Acidente na estrada. Saiba como agir

Período de férias escolares movimenta rodovias e a atenção deve ser redobrada
Período de férias escolares movimenta rodovias e a atenção deve ser redobrada

Imprudência, falha mecânica ou precariedade do asfalto e sinalização são as principais causas de acidentes que matam milhares de pessoas todos os anos no Brasil. Nas rodovias, é hora de redobrar os cuidados, já que o período de férias influencia no volume de tráfego. Mas se houver um acidente na pista, como agir?

Com algumas dicas da concessionária Rota das Bandeiras, o leitor estará preparado para garantir a sua segurança e ajudar a quem precisa de socorro em situações como essa. Murilo Perez, coordenador de tráfego da Rota das Bandeiras, passa o dia nas rodovias que formam o Corredor Dom Pedro, e faz um alerta valioso: a primeira coisa ao se deparar com uma ocorrência é não tentar remover o veículo do lugar. O certo a fazer é acionar as luzes de emergência dos veículos envolvidos para alertar aos demais motoristas. O triângulo de segurança deve ser posicionado a uma distância segura.

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Deixar o local sinalizado ajuda a evitar novos acidentes. O próximo passo é verificar as condições dos feridos e acionar órgãos que serão responsáveis pelo resgate. Rodovias sob concessão mantêm, em atendimento a cláusulas contratuais, cabines de contato com a base operacional ou, ainda, uma linha de atendimento ao usuário gratuita. Por estes canais é possível acionar ambulâncias e UTI móvel para que os primeiros socorros sejam prestados.

A espera pelo atendimento deve ser em um local seguro, de preferência, atrás das barreiras ou defensas metálicas. Se possível, a vítima deve permanecer fora do veículo acidentado. No entanto, a depender da gravidade, feridos não devem ser tocados até o a chegada da equipe médica. “Durante a emergência, qualquer movimento que seja feito de modo errado pode agravar uma fratura ou uma lesão que a vítima tenha sofrido”, explica Perez.

Se o acidente não tiver vítimas e os veículos tiverem condições de circulação, os motoristas deverão removê-los ao acostamento ou gramado lateral. O trânsito é liberado e o risco de novos acidentes é evitado.

Caso a remoção não seja possível, as concessionárias possuem guinchos leves e pesados para fazer o serviço, realizado de forma gratuita.

 

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Raio-x: Qualidade das estradas é avaliada por especialistas

 

Levantamento será feito em 30 dias
Levantamento será feito em 30 dias

A qualidade das estradas brasileiras é mais uma vez avaliada por especialistas. O levantamento anual feito pela Confederação Nacional do Transporte terá neste ano a maior série histórica de informações. Em sua 20ª edição, a Pesquisa CNT de Rodovias terá a extensão analisada acima dos 102 mil quilômetros.

São 24 equipes destacadas para percorrer toda malha federal pavimentada e os principais trechos de rodovias estaduais. O tempo estimado para os estudos é de 30 dias. Os dados são coletados por pesquisadores que vão avaliar todas as condições percebidas pelos usuários das rodovias.

Cada estrada é avaliada de acordo com a situação do pavimento, sinalização e geometria, em pesquisas de até 10 km. Os resultados são divulgados conforme o modelo de gestão, se pública ou concedida; por Estado e regiões; corredores rodoviários e tipo de rodovia, se federal ou estadual.

Para Bruno Batista, diretor-executivo da CNH, a pesquisa serve de auxílio para transportadores e também podem oferecer sustentação a estudos para que políticas setoriais sejam transformadas em ações de desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas e de passageiros. “As informações são importantes para auxiliar o planejamento dos transportadores autônomos e das empresas para a escolha de rotas mais econômicas e, assim, reduzir os custos do transporte nesse momento de crise econômica.”

