Semestre tem retração de 25% em licenciamento de veículos

Semestre tem 983 mil veículos vendidos
Semestre tem 983 mil veículos vendidos

Os licenciamentos de veículos novos registraram recuo de 25,4% no primeiro semestre. Números divulgados nesta quarta-feira, 6, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), apontam 983,5 mil unidades comercializadas neste ano contra 1,32 milhão no ano passado.

Já na análise mensal, junho obteve bom resultado, com 171,8 mil emplacamentos, alta de 2,6% frente as 167,5 mil unidades de maio. Na comparação com junho do ano passado, quando foram vendidas 212,5 mil unidades, houve queda de 19,2%.

De acordo com o presidente da Associação, Antonio Megale, o desempenho segue em ritmo estável. Mas o clima de preocupação prevalece. “Os números de junho representam o segundo melhor mês do ano e confirmam a estabilidade de mercado dos últimos meses, mas a situação vivida pela indústria automobilística brasileira é preocupante, pois os patamares atuais são os mesmos de dez anos atrás. É importante notar que tivemos feriados religiosos, as famosas festas juninas, em diversas cidades e paralizações pontuais nos licenciamentos no Estado de São Paulo em função de algumas greves, que impactaram o balanço do mês. Não fosse isso, o desempenho teria sido ainda melhor”.

No mês de junho, a produção encerrou com 182,6 mil unidades deixando as linhas de montagem, expansão de 4,2% ante as 175,3 mil unidades de maio e retração de 3% quando confrontado com as 188,2 mil unidades de junho do ano passado. No acumulado de seis meses o recuo foi de 21,2%, com 1,0 milhão de unidades este ano e 1,3 milhão em igual período de 2015.

As exportações seguem em alta. Entre janeiro e junho deixaram as fronteiras brasileiras 226,6 mil unidades, alta de 14,2% frente as 198,5 mil unidades exportadas no primeiro semestre de 2015. Na análise mensal as 43,4 mil unidades de junho representam baixas de 7,5% sobre as 46,9 mil de maio e de 9,6% se comparado com as 48,0 mil unidades do mesmo mês do ano passado.

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Mercado de veículos ainda aposta em desdobramentos do impeachment

Setor recuou uma década em resultados de vendas
Setor recuou uma década em resultados de vendas

A leve retomada das vendas de automóveis em junho sobre maio ainda é vista com cautela pelo setor, que mantém a confiança nos desdobramentos do processo de impedimento da presidente afastada Dilma Rousseff. Ao apresentar o balanço mensal do mercado, o presidente da Federação Nacional das Distribuidoras de Veículos Automotores (Fenabrave), Alarico Assumpção Júnior, afirmou que a alta de 2,62% no período ainda é pequena e uma tendência até a definição do atual cenário político.

“Já estamos notando uma melhora nos índices de confiança, tanto por parte de consumidores como de investidores, mas não imaginamos grandes mudanças nos dados do setor até que o cenário político se defina. Os números do setor apontam que retornamos uma década em resultados de vendas”, declarou.

Junho, que teve um dia útil a mais que maio, somou 166.410 emplacamentos contra 162.161 no quinto mês. Em relação a junho do ano passado, quando foram vendidos 204.606 veículos, houve queda de 18,67%. Já no semestre as vendas caíram 25,09%, sendo 951.206 neste ano contra 1.269.817 em 2015.

Mesmo com os sinais de recuperação da economia, o desemprego ainda assusta a população e afeta, principalmente, o mercado de motocicletas, segmento que recuou 6,4% em junho sobre maio e 14,76% na análise semestral. “A base da pirâmide de consumo tem sido a mais afetada, razão pela qual os índices de vendas de motos ainda não mostram sinais de retomada”, avaliou o presidente da Fenabrave.

