Vida no trânsito: Uma questão multidisciplinar

Oliver: "Você sabe quantas pessoas ficam feridas e morrem por ano em acidentes de trânsito no Brasil?"
Oliver: “Você sabe quantas pessoas ficam feridas e morrem por ano em acidentes de trânsito no Brasil?”

Por Oliver Schulze* – Todo dia de manhã levo minhas filhas à escola. Hoje em menos de cinco minutos presenciei três barbaridades no trânsito. Primeiro uma criança aparentando menos de 10 anos sentada no banco da frente do carro sem cinto de segurança afivelado.

Em geral a justificativa dos pais para dispensar a segurança é a de que moram muito perto do colégio, porém não escolhemos o momento em que seremos envolvidos em um acidente, e é sabido que muitas das colisões ocorrem próximo à residência das vítimas.

Logo em seguida fui ultrapassado pela contramão por um motoqueiro, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Mais à frente quando cheguei ao cruzamento lá estava ele caído no chão ao lado da moto. Teve sorte de não ser atropelado. Como não fosse suficiente, na estrada um pedestre caminhava na pista de rolagem apesar do espaço exclusivo destinado para isso.

Outro dia nessa mesma estrada parei para uma pessoa atravessar na faixa de pedestre. A motorista do veículo que vinha atrás começou a buzinar muito e passou berrando “aqui não é lugar de parar não! Aqui não é Estados Unidos”. Realmente aqui não é os Estados Unidos e nunca será enquanto tivermos motoristas despreparados, descontrolados e desinformados.

Você sabe quantas pessoas ficam feridas e morrem por ano em acidentes de trânsito no Brasil? Fica chocado quando ocorre um acidente aéreo e morrem mais de 100 pessoas? Pois saiba que nas estradas do nosso País temos o equivalente a um grave acidente aéreo ou uma tragédia da boate Kiss por dia. Isso mesmo! Morrem mais de 50 mil pessoas por ano, ou quase 200 pessoas por dia.

Precisamos agir mais rápido diante de tanta violência. Sabemos que acidentes podem ocorrer por diversas razões, de problemas no veículo, falta de infraestrutura viária, condições climáticas adversas até o comportamento do motorista. Sim, a vida no trânsito depende de ações multidisciplinares.

No tocante à segurança veicular, seja por força da legislação brasileira, da concorrência cada vez mais forte em todos os segmentos da indústria automobilística, ou até mesmo de avaliações regulares feitas por organismos como a LATINNCAP, a evolução tem sido constante.

Nos últimos anos os veículos produzidos no País agregaram segurança, que alcançou com mais intensidade os carros mais luxuosos, que já oferecem recursos tecnológicos como o controle eletrônico de estabilidade (ESP), que evita que o veículo perca o controle em situações de risco. As melhorias não se restringem apenas à eletrônica, mas também à parte estrutural dos veículos com carroçarias que oferecem mais proteção ao ocupante.

No que diz respeito à infraestrutura viária é possível afirmar que há estradas em boas condições no Brasil, mas ainda há um longo caminho a percorrer para um sistema eficiente. Segundo a pesquisa CNT de Rodovias 2015, que percorreu e avaliou mais de 100 mil quilômetros de rodovias pavimentadas por todo o País, (19,7% concedidas 80,3% sob gestão pública) 57,3% delas são deficientes no estado de conservação. Na avaliação da pesquisa, o estado geral das rodovias sob concessão foi 78,3% bom e ótimo, enquanto nas vias públicas esse porcentual foi de 34%. Em relação à geometria das vias, 38,9% é o percentual de ótimo e bom nas concedidas, e de 18,8% nas públicas.

Ainda no quesito infraestrutura, projetar estradas mais seguras e intensificar a sinalização especial de advertência para condições de pista e climáticas, são ações mais que necessárias para a segurança de quem dirige em um país de dimensão continental com incontáveis variações de clima. Não há como alterar o clima, mas a prudência está ao alcance de todos os que dirigem.