Gastos
Os custos com o transporte rodoviário de cargas chegam a dobrar em vias onde o pavimento é considerado péssimo. Nas estimativas de pesquisa da Confederação Nacional de Transportes (CNT) o aumento nos gastos é de 65,6% em rodovias ruins e de 41%, nas regulares. Já quando o pavimento é classificado como ótimo não há aumento no custo operacional, que abrange o consumo de combustível, tempo de viagem e manutenção dos veículos.

Em média, o impacto é de 25,8% no custo operacional. Nas rodovias sob jurisdição da União e dos estados os gastos representam 29,3% aos transportadores, e, nas concedidas, 11,3%. O incremento maior de custos é nas rodovias da região Norte, de 36,7%, onde muitos trechos apresentam problemas graves no pavimento.

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Sai edital da licitação de transporte intermunicipal em SP

Licitação prevê total renovação operacional para atender as demandas que surgiram com o desenvolvimento do Estado
Licitação prevê total renovação operacional para atender as demandas que surgiram com o desenvolvimento do Estado

O edital de concessão do sistema de transporte intermunicipal de passageiros em São Paulo foi publicado na edição desta sexta-feira, 24, no Diário Oficial do Estado (DOE-SP). A licitação, de acordo com a agência estadual de transporte – ARTESP – envolve viagens de alta demanda como Santos – São Paulo, Bauru – Campinas e Jundiaí – São Paulo e prevê total renovação operacional para atender as demandas que surgiram com o desenvolvimento do Estado.

Novo modelo de gestão e prestação de serviços trará novidades. A frota será renovada ao longo da concessão e haverá ar-condicionado nos ônibus que fazem o percurso de longa distância. O atendimento aos passageiros nos terminais será automatizado e ficará mais rápido. Todas as linhas, apesar das mudanças, serão mantidas, assim como o preço das tarifas.

Durante a escolha dos vencedores da concessão não haverá problemas com a diminuição dos serviços prestados.

O sistema passará a ser dividido em cinco áreas operacionais: Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru e Santos. Serão licitadas todas as linhas intermunicipais, exceto as de regiões metropolitanas atualmente reguladas pela EMTU. A concorrência se dará pela maior oferta de outorga, sendo os valores assim distribuídos:

Área de Operação 1 (Campinas) – R$ 93.318.760,00

Área de Operação 2 (Ribeirão Preto) – R$ 58.005.990,00

Área de Operação 3 (São José do Rio Preto) – R$ 26.375.820,00

Área de Operação 4 (Bauru) – R$ 13.220.380,00

Área de Operação 5 (Santos) – R$ 34.478.610,00

Os serviços serão explorados pela iniciativa privada por 15 anos e as empresas farão um repasse de R$ 2,7 bilhões neste período. Vencedoras de cada lote serão conhecidas depois de concluída a concorrência internacional. Empresas, que incluem atuais operadoras, poderão formar consórcios para participar da disputa. A abertura dos envelopes com as propostas será realizada no dia 25 de agosto, na sede da ARTESP, na capital.

Desde 1989, o sistema é operado por permissionárias que, atualmente, atendem 152,8 milhões de passageiros por ano em percursos que totalizam 425 milhões de quilômetros. A partir da concessão, o sistema será mais dinâmico em horários, destinos, origens e itinerários das viagens. Haverá renovação das frotas e melhorias no sistema de atendimento ao usuário e venda de passagens.

 

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AL receberá R$ 60 mi de governo federal para obras na BR-316

Obras na BR-316 terão investimento de R$ 60 milhões
Obras na BR-316 terão investimento de R$ 60 milhões

Autorizadas pelo Ibama, as obras na BR-316 receberão investimentos de R$ 60 milhões do governo federal. Outro empreendimento rodoviário relevante para o sertão alagoano, trecho da BR-423/110, também será iniciado nos próximos dias.

Projetos contam com recursos fruto de parceria entre o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil e governo alagoano e atendem uma antiga reivindicação dos moradores. Além de contribuir com a integração regional, redução de custos de produtos e melhores condições de segurança e conforto dos moradores, obras beneficiarão diretamente o povo sertanejo. “Esses empreendimentos viabilizarão ainda mais o desenvolvimento do estado de Alagoas tanto na área de transportes, como também, no crescimento econômico da região”, disse o ministro Maurício Quintella.

