GM vai investir 4,5 bi em fábricas brasileiras

A General Motors anunciou investimentos de R$ 4,5 bilhões nas unidades de São Caetano do Sul, Joinville e Gravataí. O montante deve ser injetado no país até 2020.

O presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, explicou que além do investimento de R$ 1,4 bilhão no Complexo Industrial de Gravataí, a marca vai injetar nas outras duas unidades verba com foco no desenvolvimento de novos produtos e tecnologia.

“A GM tem um compromisso histórico com o Brasil, onde está presente com sua marca Chevrolet há mais de 92 anos. Estamos realizando o maior plano de investimentos da indústria no país, o que reforça nossa confiança no potencial de crescimento do mercado. O novo aporte às operações em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul vai permitir ampliar a linha de produtos da Chevrolet, oferecendo o que há de mais avançado no mercado em tecnologia, com foco em conectividade total, segurança e eficiência energética”, disse Zarlenga.

Os novos investimentos vão contribuir para ampliar a competitividade das operações no Brasil e preparar a GM Mercosul para se tornar uma plataforma de exportação global.

 

Fisco paulista cobra IPVA de veículos registrados irregularmente em outros estados

Proprietários de veículos que circulam no Estado de São Paulo licenciados irregularmente em outros estados estão na mira da Secretaria da Fazenda Paulista. São 4.397 automóveis que totalizam débitos que passam dos R$ 12 bilhões referentes ao exercício 2014 do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Delegacias Regionais Tributárias notificam proprietários pessoas físicas com domicílio tributário em São Paulo. Apesar de licenciados fora de São Paulo, esses veículos utilizam rotineiramente vias públicas e estradas paulistas. Eles foram monitorados por radares instalados nas praças de pedágio com a tecnologia de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR).

Por meio do rastreamento, o sistema relaciona as placas de fora do Estado e confronta com os arquivos do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Os dados dos donos dos veículos são então conferidos pelo fisco com os da Receita Federal para confirmar o domicílio tributário, a partir do uso do endereço eleito pelo contribuinte para fins de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

A partir da notificação, os proprietários terão 30 dias para efetuar o pagamento do IPVA 2014, com acréscimos legais, sob pena de inscrição na dívida ativa. Ou, se for o caso, apresentar defesa. As notificações estão amparadas na Lei nº 13.296/2008 que, em seu artigo 4º define que o imposto é devido no local do domicílio ou da residência do proprietário do veículo neste Estado.

No mês de junho foram notificados proprietários de 2.648 veículos. Os débitos pendentes de IPVA totalizam R$ 7.391.256,70. As próximas notificações previstas para publicação em julho compreendem R$ 4.953.648,56 em débitos referentes a 1.749 veículos, que serão lançados pelas Delegacias Regionais Tributárias do Litoral, Campinas, Bauru, Araçatuba, Guarulhos e Capital/III (Butantã).

 

Veja a relação de veículos por região:

Delegacia Regional Tributária Nº de Veículos Valor dos débitos
DRTC-I – SP/Tatuapé 340 R$ 906.281,89
DRTC-II – SP/Lapa/Santana 438 R$ 1.202.332,47
DRTC-III – SP/Butantã 736 R$ 2.252.874,44
DRT-02 – Litoral 205 R$ 524.454,86
DRT-03 – Vale do Paraíba 239 R$ 555.506,44
DRT-04 – Sorocaba 191 R$ 530.178,11
DRT-05 – Campinas 380 R$ 1.006.652,86
DRT-06 – Ribeirão Preto 339 R$ 1.029.394,76
DRT-07 – Bauru 124 R$ 365.818,06
DRT-08 – S. José do Rio Preto 123 R$ 432.475,05
DRT-09 – Araçatuba 160 R$ 469.011,56
DRT-10 – Presidente Prudente 134 R$ 495.259,05
DRT-11 – Marília 128 R$ 372.868,24
DRT-12 – ABCD 192 R$ 444.758,23
DRT-13 – Guarulhos 144 R$ 334.836,78
DRT-14 – Osasco 242 R$ 698.938,05
DRT-15 – Araraquara 114 R$ 301.936,42
DRT-16 – Jundiaí 168 R$ 421.327,99
Total: 4.397 R$ 12.344.905,26

