Produção de caminhões recua 24% no semestre

Produção de caminhões teve alta de 4,5% em junho frente a maio
Produção de caminhões teve alta de 4,5% em junho frente a maio

Na mesma linha dos automóveis leves, a produção de veículos pesados seguiu em queda no primeiro semestre. No caso dos caminhões houve recuo de 24,8%: 31,3 mil unidades deixaram as linhas de produção no acumulado de 2016 contra 41,6 mil, em igual período do ano passado. Já os ônibus tiveram queda ainda mais expressiva, de 33,4%. Foram fabricadas 9,2 mil unidades este ano e 13,9 mil no ano passado.

Em junho, no entanto, as linhas de produção ganharam fôlego. Foram 5,6 mil caminhões, 4,5% a mais com relação as 5,3 mil unidades de maio e 5,4 pontos percentuais acima da produção do sexto mês de 2015.

Resultado positivo também para as montadoras de ônibus, que tiveram elevação de 22,3 p.p. na produção em junho frente a maio, com 1,8 mil e 1,5 mil unidades, respectivamente. Na comparação com junho do ano passado – 1,8 mil unidades – houve alta de 1,4%.

Comércio
Já o licenciamento de caminhões no acumulado do ano retraiu 31,4%. Foram 25,6 mil unidades em 2016 no período de seis meses contra 37,3 mil no mesmo intervalo de 2015. Em junho foram vendidos 4,2 mil caminhões, volume 3% superior as 4,1 mil unidades de maio, e declínio de 32% sobre junho de 2015, com 6,2 mil unidades.

Com relação aos ônibus, as vendas caíram 7,8% na analise mês a mês, com 982 unidades em junho e 1,1 em maio. Ao defrontar o resultado com junho do ano passado, quando foram vendidos 1,4 mil ônibus, a queda é de 32%. No acumulado a retração é de 41,2%: 5,7 mil este ano e 9,7 mil em 2015.

Exportações
As exportações registraram baixa de 7,5% no resultado mensal, com 1,7 mil unidades em junho e 1,9 mil em maio, e de 13,2% na comparação com junho do ano passado, com 2,0 mil unidades. O resultado no acumulado é de 9,4 mil unidades, 8% inferior as 10,2 mil de 2015.

As exportações de 3,8 mil chassis para ônibus no acumulado de 2016 indica aumento de 17,7% sobre os 3,3 mil de 2015.

 

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Restrição de veículos pode ser saída para mobilidade

 

Transporte público perde 900 mil usuários por dia, segundo NTU
Transporte público perde 900 mil usuários por dia, segundo NTU

A frota aumentou e o transporte coletivo perde uma multidão de usuários todos os dias, combinação que promove efeitos terríveis na mobilidade urbana. Em março deste ano, o setor registrou o menor volume de usuários em uma década. Na análise do engenheiro civil e sociólogo Eduardo Alcântara Vasconcellos, assessor da Associação Nacional do Transportes Públicos (ANTP), uma das saídas para reduzir os problemas no trânsito é restringir a circulação de veículos de passeio nos grandes centros. 

Usar a motocicleta ou o automóvel é muito mais conveniente do que usar o ônibus. Isto não é ‘natural’, uma vez que quem usa transporte individual não paga os custos sociais e ambientais que este uso causa. Para que estas pessoas passem a usar o ônibus (ou voltem para eles) a distribuição destes custos precisa mudar: quem usa modos individuais tem de pagar o custo real das externalidades negativas por eles geradas, em termos de uso do espaço viário, de poluição e de segurança no trânsito. Isto significa definir restrições apropriadas ao uso dos automóveis como ocorreu, por exemplo, nos países europeus. Além disto, conforme comentado, o sistema de ônibus deve ser muito bem operado, de forma a garantir velocidade e regularidade”, analisa o especialista.