O comportamento ao volante pode fazer a diferença entre a vida e a morte. O motorista precisa conhecer suas próprias limitações, as restrições do veículo e da estrada e se adequar à realidade. Situações diferentes exigem cuidados diferentes. Imagine um automóvel de mil cilindradas conduzido por alguém cansado, com cinco ocupantes, porta-malas cheio e pneus carecas, subindo a serra em um dia de chuva e neblina. Agora pense em um veículo com todos os equipamentos de última geração, dois ocupantes e motorista descansado dirigindo em uma estrada em boas condições de conservação, em um dia ensolarado. O motorista tem que se adequar às condições de dirigibilidade para tomada de decisões seguras.

Obviamente há inúmeros outros fatores que podem influenciar a habilidade de dirigir. Por isso e, antes de tudo, é necessário que prioritariamente haja respeito à vida. No Brasil ainda precisamos de um trabalho intenso e permanente de educação no trânsito, de conscientização, com abordagem em escolas, cursos de direção defensiva, palestras e demais treinamentos.

Nossa parte enquanto motoristas é respeitar o pedestre e a sinalização; manter a devida distância do veículo à frente; priorizar a segurança das crianças com equipamentos adequados à idade; reduzir a velocidade em caso de forte chuva e vento. Enfim, dirigir com consciência é contribuir para mais vida no trânsito e para a redução da triste estatística de mortes em nosso País. Um trânsito seguro depende de todos nós. Esse será o tema central do Painel de Segurança Veicular no 25º Congresso SAE BRASIL, que será realizado em outubro, em São Paulo.

 

*Oliver Schulze é engenheiro e dirige o Comitê de Segurança Veicular do Congresso SAE BRASIL 2016

 

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Detran-RS estimula projetos de mobilidade sustentável nas cidades

Autarquia busca novos municípios parceiros da Balada Segura
Autarquia busca novos municípios parceiros da Balada Segura

Durante o 36º Congresso de Municípios da Famurs, em Porto Alegre, o Detran gaúcho incentiva e orienta prefeitos e gestores a desenvolverem um cidade mais atrativa para ciclistas e pedestres. A autarquia também promove em seu estande no evento o programa Balada Segura e os cursos e atividades voltados para a educação no trânsito.

Nesta quinta-feira, 7, o diretor da autarquia, Ildo Mario Szinvelski, fala dos desafios e compromissos do gestor público para a mobilidade segura e a gestão eficiente do trânsito. E vai destacar a responsabilidade dos gestores municipais na construção de cidades com mobilidade sustentável, a importância da fiscalização de trânsito e as ações realizadas no âmbito estadual que contribuem com a redução dos acidentes.

No estande, gestores também serão conscientizados da relevância do Plano de Mobilidade Urbana, que é exigido por lei, e de priorizar o transporte verde. Componentes do Grupo de Trabalho do Detran-RS dedicado a estudar políticas de segurança para ciclistas, que conta com a participação de organizações da sociedade civil como Associação de Ciclistas de Porto Alegre (ACPA), Lappus e Mobicidade,  elaboraram um material de divulgação e estarão no estande para orientações e dúvidas.

Os municípios também vão poder aderir ao Balada Seguro e conhecer seus benefícios e contrapartidas na adesão. Atualmente, 28 municípios estão conveniados em várias regiões e a meta da autarquia é dobrar essa cobertura.

Técnicos da Divisão de Educação para o Trânsito do Detran/RS também apresentam os cursos disponíveis para diversos públicos: Bike na Rua, Bicicleta na Cidade, Condução Segura para Veículos Oficiais, Elaboração de Projetos em Educação para o Trânsito, Formação de Multiplicadores em Educação para o Trânsito, Educação para o Pedestre, além do PACTO (Programa de Ação Contínua para o Trânsito nas Organizações).

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Mobilidade sob demanda é tendência lucrativa para montadoras

Estudo aponta que um carro será compartilhado por até nove famílias
Estudo aponta que um carro será compartilhado por até nove famílias

O sufoco do trânsito nos grandes centros, agravado pelo boom do transporte individual, e o gasto excessivo de manter um carro têm levado muita gente a repensar as formas de deslocar-se. A mobilidade sob demanda, como já mostramos em outras oportunidades no Radar Nacional, é uma tendência que aos poucos tem conquistado pessoas que desejam alternativas mais econômicas, mas sem abrir mão do conforto no trânsito. E, por incrível que possa parecer, essa novidade também se mostra uma forma lucrativa para as montadoras.