Primeira obra será a construção e pavimentação da BR-316/AL entre o povoado de Carié, em Canapi/AL e a cidade de Inajá/PE, um empreendimento de 49,8 quilômetros de extensão. O projeto já está contratado e a obras será realizada pelo Consórcio Ápia/Convap/Consol.

Serão iniciados ainda serviços de revitalização das BR-423 e BR-110 (Trecho Div. PE/AL – Divisa AL/BA), totalizando 117,2 km de extensão. O contrato prevê que a empresa restaure e mantenha o trecho por cinco anos. Inicialmente, será realizada a recuperação do pavimento e das pontes, melhorias nos dispositivos de drenagem e também na sinalização rodoviária. Na sequência, a empresa fica responsável pelas atividades de manutenção e conservação da área. O investimento total será de R$ 48,4 milhões e serão executadas pela Empresa Ápia.

Condições das rodovias
Os 102 municípios de Alagoas possuem 2,3 mil quilômetros de rodovias asfaltadas, sendo 745 km federais e 1,5 mil estaduais. São considerados bons para tráfego 596 km (78,8%) e desfavoráveis, 161 km (21,2%).

O estado tem 17,3% da sua malha rodoviária duplicada e 82,7% é de pista simples. Nas condições gerais, as rodovias foram bem avaliadas. As melhores para trafegar são a BR-101; BR-104; BR-424; BR-110 e BR-316.

A previsão é de que até o primeiro semestre de 2017, o Governo do Estado entregue nove obras rodoviárias em execução do Agreste ao Sertão e da Região Norte ao Sul, como também deverão ser iniciados novos serviços que vão desde a restauração de rodovias até a construção de novas estradas, o que vai desenvolver de forma mais rápida a mobilidade urbana, além de facilitar o escoamento da produção em todo o Estado.

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Economia puxa para baixo movimento de caminhões em estradas

Volume de caminhões nas estradas recuou 2,6%
Volume de caminhões nas estradas recuou 2,6%

O volume de veículos pesados que circularam pelas estradas brasileiras concedidas registrou redução de 2,6% em maio em relação a abril. Os dados são da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), que também apontou recuo de 0,4% no fluxo de veículos leves na mesma base de comparação.

“O desempenho ligeiramente positivo do fluxo de leves na comparação mensal ocorre a despeito do cenário ainda muito adverso que se observa nas principais variáveis do mercado de trabalho, como aumento de taxa de desemprego, redução de vagas com carteira assinada na economia e queda dos salários”, afirma Rafael Bacciotti, economista da Tendências Consultoria. “Sobre o fluxo de pesados, a queda em maio é um sinal de que o PIB pode registrar nova contração no segundo trimestre, o que é condizente com o quadro de deterioração do emprego e das condições de crédito sobre o consumo e das incertezas sobre os investimentos”, destaca.

Leia também: Transporte acompanha PIB em queda

Com relação a maio do ano passado, o fluxo de veículos pesados apresenta mais uma vez o pior índice, com recuo e 5,9%. Já o total de veículos leves foi 2,5% menor. E o índice total reduziu 3,3%. No período acumulado dos últimos doze meses, o fluxo de veículos nas rodovias pedagiadas recuou 2,2%. Considerando essa mesma base de comparação, o fluxo de veículos leves e pesados registraram queda de 1,0% e 5,5%, respectivamente.

No acumulado do ano (Jan-Mai/16 sobre Jan-Mai/2015), o fluxo pedagiado apresentou queda de 2,5%. O fluxo de veículos leves recuou 1,6%, enquanto o fluxo de pesados apresentou queda mais expressiva, de 5,1%.

