Bahia tem redução de mortes nas estradas durante festas de São João

Período de festas registrou 11 mortes nas estradas baianas
Período de festas registrou 11 mortes nas estradas baianas

Cidades que têm a tradição de comemorar o Dia de São João tiveram suas estradas monitoradas com foco na Lei Seca entre os dias 22 e 26 de junho. O resultado foi a redução de 52% no número de mortos em comparação com o período de festas em 2015.

Neste ano, foram registrados 20 acidentes graves com 81 feridos e 11 mortos. Já no ano passado foram 45 acidentes que feriram 117 pessoas e mataram outras 23. As ocorrências graves tiveram redução de 55,56%. O balanço foi divulgado pela força-tarefa que integrou equipes do Detran, Polícia Rodoviária Federal (PRF), polícias Civil e Militar e prefeituras.

No período junino foram abordados 14.923 veículos e 24.674 pessoas nos acessos a dez municípios do Estado onde ocorrem as festas mais procuradas. Mais de 4,5 mil condutores fizeram testes de bafômetro que levaram à atuação de 102 deles na Lei Seca.

Diretor-geral do Detran-BA, Lúcio Gomes, avalia que os resultados são positivos. “Tínhamos projetado uma redução de 40% no número de mortes e passamos de 50%. Tivemos mais de 50% de redução também em acidentes graves. Acertamos quando decidimos unir esforços com as polícias para aumentar a segurança nas rodovias. Agora, vamos consolidar os dados para definir ações nos locais com maior incidência de infrações e acidentes, como prevenção para os próximos feriados prolongados”.

As primeiras ações aconteceram nos municípios de Santo Antônio de Jesus, Cruz das Almas, Amargosa, Feira de Santana, Valença, Itabuna, Porto Seguro, Itaberaba, Euclides da Cunha e Irecê.

Na capital baiana, o Detran e a Transalvador promoveram campanha educativa na rodoviária e no sistema ferry-boat. Quem embarcou para curtir os festejos juninos no interior recebeu uma cartilha com dicas de segurança no trânsito e o alerta para o risco da mistura álcool e direção. O Detran fez campanha também nas lojas das festas de forró mais procuradas, que funcionam no Shopping da Bahia.

 

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Maio tem redução em mortes no trânsito paulista

No mês de maio, 64% das mortes ocorreram por colisões e atropelamentos
No mês de maio, 64% das mortes ocorreram por colisões e atropelamentos

O número de mortos no trânsito no Estado de São Paulo foi 11% menor em maio na comparação com o mesmo período do ano passado. Já no período acumulado de cinco meses, a redução foi de 7% na comparação com o quinquimestre de 2015, com 173 óbitos a menos.

Já os acidentes com vítimas diminuíram 27%, demonstrando índices positivos com relação à meta de 2020, de redução pela metade no número de vítimas fatais nas vias. Os dados são do Infosiga-SP, relatório que reúne informações sobre óbitos e acidentes com vítimas em consequência do trânsito. As estatísticas de mortos têm como base boletins de ocorrência registrados pela Polícia Civil. Já os dados sobre acidentes com vítimas utilizam informações da Polícia Militar Estadual e Polícia Rodoviária Federal. A ferramenta reúne dados sobre gênero, faixa etária, tipos de acidentes, como por exemplo, colisões ou atropelamentos e tipos de vítimas, como motociclistas ou pedestres.

No mês de maio, 64% das mortes ocorreram por colisões e atropelamentos; 82% envolveram o sexo masculino; 23% jovens entre 18 e 29 anos. Além disso, motociclistas e pedestres se apresentam como principais perfis de vítima, com 28% e 27% dos óbitos respectivamente. Em relação ao acumulado do ano, de janeiro a maio de 2016, o Infosiga-SP mostra praticamente os mesmo resultados, em termos de características das vítimas e acidentes.

Redução
A redução da violência no trânsito é atribuída pelo governo paulista às ações de educação no trânsito e projetos de mobilidade urbana. O Centro Paula Souza, com o apoio do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, desenvolve ação de conscientização e capacitação de educadores em temas relacionados ao trânsito, para que estes criem projetos e estimulem a abordagem desse assunto com seus alunos em sala de aula.

Em 2013 foi criado o Direção Segura, programa da PM que tem caráter preventivo, educativo e fiscalizatório, que atua na redução de acidentes e mortes causados pelo consumo de álcool combinado com direção. A Operação Direção Segura Integrada é um trabalho realizado em conjunto com a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Técnico-Científica e o Detran-SP. Ao todo, 7.106 pessoas foram autuadas por embriaguez ao volante de janeiro a maio deste ano. Dessas, 525 cometeram crime de trânsito em razão do teor alcoólico apontado pelo etilômetro (bafômetro).