É certo de que os novos rumos representam um divisor de águas para as fabricantes. Mas, de acordo com análise da Deutsche Bank, há uma visão destorcida de que a era on demand prejudicará o setor.  “A visão de consenso é de que as vendas de automóveis cairão e que isso será negativo para as fabricantes de equipamentos originais dos EUA”, escreve a equipe do Deutsche Bank liderada por Rod Lache. “Nós acreditamos que a visão de consenso possa estar errada”.

Estudos preveem que a nova experiência deve ter um forte impacto no trânsito norte-americano, de ondem podem desaparecer das ruas 25 milhões de carros. O serviço será aderido, nas estimativas, por 31% das famílias que vivem as regiões metropolitanas e que são proprietárias de 15,5 milhões de veículos. Nesse universo 61% das famílias – que representam 8 milhões de veículos – acreditam na viabilidade econômica de optar por um veículo sob demanda.

Por outro lado, essa redução de carros circulando irá contribuir com um ciclo de vida mais curtos para os autos, já que serão muito mais utilizados em aluguéis e caronas remuneradas em comparação com a rodagem do carro de uma só família. A expectativa é de que a troca seja feita em até três anos, uma rotatividade que animaria o mercado. Cada veículo sob demanda viajará de 10 a 20 por cento a mais do que o conjunto de seis a nove veículos particulares que substitui.

O aumento na quilometragem também é atribuído às viagens vazias, o trajeto que o condutor leva de um passageiro a outro. Motoristas do Uber, por exemplo, viagem sem passageiro a metade dos quilômetros percorridos em Nova York.

E a indústria automotiva passará a trabalhar sob um novo indicador: da economia e as condições de crédito para os quilômetros viajados. Tende, portanto, a se tornar menos cíclica.

Se essas projeções se confirmarão, é algo ainda incerto. Mas é fato de que, diante da popularização dos aplicativos de carona remunerada, que aos poucos se sobressaem aos serviços de táxi, é algo mais palpável que imaginar pouco tempo atrás que os carros autônomos estariam nas ruas.

 

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Hora da verdade: App avalia se motorista é bom de volante

App oferece descontos em serviços para bons motoristas
App oferece descontos em serviços para bons motoristas

Para quem se considera um bom motorista ou tem dúvidas sobre as habilidades ao volante, agora ficou fácil saber definitivamente a resposta. Com uma mãozinha da tecnologia, é possível mensurar o grau de experiência do condutor e o domínio sobre o automóvel. E com recompensas para quem se sobressai. 

Ferramenta desenvolvida pela Ford e apresentada na Semana de Tecnologia de Londres atribui pontos ao motorista de acordo com seu comportamento em trânsito. Na prática, é usada a mesma lógica dos aplicativos de ginástica e condicionamento físico para classificar o modo de dirigir do usuário. 

Com um bom comportamento, o motorista avaliado ganha pontuações que podem ser revertidas em descontos em serviços de compartilhamento, aluguel e seguro de carros. “Como os aplicativos que mostram a distância percorrida e as calorias que queimamos, a pontuação do motorista incentiva as pessoas a dirigir de modo mais inteligente”, diz Jonathan Scott, líder do projeto Ford Smart Mobility. “Queríamos entender melhor como as pessoas usam nossos produtos e ajudá-las a melhorar seu comportamento. A pontuação, combinada com orientações, torna isso mais fácil”.

Pesquisa
Sensores colheram dados de mais de 40 Ford Fiesta conduzidos nas ruas de Londres por voluntários por um período de quatro meses. A análise incluiu desde movimentos mais leves como frenagem bruscas, além das condições de dirigibilidade. 

Esses dados, segundo a Ford, são propriedade dos consumidores e poderão ser usados para lhes oferecer vantagens por mecanismos ainda em estudo.