Índice ABCR Brasil
Período LEVES PESADOS TOTAL
Maio/16 sobre Maio/15 -2,5% – 5,9% -3,3%
Maio/16 sobre Abril/16 c/ ajuste sazonal 0,4% -2,6% -0,4%
Últimos doze meses – 1,0% – 5,5% -2,2%
Acumulado no ano (Jan-Mai/16 sobre Jan-Mai/15) – 1,6% -5,1% -2,5%

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CNI: Oportunidades com problemas históricos na infraestrutura

Para CNI, governo deve descomplicar modalidades de concessões
Para CNI, governo deve descomplicar modalidades de concessões

Problemas históricos na infraestrutura de transportes parecem ser de difícil solução, mas, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), é possível integrar os modais de forma eficiente e com qualidade. A saída, defende o órgão, é buscar investimentos do setor privado.

Concessões e parcerias público-privadas (PPPs) trouxeram importantes avanços nos últimos anos, mas só com a diversificação da carteira de projetos e das modalidades de participação é que o nível de investimento será elevado para que a oferta de infraestrutura esteja compatível com o tamanho da economia brasileira.

“A parceria entre o poder público e o setor privado é importante para elevar o nível de investimento e para que os recursos disponíveis sejam alocados onde há maior carência, otimizando os ganhos para a economia como um todo”, argumenta Wagner Cardoso, gerente-executivo de Infraestrutura da CNI. “Para destravar um novo ciclo de expansão da malha de transporte e dos serviços logísticos, no entanto, exige regras e modelos claros e estáveis, para atrair o investidor, seja nacional ou estrangeiro”, continua.

Rodovias
As concessões rodoviárias são um exemplo. Sete trechos de malhas federais foram concedidos à iniciativa privada, entre 2013 e 2015, um total de 4,9 mil quilômetros que representam investimentos de R$ 46 bilhões. Quatro trechos estão em estudos para serem leiloados, mas seria possível acelerar os processos com modalidades diferentes de concessão além do modelo puro, no qual o setor privado investe em manutenção e adequação e obtém retorno pela cobrança de pedágio.

Modelo de concessão administrativa é uma alternativa em trechos onde não cabe a cobrança de pedágio devido ao baixo volume de tráfego. A rodovia pode ser assumida por uma concessionária que ficaria encarregada de gerir recursos públicos destinados para o contrato por 35 anos. “A modalidade permite que o dinheiro público seja aplicado de forma mais rápida e eficiente, sem que tenha de fazer uma licitação para cada serviço específico”, explica Cardoso.

Desta forma, elimina-se a necessidade de haver uma licitação a cada operação tapa-buraco. “Manter a qualidade é mais importante do que constituir novas rodovias. Há um foco em qualidade e continuidade do serviço, mais do que na expansão da malha. Hoje há um contrato e o reparo é feito, mas o poder público não dá sequência”, afirma o conselheiro e pesquisador do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (Cindes), Eduardo Augusto Guimarães.

Déficit
Buracos nas estradas filas de navios nos portos. São sinais visíveis de que a infraestrutura saiu do compasso do crescimento econômico do Brasil. Em 2014, somente 2,3% do PIB foi usado em transportes, infraestrutura, energia e saneamento. No Chile, o patamar foi de 5,1%. “Quando vemos comparações internacionais, estamos muito mal. O Brasil deveria investir o dobro em relação ao PIB por pelo menos dez anos só para recuperar o déficit”, analisa Armando Castelar Pinheiro, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

Os gargalos são muitos e representam um número significativo de projetos atrativos para investidores. Os projetos para terminais de uso privativo (TUPs) no setor portuário, autorizados em 2013, mostram a demanda reprimida por infraestrutura. Neste ano, 51 novos TUPs foram autorizados pelo governo federal, com investimentos de R$ 13 bilhões.

Para Cardoso, no entanto, a modernização só será consolidada com a privatização da Companhia das Docas, empresas estatais responsáveis pela administração dos portos públicos. Com baixa capacidade de gestão e sob influências políticas, as Cias. Docas têm falhado em estabelecer padrões de eficiência e qualidade compatíveis com a operação dos portos internacionais. Para se ter ideia, desde 2000, as estatais conseguiram investir apenas 29,5% dos R$ 14,6 bilhões de que dispuseram em seus orçamentos.