 

 

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Carro “baixado”: melhor tomar cuidado antes de comprar um

Carro rebaixado é classificado como sucata pelo Denatran
Carro rebaixado é classificado como sucata pelo Denatran

Pelo menos 6% dos veículos registrados no país têm o status de “carro baixado”. O que aparentemente pode ser algo sem grandes problemas na realidade tem tudo para ser um péssimo negócio.

Carro baixado na realidade não se trata de um automóvel com a suspensão baixa, mas um auto que teve sua circulação vetada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Significa, na prática, que o carro já foi batido com danos irreparáveis ao chassi. Assim, o chassi sofre baixa no cadastro do órgão de trânsito, pois representa perigo e pode causar acidentes se estiver em circulação.

Leia também: Vai comprar um carro usado? Saiba como fazer a melhor escolha

Fora do sistema, esse veículo só pode ser vendido como sucata ou peça de reposição. “O maior problema é que a cultura do “jeitinho brasileiro” faz com que alguns vendedores ajam de má fé. Eles compram esses carros, fazem reparos e consertos para maquiar os problemas e conseguem, de maneiras ilegais e em estados que não possuem a Vistoria de Transferência, regularizar essa documentação para vendê-los como se estivessem em conformidade”, explica José Félix, gerente responsável pelos serviços de varejo DEKRA e pela Checkauto. “Nos estados em que existe vistoria para transferência, como São Paulo, por exemplo, essa fraude é mais difícil, se não impossível, de ser levada a cabo”.

Mas como evitar cair em um golpe? O recomendável é fazer uma consulta veicular completa e confirmar o histórico do automóvel antes de fechar o negócio. Tentar reaver o dinheiro depois de bater o martelo fica difícil, principalmente se o negociante for um golpista.

No caso da compra de um carro com essa restrição, o comprador sai em um prejuízo enorme, pois pode pagar por um carro que irá apresentar problemas graves em pouco tempo. “As avarias externas podem até ser consertadas, mas a estrutura do carro está comprometida. Quem compra um carro assim coloca sua família em risco e pode ficar na mão a qualquer momento”, alerta Félix.

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Julho já registra campanhas de recall para 10 mil veículos

 

 

Corolla: risco de incêndio leva Toyota a convocar recall
Corolla: risco de incêndio leva Toyota a convocar recall

Mal começou o mês de julho e a indústria automotiva já convoca campanhas de recall que envolvem mais de 10 mil veículos. A lista tem modelos das marcas Toyota, Peugeot, Suzuki e Mercedes-Benz.

No caso da Toyota, o chamamento é direcionado a proprietários de modelos Corolla, Prius e Lexus CT200h. A campanha terá início no dia 25 de julho e abrangerá 3.668 automóveis fabricados entre outubro de 2007 e fevereiro de 2015, com numeração de chassi, não sequencial, compreendida entre os intervalos 9BRB*42E*95000501 a 9BRB*42E*A5008075, para modelos Corolla; JTDKN36U*D1579250 a JTDKN36U*F1927577, para modelos Prius; e JTHKD5BH*D2114789 a JTHKD5BH*F2231483, para os veículos Lexus, modelo CT200h.

A montadora identificou riscos de incêndio nesses automóveis devido a uma trinca no canal por onde passa o fluxo e gás do tanque de combustível, que pode apresentar vazamentos.

Já a Peugeot Citroën do Brasil Automóveis LTDA convoca proprietários de 4 mil veículos modelos 308 e 408 por risco de incêndio dos motores. A campanha, que começou no dia 5, envolve carros produzidos entre fevereiro e setembro de 2013, com numeração de chassi, não sequencial, compreendida entre os intervalos DG07G338 a EG041339, para os veículos Peugeot 308; e DG077031 a EG028698, para os veículos Peugeot 408.