Inverter a estatística de ocupação do espaço urbano dos automóveis – atualmente é de 80% – que levam 20% da população, requer a melhoria da qualidade do transporte público e a cobrança de usuários de automóveis dos custos sociais e ambientais de sua utilização. “O uso do automóvel tem várias consequências negativas quando comparado ao uso do transporte público. Em primeiro lugar, o uso do automóvel requer muito espaço viário – 40m2 para circular nas cidades a uma velocidade media de 25 km/h – que é incompatível com a capacidade do sistema viário e gera congestionamento; consumo maior de energia por pessoa transportada; emissão de gases de efeito estufa muito maior por pessoa transportada e maior probabilidade de ocorrência de acidentes”, explica o especialista. “A tarifa precisa deixar de ser o único elemento no financiamento do sistema”, defende.

E para trazer os passageiros de volta ao transporte público, é fundamental buscar outros meios de financiar o serviço além da tarifa. Para Vasconcellos, parte dos recursos deve vir de pessoas que usam os veículos individuais e de empresas e atividades que se beneficiam do transporte coletivo.

O especialista contradiz a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) sobre a análise de que o modal está à beira de um colapso. “Embora haja problemas graves, quando comparado a outros países em desenvolvimento percebe-se que o sistema brasileiro tem uma regulamentação e uma estruturação que permitem que haja ônibus circulando todos os dias, das 5h da manhã até 11h da noite (na maioria dos casos)”, avalia.

Para Vasconcellos, os veículos são adequados considerando as condições econômicas do Brasil.  “Os trabalhadores têm seus direitos garantidos; é raríssimo ocorrer interrupção do serviço e a segurança no trânsito é alta. Os problemas mais graves são a super ocupação e o desconforto nos veículos nas áreas periféricas das grandes cidades e o custo da tarifa para a parte mais pobre da população, que não tem acesso ao vale-transporte.”

 

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Janot questiona contratos sem licitação em transporte de passageiros

 

Janot: "Autorizações acabam com livre concorrência"
Janot: “Autorizações acabam com livre concorrência”

O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ação ao Supremo Tribunal Federal na qual questiona a constitucionalidade de lei que exclui a necessidade de licitações para outorga de serviços de transporte coletivo interestadual e internacional de passageiros. De acordo com o procurador, a ausência da concorrência entre as empresas representa uma “afronta aos princípios da isonomia e da moralidade administrativa”, além de acabar com a livre concorrência, que prejudica o consumidor.

Pela Lei 10.233/2001, a concessão dos serviços de transportes aquaviário e terrestre exige que a outorga seja feita por meio de permissão, a qual demanda que empresas interessadas participem de processo licitatório. Já em 2014, a Lei 12.996 foi publicada e editou a anterior, passando a prever o instrumento da autorização e prestação desses serviços, que dispensa os certames.

Janot argumenta que a Constituição é expressa no que se refere à prestação de serviços públicos, que condiciona as concessões ou permissões a licitações, nunca por autorização. No caso dos serviços de transporte interestadual e internacional de passageiros, essa competência é da União.

“Há potencial evidente de favorecimento de empresas que já explorem tais serviços e daqueles que se dispuserem até a oferecer vantagens ilícitas a gestores competentes para expedir as autorizações. A exigência constitucional de licitação busca precisamente, entre outros objetivos, evitar esses males gravíssimos”, afirma o procurador-geral. Segundo ele, a autorização para prestação de serviços de transporte sem procedimento licitatório não garante a igualdade de condições para todos os concorrentes, deixando de garantir melhor qualidade e tarifas mais econômicas.

Reajuste
Viagens para outros estados ou países vizinhos de ônibus vão pesar no bolso do consumidor. A partir de julho passa a valer reajuste de 9,042% sobre a tarifa vigente nos serviços de transporte rodoviário.

Novos valores não se aplicam às linhas intermunicipais. O reajuste, autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), foi publicado na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 23, por meio da Resolução nº 5.123. O órgão justifica que a revisão recompõe o poder aquisitivo da moeda em razão de variações inflacionárias que trazem impactos aos custos do serviço prestado. O valor que passa a ser praticado no próximo mês foi definido com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e na variação do preço do óleo diesel.