A Federação manteve as projeções para o ano, de declínio de 15,04% nas vendas totais. O setor que deve ser mais impactado é o de caminhões, com baixa de 23%, passando por automóveis e comerciais leves, com margem negativa de 20 pontos percentuais. Implementos rodoviários e motocicletas devem ter queda de 5% e 8,5% nos emplacamentos, respectivamente.

“Essas projeções já consideram uma melhora no quadro geral da economia e do setor, pois, se os dados se mantivessem como no início do ano, os resultados seriam piores”, conclui Assumpção Júnior.

De acordo com a Fenabrave, no acumulado do ano, houve queda de 21,51% para todos os setores somados. No primeiro semestre de 2016 foram emplacadas 1.592.746 unidades, contra 2.029.279 no mesmo período de 2015.

 

 

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Montadoras ganham confiança após renovação de acordo com Argentina

Acordo foi renovado por quatro anos
Acordo foi renovado por quatro anos

A conclusão das negociações entre Brasil e Argentina sobre a renovação do acordo automotivo por mais quatro anos criaram um clima de expectativas nas montadoras. A criação da agenda de trabalho que terá como foco a integração produtiva e comercial equilibrada para possibilitar o livre comércio é avaliada como altamente positiva pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

“Um acordo com horizonte de médio e longo prazo é fundamental para dar mais previsibilidade ao planejamento e segurança na definição de investimentos. Por esta razão avalio de forma muito positiva a conclusão das negociações pelos governos, que demonstraram equilíbrio e maturidade ao enxergar a relação de complementariedade produtiva entre os países e prever agenda de trabalho visando ao livre comércio”, analisa Antonio Megale, presidente da Associação.

Anteriormente, o acordo vinha sendo prorrogado anualmente, o que trazia certa insegurança. No mês passado, a indústria automotiva argentina exportou 18,1 mil veículos – a maior parte para o Brasil -, um recuo de 12,1% na comparação com abril. Já o Brasil vendeu 46,8 mil unidades para o mercado externo, alta de 15%.

Agora, a relação entre valor das importações e exportações – conhecidas como flex – não poderão superar 1,5 no período de cinco anos, do período de julho de 2015 até o final de junho de 2019. Para cada um dólar e meio exportado do Brasil para a Argentina, um dólar deve ser importado. Acima disso, os veículos brasileiros pagam tarifas de 35% para entrar no mercado argentino. Os veículos precisarão ter pelo menos 60% das peças e dos componentes fabricados no Mercosul.

Já nos últimos 12 meses do acordo, que acaba em 2020, o valor subirá para 1,7, com prévio acordo entre os países e desde que alcançadas as condições para o aprofundamento da integração produtiva e desenvolvimento equilibrado de estruturas produtivas e de comércio.

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, acordo bilateral trará benefícios ao conferir maior previsibilidade ao setor. “Depois de muita negociação, chegamos a um acordo por mais quatro anos, que traz muita previsibilidade para o setor e que estabelece bases para o livre comércio automotivo a partir de 2020, uma grande vitória para a indústria nacional”, disse o ministro Marcos Pereira.

Em 2014, os países assinaram um acordo automotivo, com validade até junho do ano passado, quando foi prorrogado enquanto as negociações para o novo acordo avançavam. O Brasil queria ampliar a margem do sistema flex e a Argentina queria estender as autopeças do país no regime Inovar Auto, que prevê isenção do IPI de fabricantes brasileiros que cumprem metas de investimento em pesquisa e de desenvolvimento de novas tecnologias.

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Internet é aliada de concessionárias em tempos de crise

Neste ano, 60% dos compradores de veículos fizeram pesquisa antes na internet
Neste ano, 60% dos compradores de veículos fizeram pesquisa antes na internet

Acompanhar os resultados das vendas de veículos novos despencarem tem sido uma difícil rotina para concessionários de todo o Brasil. Mas a busca de novos rumos e estratégias para atrair a clientela é uma forma de amenizar os impactos da recessão. E o uso da internet para comercializar carros tem sido uma saída que agrada cada vez mais consumidores.

