CNT: Renovação da frota é solução para reduzir emissão de poluentes

Transportadoras gastariam 10% a menos com combustíveis se frota fosse renovada
Transportadoras gastariam 10% a menos com combustíveis se frota fosse renovada

A frota de transportes de cargas e passageiros no país é formada por 440 mil veículos com mais de 30 anos de circulação. São modelos de tecnologia ultrapassada e que poluem mais, além de oferecerem mais riscos nas estradas.

A renovação da frota é vista como  uma saída para promover ganho de sustentabilidade ambiental da transportadora. De acordo com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), daria para reduzir em 10% o consumo de combustíveis. AS novas tecnologias de motores ajudariam a diminuir expressivamente as emissões de gases que resultam da queima do óleo diesel , segundo o o professor do curso de Engenharia de Energia da UnB (Universidade de Brasília) e vice-diretor da UnB Gama, Augusto César de Mendonça Brasil.

À CNT, o especialista afirma que renovar a frota é o caminho mais rápido. “Isso teria impacto considerável, ao longo dos anos, nas emissões de poluentes do ar. Depois, continuar com o programa de investimento em biocombustíveis, especialmente em razão do diesel, seria uma boa ação. Mas com cuidados com toda a cadeia”, pondera. “Essa seriam as medidas mais óbvias e imediatas. Depois, é necessário um programa de mais longo prazo, com planejamento e gestão das rotas, qualidade das estradas. Aí seria um programa mais abrangente, de governo e instituições não governamentais”, ressalta.

Ainda de acordo com Brasil, a má qualidade da infraestrutura rodoviária contribui com o aumento das emissões. “Quando se tem estradas de má qualidade, você tem um ciclo de velocidade baixo: anda, para, anda, para. Além disso, as rotas são prolongadas: quando o motorista não pode ir por uma rodovia mais curta e vai por outra, com aumento das distâncias, para evitar as estradas de péssima qualidade, interfere diretamente no consumo de combustível”, afirma.

Consumo
Um caminhão que trafega em pavimento inadequado consome 5% mais combustível. O prejuízo gerado é de cerca de R$ 2 bilhões pelo consumo desnecessário e de 749 milhões de litros de combustível quando se fala de transporte no país.

As novas tecnologias ajudariam a reduzir estes gastos. “Por meio da introdução de novas tecnologias de propulsão, veículos híbridos e elétricos. Vamos ter isso ao longo dos próximos anos, das próximas décadas. Mas, quando falamos de veículos elétricos, não significa que estamos migrando para uma plataforma mais limpa. Por exemplo: temos uma matriz de eletricidade no Brasil que vem, em grande parte, das hidrelétricas. Elas têm lá seus problemas ambientais, mas é uma energia renovável. E temos as termoelétricas, da indústria da cana e de combustíveis fósseis, que têm uma emissão de poluentes considerável. Se começamos a expandir a propulsão para elétrica, vamos migrar, naturalmente, para outra matriz. Então, vamos ter que usar mais as termoelétricas, na situação atual do Brasil. Vamos ter energias mais limpas? Temos que ter cuidado ao afirmarmos isso”, comenta.

Já em relação ao transporte coletivo, o especialista afirma que o setor também carece de investimentos para se tornar amplamente sustentável. “No transporte urbano, precisamos de mais investimento, para que as pessoas migrem do modo individual para o coletivo. Do contrário, vamos continuar com cidades muito voltadas para os veículos particulares, com excesso de trânsito, poluição… Mas o cidadão também precisa saber que ele faz parte dessa migração para uma solução melhor, com uso menos intensificado de um veículo particular, com a otimização desse uso, fazer mais rotas a pé ou de bicicleta. Ou seja, no primeiro nível, é o próprio cidadão que precisa de alguma consciência. Isso, às vezes, vem do pior modo, quando se percebe que a situação está insustentável. Por outro lado, tem a postura de país, de maneira geral, com investimentos públicos em transporte, e deixar claro, para o cidadão, que aquilo é um bem do cidadão e que deve ser usado como tal”, finaliza.