 

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Como o boom da frota brasileira afeta sua saúde?

Poluição é responsável por oito milhões de mortes por ano, segundo OMS
Poluição é responsável por oito milhões de mortes por ano, segundo OMS

A frota nacional de veículos crescem 138%, passando de 34,9 milhões de veículos, em 2001, para 76 milhões, em 2012. Esse “inchaço” é bastante superior ao crescimento da população, de 12,49% em igual período. A disparidade dos números reforça, na avaliação de especialistas, a necessidade de reforçar o debate, principalmente sobre o impacto ambiental causado pela emissão de gases poluentes, que afeta também a saúde da população brasileira.

“É indiscutível a importância de se priorizar opções alternativas de transporte. Aprimorar o transporte coletivo e incentivar o uso de veículos elétricos, por exemplo, é essencial para frear também as mortes indiretas no trânsito”, pontua Idaura Lobo Dias, especialista em trânsito da consultoria Perkons.

Leia também: Motocicletas dominam trânsito brasileiro

De acordo com o chefe do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Dirceu Alves Junior, os números comprovam que o trânsito não mata apenas por acidentes. “A melhoria do transporte coletivo faria a população abandonar aquilo que deveria ser um veículo de passeio, mas é usado diariamente para trabalho”, exemplifica.

Somente nas 15 principais regiões metropolitanas do país, o crescimento da frota de automóveis foi de 90,2% no período analisado. Curitiba (PR) e Florianópolis (SC) são capitais com cenários peculiares e igualmente alarmantes. Na ilha de Floripa, por exemplo, o número de carros teve um salto de 112,3%, passando de 193 mil para 410 mil. Curitiba, a capital mais motorizada do país, registrou um aumento de sete vezes em sua frota nos últimos 40 anos. A cidade atingiu o índice de 49,8 automóveis para cada 100 habitantes, superando Campinas, Florianópolis e São Paulo, que também possuem taxas acima de 40 automóveis para cada 100 moradores.

Estudo lançado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) associa a poluição atmosférica à morte de mais de oito milhões de pessoas no mundo todos os anos. O Instituto de Saúde e Sustentabilidade, ligado à Universidade de São Paulo (USP) fez uma análise mais profunda e a conclusão é de que a deterioração do ar mata 4 mil paulistanos prematuramente todos os anos, além de reduzir a expectativa de vida em um ano e meio.

E a pesquisa lança um alerta: se nada for feito, a poluição pode ser a principal causa de mortes prematuras em 2050. “O aumento no número de veículos tem trazido muitos transtornos, pois a quantidade de vias é a mesma de 20, 30 anos atrás. Algumas dessas consequências, que envolvem a redução da imunidade de maneira geral, são os quadros de conjuntivite química, dermatite pela obstrução de glândulas, enfisema pulmonar e problemas respiratórios, como sinusite e bronquite, agravados pela poluição”, enumera Dirceu. Outra decorrência destacada pelo especialista advém da poluição sonora. “Já é comprovado que 22% dos paulistanos têm problemas auditivos por conta dos ruídos do trânsito”, ressalta.

Além dos malefícios à saúde, o impacto ambiental causado pelos congestionamentos também é significativo. Os vapores lançados pela queima do combustível aumentam a temperatura nas áreas de concentração de veículos. “Nesses pontos, é possível aferir até 4°C acima do que no restante da cidade. Os gases liberados nessa queima também barram a dissipação do ar, provocando o efeito estufa, problema gravíssimo para o planeta”, elucida.

Diesel, o vilão
O químico e consultor de mobilidade urbana, Antonio de Veiga, afirma que há uma série de variáveis que interferem nesse cenário de malefícios à saúde, sendo o combustível um agravante. “Ao falarmos de veículos, aqueles movidos a diesel são, sem dúvida, os grandes vilões, como é o caso de muitas caminhonetes. Essa frota polui cinco vezes mais do que a movida à gasolina”, compara.

Derivado do fóssil, o diesel emite gases e vapores, fuligem e enxofre, prejudiciais ao organismo. O enxofre é responsável pelo fenômeno da chuva ácida. “Uma criança dentro de um transporte escolar movido a diesel respira quatro vezes mais desses gases tóxicos do que ao caminhar pelas ruas”, compara Veiga. Ele adverte ainda que a fuligem já é associada a 8% das mortes de idosos. “Em grávidas, a poluição veicular também compromete o desenvolvimento neurológico dos fetos, com possibilidade de gerar mutações genéticas”, acrescenta.