Pesquisa da J.D. Power revela um aumento no processo de pessoas que sentam-se à frente do computador antes de ir para a loja escolher um carro. Só neste ano, cerca de 60% dos consumidores que fecharam negócios com concessionárias procuraram antes informações sobre os veículos na internet. No ano passado esse índice era de 51 pontos percentuais. A satisfação dos compradores que seguiram este caminho é maior em relação aos que não navegaram na rede com este intuito.

Clientes que fazem parte das gerações Y e Z têm maior propensão a usar a internet como aliada na decisão de qual marca e modelo escolher – 63% e 70%, respectivamente. Já os Baby Boomers utilizam bem menos a rede – 38%. Entre as ações mais realizadas por compradores via internet a comparação entre modelos aparece em primeiro lugar (72%), seguida da busca de informações sobre um determinado modelo (67%) e, por último, pesquisa de preços (66%).

Cenário desafiador
O cenário desafiador para as concessionárias de automóveis demandam esforço extra para fechar negócios. Segundo a J.D. Power, o consumidor tem ganhado com isso. A satisfação entre clientes com as concessionárias cresceu, segundo estudo divulgado recentemente.

As estratégias também mudaram. No período em que o mercado estava aquecido, as concessionárias buscavam acompanhar o volume de clientes em seus showrooms. Agora, os concessionários estão mais focados em transformar cada cliente em um comprador.

“O mercado continua caindo, mas isso cria novas oportunidades para que as concessionárias intensifiquem o foco em seu processo de vendas para agradar aos clientes; e aqueles que adotarem processos de venda mais favoráveis aos clientes provavelmente obterão ganhos de participação de mercado quando o mercado se recuperar”, explica Fabio Braga, diretor de operações da J.D. Power do Brasil. “Com menos compradores, as concessionárias têm mais tempo para atender a seus clientes, o que, em última análise, acaba compensando em termos de indicações e numa maior probabilidade de que os clientes farão a revisão de seus veículos na concessionária vendedora”.

O nível de satisfação dos clientes subiu para 793 pontos numa escala de 1.000 pontos em 2016, contra 774 em 2015. O mercado fraco mudou as expectativas dos clientes, que também estão mais preocupados em experimentar os veículos, na negociação e no processo de entrega.

O test drive é fundamental no processo de vendas. A satisfação geral é maior entre os 68% dos proprietários que realizaram um test drive (813), sendo que 29% desses foram acompanhados por um especialista em test drive e, com isso, registraram a maior pontuação (841). Os 69% que estavam acompanhados por um vendedor tiveram uma satisfação menor (803), embora apenas 2% dos proprietários tenham feito um test drive desacompanhados, sua satisfação foi ainda mais baixa (776).

“Ter veículos de teste disponíveis é um investimento para os concessionários”, salienta Braga. “Devido às menores vendas, as concessionárias estão cortando despesas, mas ter um bom estoque de veículos para os clientes escolherem e fazer um test drive é tão fundamental que as concessionárias não podem dar-se ao luxo de reduzir demais a sua oferta de modelos à disposição do consumidor”.

Ranking
Entre as redes de concessionárias, a Toyota conquistou pelo quarto ano consecutivo a primeira posição na satisfação de clientes. A Hyundai-CAOA está em 2º lugar (831), seguida pela Jeep (817), Chevrolet (811), e Nissan (809), que apresentou uma melhoria, saindo da 11ª posição em 2015.

A Jeep foi incluída no estudo pela primeira vez este ano. A produção nacional da empresa em sua fábrica de Pernambuco tem ajudado as vendas da marca no país.

O Sales Satisfaction Index (SSI) StudySM Brasil 2016 é baseado nas avaliações de 3.664 entrevistas online com os proprietários de veículos novos no país durante os primeiros 12 meses após a compra. O estudo foi realizado em março e abril de 2016.

