Massa falida da Busscar vai a leilão pela última vez

Fábricas em Santa Catarina poderão ser arrematadas por metade do valor avaliado
Fábricas em Santa Catarina poderão ser arrematadas por metade do valor avaliado

Com praticamente metade de seu valor avaliado, que totaliza R$ 294 milhões, a massa falida da Busscar, empresa brasileira que fabrica carrocerias de ônibus, vai pela terceira – e última vez a leilão. É a tentativa final de recuperar a empresa e garantir o retorno das atividades.

O pregão, na modalidade presencial, será realizado nesta quinta-feira, 7, às 14h, na Associação Empresarial de Joinville (SC). Somadas, as três unidades da empresa poderão ser arrematadas por R$ 144 milhões.

A principal fábrica é a de carrocerias, localizada na capital catarinense, que tem lance inicial de R$ 122,4 milhões. As outras duas – uma no Distrito de Pirabeiraba, também em Joinville, e em Rio Negrinho, terão lances iniciais de R$ 12,9 milhões e R$ 8,8 milhões, respectivamente. AS unidades também estarão disponíveis para arremate separadamente, incluindo todos os equipamentos e pagamento em até 60 parcelas.

Se não houver interessados, as tentativas de vendas de sua operação serão encerradas e, no mesmo dia, terá início a segunda etapa do leilão, onde os itens parte por 59% do valor da avaliação. Nesta fase, o pregão será voltado para a venda dos ativos da linha de montagem, que possuem valor agregado de aproximadamente R$ 51milhões, e todo o suporte a fabricação, que chegam a cerca de R$ 81 milhões. Como na primeira fase, também será permitido o pagamento parcelado dos bens em até 60 parcelas.

Dívida
A dívida da Busscar chega aos R$ 1,7 bilhão. Deste montante, R$ 195 milhões são de dívidas trabalhistas. O banco Santander tem R$ 143 milhões para receber do grupo.

A Busscar encerrou as atividades em 2012, quando a 5ª Vara Cível da Comarca de Joinville decretou a falência do grupo. A empresa, que atuava há 60 anos no mercado, abriu a concorrência para outros grupos com a crise interna.

Karmann-Ghia
Outra empresa histórica que enfrenta problemas no Brasil é a Karmann-Ghia. Metalúrgicos entrarão na Justiça com o pedido de falência da fábrica de peças automotivas por abandono de patrimônio. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC analisa que a opção é a mais viável para iniciar o processo de retomada das atividades da fábrica.

A decisão foi tomada durante ocupação da empresa, que já durava 48 dias. Os trabalhadores da empresa aceitaram a proposta em assembleia e decidiram permanecer no espaço.  “A ocupação é importante para garantir a permanência do maquinário e, assim, poder defender o que é de direito dos trabalhadores. É com a luta e a união dos companheiros que vamos encontrar soluções e exigir respeito”, afirma Rafael Marques, presidente do Sindicato.

De acordo com o sindicalista, a empresas está abandonada. Falta até energia elétrica por falta de pagamento. Há anos, afirma Marques, trabalhadores são prejudicados por erros administrativos da direção, situação que só piorou com o passar do tempo. “Os atrasos nos salários eram constantes e os benefícios trabalhistas deixaram de ser pagos. Fizemos várias tentativas de acordo, mas todos acabavam sendo descumpridos”, criticou.

O Sindicato tem também dialogado com várias empresas credoras da Karmann-Ghia em busca de soluções. “O maior patrimônio da empresa são os trabalhadores. Não estamos pensando somente nos direitos, mas em construir alternativas e voltar a operar”.

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