Além disso, o aplicativo vai instruir o motorista sobre como melhorar a sua direção. A ferramenta explicará coisas como usar a marcha corretamente, manter a aceleração constante e fazer curvas suaves. Também calcula a pontuação de cada trajeto a partir de dados de aceleração, frenagem e uso da direção. Por meio de gráfico, o motorista poderá ver quais dias dirigiu melhor. 

 

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Olli: Ônibus usa inteligência artificial para levar passageiros aonde quiserem

Olli: Ônibus autônomo com inteligência artificial
Olli: Ônibus autônomo com inteligência artificial

Esqueça aquela lembrança terrível de ônibus lotado e parado no trânsito e de motorista mal humorado, uma realidade nas capitais brasileiras. A montadora Local Motors pretende oferecer uma experiência muito mais agradável de transporte compartilhado. E ela já tem nome: Olli, um ônibus que usa inteligência artificial para levar os passageiros em seus destinos com as melhores rotas.

Compacto, o ônibus inteligente tem capacidade para levar 12 pessoas e segue a tendência de compartilhamento de veículos já consolidada por meio de apps de carona remunerada e de serviços on demand que montadoras como a General Motors começam a implementar em um tempo no qual a forma de uso de veículos individuais tem sido repensada. 

Leia também: Transporte público à beira de um colapso

O veículo pode ser pedido por aplicativo. Por meio de comando de voz, o passageiro informa ao sistema para onde levá-lo. E também é possível interagir de outras formas: perguntar como ele funciona, saber do tempo ou até pedir dicas de restaurantes, cafés ou locais para praticar esportes. O motorista robô sinaliza uma transição de condutores humanos para máquinas.

Conhecida por suas criações de veículos em impressoras 3D, a Local Motors, com sede em Arizona, desenvolveu o Olli com o sistema de inteligência artificial Watson, da IBM. O veículo é movido a motor elétrico e utiliza sistema de câmeras e GPS. 

Olli já circula em ruas de Washington D.C. e, ainda neste ano, deve começar a rodar em Miami e Las Vegas. A companhia também planeja implementar o serviço nas estradas de Berlim, Copenhague, Camberra e não descarta a ideia de instalar fábricas em pontos estratégicos do mundo para ampliar o projeto de ônibus com internet das coisas. Um exemplar é fabricado em cerca de 11 horas.

 

Assista ao vídeo sobre o conceito do Olli:

 

 

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Maio tem redução em mortes no trânsito paulista

No mês de maio, 64% das mortes ocorreram por colisões e atropelamentos
No mês de maio, 64% das mortes ocorreram por colisões e atropelamentos

O número de mortos no trânsito no Estado de São Paulo foi 11% menor em maio na comparação com o mesmo período do ano passado. Já no período acumulado de cinco meses, a redução foi de 7% na comparação com o quinquimestre de 2015, com 173 óbitos a menos.

Já os acidentes com vítimas diminuíram 27%, demonstrando índices positivos com relação à meta de 2020, de redução pela metade no número de vítimas fatais nas vias. Os dados são do Infosiga-SP, relatório que reúne informações sobre óbitos e acidentes com vítimas em consequência do trânsito. As estatísticas de mortos têm como base boletins de ocorrência registrados pela Polícia Civil. Já os dados sobre acidentes com vítimas utilizam informações da Polícia Militar Estadual e Polícia Rodoviária Federal. A ferramenta reúne dados sobre gênero, faixa etária, tipos de acidentes, como por exemplo, colisões ou atropelamentos e tipos de vítimas, como motociclistas ou pedestres.

No mês de maio, 64% das mortes ocorreram por colisões e atropelamentos; 82% envolveram o sexo masculino; 23% jovens entre 18 e 29 anos. Além disso, motociclistas e pedestres se apresentam como principais perfis de vítima, com 28% e 27% dos óbitos respectivamente. Em relação ao acumulado do ano, de janeiro a maio de 2016, o Infosiga-SP mostra praticamente os mesmo resultados, em termos de características das vítimas e acidentes.

