Veículos puxam resultado negativo da indústria brasileira

 

Produção de veículos recuou 24% no acumulado do ano, segundo IBGE
Produção de veículos recuou 24% no acumulado do ano, segundo IBGE

A produção nacional industrial apresentou retração de 7,8% em maio sobre abril, fortemente influenciada pelo mercado de veículos. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) aponta que quatro grandes categorias econômicas mantiveram desempenho ruim.

Na formação média da indústria, a produção de veículos, reboques e carrocerias retraiu 15,8% no período. As atividades que também apresentaram queda foram a de produtos derivados do petróleo e bicombustíveis (-13,4%).

Já a produção de bens intermediários segue em queda na mesma base de comparação com a 26ª taxa negativa consecutiva, com retração de 8,1%. O resultado desse mês foi explicado principalmente pelos recuos nos produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-17,9%), de indústrias extrativas (-11,9%), de metalurgia (-10,3%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-14,9%), de produtos de minerais não-metálicos (-12,3%), de produtos de metal (-11,1%), de produtos de borracha e de material plástico (-6,5%), de produtos têxteis (-4,8%), de máquinas e equipamentos (-3,7%) e de outros produtos químicos (-0,8%).

Acumulado
No acumulado dos cinco primeiros meses, a produção industrial caiu 9,8% em comparação com o quinquimestre de 2015. Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias recuaram 24,2% e exercem as maiores influências negativas na formação da indústria.

Os equipamentos de transportes também aparecem entre outros setores que impactaram negativamente o desempenho industrial, com recuo de 22,9%. Já a produção de derivados do petróleo e bicombustíveis teve redução de 4,2% no período analisado.

 

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Olimpíadas: Restrições logísticas no Rio de Janeiro têm início em julho

Novos horários para circulação de veículos de carga entram em vigor em 18 de julho
Novos horários para circulação de veículos de carga entram em vigor em 18 de julho

As restrições logísticas na cidade do Rio de Janeiro começam a valer a partir de 18 de julho por conta dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Até 18 de setembro, a circulação de veículos de carga nas regiões Centro e Zona Sul fica proibida entre 6h e 21h. Já caminhões de menor porte, como os Veículos Urbano de Cargas (VUCs) e utilitários poderão rodar entre 11h e 17h.

Devido ao acesso ao porto do Rio de Janeiro, veículos de grande porte terão tráfego liberado entre 10h e 16h nas Zonas Norte e Oeste e na Avenida Brasil, além do período noturno.

Alterações no tráfego de veículos pesados foram feitas por meio do decreto nº 41.867/2016 e contemplam o resultado das negociações do Sistema FIRJAN com o governo municipal. A Federação apresentou um conjunto de propostas à administração municipal para minimizar o impacto das alterações logísticas para o setor produtivo.

Entre as sugestões aceitas estão a diminuição de 14 dias nas mudanças logísticas, que inicialmente entrariam em vigor no dia 4 de julho. A FIRJAN foi atendida ainda no pedido de que o polígono de restrições para todo tipo de veículos de cargas, de 320 km², fosse reduzido apenas às regiões Centro e Zona Sul, garantindo a liberação do VUC.

“A negociação liderada pelo Sistema FIRJAN para reduzir os impactos da restrição aos veículos de carga foi bem sucedida graças ao apoio de dezenas de entidades e empresas e ao entendimento da Prefeitura de que a economia do Rio de Janeiro não poderia correr o risco de ser paralisada durante os Jogos”, disse Isaque Ouverney, analista da Gerência de Ambiente de Negócios e Infraestrutura da Federação.

decreto n° 41.867/2016 da Prefeitura do Rio foi publicado em 21 de junho no Diário Oficial.