A solução demanda de três fatores, na avaliação do especialista: inspeção veicular, melhoria da qualidade dos combustíveis, e controle regional dos centros urbanos quanto à emissão de poluentes. “Atualmente, os automóveis já saem das montadoras com catalisadores, que convertem o que polui em substâncias menos agressivas. A grande questão é que as frotas são defasadas e por isso a inspeção é fundamental”, pondera. O usuário, contudo, não está isento de responsabilidade de construir cidades mais sustentáveis. “Se eu uso automóvel que queima fuligem, devo me doutrinar a ir ao mecânico periodicamente. É preciso conscientização e respeito com o outro”, finaliza.

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No Paraná, 17 mil caminhoneiros passam por exame toxicológico

Campanha do Detran-PR mostra impacto do uso de drogas por caminhoneiros
Campanha do Detran-PR mostra impacto do uso de drogas por caminhoneiros

Desde março, quando passou a valer a Lei dos Caminhoneiros (13.103/15), que obriga motoristas habilitados para dirigir veículos como vans, ônibus e caminhões, a passar pelo exame toxicológico, 17,8 mil motoristas paranaenses fizeram o teste.

Apesar da resistência de órgãos de trânsito em exigir o exame para a renovação ou adição de categoria da CNH, questão, inclusive, que foi parar na Justiça e deu à maioria dos detrans a permissão de suspender o efeito da lei por medidas liminares, o Detran paranaense reconhece o impacto das drogas no trânsito. “As drogas que tiram o sono e permitem que o motorista profissional dirija por mais tempo, são um problema grave de saúde pública. Elas geram riscos não só ao usuário, mas para todos que cruzam com ele no trajeto”, destaca o diretor-geral da autarquia, Marcos Traad.

Pelo país, veículos pesados estão envolvidos em cerca de 40% dos acidentes com mortes. Nos Estados Unidos, onde as transportadoras fazem o exame toxicológico desde 2006, o índice de acidentes com profissionais sob efeito de drogas foi praticamente zerado.

De acordo com o psicólogo especializado em Neurociência Naim Akel Filho, as drogas podem ter efeitos devastadores no trânsito. “Mesmo em pequenas quantidades, as drogas interferem no funcionamento geral do cérebro, desorganizando as funções mentais/cerebrais. Diante de qualquer situação extraordinária ou inesperada – e que no trânsito ocorrem com frequência -, o cérebro é mais exigido e os efeitos das drogas fazem com que ele demore para reagir ou elicie respostas inadequadas, como acelerar em vez de frear”, explica.

Campanha
Na campanha do Detran-PR em alusão ao Movimento Maio Amarelo, uma das peças, inspiradas em fatos reais, traz o depoimento de um caminhoneiro que conta as consequência de usar estimulantes ao volante. “Quando a gente apaga com 40 toneladas de carga, acontece o que aconteceu comigo: você perde o volante, espreme um carro contra a mureta de proteção e escuta só os gritos no meio daquela bola de fogo”, lamenta.

Nos quatro primeiros meses do ano, as drogas mais apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em estradas paranaenses foram maconha (7,5 toneladas), cocaína (65,4 quilos), crack (42,5 quilos) e haxixe (9,8 quilos). Em 2015, foram recolhidos 60 mil comprimidos de anfetaminas no Estado.

Assista ao vídeo:

 

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OMS: Trânsito do Brasil é o quarto que mais mata na América

Brasil tem 23,4 mortos no trânsito para cada 100 mil habitantes
Brasil tem 23,4 mortos no trânsito para cada 100 mil habitantes

O Brasil é um dos países recordistas em mortes no trânsito. A taxa de mortes é de 23,4 vítimas fatais para cada 100 mil habitantes, segundo informou a Organização Mundial de Saúde (OMS) na quinta-feira, 19, em Genebra, na Suíça. Trata-se do quarto país no ranking da violência no trânsito no continente americano, atrás somente de Belize, República Dominicana e Venezuela, a última, com o maior índice, de 45,1 mil óbitos, na mesma base de comparação. As informações são da Agência Folhapress.