Redução
A redução da violência no trânsito é atribuída pelo governo paulista às ações de educação no trânsito e projetos de mobilidade urbana. O Centro Paula Souza, com o apoio do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, desenvolve ação de conscientização e capacitação de educadores em temas relacionados ao trânsito, para que estes criem projetos e estimulem a abordagem desse assunto com seus alunos em sala de aula.

Em 2013 foi criado o Direção Segura, programa da PM que tem caráter preventivo, educativo e fiscalizatório, que atua na redução de acidentes e mortes causados pelo consumo de álcool combinado com direção. A Operação Direção Segura Integrada é um trabalho realizado em conjunto com a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Técnico-Científica e o Detran-SP. Ao todo, 7.106 pessoas foram autuadas por embriaguez ao volante de janeiro a maio deste ano. Dessas, 525 cometeram crime de trânsito em razão do teor alcoólico apontado pelo etilômetro (bafômetro).

 

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Ministério estuda criação de Agência Nacional de Segurança Viária

Por ano, 43 mil brasileiros morrem no trânsito
Por ano, 43 mil brasileiros morrem no trânsito

O país pode ter uma agência nacional para tratar da segurança viária. A instituição do órgão, que deve nortear e indicar parâmetros e referências para gestão do trânsito, será analisada pelo Ministério das Cidades.

A proposta foi feita pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) e foi entregue por membros da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, da Câmara dos Deputados, ao ministro Bruno Araújo.

Segundo o Obseratório, a Agência é uma necessidade para coordenar e integrar os demais órgãos de trânsito para adoção de medidas que contribuirão com a redução de acidentes de trânsito no país. O tema é uma preocupação mundial e, inclusive, amplamente trabalhado pelos países signatários de tratado com a ONU que prevê a redução da violência no trânsito na década 2010-2020.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), calcula que o trânsito mata 1,25 milhão de pessoas por ano. No Brasil, em 2014 (últimos dados oficiais disponíveis), mais de 43 mil pessoas morreram por conta de acidentes nas vias e rodovias do país.

O Brasil é um dos países recordistas em mortes no trânsito. A taxa de mortes é de 23,4 vítimas fatais para cada 100 mil habitantes. Trata-se do quarto país no ranking da violência no trânsito no continente americano, atrás somente de Belize, República Dominicana e Venezuela, a última, com o maior índice, de 45,1 mil óbitos, na mesma base de comparação. As informações são da Agência Folhapress.

O número de mortos nas estradas, ainda de acordo com a OMS, chegarão a 1 milhão por ano em 14 anos. Essa projeção de acidentes terá reflexos mais violentos em países em desenvolvimento, o que inclui o Brasil. “Mais de 90% de mortes no trânsito ocorrem nesses países que detêm 82% da população mundial, mas apenas 54% de veículos registrados”, destaca a Organização.

A Organização culpa a regulamentação fraca, precariedade das vias, fragilidade dos veículos e aumento da frota. Os acidentes com veículos figuram a nona causa de morte no mundo entre pessoas de 15 a 69 anos.

A violência no trânsito é uma das ameaças para o aumento da esperança de vida em muitos países, apesar de o indicador ter aumentado em cinco anos, a maior aceleração desde os anos 1960.

Na África, o tratamento contra a malária e o vírus HIV é responsável pelo aumento da longevidade. A expectativa de vida dos africanos chega aos 60 anos. No continente americano, o indicador manteve-se estável. Já entre os brasileiros, a esperança de vida é de 72 anos para homens e de 79 anos para mulheres.

Em todo o mundo, os suíços podem viver até 81,3 anos e, para as mulheres, a maior expectativa é no Japão, com 86,8 anos. O menor indicador é em Serra Leoa, com 50,8 anos para homens e 49,3 para mulheres.

Em termos globais, para os homens o país com a esperança de vida mais elevada é a Suíça (81,3 anos) e, para as mulheres, o Japão (86,8 anos). Na base da pirâmide, aparece Serra Leoa com 50,8 anos para os homens e 49,3 anos para as mulheres.