A Lei nº 12.996/2014, que trata, entre outras coisas, do regime de autorização dos serviços de transporte interestadual e internacional de passageiros, dispõe que a ANTT, por um período de até cinco anos, contados da publicação do regulamento, poderá fixar as tarifas máximas dos serviços regulares de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros, bem como os critérios para seu reajuste. Com a edição da Resolução ANTT nº 4.770/2015, a ANTT estabeleceu a fórmula para o reajuste do coeficiente tarifário que poderá ser definido pela Agência até 18 de junho de 2019. Após essa data, as transportadoras terão liberdade para estipular a tarifa de seus serviços.

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Viajar de ônibus vai ficar mais caro a partir de julho

ANTT autorizou reajuste de 9% na tarifa
ANTT autorizou reajuste de 9% na tarifa

Viagens para outros estados ou países vizinhos de ônibus vão pesar no bolso do consumidor. A partir de julho passa a valer reajuste de 9,042% sobre a tarifa vigente nos serviços de transporte rodoviário.

Novos valores não se aplicam às linhas intermunicipais. O reajuste, autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), foi publicado na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 23, por meio da Resolução nº 5.123. O órgão justifica que a revisão recompõe o poder aquisitivo da moeda em razão de variações inflacionárias que trazem impactos aos custos do serviço prestado. O valor que passa a ser praticado no próximo mês foi definido com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e na variação do preço do óleo diesel.

A Lei nº 12.996/2014, que trata, entre outras coisas, do regime de autorização dos serviços de transporte interestadual e internacional de passageiros, dispõe que a ANTT, por um período de até cinco anos, contados da publicação do regulamento, poderá fixar as tarifas máximas dos serviços regulares de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros, bem como os critérios para seu reajuste. Com a edição da Resolução ANTT nº 4.770/2015, a ANTT estabeleceu a fórmula para o reajuste do coeficiente tarifário que poderá ser definido pela Agência até 18 de junho de 2019. Após essa data, as transportadoras terão liberdade para estipular a tarifa de seus serviços.

Opção na crise
A proximidade do período de férias escolares é de expectativa também para o turismo, especialmente com relação aos destinos domésticos. Com o orçamento apertado, a maior parte das famílias que planejam viajar no período deve optar por roteiros mais econômicos. E o transporte escolhido também se enquadra nesse perfil. A intenção dos viajantes de fazer os deslocamentos de ônibus apresenta alta, segundo pesquisa do Ministério do Turismo.

A opção pelo modal rodoviário alcançou 17,2% da preferência dos viajantes ante 10,9% verificados em igual período do ano passado. O crescimento, no entanto, não afeta a demanda por voos. O avião permanece na primeira posição, sendo mencionado por 55,6% dos turistas.

Já o desejo dos brasileiros de conhecer destinos nacionais tem o maior índice dos últimos cinco anos. Entre os que planejam viajar nos próximos meses, 79,7% miram roteiros dentro do país, uma alta de 5,6% na comparação com igual período do ano passado. Na comparação entre os meses de maio de cada ano este foi o quarto crescimento consecutivo.

De acordo com o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, resultado se dá por uma soma de fatores como a valorização do dólar em relação ao real e a visibilidade dos destinos nacionais por conta dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. “Os olhos do mundo estão voltados para o Brasil, esse é o melhor momento para divulgar os nossos atrativos”, diz.

Participaram da sondagem 2 mil entrevistados de sete capitais: Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília e Recife.

 

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Olli: Ônibus usa inteligência artificial para levar passageiros aonde quiserem

Olli: Ônibus autônomo com inteligência artificial
Olli: Ônibus autônomo com inteligência artificial

Esqueça aquela lembrança terrível de ônibus lotado e parado no trânsito e de motorista mal humorado, uma realidade nas capitais brasileiras. A montadora Local Motors pretende oferecer uma experiência muito mais agradável de transporte compartilhado. E ela já tem nome: Olli, um ônibus que usa inteligência artificial para levar os passageiros em seus destinos com as melhores rotas.

