

Diante das conclusões evidenciadas, a ABSpk propôs a criação e distribuição de uma cartilha explicativa mostrando como inspecionar, testar e manter os sistemas hidráulicos de proteção e combate a Incêndio. “Nosso lema é Proteger Faz Diferença e para isso, vamos unir forças para trabalhar a prevenção de incêndios no Brasil. Juntos, conseguimos contribuir e alcançar muito mais”, diz otimista Melo.

Aspectos Jurídicos
Um tema de relevante importância abordado pela primeira vez no evento foram os aspectos jurídicos da responsabilidade civil e criminal de projetistas, instaladores e usuários de sistemas de sprinklers. Para debater o tema, o procurador José Carlos de Freitas, da Procuradoria da Justiça de Direitos Difusos e Coletivos, esclareceu que vários atores têm sua parcela de responsabilidade no caso de um incêndio.

Segundo o procurador, o artigo #186 do Código Civil determina que “aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”.

Em se tratando da cadeia produtiva envolvendo sprinklers, são responsáveis os fabricantes e distribuidores de dispositivos de má qualidade e não certificados; as empresas que, para reduzir custos, adquirem tais equipamentos; os instaladores tecnicamente não capacitados que prestam um serviço de forma irresponsável; os Conselhos de Engenharia e Arquitetura, que deveriam ser encarregados de vistoriar as obras; e até o Corpo de Bombeiros, responsável por fiscalizar edificações e áreas de risco.

“Precisamos garantir que haja uma forte aliança entre os Corpos de Bombeiros e os órgãos de certificação e normativos a fim de criar uma lei de certificação. Só assim, daremos um salto de qualidade”, aponta Freitas.

Certificação
Em linha com as afirmações de Freitas, Felipe Decourt, Diretor Executivo da Skop e Presidente do Conselho Deliberativo da ABSpk reafirmou a importância da instalação de sprinklers certificados nas edificações, ressaltando que a confiabilidade dos bicos deve variar entre 99,4% e 99,76% para que os sistemas consigam conter um incêndio.

E, para garantir tal índice, os sprinklers de fabricação nacional passam por cerca de 150 processos durante sua produção, sendo 20% deles fabris e os 80% restantes relacionados ao controle de qualidade, também conhecido como qualidade invisível, que inclui o uso de ferramentas, insumos, equipamentos e instrumentos de medição adequados, usinagem de boa qualidade e torque de fechamento adequado durante a montagem, entre outros.

“A qualidade “invisível” é um dos problemas mais sérios e comuns encontrados nos sprinklers sem certificação. Esses critérios só são testados por entidades certificadoras e pelos ensaios de normas sérias como FM2000, UL199, ISO6182 ou ABNT16400.

Legislação em Patrimônios Históricos
Outro painel que chamou muito a atenção dos presentes durante o Congresso foi o de Edificações Históricas. Isso porque muito se discute a respeito das recentes tragédias que vivenciamos nos últimos anos, como o Museu Nacional, em setembro desse ano, o Museu da Língua Portuguesa, em 2015, o Liceu de Artes e Ofício de São Paulo, em 2014, o Instituto Butantã, em 2010, e o Memorial da América Latina, em 2013.

Dentre esses e tantos outros edifícios incendiados, apenas o Memorial da América Latina tinha sistemas de sprinklers instalados, mas que não funcionaram por falta de manutenção adequada.

O desafio atual, inclusive discutido pelo setor, é tomar como verdade alguns mitos, como por exemplo, que a água é prejudicial para a contenção de fogo em edifícios históricos porque pode destruir os acervos neles armazenados. Ou ainda que a água danifica, quando na verdade, controla.

“Essas conclusões sem fundamento estão atrapalhando muito para o avanço da legislação. A água não pode ser e não é mais prejudicial do que o fogo que se alastra rapidamente e acaba com o patrimônio todo em minutos. Bens culturais, como livros e telas de pintura podem ser restaurados em caso de acidentes com água; com o fogo, eles são totalmente destruídos”, afirma Marcelo Lima, Diretor Geral do ISB, Instituto Sprinkler Brasil.