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Ranger: Milhares de test-drives e recorde de vendas em um fim de semana

Foram mais de 3 mil test-drives em um dia
Foram mais de 3 mil test-drives em um dia

Em uma estratégia agressiva para ampliar presença no mercado de picapes, a Ford quebrou recordes com a Nova Ranger 2017. Num único dia de mobilização de toda rede distribuidora, a montadora realizou 3 mil test-drives. E alcançou também a marca histórica de vendas da picape em um final de semana.

“Dia Raça Forte”, como foi chamada a ação, reuniu 15 mil pessoas em uma estrutura com testes em áreas urbanas e pistas com obstáculos e terrenos acidentados para avaliação do desempenho do veículo.

“Este é um bom resultado, considerando o atual mercado e a chegada de um novo produto. Por isso, o programa foi bem-sucedido e mostrou ótima aceitação da nova Ranger”, diz Antonio Baltar, gerente geral de Vendas da Ford. “O objetivo foi proporcionar aos clientes a oportunidade de dirigir o veículo em condições reais de uso e conferir as novas tecnologias da Nova Ranger. Por isso, montamos junto com os distribuidores estruturas profissionais num grande programa nacional de lançamento.”

A ação, de acordo com a marca, permitiu demonstrar o desempenho da Ranger não só na dirigibilidade, capacidade de rodagem, conforto e segurança, como também no conteúdo de toda a linha, formada pelas versões de motorização 3.2 Diesel, 2.2 Diesel e 2.5 Flex.

Ranger vem de série com um conjunto completo de segurança e conforto, além da opção de transmissão automática desde a versão 2.2 Diesel XLS. A linha tem sete airbags, direção elétrica, controle de estabilidade e tração, assistente de rampa e conectividade com comando de voz para áudio e telefone.

A linha Ranger 2017 conta também com as facilidades do plano sazonal, criado para atender a necessidade específica dos consumidores do agribusiness, com financiamento em parcelas semestrais e taxa de juros de apenas 0,49% ao mês.

 

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Produção de motocicletas acelera em maio

Produção de motos cresceu 46,45 em maio sobre abril
Produção de motos cresceu 46,45 em maio sobre abril

A indústria de motocicletas manteve ritmo acelerado em maio na comparação com abril. No mês passado saíram das linhas 92.308 unidades frente as 63.036 fabricadas em abril, alta de 46,4%. Crescimento é atribuído pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) a um forte ajuste ao mercado.

“Em abril, ocorreu um forte ajuste na produção para que ficasse adequada ao mercado. Em maio, a produção retornou a patamares suficientes para atender a demanda e recompor os estoques que estavam abaixo das necessidades para alguns modelos”, disse o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian.

Já em comparação com o mesmo mês do ano passado, os resultados acompanham a trajetória negativa. Em maio de 2015 foram produzidas 116.118 motocicletas, volume 20,5% superior. No entanto, maio registrou a menor baixa do ano nesta base de comparação.

Bons resultados também nas vendas. As negociações no atacado apresentaram alta de 20,9% frente a abril. Em maio foram vendidas 87.252 unidades contra 72.197 no mês anterior. Mas em relação ao quinto mês de 2015, que totalizou 108.420 vendas, voltou a registrar recuo, de 19,5%, também o menor patamar em relação a outros meses. Em janeiro, por exemplo, a indústria teve o seu pior resultado, com 43% de retração.

Exportações
Exportações tiveram um salto de 36% no mês de maio na comparação com abril. Foram enviadas para outros países 5.606 motocicletas frente as 4.122 exportadas no quarto mês. Em relação a maio do ano passado, quando saíram do país 3.653 unidades, o resultado é uma alta de 53,5%, mesmo patamar de janeiro em índices percentuais.