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PPI: Como destravar a infraestrutura?

Governo interino quer acelerar concessões, a começar por setores "mais fáceis"
Governo interino quer acelerar concessões, a começar por setores “mais fáceis”

Resolver problemas com a infraestrutura brasileira é um dos objetivos do governo interino, que tem feito um “levantamento minucioso” para destravar as parcerias em obras e buscar investimentos do setor privado. A afirmação é do secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República, Moreira Franco.

Conforme informou a Agência Brasil, Franco, em reunião com membros do conselho da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), tem a missão de acelerar concessões de rodovias, portos, aeroportos, ferrovias, óleo e gás e energia.

A ordem das concessões seguirá a uma fórmula simples. De acordo com o secretário a primeiras serão as “mais fáceis”. Ainda segundo Franco, serão feitas sem “fantasia ou publicidade. Temos uma força-tarefa que tem uma estratégia: procurar destravar dos mais fáceis para os mais difíceis”, explicou.

A taxa de retorno fixa é um dos principais obstáculos. “O fato de o dono querer não significa que produto vai ser vendido pela vontade de um só, é um dos problemas que vamos resolver”, explicou à Agência Brasil. Outro problema envolve a questão ambiental. “Temos que decidir. Não pode um empreendimento ficar paralisado durante meses ou anos por falta de decisão. Precisamos decidir, respeitando o meio ambiente”, acrescentou o secretário.

Uma das propostas é tirar a Infraero da participação das concessões previstas para os aeroportos e Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza e Salvador. “Sempre fui contra a Infraero participar com 49% [nas outras concessões de aeroportos]. Fui [ministro] da Aviação Civil, fiz leilões, e a Infraero, já naquela época, não tinha condições. E quem entrava com os 49% era o Tesouro, porque ela não tinha recurso. Então, acho que na situação em que está, não é conveniente [a participação da Infraero]. Isso terá que mudar não só por questão de bom senso, mas também porque o Tesouro não tem dinheiro para pôr.”

Lava Jato
Franco afirma que a Operação Lava Jato não irá interferir no ambiente de negócios do país. “Teve um dos empresários que disse que a Lava Jato não atingiu empresas, mas pessoas. Que as empresas estão conseguindo manter, segundo ele, sua integridade”, disse o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, que defendeu a continuidade das investigações. “O governo é favorável à Lava Jato, e um Poder não interfere no outro”, acrescentou.

Para ele, a Lava Jato não é responsável, mas coincide com a crise que o país enfrenta. “Evidentemente, a vida tem que tocar, temos que gerar empregos, e queremos parcerias”, disse ele. De acordo com Moreira Franco, as parcerias também podem se dar por meio de investidores estrangeiros.

Impacto econômico
Nas contas da consultoria GO Associados, a economia brasileira perde R$ 151 bilhões todos os anos por conta da falta de investimentos para manter a infraestrutura. O resultado é um transporte de má qualidade, desemprego, perda do poder de compra do brasileiro e cofres públicos esvaziados.

Os investimentos em infraestrutura nos últimos 20 anos equivalem a 2,2% do PIB, enquanto que a média mundial é de 23,8%. O país está bem abaixo da China, que aplica 8,5% e da Índia – 4,7%. No ano passado, os investimentos abandonados deixaram de gerar R$ 23 bilhões que seriam direcionados para a mão de obra e R$ 14 bilhões nos cofres públicos.

 

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União vai reincorporar rodovias transferidas a estados

Senado aprovou Medida Provisória, que segue para sanção presidencial
Senado aprovou Medida Provisória, que segue para sanção presidencial

A reincorporação de rodovias federais que haviam sido transferidas para estados e ao Distrito Federal está autorizada. Medida foi aprovada nesta terça-feira, 31 de maio, por senadores, e agora segue para sanção presidencial. É também um dos gatilhos para ampliar o programa de concessões na área de infraestrutura pelo governo interino.