Segundo Lima, nenhum outro país no mundo entende a água como um elemento causador de danos em acervos históricos. Além disso, o executivo comenta que 90% dos casos de incêndios são salvos com apenas três bicos de sprinklers, ou seja, pouca água.

Na visão de Lima, algumas sugestões devem ser adotadas para resolver essa questão o mais breve possível, entre elas a criação de uma norma ABNT técnica única e abrangente, com base na NFPA 909, código responsável pela proteção de bens culturais.

Além disso, a Frente Parlamentar mista de segurança contra incêndio deve continuar fortalecendo seus eixos de atuação, a fim de criar um novo modelo regulatório.

E, por último, mas não menos importante, é preciso capacitar e treinar museólogos, arquitetos, engenheiros, conservadores de acervos, e demais envolvidos em edifícios históricos, mostrando a importância dos sprinklers nessas edificações.

A próxima edição do Congresso Brasileiro de Sprinklers acontecerá em 2020, ainda sem local definido.

Ecologia, a contrapartida da Economia

por Alfredo MR Lopes*

Em sua célebre aula inaugural de instalação da Cadeira de Semiologia no Colégio de Franca, o filósofo francês, Roland Barthes, recorreu à relação entre literatura e poder, para ilustrar o mecanismo de imposição dos valores, verdades e paradigmas de conduta adequadas ao status quo. A Aula, como é conhecida a publicação, diz que “…a linguagem não é nem reacionária, nem progressista; ela é simplesmente fascista; pois fascismo não é impedir de dizer, é obrigar a dizer.”.

Ora, a que poder se referem, ou que objetivos norteiam as constantes agressões de alguns segmentos da mídia à economia da Amazônia Ocidental, sob influência da Suframa, Superintendência da Zona Franca de Manaus. Que papel essa mídia pós-digital, instantânea e invasiva, outrora chamada de quarto poder, a ex-famigerada grande imprensa, continua a cumprir? Sua estratégia de poder, enquanto manifestação maior da dominação real, ainda se estriba no trunfo milenar de ser anúncio e denúncia de uma conceituação da realidade que lhe convém.

Desconfigurada e obrigada a criar saídas para a própria sobrevivência – posto que seus trunfos foram compartilhado por inúmeros sujeitos, alguns mais ágeis na dominação digital do saber, resta-lhe, segundo Barthes, a opção de engendrar o erro, disseminar a culpa no destinatário definido e se constituir em saída messiânica para os embaraços artificiais.

Nos ataques constantes à economia regional, o argumento fundamental é responsabilizar os 8% de isenção atribuídos aos estados da Amazônia Ocidental, como causa do rombo fiscal do país. Contem outra, pois essa distorção está baseada em desinformação propositada e destrutiva, com foco na Zona Franca de Manaus.

Ali, renúncia fiscal não passa de fake news. Trata tão somente do exercício público do direito constitucional da contrapartida fiscal para investimentos em áreas remotas com infraestrutura deficitária. As empresas escapam de algumas cangalhas tributárias, mas remuneram melhor seus trabalhadores, recolhem mais vantagens fiscais para a União que as demais plantas industriais do Brasil, além de protegerem um patrimônio natural essencial ao equilíbrio climático.

Entretanto, não cabe ficar repetindo a cantilena. A Receita Federal e instituições com o gabarito da FEA-USP já emprestaram sua reputação para confirmar essa afirmação.

Está na hora de dar um passo adiante, além de ironizar os fundamentos dessa perseguição sem sentido.

Um passo simbólico e importante será a realização do I Congresso de Gestão da Amazônia, que ocorrerá neste primeiro semestre, com a chancela da CAPES/FINEP, como parte das atividades do Doutoramento em Administração entre USP e UEA, a Universidade do Estado do Amazonas, paga integralmente pela indústria de Manaus, e empenhadas no enfrentamento do nosso maior gargalo: a ausência de gestores do enigma amazônico. “Decifra-me ou serei devorada”.

Inovação, Sustentabilidade e Governança será o tema do evento e o tripé de sustentação dessa saída, tanto da parceria entre as duas instituições acadêmicas, UEA e USP, como um palpite para o Brasil sair do buraco do burocratismo sombrio e amoral das gestões históricas que nos empurraram ao caos.