No período acumulado, Honda é a montadora que mais exportou com 83,5% de participação nas vendas para o mercado externo. Foram 19.607 unidades, retração de 218% se comparado com as 8.588 comercializadas nos cinco primeiros meses do ano passado. Já a Yamaha representa 16,4% do volume exportado, com 3.846 unidades, redução de 7,9% em relação as 4.177 unidades exportadas em período igual de 2015.

 

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Indústria automotiva ajuda PR a recuperar espaço nas exportações

Maior alta nas vendas para o mercado externo foi no setor de caminhões, de 231,8%
Maior alta nas vendas para o mercado externo foi no setor de caminhões, de 231,8%

Fortemente impulsionada pelo setor automotivo, a indústria do Paraná tem recuperado espaço no mercado externo neste ano, depois de sofrer nos últimos anos com o câmbio desfavorável. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes) apontam um crescimento de 116,2% nas exportações de automóveis fabricados no Paraná no acumulado do ano em relação a período igual de 2015.

As vendas externas representam US$ 224,2 milhões. A maior alta foi no setor de caminhões, de 231,8%, que totalizam US$ 87,4 milhões – no período acumulado de 2015 as vendas somaram US% 26,3 milhões. Encomendas de partes de motores também registraram alta, de 44,9%,  passando de US$ 37 milhões para US$ 48,3 milhões. Já o comércio de tratores subiu 34,5% uma evolução de US$ 53,9 milhões para US$ 72,5 milhões.

“A indústria, especialmente a automotiva, vem aproveitando o dólar favorável para retomar exportações e compensar a queda nas vendas no mercado interno”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor presidente do Ipardes.

Os automóveis ocupam a quinta posição entre os produtos mais exportados pelo Paraná, atrás de soja em grão, carne de frango, farelo de soja e papel. O câmbio favorável e a retomada de encomendas da Argentina impulsionam as exportações das montadoras paranaenses. Uma das principais alterações na relação comercial com o país vizinho foi a queda de barreiras para a entrada de automóveis, o principal destino dos veículos produzidos no Estado.

Empregos
A recuperação das montadoras nas vendas externas beneficia o polo automotivo do Estado, sediado na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Renault, Volkswagen, Audi e Volvo investiram na ampliação da produção e geração de empregos, mesmo com a crise econômica.

“A recuperação do mercado externo tem um impacto importante do ponto de vista social, porque a cadeia do setor automotivo gera 40 mil empregos somente na RMC”, lembra Suzuki Júnior. Para atender encomendas no exterior, a Renault, por exemplo, já anunciou a contratação de 500 funcionários temporários.

Acima da média
As exportações de automóveis do Paraná estão acima da média brasileira. No acumulado do ano, os embarques cresceram 56,3%. Desse total, 13% foram exportados pelo Paraná.

A previsão da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) é de um crescimento de 21,5% nas exportações de automóveis pelo Brasil em 2016.

As exportações devem a ajudar a indústria a compensar a queda na produção provocada pela queda nas vendas internas. De acordo com dados divulgados na última quarta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria paranaense acumula uma queda de 8,4% na produção em relação a igual período do ano passado. Ainda assim, o recuo é menor do que no Brasil, que registrou queda de 10,5%. 

 

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Cenário econômico aumenta pessimismo de montadoras

Produção deve recuar 5,5% em 2015
Produção deve recuar 5,5% em 2015

O grau de pessimismo das montadoras com relação ao mercado nacional aumentou e levou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) a revisar novamente as projeções para o ano. As vendas, que no primeiro trimestre tinham estimativa de recuo de 13,2%, agora devem encerrar o ano com retração de 19%, ante 2015. Assim, o comércio de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus devem chegar a 2,08 milhões de unidades.