De acordo com a montadora, a manta de isolamento acústico do capô do motor pode sofrer deformação e entrar em contato com o turbo do propulsor, causando incêndio e riscos aos ocupantes.

Problemas nos freios de veículos fabricados pela Suzuki, modelos Swift Sport e Swift Sport R, fabricados em 2014 e 2015, levaram a montadora a fazer o chamamento. A campanha tem início no dia 11 e abrange 320 automóveis, importados, com numeração de chassi, não sequencial, compreendida entre o intervalo 300004 a 300325. A montadora detectou o possível vazamento no sistema do freio e a perda de eficiência no acionamento, até a perda de capacidade do sistema, com riscos de acidentes fatais.

Pesados
Caminhões também estão na lista de recalls neste início de mês.  A Mercedes-Benz do Brasil LTDA protocolou Campanha de Chamamento dos caminhões Atego 1725 4×4 e Atego 1726 4×4, em razão da possibilidade de queda da caixa de transferência dos veículos, com risco de acidentes.

A campanha envolve 3 mil veículos produzidos entre janeiro de 2006 e maio de 2016, com numeração de chassi, não sequencial, compreendida entre o intervalo 9BM9580785B430734 a 9BM958078HB038845. De acordo com a montadora, a perda do torque dos parafusos de fixação dos suportes da caixa de transferência pode provocar a queda e danos físicos aos ocupantes.

Confira abaixo os canais de atendimento das montadoras para mais informações sobre as campanhas de recall:

 

Toyota

Por meio do telefone 0800 703 0206, ou pelos sites www.toyota.com.br e www.lexus.com.br.

 

Peugeot Citröen

Por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente Peugeot, pelo telefone 0800 703 2424, ou pelo site www.peugeot.com.br.

 

Suzuki

Pelo SAC 0800 770 3380 ou pelo site www.suzukiveiculos.com.br.

 

Mercedes-Benz

Pelo telefone (11) 3837-0709, ou pelo e-mail www.mercedes-benz.com.br.

 

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Semestre tem retração de 25% em licenciamento de veículos

Semestre tem 983 mil veículos vendidos
Semestre tem 983 mil veículos vendidos

Os licenciamentos de veículos novos registraram recuo de 25,4% no primeiro semestre. Números divulgados nesta quarta-feira, 6, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), apontam 983,5 mil unidades comercializadas neste ano contra 1,32 milhão no ano passado.

Já na análise mensal, junho obteve bom resultado, com 171,8 mil emplacamentos, alta de 2,6% frente as 167,5 mil unidades de maio. Na comparação com junho do ano passado, quando foram vendidas 212,5 mil unidades, houve queda de 19,2%.

De acordo com o presidente da Associação, Antonio Megale, o desempenho segue em ritmo estável. Mas o clima de preocupação prevalece. “Os números de junho representam o segundo melhor mês do ano e confirmam a estabilidade de mercado dos últimos meses, mas a situação vivida pela indústria automobilística brasileira é preocupante, pois os patamares atuais são os mesmos de dez anos atrás. É importante notar que tivemos feriados religiosos, as famosas festas juninas, em diversas cidades e paralizações pontuais nos licenciamentos no Estado de São Paulo em função de algumas greves, que impactaram o balanço do mês. Não fosse isso, o desempenho teria sido ainda melhor”.

No mês de junho, a produção encerrou com 182,6 mil unidades deixando as linhas de montagem, expansão de 4,2% ante as 175,3 mil unidades de maio e retração de 3% quando confrontado com as 188,2 mil unidades de junho do ano passado. No acumulado de seis meses o recuo foi de 21,2%, com 1,0 milhão de unidades este ano e 1,3 milhão em igual período de 2015.