 

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Montadoras ganham confiança após renovação de acordo com Argentina

Acordo foi renovado por quatro anos
Acordo foi renovado por quatro anos

A conclusão das negociações entre Brasil e Argentina sobre a renovação do acordo automotivo por mais quatro anos criaram um clima de expectativas nas montadoras. A criação da agenda de trabalho que terá como foco a integração produtiva e comercial equilibrada para possibilitar o livre comércio é avaliada como altamente positiva pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

“Um acordo com horizonte de médio e longo prazo é fundamental para dar mais previsibilidade ao planejamento e segurança na definição de investimentos. Por esta razão avalio de forma muito positiva a conclusão das negociações pelos governos, que demonstraram equilíbrio e maturidade ao enxergar a relação de complementariedade produtiva entre os países e prever agenda de trabalho visando ao livre comércio”, analisa Antonio Megale, presidente da Associação.

Anteriormente, o acordo vinha sendo prorrogado anualmente, o que trazia certa insegurança. No mês passado, a indústria automotiva argentina exportou 18,1 mil veículos – a maior parte para o Brasil -, um recuo de 12,1% na comparação com abril. Já o Brasil vendeu 46,8 mil unidades para o mercado externo, alta de 15%.

Agora, a relação entre valor das importações e exportações – conhecidas como flex – não poderão superar 1,5 no período de cinco anos, do período de julho de 2015 até o final de junho de 2019. Para cada um dólar e meio exportado do Brasil para a Argentina, um dólar deve ser importado. Acima disso, os veículos brasileiros pagam tarifas de 35% para entrar no mercado argentino. Os veículos precisarão ter pelo menos 60% das peças e dos componentes fabricados no Mercosul.

Já nos últimos 12 meses do acordo, que acaba em 2020, o valor subirá para 1,7, com prévio acordo entre os países e desde que alcançadas as condições para o aprofundamento da integração produtiva e desenvolvimento equilibrado de estruturas produtivas e de comércio.

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, acordo bilateral trará benefícios ao conferir maior previsibilidade ao setor. “Depois de muita negociação, chegamos a um acordo por mais quatro anos, que traz muita previsibilidade para o setor e que estabelece bases para o livre comércio automotivo a partir de 2020, uma grande vitória para a indústria nacional”, disse o ministro Marcos Pereira.

Em 2014, os países assinaram um acordo automotivo, com validade até junho do ano passado, quando foi prorrogado enquanto as negociações para o novo acordo avançavam. O Brasil queria ampliar a margem do sistema flex e a Argentina queria estender as autopeças do país no regime Inovar Auto, que prevê isenção do IPI de fabricantes brasileiros que cumprem metas de investimento em pesquisa e de desenvolvimento de novas tecnologias.

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Exportações crescem, mas mercado de pneus segue no vermelho

Vendas por tonelada recuaram 7,9% no trimestre
Vendas por tonelada recuaram 7,9% no trimestre

Nem mesmo as exportações salvaram o desempenho da indústria de pneus, que encerrou o primeiro trimestre do ano no vermelho, com redução de 3% nas vendas. Foram 17,6 milhões de unidades comercializadas de janeiro a março deste ano ante 18,2 milhões, em igual período de 2015. Fortemente influenciada pela retração da atividade da indústria automotiva, houve queda de 7,9% nas vendas por tonelada, passando das 267,5 mil para 246,5, na mesma base de comparação.

As montadoras diminuíram em 27,8% a compra de pneus no período. Foram 4 milhões de unidades no trimestre do ano passado frente as 2,9 milhões de unidades adquiridas neste ano. A queda em relação às toneladas foi de 40%: de 54,5 para 32,4 ton. O mercado de reposições apresentou leve retração, de 1,8%, com 11 milhões de pneus comprados no trimestre, ante 11,9 milhões em igual período do ano passado. Na comparação por peso, a queda foi de 0,9%: de 168,2 para 166,7 toneladas.

Positivo mesmo somente as vendas para o mercado externo. As exportações encerraram o trimestre com alta de 26,4%. Foram 3,7 milhões de pneus vendidos para outros países neste ano, frente as 2,9 milhões de unidades em igual período do ano passado.