O número de mortos nas estradas, ainda de acordo com a OMS, chegarão a 1 milhão por ano em 14 anos. Essa projeção de acidentes terá reflexos mais violentos em países em desenvolvimento, o que inclui o Brasil. “Mais de 90% de mortes no trânsito ocorrem nesses países que detêm 82% da população mundial, mas apenas 54% de veículos registrados”, destaca o documento.

A Organização culpa a regulamentação fraca, precariedade das vias, fragilidade dos veículos e aumento da frota. Os acidentes com veículos figuram a nona causa de morte no mundo entre pessoas de 15 a 69 anos.

A violência no trânsito é uma das ameaças para o aumento da esperança de vida em muitos países, apesar de o indicador ter aumentado em cinco anos, a maior aceleração desde os anos 1960.

Na África, o tratamento contra a malária e o vírus HIV é responsável pelo aumento da longevidade. A expectativa de vida dos africanos chega aos 60 anos. No continente americano, o indicador manteve-se estável. Já entre os brasileiros, a esperança de vida é de 72 anos para homens e de 79 anos para mulheres.

Em todo o mundo, os suíços podem viver até 81,3 anos e, para as mulheres, a maior expectativa é no Japão, com 86,8 anos. O menor indicador é em Serra Leoa, com 50,8 anos para homens e 49,3 para mulheres.

Em termos globais, para os homens o país com a esperança de vida mais elevada é a Suíça (81,3 anos) e, para as mulheres, o Japão (86,8 anos). Na base da pirâmide, aparece Serra Leoa com 50,8 anos para os homens e 49,3 anos para as mulheres.

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Mortes caem 20% no trânsito gaúcho

Apresentação de balanço de acidentes no trânsito gaúcho
Apresentação de balanço de acidentes no trânsito gaúcho

O índice efetivo de mortes no trânsito gaúcho mostra que houve queda de 20% entre 2010 e 2015. Os dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RS) apontam redução de 20 para 16 óbitos a cada 100 mil habitantes no Estado.

Levantamento foi apresentado em evento da Década de Ação pela Segurança no Trânsito, oportunidade em que foi assinado o Termo de Adesão à nova composição do Comitê de Mobilização Estadual de Segurança no Trânsito, que vai coordenar e integrar as ações da Década entre os órgãos do Estado e outros setores da sociedade.

Em 2010 aconteceram 1.948 acidentes com morte no RS, com 2.190 vítimas. Já em 2015 foram 1.735 mortos em 1.531 acidentes fatais. A redução dos acidentes e nas mortes considera o crescimento da frota, da população e do número de condutores habilitados no Estado. No período, a frota cresceu 32% (1,5 milhão de veículos), enquanto a população cresceu em torno de 2% (190 mil habitantes) e o número de habilitados, 19% (750 mil condutores).

A meta da ONU na década 2010-2020 é reduzir pela metade as vítimas no trânsito, contando com a previsão crescente de óbitos sem nenhuma ação adotada. Com base em projeções anteriores, o Rio Grande do Sul poderia ter 2.707 mortes em 2015 e 3.224 em 2020. Para a metade da década, a meta no Estado era reduzir em 31% os acidentes. Com ações de educação, prevenção e aumento da fiscalização, a meta foi ultrapassada com redução de 36%, preservando 972 vidas.

O ano passado é o período com maior redução nos acidentes e mortes. Dos 1.825 acidentes com 2.026 mortes em 2014, o Estado passou a 1.531 acidentes com 1.735 mortos, em 2015. São 14,4% mortes a menos e uma redução de 16,1% nas mortes. O percentual representa 291 vidas salvas. “Mas não é uma tarefa fácil contabilizar esses números”, explica o diretor-geral do Detran/RS, Ildo Mário Szinvelski. “Pelo simples fato que não são números: são vidas”.

Szinvelski lembrou algumas ações realizadas: “Somos o único Estado que tem simuladores em todos os CFCs e temos qualificado cada vez mais nosso processo de habilitação. Aumentamos em 50% as abordagens da Balada Segura e em 57% os processos de suspensão desde 2011. Essas são apenas alguns dos aspectos que influenciaram no resultado”, finaliza.

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Risco de acidente triplica em carros sem manutenção

Manutenção deve ser feita a cada seis meses
Manutenção deve ser feita a cada seis meses

Os riscos de ocorrer um acidente de trânsito são três vezes maiores em veículos que não passam por manutenção preventiva. A afirmação é do Departamento Estadual de Trânsito do Paraná (Detran-PR), que toma como base estudo que apurou as causas de acidentes rodoviários pelo país.