As exportações seguem em alta. Entre janeiro e junho deixaram as fronteiras brasileiras 226,6 mil unidades, alta de 14,2% frente as 198,5 mil unidades exportadas no primeiro semestre de 2015. Na análise mensal as 43,4 mil unidades de junho representam baixas de 7,5% sobre as 46,9 mil de maio e de 9,6% se comparado com as 48,0 mil unidades do mesmo mês do ano passado.

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Vendas de consórcios para autos têm reação positiva no ano

beneficios-consorcio-de_veiculos1O mercado brasileiro de consórcios tem sido a alternativa de quem planeja trocar ou adquirir automóvel e fugir dos juros de financiamentos. E vem na contramão dos resultados de vendas em outras modalidades. Em 2016, no acumulado de janeiro a abril, a aquisição de cotas para veículos leves registrou alta de 7,7%, com 182 mil unidades, segundo números divulgados pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).

Na mesma tendência, o Consórcio Nacional Chevrolet apresentou crescimento de 4% na mesma comparação. O período encerrou com 100 mil cotas ativas e alta de 8% nas contemplações realizadas.

O Consórcio Chevrolet tem 30% de participação no mercado de consórcios administrados por instituições financeiras ligadas a montadoras e conta com 63 mil clientes contemplados.

Leia também: Sete motivos para fazer um consórcio

Entre os veículos mais comprados via consórcio estão Onix, Classic e Prisma. O público maior é das classes C e D, com um recente aumento de clientes das classes A e B. “No entanto, nosso Grupo Business, com planos que oferecem crédito superior a R$ 103 mil, também tem apresentado uma procura bastante significativa, especialmente por parte de pessoas jurídicas que desejam realizar a atualização programada de suas frotas de veículos”, afirma Walter Moraes, Superintendente Comercial de Consórcios da Chevrolet Serviços Financeiros.

A ausência de taxa de juros, a compra planejada e a segurança gerada com a valorização do investimento de acordo com a tabela da própria General Motors (GM) estão entre os principais motivos para adesão.

A isenção de taxa de adesão, a facilidade de ter até 84 meses para pagar, os sorteios semanais de R$ 25 mil pela Loteria Federal para clientes pessoa física e a opção de lance diluído (que diminui o valor das parcelas, mantendo o prazo) são alguns dos diferenciais de maior apelo e contribuem para o cumprimento das metas de curto e médio prazos da empresa.

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Compras online de veículos cresceram 70% neste ano

 

Crise provocou alta de 40% dos estoques virtuais
Crise provocou alta de 40% dos estoques virtuais

Comprar carro pela internet tem se tornado um novo hábito do consumidor brasileiro. Tanto que a modalidade andou na contramão da crise que assola o mercado, com uma alta de 70% das propostas de negócios efetuadas pela rede, entre janeiro e maio deste ano, na comparação com período igual do ano passado.

Negócio que movimentou R$ 48,2 bilhões só no ano passado, resultado 22% superior ao de 2014, conforme números da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Pelo site Webmotors, especializado em vendas virtuais de veículos, as buscas cresceram 35% no primeiro quinquimestre. A crise, avalia o gerente de marketing e produtos do portal, Rafael Constantinou, estimulou a compra e venda de seminovos e usados. “A falta de tempo, distância e a praticidade também contribuem para o aumento da procura dos classificados online. A compra automotiva via internet é uma realidade cada vez mais forte no Brasil”, completa o executivo.

O estoque disponível na plataforma cresceu 40% no período. O comércio online vem mantendo a margem de crescimento em dois dígitos por ano, desde a explosão do segmento, entre 2002 e 2003.

Enquanto os novos…
As vendas de veículos novos seguem em declínio. Junho, que teve um dia útil a mais que maio, somou 166.410 emplacamentos contra 162.161 no quinto mês. Em relação a junho do ano passado, quando foram vendidos 204.606 veículos, houve queda de 18,67%. Já no semestre as vendas caíram 25,09%, sendo 951.206 neste ano contra 1.269.817 em 2015.