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Eficiência energética: 82% das transportadoras fazem gestão ambiental da frota

Empresas usam tecnologia que diminuem dispersão de poluentes por caminhões
Empresas usam tecnologia que diminuem dispersão de poluentes por caminhões

A adoção de políticas ambientais também chegou ao transporte rodoviário de cargas no país. Sondagem sobre a eficiência energética da frota feita pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) aponta que 82,5% das transportadoras monitoram algum indicador de desempenho relacionado à gestão ambiental.

O mais comum é do consumo de combustível, que atinge 95,9% das empresas que trabalham com metas de redução. Um dos pontos mais importantes é o treinamento dos motoristas, já que o veículo usado corretamente diminui a geração de energia por meio da queima do diesel. Algumas empresas chegam a reduzir 12% os gastos com combustível. Entre as empresas que participaram da pesquisa, 91,1% treinam seus profissionais sobre o assunto, enquanto que 78,2% fazem isso pelo menos uma vez por ano.

Usar corretamente a água é outra preocupação. Ações que reduzem o consumo foram implementadas em 66% das empresas que participaram da sondagem. De acordo com a pesquisa, 44,5% reaproveitam recursos hídricos ou sólidos.

Sustentabilidade
Outras empresas levam a questão ambiental ainda mais a sério. Uma delas, com sede em Vacaria (RS), acendeu a luz de alerta há nove anos para os impactos ambientais. “Diante da preocupação que o mundo todo tem com questões ambientais, poluição, aquecimento global, a Cavalinho começou a se perguntar o que poderia fazer. Então, levantamentos e inventariamos as emissões em toda a cadeia de produção”, conta o diretor-presidente da companhia, Paulo Ricardo Ossani.

Isso levou a uma série de ações de redução da poluição e do consumo de recursos energéticos, entre eles, a destinação e o tratamento correto dos resíduos e a implantação de um centro de treinamento para motoristas que aprendem a dirigir e poluir menos. Hoje, 70% da frota da empresa é formada por caminhões com tecnologia Euro 5, que tem um sistema de tratamento dos resíduos após a combustão e reduz a quantidade de poluentes jogados na atmosfera.

A empresa também reflorestou áreas degradadas e adquiriu uma área de preservação permanente na Amazônia, de 16,5 mil hectares de mata virgem. “Sabemos que essa vegetação é capaz de compensar até quatro vezes mais que o total de emissões de gases causadores do efeito estufa geradas pela nossa atividade. Isso se chama mitigação. Se cada um fizer isso, poderemos alcançar a neutralidade das emissões no planeta”, conclui Ossani.

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Frota nacional de motocicletas quadriplicou em 15 anos

Duas rodas: Motocicletas tiveram um crescimento três vezes superior ao dos automóveis
Duas rodas: Motocicletas tiveram um crescimento três vezes superior ao dos automóveis

O número de motocicletas em circulação no país evidencia um boom no segmento. Nos últimos 15 anos, a frota aumentou 402,2%. Em números absolutos, são 20,2 milhões de unidades registradas até 2015, contra quatro milhões, em 2001. Os dados são de anuário do transporte divulgado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT).

Trata-se de um crescimento três vezes superior ao dos automóveis no mesmo período. Os veículos leves tiveram um aumento de 134,6% na frota, passando de 21,2 milhões para 49,8 milhões, na mesma base de comparação. Já o número de ônibus cresceu 115,5% e o de caminhões, 81,7%.

No entanto, o setor tem apresentado um dos piores resultados na indústria e no comércio de veículos em todos os segmentos. De janeiro a maio, as vendas sofreram retração de 13,79%, passando das 540.668 unidades para 466.136 motocicletas emplacadas em 2015 e 2016, respectivamente. Em maio foram vendidas 86.489 unidades, queda de 7,47% na comparação com abril – 93.475 unidades. O pior cenário para o setor é na avaliaçao com maio do ano passado – 105.506 –, que mostra uma baixa de 18,02% nos licenciamentos. Já a produção recuou 36,4% no quadrimestre, passando de 453.958 motocicletas, em 2015, para 288.499, em 2016.