A contrapartida fiscal supera os 2 milhões de empregos gerados pelo país afora, a substituição de importações, vital para equilíbrio da balança fiscal, a proteção florestal e os serviços ambientais.

As empresas instaladas em Manaus passam a exigir que os fundos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, e aqueles destinados a interiorizar o desenvolvimento ano, sejam aplicados na região e nas oportunidades de novos negócios, com governança pública inteligente, inovação tecnológica e com parâmetros claros de sustentabilidade.

Economia passo a passo com a ecologia, como tem de ser.

*Alfredo Lopes é filósofo e ensaísta – alfredo.lopes@uol.com.br

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GM vai investir 4,5 bi em fábricas brasileiras

A General Motors anunciou investimentos de R$ 4,5 bilhões nas unidades de São Caetano do Sul, Joinville e Gravataí. O montante deve ser injetado no país até 2020.

O presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, explicou que além do investimento de R$ 1,4 bilhão no Complexo Industrial de Gravataí, a marca vai injetar nas outras duas unidades verba com foco no desenvolvimento de novos produtos e tecnologia.

“A GM tem um compromisso histórico com o Brasil, onde está presente com sua marca Chevrolet há mais de 92 anos. Estamos realizando o maior plano de investimentos da indústria no país, o que reforça nossa confiança no potencial de crescimento do mercado. O novo aporte às operações em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul vai permitir ampliar a linha de produtos da Chevrolet, oferecendo o que há de mais avançado no mercado em tecnologia, com foco em conectividade total, segurança e eficiência energética”, disse Zarlenga.

Os novos investimentos vão contribuir para ampliar a competitividade das operações no Brasil e preparar a GM Mercosul para se tornar uma plataforma de exportação global.

 

Fisco paulista cobra IPVA de veículos registrados irregularmente em outros estados

Proprietários de veículos que circulam no Estado de São Paulo licenciados irregularmente em outros estados estão na mira da Secretaria da Fazenda Paulista. São 4.397 automóveis que totalizam débitos que passam dos R$ 12 bilhões referentes ao exercício 2014 do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Delegacias Regionais Tributárias notificam proprietários pessoas físicas com domicílio tributário em São Paulo. Apesar de licenciados fora de São Paulo, esses veículos utilizam rotineiramente vias públicas e estradas paulistas. Eles foram monitorados por radares instalados nas praças de pedágio com a tecnologia de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR).

Por meio do rastreamento, o sistema relaciona as placas de fora do Estado e confronta com os arquivos do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Os dados dos donos dos veículos são então conferidos pelo fisco com os da Receita Federal para confirmar o domicílio tributário, a partir do uso do endereço eleito pelo contribuinte para fins de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

A partir da notificação, os proprietários terão 30 dias para efetuar o pagamento do IPVA 2014, com acréscimos legais, sob pena de inscrição na dívida ativa. Ou, se for o caso, apresentar defesa. As notificações estão amparadas na Lei nº 13.296/2008 que, em seu artigo 4º define que o imposto é devido no local do domicílio ou da residência do proprietário do veículo neste Estado.

No mês de junho foram notificados proprietários de 2.648 veículos. Os débitos pendentes de IPVA totalizam R$ 7.391.256,70. As próximas notificações previstas para publicação em julho compreendem R$ 4.953.648,56 em débitos referentes a 1.749 veículos, que serão lançados pelas Delegacias Regionais Tributárias do Litoral, Campinas, Bauru, Araçatuba, Guarulhos e Capital/III (Butantã).

 

Veja a relação de veículos por região:

Delegacia Regional Tributária Nº de Veículos Valor dos débitos
DRTC-I – SP/Tatuapé 340 R$ 906.281,89
DRTC-II – SP/Lapa/Santana 438 R$ 1.202.332,47
DRTC-III – SP/Butantã 736 R$ 2.252.874,44
DRT-02 – Litoral 205 R$ 524.454,86
DRT-03 – Vale do Paraíba 239 R$ 555.506,44
DRT-04 – Sorocaba 191 R$ 530.178,11
DRT-05 – Campinas 380 R$ 1.006.652,86
DRT-06 – Ribeirão Preto 339 R$ 1.029.394,76
DRT-07 – Bauru 124 R$ 365.818,06
DRT-08 – S. José do Rio Preto 123 R$ 432.475,05
DRT-09 – Araçatuba 160 R$ 469.011,56
DRT-10 – Presidente Prudente 134 R$ 495.259,05
DRT-11 – Marília 128 R$ 372.868,24
DRT-12 – ABCD 192 R$ 444.758,23
DRT-13 – Guarulhos 144 R$ 334.836,78
DRT-14 – Osasco 242 R$ 698.938,05
DRT-15 – Araraquara 114 R$ 301.936,42
DRT-16 – Jundiaí 168 R$ 421.327,99
Total: 4.397 R$ 12.344.905,26

 

 

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Base de dados de veículos é nova arma de combate à corrupção no PR

Base de dados de veículos é a mais nova ferramenta de combate à corrupção e enriquecimento ilícito de agentes públicos. Acordo firmado entre o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) e Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PR) estabelece a integração de seus bancos de dados com informações sobre a frota que circula em poder dos entes e órgãos, de forma a identificar possíveis irregularidades.

O intercâmbio tornou-se possível com termo aditivo ao convênio nº 16/2013, firmado com o órgão de trânsito, que na cláusula terceira tem incluído o item XII, que prevê: “Disponibilizar, por meio da base de dados, as informações referentes aos veículos de propriedade de pessoa jurídica, por meio do CNPJ consultado, incluindo data de aquisição e transferência, contribuindo para a identificação de enriquecimento ilícito”.

“Este termo aditivo amplia o escopo do convênio, ampliando a quantidade e qualidade das informações que nos serão repassadas pelo Detran”, explica o presidente do TCE, conselheiro Ivan Bonilha, relator do processo. “O cruzamento de informações vai multiplicar as possibilidades de identificação de falhas e irregularidades no registro da frota de veículos dos entes e órgãos fiscalizados, ajudando-nos a evitar o desperdício do dinheiro público”.

O aditamento permitirá confrontar as informações declaradas ao TCE aos jurisdicionados da identificação de suas frotas nos sistemas com as existentes no banco da autarquia. Divergências levarão o órgão a desencadear operações de fiscalização. Entre as irregularidades que poderão ser investigadas estão o cadastramento de veículos particulares na frota do poder público e ônus financeiros não declarados.

Casa Civil
Convênio também foi homologado entre a corte e a Casa Civil do Estado. Pelo acordo, o órgão de controle terá acesso à base de dados do Sistema de Gestão Governamental – G-GOV.

Desta forma será possível pesquisar os dados cadastrais e emissão de relatórios voltados para a elaboração de políticas públicas, que ajudarão o TCE a coibir o desperdício de recursos públicos.

 

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Parcerias para a Mobilidade do Futuro

 

Jomar: "Estamos longe de termos uma estratégia em âmbito nacional"
Jomar: “Estamos longe de termos uma estratégia em âmbito nacional”

Por Jomar Napoleão* – O crescimento contínuo dos grandes centros urbanos lança desafios importantes para o setor da mobilidade, seja de passageiros ou de cargas, em todos os modais. Tais desafios evidenciam um conflito basilar entre o número vertiginosamente crescente de usuários com necessidade de transporte cada vez mais veloz e a sustentabilidade do sistema, além da preservação do meio ambiente.

Nos mercados asiático, europeu e norte-americano esse cenário de alta complexidade tem impelido empresas, centros de pesquisa, universidades e autoridades à busca de ações conjuntas e coordenadas para soluções não apenas tecnológicas, mas que incluem especialmente legislação.

Essa é uma tendência irreversível, com soluções específicas para cada região. Por exemplo, em Bangkok há investimento massivo na ampliação das redes de trens urbanos e metrôs enquanto em Frankfurt e Viena, os planos são para o desenvolvimento da integração de veículos por redes digitais inteligentes, que, com a introdução da condução autônoma, permite a melhoria dos fluxos.

Esses exemplos mostram que não há uma solução padrão para todos os países e cada um tem que desenvolver suas propostas mais eficientes.