“Antes de sair com o veículo, é preciso saber se os componentes e peças do carro estão funcionando, dentro do tempo de vida útil e se não estão desgastados. Uma pane na estrada, por exemplo, atrasa a viagem de muita gente e aumenta o risco de colisões. Na chuva, um pneu careca tem mais chance de derrapar e se o limpador de para brisa estiver quebrado, o motorista não consegue nem ver o que está à frente”, lembra o diretor-geral do Detran, Marcos Traad.

O órgão orienta a manutenção preventiva dos principais itens do veículo, como freio, nível do óleo e amortecedor. O ideal é que a revisão seja feita a cada 10 mil quilômetros rodados ou seis meses. É importante ainda checar as luzes de farol, a suspensão, que garante o controle do veículo em freadas bruscas; e o cito de segurança.

“Além de priorizar pela segurança, quem evita desgastes das peças e não deixa para fazer a manutenção só quando o carro apresenta defeito também economiza. Nossa estimativa é que a manutenção de prevenção fique até 30% mais em conta que a corretiva”, completa Traad.

Carros bem cuidados também gastam menos combustível. A simples calibragem dos pneus pode reduzir em até 4% o consumo de gasolina, segundo dados do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).

Estradas
Sete mil acidentes e 160 mortes ocorrem todos os anos em rodovias federais por conta de defeitos mecânicos nos veículos. As colisões e óbitos poderiam ser evitados se os veículos tivessem passado por inspeções periódicas.

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), os carros só poderiam ser liberados para circular no licenciamento anual se fossem aprovados em vistorias. Os itens inspecionados seriam os sistemas de iluminação, sinalização, freios, direção, eixo e suspensão, estrutura do veículo, pneus e rodas. Entre os estados, somente o Rio de Janeiro obriga que o veículo seja vistoriado, desde 1997.

Ouvido pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), o coordenador de educação do Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro, João Marcelo Gueiros, a medida exigiu adequações, mas que surtiram resultados. “A inspeção é rigorosa. Se o veículo não estiver em condições, ele será retirado de circulação, o Detran não dá o licenciamento. A gente tem verificado nos acidentes que a conservação dos veículos pelos proprietários era inapropriada”, afirma.

Nas vistorias, 40 itens de segurança são verificados. João Marcelo reconhece que a medida nem sempre é bem vista pela população. Já o diretor técnico do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), Paulo Guimarães, lembra que é papel de todos iniciativas para que o Brasil tenha um trânsito mais seguro. “É necessário que a sociedade entenda que ela faz parte do problema, mas que também tem que fazer parte da solução. Ela deve ter a parcela de contribuição para que as coisas deem certo”, reforça.

Como a medida só é obrigatória no Rio de Janeiro, somente 7% de toda a frota nacional passa obrigatoriamente pela inspeção anual de segurança.

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Estacionar em local proibido pode ser fatal

Parar em local proibido pode ser fatal
Parar em local proibido pode ser fatal

Na pressa, muitos motoristas impacientes deixam de procurar uma vaga regular para estacionar em locais proibidos. Essa atitude, no entanto, pode provocar acidentes gravíssimos, com risco de morte. O alerta é do Departamento Estadual de Trânsito do Paraná (Detran-PR), que promove a campanha “31 Dias para Mudar o Trânsito”, uma série de ações de conscientização em apoio ao Movimento Maio Amarelo.

Somente no ano passado, 1.257 infrações foram registradas no trânsito por paranaenses que pararam o carro em locais irregulares e que, por esta razão, atrapalharam outros motoristas, pedestres e ciclistas. Um destes motoristas sabe dos reflexos desta atitude, aparentemente inofensiva. O relato, real, ilustra uma das peças publicitárias da autarquia e conta o desfecho de um carro parado por alguns minutos em um ponto de ônibus.

“Quando a gente saiu da casa para ver o que era, tinha um ônibus parado ao lado do meu carro e uma moto no chão. O ônibus parou meio que de susto já que o ponto estava ocupado pelo meu carro. O motoqueiro não freou a tempo, bateu em cheio no ônibus e morreu”, diz o depoimento. “Era um minutinho só que eu parei ali, um minutinho só. Mas foi tempo suficiente para matar uma pessoa”, termina.

Assista ao vídeo:

Infração
A multa para quem estaciona em local proibido e de R$ 85,13. A infração custa quatro pontos no prontuário do motorista. O Detran, no entanto, alerta para os problemas mais graves causados pela prática.