Segmentos
Entre os segmentos, as vendas de pneus de passeio para as montadoras continuam em queda, acompanhando o fraco desempenho do setor automotivo. As exportações e as vendas para a reposição ajudaram a segurar o mercado, mas não o impediram de sair do saldo negativo. Em volumes totais, foram vendidas 9.541.562 unidades no primeiro trimestre deste ano ante 9.575.169, na comparação com o mesmo período do ano passado, uma retração de 0,4%. Enquanto que a demanda das montadoras caiu 24,3% – de 2,2 milhões para 1,7 milhões – as exportações cresceram 49,7%, passando das 919.168 unidades do ano passado para 1.722.592, neste ano. Já o mercado de reposição apresentou alta de 1,3% – de 6.362.050 para 6.442.780 unidades.

As vendas de pneus de carga, que têm maior valor agregado, apresentaram leve recuperação no mercado de reposição e nas exportações, o que contribuiu para salvar o setor de resultados ainda piores. Mas, segundo a ANIP, a queda de vendas para as montadoras mostra que o autônomo e o empresariado estão pouco confiantes em investir na renovação da frota diante da conjuntura econômica do país. No trimestre, as montadoras reduziram em 40% a compra de pneus para pesados – foram 325.004 unidades no ano passado frente as 193.691 unidades neste trimestre. Para o setor de reposição, as vendas cresceram 3,5%, passando de 1,2 milhão para 1,3 milhão. Já as exportações apresentaram crescimento de 21,8% – de 251.651 para 306.499 unidades.

Produção
Diante das seguidas quedas nas vendas, o setor também sofreu significativa redução na produção. No trimestre, foram produzidas 16,61 milhões de unidades, queda de 7,6% em comparação com as 17,97 de unidades fabricadas entre janeiro e março de 2015.

A balança comercial manteve o superávit, conseguindo exportar mais do que importar no período confrontado. No primeiro trimestre deste ano, o mercado faturou 201 milhões de dólares. Já o ano de 2015 encerrou com um saldo total de 743 milhões de dólares.

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60 anos: Anfavea e o avanço tecnológico do carro nacional

Associação completa 60 anos de atividades
Associação completa 60 anos de atividades

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) comemora seu sexagenário no Brasil e tem registrado ao longo da história importantes avanços na indústria automobilística em todos os seus segmentos, especialmente nas linhas de automóveis leves.

Ao longo destes anos, o setor atravessou ciclos de crescimento e queda, mas mantém um indiscutível legado. No âmbito tecnológico, uma das mais relevantes conquistas foi o desenvolvimento dos veículos bicombustíveis para o mercado nacional. Os motores flex equipam hoje 90% dos veículos que saem das fábricas, passados 13 anos de sua introdução.

“Este é um destaque extremamente importante para a engenharia brasileira e mostra a capacidade inovadora que nossos engenheiros têm para desenvolver a indústria local e transformar o Brasil em um dos grandes protagonistas no cenário mundial”, ressalta o presidente da Associação, Antonio Megale.

O país possui hoje centros de pesquisa e desenvolvimento voltados para a criação de veículos e plataformas usadas no mundo inteiro. Além disso, num esforço conjunto com a participação direta da Associação, o Brasil passou a ter mais investimentos das montadoras, que anunciaram a aplicação de R$ 85 bilhões para o período de 2012 a 2018, sendo R$ 15 bi direcionados para P&D e engenharia em razão do Inovar-Auto, um marco para a indústria brasileira, que traz aportes para a construção de novas fábricas e aperfeiçoamento das que já estão em atividade.

“O veículo que produzíamos em 2012 é completamente diferente do que entregamos hoje tanto em questão tecnológica, quanto em níveis de eficiência e conectividade. Temos hoje no Brasil veículos cada vez mais modernos e alinhados com o que vemos fora do país, ou seja, produtos mais globais”, considera o presidente da Anfavea.