Dentro desse escopo sobressaem como parte da solução para a mobilidade itens de segurança e conforto, frequentes na cesta das novas necessidades dos usuários de transporte, tanto público quanto individual. Há vários exemplos de tecnologias antes restritas a veículos do segmento de luxo, hoje aplicadas em todos os segmentos, como controle de estabilidade, tração entre outros.

Áreas importantes de inovação tecnológica surgem ainda no desenvolvimento de modelos de gerenciamento dos vários modais de transporte, na interconexão entre o transporte individual e de massas, e na complexidade dos algoritmos e softwares de gerenciamento tanto dos veículos como da malha viária.

No caso do Brasil, exceto por algumas iniciativas pontuais em algumas cidades de uso de carro compartilhado, estamos longe de termos uma estratégia em âmbito nacional. Temos que pensar em criar grupos de trabalho integrados rapidamente.

Um bom começo seria entregar as linhas de metrô, que estão atrasadas na maioria das cidades. É inconcebível no mundo atual que cidades do porte de Curitiba e Campinas, não tenham nenhuma linha de metrô. Fica difícil falar em integrar algo que não existe.

O lado bom é que as oportunidades existem, estão aí.

O conceito de veículo autônomo faz parte da solução, tanto no que afeta conforto e segurança como no que implica em melhoria do tráfego. As empresas do setor têm atualmente suas áreas de pesquisa e inovação totalmente dedicadas ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de tecnologias para atender a essas demandas.

Engenheiros-chefes de corporações como Volkswagen, Ford, Daimler AG, Embraer e Bosch tendências e tecnologias para a mobilidade debaterão o tema no Painel de Engenheiros-chefes do Congresso SAE BRASIL 2016, em São Paulo.

 

*Jomar Napoleão é engenheiro e dirige o Painel Engenheiros-chefes do 25º Congresso SAE BRASIL.

Correção de rumos

Por Clésio Andrade* – Estamos diante de um novo horizonte no Brasil. O recente cenário político abre oportunidades únicas para resgatarmos a credibilidade do país e retomarmos o desenvolvimento econômico e social. Após um período de incertezas tanto para a sociedade quanto para o mercado, é imprescindível demonstrar que existe segurança jurídica e que os investimentos podem voltar a ser feitos.

E o setor transportador é peça-chave dessa engrenagem. Só poderemos garantir o crescimento econômico e sair dessa grave crise com fortes investimentos em infraestrutura de transporte e logística, visando ao aprimoramento da eficiência em todos os modais. Com isso, poderemos reduzir custos e burocracias às empresas e gerar empregos aos brasileiros.

O presidente interino Michel Temer tem plena consciência disso. Em encontro recente com ele, entreguei o Plano CNT de Recuperação Econômica, composto por três pilares os quais acredito serem fundamentais para que o Brasil recupere sua credibilidade e volte a ser alvo de potenciais investimentos nacionais e estrangeiros.

Defendemos propostas para a dinamização do setor de transporte e logística, como a criação de um Conselho Gestor, já instituído pelo governo Temer, e o estabelecimento de garantias de segurança jurídica. Nesse âmbito, também apresentamos o Plano CNT de Transporte e Logística, que estima a necessidade de investimentos de quase R$ 1 trilhão. Abordamos ainda a urgência de discutir as reformas trabalhista, tributária, previdenciária, política e administrativa. E reivindicamos melhores taxas de retorno nas concessões públicas, menos burocracia nos processos licitatórios e uma clara demonstração para o mundo de que, aqui, os futuros contratos serão respeitados.

Além disso, propomos também a criação de um programa de sustentabilidade veicular, que visa instituir uma política de caráter ambiental a fim de promover a contínua renovação e reciclagem da frota de veículos. Tal medida proporcionaria um crescimento de 1,3% no PIB (Produto Interno Bruto), geraria 285 mil empregos e arrecadação de R$ 18 bilhões em tributos.

As primeiras medidas anunciadas pelo governo Temer já dialogam, em parte, com os anseios do setor transportador. A primeira foi a redução do número de órgãos que atuam na área. Não se pode pensar o transporte e a logística do país de forma isolada. Agora, será possível unificar agendas e promover uma visão sistêmica. Também enche de expectativas a criação do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), que prevê a ampliação, a harmonização e o fortalecimento da interação entre o Estado e a iniciativa privada.