De acordo com a Medida Provisória 708/15, dos 14,5 mil quilômetros transferidos a 15 estados em 2002, pouco mais de 10 mil voltam a ser controlados pela União. A maior parte está em Minas Gerais (2,8 mil Km), no Rio Grande do Sul (1,8 mil km) e na Bahia (1,3 mil km). Os critérios para mudanças de gestão respeitam a Lei 12.379/2011, que trata do Sistema Nacional de Viação.

Editada pelo governo federal, a MP justifica que algumas rodovias estão em área de fronteira, o que contraria a Lei 6.634/79. A legislação determina que a faixa paralela de 150 quilômetros em regiões fronteiriças é de segurança nacional.

Além disso, está em vigor o programa de concessões de rodovias federais e obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em algumas destas estradas não foram concluídas dentro do prazo para que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) destinasse os recursos. A MP permitiu que o Dnit retome esses investimentos desde janeiro de 2016.

Com a reincorporação efetiva, governadores terão de anunciar termos de renúncia ao ressarcimento ou indenização por despesas que ocorreram no período em que tiveram o domínio sobre os trechos.

Ainda conforme a MP, o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) deve concluir as obras relativas à implantação e à duplicação das rodovias dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Modificações
O texto foi aprovado pelo Senado Federal no dia 27 de abril, mas sofreu alterações. O relator na comissão mista, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), editou a redação no que se refere ao prazo estabelecido para o uso dos recursos federais para obras e serviços de conservação, manutenção, recuperação e sinalização. Originalmente, o texto estabelecia o período de 210 dias, estendido para 540 dias pelo relator.

O mesmo prazo será concedido a trechos que não serão reincorporados. Esse tempo é considerado necessário para a organização de processos licitatórios á manutenção dos trechos que ficaram sob sua responsabilidade.

Gurgacz incluiu anexo com a relação dos trechos a serem incorporados à malha rodoviária federal, localizados no Amazonas, na Bahia, no Espírito Santo, em Goiás, no Maranhão, em Minas Gerais, no Mato Grosso do Sul, na Paraíba, em Pernambuco, no Piauí, na Paraná, em Rondônia, no Rio Grande do Sul, em Roraima e no Tocantins.

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Feriado de Corpus Christi tem queda nos acidentes em rodovias

Fiscalização foi intensificada no período com foco na Lei Seca
Fiscalização foi intensificada no período com foco na Lei Seca

Balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal aponta que houve redução de 34% nos acidentes nas estradas federais no feriado prolongado de Corpus Christi. De acordo com a PRF, a queda ocorreu devido ao reforço do efetivo em trechos com maior ocorrência de colisões.

Em 2015, foram 2.002 ocorrências e, neste ano, 1.329. De 25 a 29 de maio, o órgão contabilizou 1.204 feridos – já em 2015 foram 1.439, 16% a mais. Já as mortes cresceram 8%, passando de 118 óbitos neste ano contra 109 no ano anterior.

A fiscalização da Lei Seca foi um dos focos da Operação Corpus Chisti. Em cinco dias, a PRF realizou 38 mil testes de bafômetro, com 695 autuações. Ao todo, 96 condutores foram encaminhados para a delegacia por conduzirem sob efeito de álcool.

Em todo o Brasil, 134.040 pessoas foram fiscalizadas. As abordagens resultaram em 28.750 autuações. Por ultrapassagem irregular foram 4.698 infrações. Outros 54 mil motoristas foram flagrados por radares trafegando acima do limite de velocidade permitido.

Dados apontam 134.040 pessoas fiscalizadas em todo o Brasil. As fiscalizações também resultaram em 28.750 autuações de trânsito. Ao todo, 4.698 condutores foram autuados por ultrapassagem irregular, outros 54 mil motoristas foram flagrados por radares trafegando com velocidade superior à permitida.