“Estacionar onde não deve atrapalha a visibilidade dos outros motoristas. Dependendo de onde o veículo está estacionado, o outro condutor, tem que avançar quase até o meio da rua para poder fazer um cruzamento e é nessa hora que pode ocorrer um grave acidente”, explica o diretor geral da autarquia, Marcos Traad.

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Símbolo do Movimento

O laço usado como símbolo do Maio Amarelo já é um velho conhecido. Utilizado também em outros movimentos, como o Outubro Rosa, de combate ao câncer de mama, e o Novembro Azul, que combate o câncer de próstata, ele estimula atividades voltadas à conscientização e ao debate sobre os assuntos a que se refere. A cor amarela foi escolhida por ser a cor de advertência no trânsito. Mas por que o laço, que, até então, era usado para chamar atenção de doenças, foi escolhido para o trânsito? Porque os acidentes de trânsito são considerados uma epidemia. O trauma é uma doença e, portanto, na maioria dos casos, pode ser evitado. É isso o que o Movimento quer passar.

Por quê Maio?

A escolha do mês de maio para marcar essa mobilização foi motivada pelo fato da ONU (Organização das Nações Unidas) ter instituído a Década de Ação para Segurança no Trânsito, num mês de maio, em 2011. A cor amarela foi escolhida por simbolizar Atenção no trânsito. E o laço remete e à preservação da vida, imagem que também é usada em diversos movimentos, com cores diferenciadas. Basta lembrarmos a conscientização o laço da campanha contra a AIDS, em dezembro; o Outubro Rosa, movimento de conscientização contra o câncer de mama; e assim por diante.

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Maio Amarelo: Denatran programa ações contra “epidemia de mortes no trânsito”

Campanha chama a atenção para as milhares de mortes no trânsito todos os anos
Campanha chama a atenção para as milhares de mortes no trânsito todos os anos

Conscientizar motoristas sobre a epidemia de mortes no trânsito brasileiro mobiliza neste ano o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que participará do Maio Amarelo, movimento internacional com atuação na redução da violência nas ruas e estradas. Neste ano, o mote da campanha será “Somos 43 mil mortos no trânsito”.

Leia também: Maio Amarelo divulga campanha por redução de acidentes

Essa epidemia, segundo o diretor do Denatran e presidente do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), Alberto Angerami, só será combatida com a sensibilização de motoristas e pedestres. “O movimento é muito importante para colocar essas questões em pauta. Seja como for: a pé, pedalando ou dirigindo, é preciso ir com cuidado e respeito à legislação”, afirmou.

Por meio de ações coordenadas entre órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações, o Maio Amarelo discute o tema efetivamente, busca…[LEIA MAIS]

Mortes caem pela metade no MT durante safra de soja

Mortes com veículos de carga recuaram 60%
Mortes com veículos de carga recuaram 60%

As mortes por acidentes nas rodovias BR-163, BR-364 e BR-364 caíram 56% durante o escoamento da safra de soja, entre fevereiro e abril. O total de vítimas fatais passou de 34, em igual período do ano passado, para 14, no trecho que vai da divisa do Estado do Mato Grosso com Mato Grosso do Sul.

No levantamento feito pela concessionária Rota do Oeste, a rota da soja registrou redução de 19% no número de mortes nos três primeiros meses na comparação com igual período de 2015.

A redução está atribuída ao funcionamento do Sistema de Atendimento ao Usuário (SAL), com resgate mecânico, socorro pré-hospitalar e monitoramento 24 horas. Além disso, 117 quilômetros de rodovia foram duplicados no sul do Estado e outros trechos passaram por obras de recuperação, em cumprimento ao contrato de concessão.

No período de escoamento da safra, a Rota do Oeste traçou um plano envolvendo diferentes áreas da Concessionária, como Operações, Obras, Sustentabilidade e Comunicação.

Durante os dois meses, as obras de recuperação do pavimento foram intensificadas entre Cuiabá e Rondonópolis, divididas entre o período noturno e diurno para reduzir os impactos na fluidez do tráfego. As ações que demandavam mais tempo foram transferidas para a noite, período em que o volume de carretas reduz. Já durante o dia, foram mantidas obras de menor impacto.

Para as transportadoras, motoristas profissionais e produtores rurais, a Rota do Oeste encaminhou boletins semanais sobre o tráfego na rodovia e a colheita do grão, acompanhando a evolução do movimento na BR-163.

Caminhoneiro
O movimento de veículos de carga cresce até 20% na BR-163 no período de safra. Grande parte das ações do Plano de Safra BR-163, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), deu…[LEIA MAIS]