Megale: "Veículos fabricados hoje são totalmente diferentes do que há quatro anos"
Megale: “Veículos fabricados hoje são totalmente diferentes do que há quatro anos”

60 anos
A Anfavea completa 60 anos no dia 15 de maio de representação da indústria de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e rodoviárias. Em sua fundação, em 1956, entidade contava com oito associados – – Ford, General Motors, VEMAG, Mercedes-Benz, Volkswagen, Willys Overland, International Harvester e Brasmotor. Naquele período, a indústria automobilística empregava 9,8 mil pessoas, produzia 30,5 mil veículos no Brasil, comercializava quase 31 mil e não exportava nenhum deles.

Hoje a Anfavaea reúne 32 associados: AGCO, Agrale, Audi, BMW, Caminhões Metro-Shacman, CAOA, Caterpillar, CNH, DAF, FCA, Ford, General Motors, Honda, HPE, Hyundai, International, Iveco, Jaguar Land Rover, John Deere, Karmann-Ghia, Komatsu, Mahindra, MAN, Mercedes-Benz, Nissan, Grupo PSA, Renault. Scania, Toyota, Valtra, Volkswagen e Volvo Caminhões.

Depois de seis décadas, a indústria automobilística emprega 128 mil pessoas. Em anos recordes atingiu a marca de 3,7 milhões de unidades fabricadas, vendeu 3,8 milhões e exportou cerca de 900 mil veículos.

Na soma dos 60 anos a indústria brasileira produziu mais de 78 milhões de veículos e vendeu 70 milhões. “Esses números demonstram não somente a grandiosidade da indústria e sua capacidade produtiva, mas também a evolução que ela trouxe para o Brasil, com geração de renda e emprego, além de oferecer produtos que viabilizam o transporte de pessoas e de cargas, que mecanizam e elevam a produtividade no campo e que transformam em realidade o sonho do livre direito de ir e vir. Não é possível imaginar um País com representatividade no mundo sem a indústria automobilística”, finaliza Megale.

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Movimento por carros a diesel no Brasil continua

Especialistas afirmam que diesel é economicamente viável, apesar de alta de 12%
Especialistas afirmam que diesel é economicamente viável, apesar de alta de 12%

Nem mesmo as constantes altas no preço do barril do petróleo minam a proposta de inserir no mercado nacional carros movidos a diesel. A produção e a comercialização de veículos de passeio movidos a diesel foram proibidos há 40 anos pelo Ministério da Indústria e Comércio, que naquele tempo, vivia a crise do petróleo e encontrou no álcool uma saída para depender menos do diesel importado.

Nos últimos anos, a proibição é sustentada com argumentos como o potencial poluidor do diesel ou o preço dos veículos com o propulsor, que precisam ser mais robustos, desta forma, mais caros.

Mas há visões contrárias e propostas discutindo a restrição. De acordo com a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), a indústria automotiva não vê sentido para manter a proibição, já que o diesel polui bem menos nos dias atuais.

Na Câmara dos Deputados, uma comissão discute o Projeto de Lei 1013/2011, que prevê reverter a medida. O assunto já reuniu entidades, órgãos oficiais, entidades de classe, ambientalistas entre outros, em audiências públicas. O relator da comissão deputado Evandro Roman (PSD-PR), irá apresentar parecer antes que o projeto seja votado. A revogação dessas restrições, argumenta a Fecombustíveis, não trará aumento na emissão total de poluentes de veículos, nem haverá problema quanto à demanda no varejo pelo derivado do petróleo.

O engenheiro Vicente Alves Pimenta, representante da Aprove-Diesel e do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), afirmou que não existem mais justificativas para…[LEIA MAIS]

BMW anuncia vagas de emprego em SC

Montadora vai na contramão da indústria automotiva, que suspendeu 8 mil contratos entre janeiro e março
Montadora vai na contramão da indústria automotiva, que suspendeu 8 mil contratos entre janeiro e março

Na contramão das montadoras, que fecharam milhares postos de trabalho no primeiro trimestre, a BMW do Brasil anunciou a criação de 300 vagas na fábrica em Araquari (SC). As contratações, em regime temporário, reforçam o time de 700 colaboradores para dar início ao plano de exportações para os Estados Unidos.