Mesmo com os sinais de recuperação da economia, o desemprego ainda assusta a população e afeta, principalmente, o mercado de motocicletas, segmento que recuou 6,4% em junho sobre maio e 14,76% na análise semestral.

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) manteve as projeções para o ano, de declínio de 15,04% nas vendas totais. O setor que deve ser mais impactado é o de caminhões, com baixa de 23%, passando por automóveis e comerciais leves, com margem negativa de 20 pontos percentuais. Implementos rodoviários e motocicletas devem ter queda de 5% e 8,5% nos emplacamentos, respectivamente.

 

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Mercado de veículos ainda aposta em desdobramentos do impeachment

Setor recuou uma década em resultados de vendas
Setor recuou uma década em resultados de vendas

A leve retomada das vendas de automóveis em junho sobre maio ainda é vista com cautela pelo setor, que mantém a confiança nos desdobramentos do processo de impedimento da presidente afastada Dilma Rousseff. Ao apresentar o balanço mensal do mercado, o presidente da Federação Nacional das Distribuidoras de Veículos Automotores (Fenabrave), Alarico Assumpção Júnior, afirmou que a alta de 2,62% no período ainda é pequena e uma tendência até a definição do atual cenário político.

“Já estamos notando uma melhora nos índices de confiança, tanto por parte de consumidores como de investidores, mas não imaginamos grandes mudanças nos dados do setor até que o cenário político se defina. Os números do setor apontam que retornamos uma década em resultados de vendas”, declarou.

Junho, que teve um dia útil a mais que maio, somou 166.410 emplacamentos contra 162.161 no quinto mês. Em relação a junho do ano passado, quando foram vendidos 204.606 veículos, houve queda de 18,67%. Já no semestre as vendas caíram 25,09%, sendo 951.206 neste ano contra 1.269.817 em 2015.

Mesmo com os sinais de recuperação da economia, o desemprego ainda assusta a população e afeta, principalmente, o mercado de motocicletas, segmento que recuou 6,4% em junho sobre maio e 14,76% na análise semestral. “A base da pirâmide de consumo tem sido a mais afetada, razão pela qual os índices de vendas de motos ainda não mostram sinais de retomada”, avaliou o presidente da Fenabrave.

A Federação manteve as projeções para o ano, de declínio de 15,04% nas vendas totais. O setor que deve ser mais impactado é o de caminhões, com baixa de 23%, passando por automóveis e comerciais leves, com margem negativa de 20 pontos percentuais. Implementos rodoviários e motocicletas devem ter queda de 5% e 8,5% nos emplacamentos, respectivamente.

“Essas projeções já consideram uma melhora no quadro geral da economia e do setor, pois, se os dados se mantivessem como no início do ano, os resultados seriam piores”, conclui Assumpção Júnior.

De acordo com a Fenabrave, no acumulado do ano, houve queda de 21,51% para todos os setores somados. No primeiro semestre de 2016 foram emplacadas 1.592.746 unidades, contra 2.029.279 no mesmo período de 2015.

 

 

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Veículos puxam resultado negativo da indústria brasileira

 

Produção de veículos recuou 24% no acumulado do ano, segundo IBGE
Produção de veículos recuou 24% no acumulado do ano, segundo IBGE

A produção nacional industrial apresentou retração de 7,8% em maio sobre abril, fortemente influenciada pelo mercado de veículos. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) aponta que quatro grandes categorias econômicas mantiveram desempenho ruim.

Na formação média da indústria, a produção de veículos, reboques e carrocerias retraiu 15,8% no período. As atividades que também apresentaram queda foram a de produtos derivados do petróleo e bicombustíveis (-13,4%).

Já a produção de bens intermediários segue em queda na mesma base de comparação com a 26ª taxa negativa consecutiva, com retração de 8,1%. O resultado desse mês foi explicado principalmente pelos recuos nos produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-17,9%), de indústrias extrativas (-11,9%), de metalurgia (-10,3%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-14,9%), de produtos de minerais não-metálicos (-12,3%), de produtos de metal (-11,1%), de produtos de borracha e de material plástico (-6,5%), de produtos têxteis (-4,8%), de máquinas e equipamentos (-3,7%) e de outros produtos químicos (-0,8%).