Compacto, o ônibus inteligente tem capacidade para levar 12 pessoas e segue a tendência de compartilhamento de veículos já consolidada por meio de apps de carona remunerada e de serviços on demand que montadoras como a General Motors começam a implementar em um tempo no qual a forma de uso de veículos individuais tem sido repensada. 

Leia também: Transporte público à beira de um colapso

O veículo pode ser pedido por aplicativo. Por meio de comando de voz, o passageiro informa ao sistema para onde levá-lo. E também é possível interagir de outras formas: perguntar como ele funciona, saber do tempo ou até pedir dicas de restaurantes, cafés ou locais para praticar esportes. O motorista robô sinaliza uma transição de condutores humanos para máquinas.

Conhecida por suas criações de veículos em impressoras 3D, a Local Motors, com sede em Arizona, desenvolveu o Olli com o sistema de inteligência artificial Watson, da IBM. O veículo é movido a motor elétrico e utiliza sistema de câmeras e GPS. 

Olli já circula em ruas de Washington D.C. e, ainda neste ano, deve começar a rodar em Miami e Las Vegas. A companhia também planeja implementar o serviço nas estradas de Berlim, Copenhague, Camberra e não descarta a ideia de instalar fábricas em pontos estratégicos do mundo para ampliar o projeto de ônibus com internet das coisas. Um exemplar é fabricado em cerca de 11 horas.

 

Assista ao vídeo sobre o conceito do Olli:

 

 

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Ônibus e acessibilidade: o que é preciso mudar?

Regina: "Não só os meios de transporte como as cidades em si deveriam ser acessíveis"
Regina: “Não só os meios de transporte como as cidades em si deveriam ser acessíveis”

Por Regina Rocha* – Quando a legislação determinou que as empresas deveriam ter cotas de funcionários com necessidades especiais era sabido que eles teriam que se deslocar para seus postos de trabalho. Portanto não só os meios de transporte como as cidades em si deveriam ser acessíveis. Obviamente tendo renda, eles se tornariam consumidores de serviços e produtos, ampliando ainda mais essa necessidade.

No transporte, há mais de uma década o assunto vem sendo tratado com afinco. Muitas dificuldades e barreiras contribuem para uma solução morosa e nem sempre eficiente. Na prática, quando iniciou a obrigatoriedade dessas cotas nas empresas, o setor de fretamento teve inexpressiva demanda por transporte coletivo acessível.

Num primeiro momento tivemos a cadeira de transbordo. Apesar das críticas ao equipamento, devemos tê-lo como o primeiro passo. Depois vieram outros quesitos como assentos preferenciais e especiais, botões para chamada do motorista, iluminação especial, entre outros, partes do conjunto necessário ao deslocamento. Olhados separadamente parecem de diminuta importância, mas sem eles não há qualidade ou segurança no transporte.

O setor de fretamento, por ter conhecimento prévio de sua demanda, pode trabalhar com um percentual e não a totalidade da frota. Obviamente a iniciativa privada não perde demanda: se houverem passageiros para esses veículos, certamente eles serão disponibilizados no mercado.

A Lei Brasileira de Inclusão (LBI) tratou objetivamente do serviço de Transporte por Fretamento (Contínuo e Turístico), estabelecendo que as empresas devem atender aos requisitos das normas técnicas de acessibilidade no processo de renovação de suas frotas a partir de 2020. Não que isso signifique que as empresas somente vão se preocupar com isso daqui quatro anos. Ao contrário, muitas já pensam em adquirir veículos acessíveis, visando atender um mercado potencial.