Inicialmente, a montadora deve embarcar para o mercado norte-americano 10 mil unidades do BMW X1. O anúncio foi feito dias depois da decisão do governo de oferecer novas condições de financiamento para a indústria exportar.  A primeira remessa será exportada em julho.

“Iniciamos um novo e significativo capítulo do BMW Group Brasil, que reforça nosso compromisso com o investimento no País. Além de fortalecer a nossa posição no mercado, a iniciativa demonstra que a fábrica de Araquari atende a todos os requisitos de qualidade e eficiência exigidos pelo BMW Group, estando apta a fornecer veículos para outros mercados, entre eles, o norte-americano, reconhecidamente um dos mais exigentes do mundo”, exalta Helder Boavida, Presidente e CEO do BMW Group Brasil.

A proposta de exportar o X1 surgiu por conta da demanda do modelo nos Estados Unidos. Atualmente, o modelo é importado da Alemanha para o mercado norte-americano. “Além de desafiador, esse projeto é estratégico para a operação da nossa fábrica em Araquari na medida em que nos permite explorar de maneira mais efetiva a capacidade de produção local. Importante também que o projeto gera emprego e renda no norte catarinense, mantendo o compromisso assumido de contribuir para o desenvolvimento da região“, afirma Carsten Stöcker, Vice-Presidente Sênior responsável pela fábrica do BMW Group em Araquari.

Três versões do BMW X1 XDrive 28i serão produzidas no…[LEIA MAIS]

Indústria automotiva encerra trimestre com 28,6% de baixa nas vendas

Estoques de veículos equivalem a 43 dias de vendas
Estoques de veículos equivalem a 43 dias de vendas

A indústria de veículos encerrou o primeiro trimestre com as vendas em baixa. Balanço divulgado nesta quarta-feira, 6, pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) revela uma retração de 28,6%. No período, foram licenciados 481,3 mil veículos entre automóveis e utilitários leves, motocicletas, ônibus caminhões e implementos rodoviários, contra 674,4 mil, nos três primeiros meses de 2015.

Na análise do mês de março, que encerrou com 179,2 mil licenciamentos, houve alta de 22,1% em relação as 146,8 mil unidades comercializadas em fevereiro. Já no comparativo com o terceiro mês de 2015, quando foram vendidas 234,6 mil unidades, a indústria registra nova queda, de 23,6%.

Para o presidente da Anfavea, Luiz Moan Júnior, o cenário mostra um resultado abaixo do que era aguardado.  “Os resultados de licenciamento dos primeiros dois meses deste ano ficaram em cima das nossas expectativas. Contudo, esperávamos que em março houvesse uma elevação mais significativa do ritmo de vendas médias diárias, o que não ocorreu”, afirma Moan, que atribui os índices negativos à crise política. “Isto é resultado da falta de confiança ocasionada pelas questões políticas vivenciadas pelo País que, somada à falta de uma definição no cenário de curto prazo, segue contaminando a economia. As instituições precisam pensar Brasil para revertermos este quadro”, apela.

Produção
A produção de veículos atingiu índices expressivos em março, com alta de 43,6% em relação a fevereiro – passando das 136,9 mil unidades no segundo mês do ano para 195,3 mil. Confrontado com o resultado de março de 2015, quando saíram das linhas de montagem 255,9 mil veículos, a queda é de 23,7%.

No acumulado do ano, foram produzidas 482,3 mil unidades, retração de 27,8% frente as 667,6 mil de 2015.

Já as exportações, que registram 98,9 mil unidades no período acumulado, tiveram alta de 24% na comparação com o primeiro trimestre de 2015, quando foram enviadas 79,8 mil unidades para outros países. Em março 38,6 mil unidades foram exportadas, o que representa alta de 5,7% ante as 36,5 mil unidades de fevereiro e de 19,8% contra as 32,2 mil de março do ano passado.