Acumulado
No acumulado dos cinco primeiros meses, a produção industrial caiu 9,8% em comparação com o quinquimestre de 2015. Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias recuaram 24,2% e exercem as maiores influências negativas na formação da indústria.

Os equipamentos de transportes também aparecem entre outros setores que impactaram negativamente o desempenho industrial, com recuo de 22,9%. Já a produção de derivados do petróleo e bicombustíveis teve redução de 4,2% no período analisado.

 

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Restrição de veículos pode ser saída para mobilidade

 

Transporte público perde 900 mil usuários por dia, segundo NTU
Transporte público perde 900 mil usuários por dia, segundo NTU

A frota aumentou e o transporte coletivo perde uma multidão de usuários todos os dias, combinação que promove efeitos terríveis na mobilidade urbana. Em março deste ano, o setor registrou o menor volume de usuários em uma década. Na análise do engenheiro civil e sociólogo Eduardo Alcântara Vasconcellos, assessor da Associação Nacional do Transportes Públicos (ANTP), uma das saídas para reduzir os problemas no trânsito é restringir a circulação de veículos de passeio nos grandes centros. 

Usar a motocicleta ou o automóvel é muito mais conveniente do que usar o ônibus. Isto não é ‘natural’, uma vez que quem usa transporte individual não paga os custos sociais e ambientais que este uso causa. Para que estas pessoas passem a usar o ônibus (ou voltem para eles) a distribuição destes custos precisa mudar: quem usa modos individuais tem de pagar o custo real das externalidades negativas por eles geradas, em termos de uso do espaço viário, de poluição e de segurança no trânsito. Isto significa definir restrições apropriadas ao uso dos automóveis como ocorreu, por exemplo, nos países europeus. Além disto, conforme comentado, o sistema de ônibus deve ser muito bem operado, de forma a garantir velocidade e regularidade”, analisa o especialista.

Inverter a estatística de ocupação do espaço urbano dos automóveis – atualmente é de 80% – que levam 20% da população, requer a melhoria da qualidade do transporte público e a cobrança de usuários de automóveis dos custos sociais e ambientais de sua utilização. “O uso do automóvel tem várias consequências negativas quando comparado ao uso do transporte público. Em primeiro lugar, o uso do automóvel requer muito espaço viário – 40m2 para circular nas cidades a uma velocidade media de 25 km/h – que é incompatível com a capacidade do sistema viário e gera congestionamento; consumo maior de energia por pessoa transportada; emissão de gases de efeito estufa muito maior por pessoa transportada e maior probabilidade de ocorrência de acidentes”, explica o especialista. “A tarifa precisa deixar de ser o único elemento no financiamento do sistema”, defende.

E para trazer os passageiros de volta ao transporte público, é fundamental buscar outros meios de financiar o serviço além da tarifa. Para Vasconcellos, parte dos recursos deve vir de pessoas que usam os veículos individuais e de empresas e atividades que se beneficiam do transporte coletivo.

O especialista contradiz a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) sobre a análise de que o modal está à beira de um colapso. “Embora haja problemas graves, quando comparado a outros países em desenvolvimento percebe-se que o sistema brasileiro tem uma regulamentação e uma estruturação que permitem que haja ônibus circulando todos os dias, das 5h da manhã até 11h da noite (na maioria dos casos)”, avalia.

Para Vasconcellos, os veículos são adequados considerando as condições econômicas do Brasil.  “Os trabalhadores têm seus direitos garantidos; é raríssimo ocorrer interrupção do serviço e a segurança no trânsito é alta. Os problemas mais graves são a super ocupação e o desconforto nos veículos nas áreas periféricas das grandes cidades e o custo da tarifa para a parte mais pobre da população, que não tem acesso ao vale-transporte.”

 

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