A atuação da PRF não se restringiu a fiscalização de trânsito e as apreensões de drogas tiveram grandes resultados neste feriado. Foram apreendidas 11,8 toneladas de maconha e 65 quilos de cocaína.

Indenizações
Dados da Seguradora Líder-DPVAT apontam que as indenizações pagas por conta de acidentes no período de Corpus Christi aumentaram a cada ano. Em relação a 2010, os registros em 2015 tiveram alta de 36%. Destaque para acidentes com motocicletas, que tiveram um crescimento de 59%, sendo que os casos de invalidez permanente para esta categoria de veículos, no mesmo período analisado, cresceram 85%.

Acidentes que resultaram em invalidez representam o maior percentual de sinistros pagos em todos os anos verificados. Em 2015, 72% dos pagamentos foram por este motivo. No feriado do ano passado, eventos com morte tiveram maior incidência no sábado e no domingo, com 60% dos registros. Os homens foram as maiores vítimas dessas ocorrências, com 77% dos pagamentos, contra 23% das mulheres. Nos anos de 2014 e 2015, pessoas com idades entre 18 e 34 anos estiveram envolvidas em mais de 50% dos acidentes de trânsito.

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Pavimentação de estradas tem alta anual marginal

Estradas pavimentadas crescem só 1,5% por ano
Estradas pavimentadas crescem só 1,5% por ano

A extensão de rodovias brasileiras pavimentadas aumentou 23,2% em 15 anos. A evolução da malha é pouco expressiva, se analisada anualmente, uma média de 1,5%.

Em 2001, o Brasil tinha 170,9 quilômetros de pistas pavimentadas – 9,8% do total. Já no ano passado, o número era de 210,6 mil quilômetros, o equivalente a 12,2% do total. Houve um crescimento de apenas 39,7 mil km se considerado um modal que é utilizado para movimentar mais de 60% das cargas e deslocar mais de 90% dos passageiros. Outro problema é que, enquanto o investimento em infraestrutura foi baixo, a frota de veículos cresceu 184,2% no período.

Os dados constam no Anuário CNT do Transporte, divulgado pela Confederação Nacional do Transporte e apontam que os estados com maior malha pavimentada em 2015 são Minas Gerais (25.823,9 km), São Paulo (24.976,6 km), Paraná (19.574,1 km), Bahia (15.910,7 km) e Goiás (12.760,6 km). Têm menor malha pavimentada Amazonas (2.157,0 km), Acre (1.498,2 km), Roraima (1.462,8 km), Distrito Federal (908,0 km) e Amapá (528,1 km).

Na pesquisa feita pela confederação em 2015, constatou-se que 48,6% da extensão avaliada apresentava algum problema. Em relação às condições gerais dos trechos pesquisados, subiu para 57,3 pontos percentuais de rodovias que apresentavam falhas no piso, na sinalização e geometria.

Anuário
O Anuário CNT do Transporte foi criado para consolidar informações sobre os principais modais de transportes no Brasil, tanto na área de cargas como na de passageiros. Documento reúne estatísticas sobre movimentação, infraestrutura, produção e frota de veículos. Todo conteúdo pode ser consultado no link.

Segundo Clésio Andrade, presidente da CNT, a publicação é um resgate de dados do setor para o planejamento do transporte nacional, orientado por transportadores e planejadores formuladores de políticas públicas, e para melhorias do setor. “O documento dá a dimensão da grandiosidade e da importância do transporte para o país. Os números mostram a diversidade da atuação dos transportadores, a evolução do setor e os desafios a serem superados”, afirma.

Clésio Andrade destaca ainda que havia, há muitos anos, uma lacuna nas estatísticas dos diferentes modais de transporte do Brasil. “Ao consolidar este grande volume de dados, o Anuário permite maior agilidade na execução de pesquisas, estudos e análises necessários para a promoção do desenvolvimento do transporte brasileiro, subsidiando e apoiando a gestão do transporte e, principalmente, estimulando o planejamento integrado.”

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