Estamos em um processo de correção de rumos e de resgate da identidade nacional. As pessoas e as empresas tinham parado de investir por falta de segurança. Isso está mudando. O grau de confiança deve aumentar substancialmente. É tempo de nos unirmos para tirar o Brasil dessa crise e, se depender dos transportadores, haverá muito empenho e bastante dedicação, desde que os investimentos sejam retomados.

*Clésio Andrade é presidente da Confederação Nacional de Transportes (CNT)

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Cabotagem é essencial para logística brasileira, segundo especialista

O modal aquaviário é essencial para a cadeia logística, especialmente no Brasil, que tem 7.400 quilômetros de litoral e 80% da população a 200 km da costa. Julian Thomas, diretor-superintendente da Hamburg Süd no Brasil, empresa alemã do setor de transporte marítimo, e um dos especialistas das áreas de comércio exterior logística e transportes, afirma que o serviço de navegação de cabotagem desempenha papel indispensável no desenvolvimento da multimodalidade e que é, por sua vez, ponto decisivo para a competitividade.

Thomas chama a atenção em artigo publicado na BrasilAlemanha News, plataforma de informações das Câmaras de Comércio e Indústria dos dois países, que é preciso desmistificar a navegação entre portos de um mesmo país de que é mais cara e inacessível para empresas menores. Especialista acredita que romper barreiras mentais e culturais mostrarão que o serviço é mais prático que o rodoviário.

Entre outras vantagens da cabotatem, o executivo cita a rastreabilidade em qualquer ponto, integração entre modais e menor índice de avarias.  “O segredo de uma logística eficiente é a utilização apropriada de todos os modais, cada um desempenhando o seu importante papel na cadeia. O que não devemos é incorrer novamente no erro de priorizar apenas um deles”, diz.

Transporte aquaviário
 Pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2013 mostra que existem entraves no modal para o desenvolvimento da atividade. Uma análise qualitativa por meio da sondagem com 92 clientes que utilizam a cabotagem frequentemente revela que deficiências na infraestrutura portuária são consideradas um programa grave para 80% das empresas.

Outra dificuldade relacionada por 63% dos entrevistados é a precariedade dos acessos terrestres aos portos e a falta de manutenção dos canais de acesso e dos braços. Tarifas elevadas surgem na sequência (56%),  assim como a baixa oferta de navios (55,4%), o excesso de burocracia (53,3%) e a carência de linhas regulares (52,2%).

Ainda assim, a navegação de cabotagem cresceu nos últimos anos. De 2006 a 2012 houve uma alta de 22,9%. Um ano antes da pesquisa foram movimentadas 200 milhões de toneladas por toda a costa brasileira, 3,9% a mais em relação a 2011. Entre os principais produtos transportados destacaram-se os combustíveis e os óleos minerais, com 77,2% de participação, a bauxita, com 10,1% e os contêineres, com 5,1%.

Entre as vantagens oferecidas pelo modal destacam-se a eficiência energética, elevada capacidade de transporte, segurança, redução de acidentes, custo operacional e impacto ambiental.

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Estradas paulistas oferecem conexão à internet de graça

Três rodovias no interior de São Paulo passam a oferecer ao motorista pontos gratuitos de acesso à internet. A tecnologia ainda é pioneira, mas será adotada em mais trechos da malha rodoviária paulista, como prevê a nova fase do programa do governo paulista de concessões fiscalizado pela ARTESP – Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo.

Quem transitar pelas rodovias SP-225 João Baptista Cabral Rennó, SP-327 Orlando Quagliato e SP-270 Raposo Tavares, no total de 834 quilômetros entre Presidente Epitácio e Bauru, encontrará em uma das 12 bases do SAU – Serviço de Atendimento ao Usuário, sinais de rede Wirelesse (Wi-Fi). Para utilizar a rede, o usuário deverá solicitar login e senha pelo CART Atende nos próprios SAUs. A comunicação com a central de atendimento da concessionária é gratuita e a ligação é feita por um moderno sistema de atendimento por telepresença. Pela conexão Wi-Fi é possível acessar aplicativos, redes sociais, entre outros, direto do celular, tablet ou notebook.