Até 2020 certamente teremos outras novidades em termos de acessibilidade que permitirão uma evolução dos equipamentos que cumprirão esse papel. As barreiras estão mais no conjunto que compõem o serviço (terminais, as estações, os pontos de parada, o sistema viário) do que nos veículos ou na prestação do serviço para transporte dessas pessoas.

*Regina Rocha de Souza Pinto é bacharel em turismo e advogada com especialização em Processo Civil, atua como Diretora Executiva da FRESP – Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo e como assessora jurídica do SINFRECAR – Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento de Campinas e Região.

Transporte público está à beira de um “colapso”, segundo NTU

Empresas de transporte operam no vermelho em Curitiba
Empresas de transporte operam no vermelho em Curitiba

Na mesma linha de outros setores como o movimento em rodovias concedidas à iniciativa privada, o uso do transporte público tem registrado constantes quedas nas capitais brasileiras. O setor amarga uma redução de 687 mil usuários por dia. Por ano, são 215 milhões de passageiros a menos transportados. Somado a outros fatores, o serviço está à beira de um colapso.

De acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), o cenário representa um prejuízo de R$ 680 milhões em 2015. “O que estamos vivendo é um fenômeno. Em nosso setor, nem sempre que há dificuldade econômica ocorrem perdas. Ao contrário, costumamos ter até ganhos na demanda, já que algumas pessoas, em geral, migram do carro para o ônibus. Mas, dessa vez, o nível de atividade econômica caiu muito, com inflação altíssima e desemprego histórico. Esses fatores, somados aos problemas da mobilidade urbana, explicam essa queda”, destaca Otavio Cunha, presidente da Associação.

Para o especialista, a falta de subsídios para o custeio da operação e de recursos par investimentos em infraestrutura somam-se à crise econômica e país num conjunto que desfavorece o setor. Muitas empresas passam por dificuldades financeiras e, em consequência, oferecem serviços de má qualidade aos usuários.

“Faltam políticas públicas que valorizem o transporte público. A única forma de transformar a crise em oportunidade é olhar com mais atenção para o setor e pensar em um fundo nacional. Atualmente, todo o custo da operação é repassado ao preço da tarifa e isso tem provocado reações da sociedade, com manifestações de movimentos sociais e até ações públicas na Justiça. Acuados com essa lógica, prefeitos não fazem os reajustes necessários e as empresas não conseguem reagir. Temos de sair desse ciclo”, ressalta Cunha.

Previsões
As previsões para 2018 preocupam empresários de todo o país. Nos últimos dois anos, houve queda expressiva na demanda por passageiros em Curitiba (-8%) e Goiânia (-7,9%).

Na capital paranaense, onde 32 empresas empregam 17 mil trabalhadores, a falta de subsídios, a gratuidade nas passagens e o reajustes tarifários comprometem a receita, o que causa o desequilíbrio nas contas das empresas que tem dificuldades em manter as linhas.

A falta de competitividade do transporte público em relação ao particular também figura entre os obstáculos, na avaliação do presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia, Décio Caetano: “Até pouco tempo atrás, a economia estava bem ativa. Com as boas condições do crédito, as pessoas estavam deixando o ônibus e migrando para o carro. Com a crise, veio o desemprego e mais pessoas deixaram de usar o transporte público. No entanto, mesmo com o preço alto da gasolina, andar de carro ainda é considerado mais vantajoso, ao menos do ponto de vista financeiro”.

Mesmo com um reajuste tarifário de 12%, o transporte público na capital goiana não resolveu a situação financeira das empresas. “Não adianta, é preciso investir no sistema de transporte público para atrair mais passageiros. E está claro, pelas manifestações populares de 2013, que a população está no limite quanto ao preço da tarifa. Há um ciclo vicioso que não será resolvido apenas com a passagem”, sustenta Décio.

Pior ainda é o cenário no Rio de Janeiro. Desde abril do ano passado, cinco empresas foram fechadas e 2 mil pessoas foram demitidas.