Estoques
Fábricas e concessionárias possuem um estoque de 259 mil veículos, segundo a Anfavea, equivalente…[LEIA MAIS]

Montadoras reduziram drasticamente compras de pneus, diz associação

Apesar da baixa demanda no mercado doméstico, exportações cresceram 32% em fevereiro
Apesar da baixa demanda no mercado doméstico, exportações cresceram 32% em fevereiro

As montadoras de veículos diminuíram em 32% a compra de pneus entre janeiro e fevereiro, aponta balanço divulgado pela Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), que representa a indústria de pneus e câmaras de ar instalada no Brasil.

O período acumulado registrou baixas em todos os segmentos a que o mercado atende. As mais impactantes foram no setor industrial, que recuou 81,3%; o de duas rodas, com queda de 53,4%; carga, -45,1%; agrícola, -41,1%; passeio, -29,1%; e o de caminhoneta, com baixa de 8,5%.

De acordo com a ANIP, os resultados refletem a desaceleração do ritmo produtivo do setor automotivo por conta da menor demanda. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirma que a retração nas vendas de veículos foi de 31,3% no primeiro bimestre em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em volumes totais, que incluem o mercado de reposição, as vendas de pneus caíram 2,8% no período. “Os resultados negativos do setor como um todo são reflexos da crise em que o país se encontra. A queda do ritmo produtivo está diretamente relacionada com a redução da demanda desses mercados”, avalia Alberto Mayer, Presidente da ANIP.

A balança comercial dos fabricantes nacionais de pneus manteve superávit no primeiro bimestre, com saldo de 1,68 milhão de unidades de pneus. As importações de pneus tiveram queda de 40,5% no mesmo cenário.

Reposição
Apesar do aumento de 0,6% nas vendas…[LEIA MAIS]

Locadoras seguraram montadoras em 2015

Locadoras foram maiores clientes da indústria em 2015
Locadoras foram maiores clientes da indústria em 2015

As locadoras de veículos tiveram relevante papel em 2015 no faturamento da indústria automotiva. Balanço divulgado pela Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA) revela o setor como maior cliente da indústria nacional. Naquele ano, que encerrou com um saldo negativo de 26,6% no volume de vendas das fabricantes em relação a 2014, as locadoras compraram 338 mil veículos, o equivalente a 14% das 2,4 milhões de unidades negociadas no período.

A maior parte dos veículos comprados foi da montadora Fiat (16,4%); seguida pela Renault (11,9%), Volkswagen (10,5%), Ford (7,9%), GM (6,9%) e Nissan (2,1%).

“As locadoras são as maiores compradoras de automóveis, tanto aqui como em países como os Estados Unidos, França, Inglaterra, Alemanha e Canadá”, confirma Jorge Pontual, diretor comercial da ABLA. Isso significa que, na prática, o segmento é fundamental para a indústria automobilística atingir suas metas e objetivos estratégicos. “Para isso, tanto as montadoras quanto o setor financeiro poderiam e deveriam se aproximar com mais intensidade e interesse também dos pequenos e médios empresários do nosso segmento, que representam um enorme potencial de negócios no Brasil”, continua Pontual.

Faturamento
Levantamento aponta ainda que o faturamento das locadoras de veículos atingiu R$ 16,2 bilhões. O número de empresas do setor chegou a 7.455 e a frota total de veículos de locação atingiu 853.217 unidades.

Os modelos econômicos, de motor 1.0 litro, compõem a metade da frota do setor. Em seguida aparecem compactos (motores entre 1000cc e 1800cc), com 23%. Veículos utilitários e vans somam 9%, de luxo, com motorização acima de 2.0 litros, representam 4% da frota. Já os modelos premium figuram 5% de participação. A idade média dos veículos das locadoras é de 19,5 meses.

Do total de veículos de locadoras, 21% foram destinados…[LEIA MAIS]