Responsável pelas estradas que oferecem a novidade, a CART – Concessionária Auto Raposo Tavares é a primeira do Estado de São Paulo a oferecer internet Wi-Fi gratuita em todas as bases de atendimento ao usuário. “Temos orgulho em oferecer ao usuário a experiência de trafegar por rodovias conectadas, iniciativa alinhada às propostas de modernização do programa de concessão de rodovias do governo de São Paulo, regulamentado pela ARTESP. Além de toda infraestrutura existente para o descanso de quem faz a parada nos SAUs, a novidade torna-se uma opção de descontração e também utilidade para quem precisa se comunicar por aplicativos de mensagem instantânea”, explica Luís Carlos Guimarães, gerente de operações da CART.

Outro objetivo da CART ao implementar a rede de conexão à internet sem fio nas bases de atendimento é a segurança. Usar o celular ao volante é uma atitude que pode colocar em risco a vida do motorista e a de terceiros, além de ser infração de natureza gravíssima, conforme o artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que prevê multa de R$ 293,47 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Por isso, a dica da CART é que o motorista utilize o celular enquanto estiver parado ou descansando em uma das bases.

Tecnologia
Outras ferramentas tecnológicas facilitam a vida do usuário que trafega pelas rodovias. As bases de apoio do Corredor Raposo Tavares são equipadas com sistema de telepresença adotado pela concessionária com o objetivo de melhorar o atendimento ao usuário nas rodovias. Através dele, é possível obter informações precisas sobre a rodovia, visualizar mapas, traçar rotas, verificar as condições de tráfego, atrações turísticas da região e até saber a previsão do tempo.

A teleconferência é feita com uma atendente direto do CCO (Centro de Controle Operacional) da CART, área que monitora toda a rodovia e coordena a logística da prestação de serviços. O atendimento é feito por uma tela de alta definição de 65 polegadas.

As bases do SAU funcionam 24 horas por dia. São pontos de apoio para as equipes de inspeção rodoviária e é onde ficam os guinchos pesados e superpesados, inspeguinchos, ambulâncias e os profissionais das equipes de resgate.

Ford faz parceria com gigante para popularizar veículo elétrico na China

Ford quer ampliar participação no mercado de veículos elétricos

A Ford vai produzir veículos elétricos com a Anhui Zotye Automobile. A joint venture com a grande fabricante na China prevê também a venda e manutenção da nova linha de autos elétricos no mercado chinês.

A parceria está alinhada ao objetivo da montadora americana de tornar veículos elétricos mais acessíveis para consumidores e contribuir com a sustentabilidade ambiental. “Poder lançar uma nova linha de veículos totalmente elétricos no maior mercado automotivo do mundo é um passo empolgante para a Ford na China”, diz Peter Fleet, presidente da Ford Ásia Pacífico. “Os veículos elétricos terão uma participação importante na China no futuro e a Ford quer ser líder em novas soluções nesse segmento.”

A China é destaque no cenário global quando o assunto é a criação de energias alternativas no mercado automotivo. Em 2025, a meta da Ford é chegar a 6 milhões de unidades produzias por ano, sendo 4 milhões totalmente elétricos.

Entre as marcas pioneiras na produção de veículos elétricos, destaque no segmento aqui no Brasil, a Zotye Auto lidera no mercado chinês de compactos com propulsão elétrica. Há dois meses, a montadora vendeu mais de 16 mil unidades, um incremento de 56% nas vendas em relação ao mesmo período de 2016.

Os veículos que serão produzidos pelas marcas aliadas serão vendidos sob uma nova marca. Detalhes serão revelados somente após ser estabelecido acordo definitivo. “A parceria entre a Zotye Auto e a Ford fortalece ambas as partes para que possamos ter uma participação importante no crescente mercado de veículos elétricos na China”, diz Jin ZheYong, presidente da Anhui Zotye Automobile Co., Ltd., com sede em Huangshan, província de Anhui.

A Ford planeja lançar globalmente 13 novos veículos elétricos nos próximos cinco anos, com um investimento de US$ 4,5 bilhões, e anunciou uma ambiciosa estratégia de eletrificação na China: até 2025, 70% dos veículos da marca vendidos no país terão uma opção elétrica.