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Justiça autoriza ARTESP a apreender veículos usados no transporte irregular

Decisão suspende liminar favorável a associação de transportadores
Decisão suspende liminar favorável a associação de transportadores

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspendeu liminar em primeira instância que proibia a agência de transporte paulista – ARTESP – de apreender veículos que estivessem realizando o transporte irregular de passageiros. Decisão da 7ª Câmara de Direito Público do TJ derruba a vitória da Associação Paulista dos Transportadores Terrestres de Passageiros (Atipesp) obtida na Comarca de Ribeirão Preto.

Liminares concedidas permitiam à Agência somente a aplicação de multas aos veículos irregulares, mas a liberação deveria se feita em seguida pelas equipes de fiscalização. Ao TJ-SP, a ARTESP argumentou que tal decisão oferecia riscos à segurança dos passageiros que utilizam esse meio de transporte, bem como aos demais usuários da rodovia, com perigo de morte e de lesões.

Em seu despacho, o desembargador Eduardo Gouvea disse que “a ARTESP tem poder de polícia para fiscalizar e regulamentar o transporte intermunicipal de passageiros, e isto compreende, quando necessário, a apreensão de veículos e seus documentos como medida para coibir que tais atos continuem a ser praticados sem a autorização pertinente”. Ainda segundo o magistrado, os donos desses veículos “preferem circular amparados por liminares ao invés de regularizarem a situação, pois não atendem as condições de circulação com segurança para os passageiros exigidos pela Agência Reguladora, colocando em risco a segurança e vida dos passageiros”.

Por fim, o relator afirma que ao permitir que o veículo volte a circular depois de flagrado realizando o transporte irregular de passageiros, ocorre uma fiscalização ineficiente. O veículo irregular “invariavelmente estará circulando no dia seguinte, cometendo a mesma infração, o que acarreta, na prática, a impunidade dos associados da autora”, finaliza. 

 

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Feriadão: Viaje de ônibus com segurança e conheça seus direitos

Confira dicas para não cair nas mãos de criminosos
Confira dicas para não cair nas mãos de criminosos

Todo feriado prolongado é um corre-corre em terminais rodoviários de todo o país. O fluxo de pessoas é intenso nestes locais na véspera do feriado de Corpus Christi. Usuários devem tomar certos cuidados para não cair nas mãos de criminosos que aproveitam a aglomeração para praticar pequenos delitos. E, como nunca é demais, saber de seus direitos para não ser prejudicado.

Entre as dicas para evitar pequenos furtos ou até roubos, o Grupo CR, especializado em segurança patrimonial, sugere que o usuário do terminal não saia com grandes quantias em dinheiro ou cartões de crédito sem necessidade. Tão importante é não abrir a carteira ou bolsa na frente de estranhos. É preferível ainda usar terminais para sacar dinheiro fora das rodoviárias.

Grandes centros comerciais, rodoviárias e aeroportos são locais de maior ocorrência de roubos e furtos de celulares. Assaltantes acompanham a vítima e aproveitam de um instante de distração para agir. O furto, geralmente, só é percebido muito tempo depois.

Outro alerta: assaltantes usam olheiros e se comunicam por celulares nos terminais. Fique atento a movimentação de pessoas estranhas. E cuidado com homens ou mulheres que se aproximam para fazer perguntas. O ato pode ter como objetivo apenas provocar sua distração. Fale sem deixar de vigiar sua bagagem. Se sentir que alguém está te seguindo ou agindo com má fé, procure um policial ou segurança no local;

Normalmente as malas são muitas, então, não as perca de vista nem por um minuto. Use etiquetas grandes e/ou coloridas que permitam a fácil identificação de suas malas.