Já a produção deve atingir 2,30 milhões de unidades, recuo de 5,5%. Na contramão dos indicadores, as exportações devem aliviar o setor de um quadro ainda mais desfavorável, com alta de 21,5%, com 507 unidades embarcadas rumo a outros países. “As novas previsões consideram as dificuldades do cenário econômico neste começo de ano, que afetaram negativamente as vendas de veículos leves, mas principalmente de bens de capital, como os segmentos de pesados e de máquinas agrícolas e rodoviárias”, avalia o presidente da Anfavea, Antonio Megale. “No entanto, a sazonalidade do segundo semestre e a expectativa de recuperação gradual do PIB levaram a entidade a considerar uma queda anual menor do que a acumulada até maio. No caso das exportações, a busca por novos mercados aliada ao câmbio favorável puxaram os números para cima”, explica.   

No segmento de máquinas agrícolas e rodoviárias a entidade espera que as vendas cheguem a 38 mil unidades, o que representa baixa de 15,5%. A estimativa para produção é de queda de 16,4%, com 46,2 mil unidades no final do ano. E para as exportações é esperado um cenário de retração de 18,6%, com 8,2 mil unidades.

Sobe-desce
As vendas de veículos registraram aumento de 2,8% no mês de maio, com 167,5 mil unidades ante 162,9 mil em abril. Mas, em relação ao mesmo período de 2015, quando foram negociadas 212,7 mil unidades, a baixa foi de 21,3%. No acumulado de cinco meses, quando foram vendidas 811,7 mil unidades, houve redução de 26,6% em relação as 1,11 milhão do ano passado.

“O nível de confiança do consumidor e do investidor ainda está abalado devido à conjuntura econômica e política que o país enfrenta. Há certa expectativa quanto às mudanças estruturais e isso ainda está postergando novas compras”, afirma Megale.

Na mesma tendência de vendas, a produção registra alta na comparação mensal. Subiu 3,2% em maio, com 175,3 mil unidades contra 169,8 mil em abril. Confrontado com o mesmo mês do ano passado, maio sofreu retração de 18% com 213,8 mil unidades naqueles mês.

O setor automotivo produziu no acumulado deste ano 834,1 mil unidades, o que mostra contração de 24,3% no comparativo com as 1,10 milhão de unidades do ano anterior. A indústria exportou em maio 46,9 mil unidades, crescimento de 23,9% sobre as 37,9 mil de abril, e de 15% contra mesmo mês do ano passado, com 40,8 mil. No acumulado, o resultado ficou maior em 21,8% – 183,3 mil unidades este ano e 150,5 mil em 2015. 

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Compras à vista de veículos têm recorde histórico

Dados levam em conta operações de bancos de montadoras
Dados levam em conta operações de bancos de montadoras

Em pleno período de recessão econômica e de dificuldades do consumidor em obter crédito, as vendas à vista de automóveis e utilitários leves atingiram um recorde histórico, com 42% das operações entre janeiro e março deste ano. Os dados são da ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras e das Montadoras) e levam em conta as operações em bancos de montadoras associadas.

Ainda assim, os pagamentos a prazo salvam o mercado de resultados piores. Os financiamentos representaram 58% do total de compras no acumulado. O consumidor deu preferência ao CDC, que representou 51% das aquisições no período, seguido pelo consórcio (5%) e leasing (2%).

Caminhões e ônibus tiveram 85% das operações financiadas. O Finame representa a maior parte das aquisições, com 64%. Em seguida vem o CDC com 18%. Consórcio e leasing tem, respectivamente 2% e 1% de participação. Mesmo o Finame sendo a opção mais procurada, a modalidade atinge o menor patamar em sete anos no período verificado. Entre 2014 e o primeiro trimestre de 2016, os veículos comerciais adquiridos via Finame caíram 10 pontos percentuais, caindo de 74% para os atuais 64%.

A retração do Finame é reflexo da conjuntura político-econômica. “O consumidor efetua compras por meio de três grandes drivers: confiança, renda e crédito; elementos que vêm se degradando bastante. Isso tende a impactar na indústria como um todo e também no volume de vendas”, avalia o presidente da ANEF, Gilson Carvalho.