 

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Filhos “fiscalizam” pais ao volante em game

Game está disponível para sistema iOS, da Apple
Game está disponível para sistema iOS, da Apple

Um novo aplicativo desenvolvido pela Nissan promete tornar as viagens menos tediosas para as crianças. E o melhor de tudo é que a ferramenta faz dos pequenos os “co-pilotos” de seus pais. A novidade, um game chamado “Ne.bot”, só funciona perfeitamente se o condutor respeitar os limites de velocidade da via.

O personagem do jogo é um robô que coloca as crianças como novo item de segurança de um veículo. A proposta é entretê-los e ajudar os adultos a dirigir corretamente ao mesmo tempo. O Ne.bot acompanha o carro como se voasse ao lado dele. É capaz de reconhecer a velocidade permitida na via para verificar se o automóvel está dentro do limite. Se o condutor pisou a mais no acelerador o robô para de voar e se quebra.

Ao mesmo tempo, o game oferece quiz educativo que estimula o aprendizado sobre segurança, energia limpa, entre outros assuntos, tudo dentro de um ambiente de brincadeira. Além disso, quanto mais o condutor trafegar em segurança, mais pontos seu filho obterá.

O app faz parte do Safety Shiel, conjunto de tecnologias de prevenção a acidentes da Nissan que equipa os veículos Altima e Sentra modelo 2017. Está disponível para downloads somente para o sistema iOS, da Apple.

Saiba mais sobre o Ne.bot no vídeo:

Menos acidentes
As mortes de crianças no trânsito brasileiro tiveram queda de 36% na década 2003-2013. No período, os óbitos caíram de 1.621 para 1.054, sendo 560 crianças salvas, a média diária de menores que morrem em todo o mundo, segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mas os cuidados por parte dos adultos são fundamentais para que mais vidas sejam salvas. É papel dos adultos também orientar crianças a andarem nas calçadas, usar a faixa de pedestres e respeitar a sinalização de trânsito. As brincadeiras de rua exigem atenção ainda maior. Correr atrás de uma bola ou uma pipa pela rua pode resultar em acidentes graves.

Nos passeios de carro, é necessário utilizar o assento de segurança adequado para cada idade. “As crianças de até um ano de idade devem ser transportadas no bebê conforto; entre um e quatro anos em cadeirinhas e de quatro a sete anos e meio em assentos de elevação”, informa o subgerente de Veículos do Detran-ES, Gibran Henrique Lima Bolzan.

Já o transporte em motocicletas é ainda mais perigoso. Por lei, menores de sete anos não podem ser levados nos veículos de duas rodas. Essa é considerada uma infração gravíssima, com penalidade de multa de R$ 191,54 e suspensão do direito de dirigir, além de recolhimento do documento de habilitação.

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OMS: Trânsito do Brasil é o quarto que mais mata na América

Brasil tem 23,4 mortos no trânsito para cada 100 mil habitantes
Brasil tem 23,4 mortos no trânsito para cada 100 mil habitantes

O Brasil é um dos países recordistas em mortes no trânsito. A taxa de mortes é de 23,4 vítimas fatais para cada 100 mil habitantes, segundo informou a Organização Mundial de Saúde (OMS) na quinta-feira, 19, em Genebra, na Suíça. Trata-se do quarto país no ranking da violência no trânsito no continente americano, atrás somente de Belize, República Dominicana e Venezuela, a última, com o maior índice, de 45,1 mil óbitos, na mesma base de comparação. As informações são da Agência Folhapress.

O número de mortos nas estradas, ainda de acordo com a OMS, chegarão a 1 milhão por ano em 14 anos. Essa projeção de acidentes terá reflexos mais violentos em países em desenvolvimento, o que inclui o Brasil. “Mais de 90% de mortes no trânsito ocorrem nesses países que detêm 82% da população mundial, mas apenas 54% de veículos registrados”, destaca o documento.

A Organização culpa a regulamentação fraca, precariedade das vias, fragilidade dos veículos e aumento da frota. Os acidentes com veículos figuram a nona causa de morte no mundo entre pessoas de 15 a 69 anos.