Os passageiros devem ficar atentos também aos seus direitos para que os serviços de transporte sejam bem prestados. Confira:

Remarcação das viagens – Uma das iniciativas que melhorou o transporte terrestre foi a publicação da regulamentação do transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. O transporte em ônibus passou a ter padrões semelhantes ao aéreo. Um dos avanços da legislação é permitir ao usuário a remarcação da viagem pelo período de um ano a partir da compra do bilhete, independente de estar com horário e data marcados. A três horas da partida, a remarcação da passagem será feita mediante o pagamento de 20% do valor da tarifa.

Bilhetes nominais – As empresas que exploram o transporte terrestre agora devem emitir bilhetes nominais. A exigência facilita que o usuário peça a segunda via do bilhete se perdê-lo ou se ele for roubado.

Atraso nas viagens – Se o passageiro esperar mais de uma hora após o horário marcado do ponto inicial da partida, pode optar por outra empresa que ofereça a viagem para o mesmo destino. Ele também tem o direito de receber de imediato o dinheiro de volta, em caso de desistir da viagem. Se o atraso for de mais de três horas, a empresa é obrigada a providenciar alimentação para os passageiros. No caso de cancelamento da viagem, o usuário tem direito a hospedagem.

Identificação – A Resolução 4.308/2014 deu mais clareza na questão dos documentos que são aceitos no momento do embarque. Os passageiros podem embarcar ao apresentarem o RG, carteira de trabalho, passaporte brasileiro ou a CNH. No caso de crianças, são aceitos carteira de identidade, passaporte ou certidão de nascimento (original ou cópia autenticada). O passageiro que teve a documentação roubada pode embarcar com o boletim de ocorrência emitido em até 30 dias.

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Força Nacional intervém para garantir operação de ônibus em São Luís

Equipes da Força Nacional de Segurança chegam a São Luís
Equipes da Força Nacional de Segurança chegam a São Luís

A Força Nacional dá início nesta quarta-feira, 25, à operação de apoio aos órgãos estaduais de segurança pública no Maranhão com o objetivo de fortalecer o enfrentamento a ataques de ônibus na região metropolitana de São Luís. Os policiais também permanecerão dentro dos veículos, com reforço especial para veículos que circulam pela zona rural.

O envio de contingente foi autorizado pelo ministro da Justiça e da Cidadania, Alexandre de Moraes. Nesta terça-feira, 24, as primeiras equipes chegavam à capital maranhense. A atuação da Força será coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão. “A Força Nacional chegou ao Maranhão e será, progressivamente, engajada, sob o comando do nosso sistema de segurança, somando as medidas relativas à prevenção, com a participação dos sindicatos, tanto de empresários como dos rodoviários, a atuação do nosso sistema de segurança, as medidas adotadas na penitenciária e pelo poder judiciário, creio que a gente vai conseguir debelar essa situação”, afirma o governador Flavio Dino.

Os ataques a ônibus começaram na última quinta-feira, 19. Num trabalho conjunto entre as polícias Civil e Militar, mais de 60 prisões foram efetuadas, sendo 30 delas de envolvidos nos incêndios. Para conter os atos, são feitas blitzen em áreas de grande movimentação, em bairros sensíveis, nos Terminais de Integração e dentro dos ônibus são algumas das estratégias já postam em prática pelas forças policiais maranhenses.

Ainda de acordo com o governador, o combate aos incêndios vai além da repressão das forças policiais. Dino chamou de “situação complexa e de raízes profundas” a causa de todas as violências. “São pequenos grupos inorgânicos, muitas vezes quase células autônomas, que tem como marca o recrutamento muito agudo de jovens, fruto da situação social dos bairros mais pobres. A negação total de direitos, de oportunidades, de cultura, esporte, trabalho, educação, gera uma massa, quase um exército industrial de reserva, para essas quadrilhas”, analisa o governador.

Desde que os primeiros ônibus foram queimados na capital, houve 14 tentativas de ataque. Na noite de quinta para sexta, a circulação de ônibus chegou a ser interrompida. Na sexta-feira, após novo ataque, o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão informou que na medida em que mais ônibus fossem atacados, a frota da linha afetada seria levada para as garagens.

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