No setor de motocicletas o consórcio mantém estabilidade em relação aos últimos anos e representou no trimestre 36% das vendas. Também de forma consistente, 30% das motos vendidas equivalem ao CDC, enquanto as vendas à vista registraram 34%.

Carteiras e recursos
Os recursos liberados caíram 19,9% nos últimos 12 meses, somando R$ 19,2 bilhões. Na modalidade CDC foram liberados R$ 18,6 bilhões, recuo de 20,2% em um ano. A redução mais acentuada se refere aos recursos liberados para pessoa jurídica, que encolheram 22,5% no mesmo período.

Com as vendas automotivas afetadas pela recessão, o saldo das carteiras de veículos de março (R$ 177 bilhões) registra a mesma tendência de queda, com retração de 1,1% versus o mês anterior e 13,9% em 12 meses.

A inadimplência se mantém em alta. Os atrasos na modalidade CDC subiram de 3,9% para 4,9% nos contratos de pessoas físicas e de 3,5% para 3,6% no índice de pessoa jurídica.

 

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[LISTA] Os mais emplacados em maio

Onix é o líder de vendas em maio e no acumulado do ano
Onix é o líder de vendas em maio e no acumulado do ano

O mês de maio trouxe ânimo para a indústria automotiva e concessionárias, com a alta de 4% nos emplacamentos em relação a abril. Das 137.448 unidades vendidas no mês passado, 10.896 são do líder no segmento, o hatch Onix, da Chevrolet. A vice-liderança segue com o HB20, da sul-coreana Hyundai, que vendeu 9.249 unidades no período. O topo três é fechado com VW Gol, com 6.914 unidades.

Já a quarta posição é do Ford Ka, que emplacou 6.358 unidades no quinto mês do ano. A quinta posição é de um sedan médio, Toyota Corolla, com 5.428 licenciamentos. Em sétimo lugar vem outro sedan, GM Prisma, com 5.326 unidades. A Fiat tem seu único modelo no topo 10, com Palio, que assume a sétima colocação com 5.290 unidades comercializadas.

O ranking é encerrado com dois suvinhos que vêm brigando pelo mercado: HR-V, da Honda, é o oitavo mais vendido (5.162), duas posições à frente do Renegade, da Jeep, que assume o décimo lugar, com 4.405 emplacamentos. O nono posto é do Renault Sandero, com 4.756 veículos vendidos.

Acumulado
De janeiro a maio, o topo três de vendas tem a terceira posição assumida pelo Ka, com 28.760 unidades, dividida com os invictos Onix e HB20, com 59.969 e 48.389 emplacamentos, respectivamente.

A quarta posição é o Palio, da Fiat, com 27.628 unidades e, a quinta de VW Gol (26.547). Toyota Corolla é o sexto mais vendido (26.475); Honda HR-V, sétimo (25.660); GM Prisma, oitavo (25.639); VW Fox, nono (22.617); e, por último, Jeep Renegade, com 21.687 licenciamentos.

Em queda
As vendas de automóveis leves zero quilômetro recuaram 25,49% de janeiro a maio, segundo balanço da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No total, foram emplacadas 671.137 ante 900.681 unidades, em igual período de 2015. O desempenho ruim do setor reforça o quadro negativo do PIB, divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira, 1º.

Considerando também o segmento de comerciais leves, houve retração de 26,32% no acumulado, com 784.813 vendas contra 1.065.211, nos cinco primeiros meses do ano passado.

Apesar da alta de 4,08% se comparado com o desempenho de abril, quando foram registrados 132.062 emplacamentos, o mês de maio apresentou queda de 21,73% na comparação com o mesmo mês do ano passado. No consolidado de automóveis e comerciais leves, maio apresentou avanço no desempenho na comparação com abril, com alta de 2,89% nas vendas, com 161.170 ante 157.610 unidades. Se comparado com maio do ano passado – 204.956 -, o resultado é um recuo de 20,88%.

 

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