A violência no trânsito é uma das ameaças para o aumento da esperança de vida em muitos países, apesar de o indicador ter aumentado em cinco anos, a maior aceleração desde os anos 1960.

Na África, o tratamento contra a malária e o vírus HIV é responsável pelo aumento da longevidade. A expectativa de vida dos africanos chega aos 60 anos. No continente americano, o indicador manteve-se estável. Já entre os brasileiros, a esperança de vida é de 72 anos para homens e de 79 anos para mulheres.

Em todo o mundo, os suíços podem viver até 81,3 anos e, para as mulheres, a maior expectativa é no Japão, com 86,8 anos. O menor indicador é em Serra Leoa, com 50,8 anos para homens e 49,3 para mulheres.

Em termos globais, para os homens o país com a esperança de vida mais elevada é a Suíça (81,3 anos) e, para as mulheres, o Japão (86,8 anos). Na base da pirâmide, aparece Serra Leoa com 50,8 anos para os homens e 49,3 anos para as mulheres.

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CPI do DPVAT trava na Câmara

CPI investigará fraudes milionárias em seguro obrigatório
CPI investigará fraudes milionárias em seguro obrigatório

A CPI do DPVAT, proposta na Câmara dos Deputados para investigar denúncias de pagamento indevido do seguro obrigatório para a cobertura de acidentes no trânsito brasileiro, trava na casa por falta de indicação das lideranças políticas.

A instalação da comissão de investigação depende também da presidência da Câmara, que pode fazer as indicações por meio de ofício. A CPI do DPVAT se somará a outros três processos investigatórios: a da Máfia do Futebol, a do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf); e a do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Fundação Nacional do Índio (Funai).

As supostas irregularidades se arrastaram desde 2000. A deputada Raquel Muniz (PSD-MG), que propõe a instalação da CPI, afirma que inúmeras denúncias mostram que o DPVAT tem sido objeto de ações de quadrilhas e criminosos, que usam falsos despachantes e atravessadores que agem no processo de cobrança das indenizações para lesar os verdadeiros beneficiários do seguro, ou seja, as próprias vítimas e familiares.

Tempo de Despertar
A Operação “Tempo de Despertar”, deflagrada pela Polícia Federal nos Estados da Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais para desmantelar o esquema, levou à prisão de 39 pessoas, sendo 10 agentes e um delegado da Polícia Civil, um policial militar, oito advogados, três médicos, dois fisioterapeutas e 14 empresários. As fraudes causaram um prejuízo estimado em R$ 28 milhões.

Investigações apontam que o grupo criminoso usava vários meios para fraudar o seguro. Falsificavam assinaturas em procurações e apresentavam declarações de residências falsas. Em alguns casos, o pagamento do seguro era autorizado mesmo sem a documentação necessária ou com base em laudos médicos e ocorrências policiais falsificadas.

Prejuízos
Companhias sócias da Seguradoras Líder deverão sofrer um prejuízo alto por conta dos desdobramentos da Operação Tempo de Despertar, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPMG), que desmantelou uma rede de criminosos que fraudavam o seguro obrigatório DPVAT. Os promotores mineiros calculam que os prejuízos anuais equivalem a 20% da receita captada pelo seguro.

Neste cenário, só no ano passado, as perdas somam R$ 1,7 bilhão considerando o faturamento de R$ 8,6 bilhões no período. O desfalque pode ser multiplicado por cinco, já que o MP-MG alertou ainda em 2011 à Seguradora Líder, via ofício, das irregularidades envolvidas no DPVAT.

Os prejuízos serão cobrados, cedo ou tarde, com os resultados da Tempo de Despertar. Cobrança decorrentes de irregularidades que os promotores mineiros dizem comprovadas não devem tardar a acontecer. Entre outras obrigações, cita o MP, “o pagamento de indenizações pela Seguradora Líder em valores expressivos antes de homologado acordo e diretamente a advogados da parte autora” e também “o pagamento de indenização mesmo depois de ter sido negada a homologação judicial diante da constatação de indícios de fraude”.

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