No ano passado, os emplacamentos de motocicletas totalizaram 1.273.250 unidades, 10,96 a menos que as 1.429.929 unidades vendidas em 2014. A produção caiu 16,8% – foram produzidas 1.262.708 motocicletas, em 2015, ante  1.517.662, em 2014.

Frota nacional
O Anuário aponta ainda que a frota brasileira chegou a um total de 90,7 milhões de veículos em 2015 ante 31,9 milhões em 2001, crescimento de 184,2%. Dados incluem automóveis, bondes, caminhões, caminhonetes, camionetas, chassis plataforma, ciclomotores, micro-ônibus, motocicletas, ônibus, reboques, entre outros.

No ranking regional, o Sudeste aparece com a maior concentração da frota nacional, com 44,4 milhões de veículos registrados. Em seguida, aparece o Sul, com 18,0 milhões; seguido do Nordeste, com 15,2 milhões; do Centro-Oeste, com 8,4 milhões e, por último, o Norte, com 4,6 milhões.

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Cenário da Saúde na Frota Corporativa

Dirceu Rodrigues, da Abramet
Dirceu Rodrigues, da Abramet

Por Dr. Dirceu R. Alves Jr.* – Patologias físicas, psicológicas e até transtornos comportamentais e sociais fazem parte do dia a dia do motorista de um veículo leve, médio ou pesado no nosso transporte.  Dependendo da rota, das condições do veículo e da qualidade do trânsito, o potencial de risco supera a barreira da insalubridade e da periculosidade, chegando à categoria que qualificamos como penosidade. Ou seja, a rotina diária assume contornos de uma verdadeira penitência, chegando ao limite do esgotamento físico e mental. Isso é tudo  que nós especialistas apregoamos buscando melhorar a qualidade de vida no trabalhodo do conductor.

O alto risco justifica o porquê das empresas de transporte serem obrigadas a constituir o SESMT. É a sigla para Serviço de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, uma equipe de profissionais, que fica dentro das empresas paraproteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. A equipe responde pela elaboração do PPRA -Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais- documento que mapeia o potencial de risco de cada atividade. No caso, um técnico faz todo o trajeto de determinada rota para fazer o levantamento dos pontos críticos que podem comprometer a saúde do trabalhador com relação aos aspectos físicos, químicos, ergonômicos e biológicos.

Esses indicadores permitem ao médico do trabalho ou médico de tráfego responsável pela operação avaliar como está evoluindo a saúde ocupacional da equipe. Só o médico, contando com o apoio de engenheiros e técnicos de segurança, psicólogos e fisioterapeutas, pode propor um plano de mitigação de riscos à saúde dos trabalhadores, considerando as patologias físicas (incluindo as lesões por esforço repetitivo e chegando até ao risco de doenças graves como o câncer ou a perda incapacitante da audição, por exemplo), psicológicas (agravadas pelo estado de apreensão constante diante de ameaças iminentes como assaltos, acidentes, agressões, sequestros) e sociais, por passar tanto tempo distante da família e das atividades pessoais.

A fiscalização tem sido bastante rigorosa com relação ao Plano de Controle Médico de Saúde Ocupacional. Por isso cabe ao médico exigir, por exemplo, que seus motoristas tenham carteira de vacinação rigorosamente em dia. A própria condição de determinados tipos de veículos, que abriga muitas pessoas em um espaço relativamente pequeno e fechado, facilita a transmissão de doenças infecciosas. Nas viagens intermunicipais ou interestaduais deve-se considerar ainda o risco de doenças endêmicas como a malária e a febre amarela, dengue e outras. Deve cuidar também de manter o maior rigor com relação aos exames audiométricos, já que a perda progressiva da acuidade auditiva está entre as patologias de maior incidência entre os condutores profissionais, entre 18 e 24%, seja pelo barulho proveniente do próprio motor ou pela poluição sonora do trânsito.

A equipe liderada pelo médico, com o envolvimento da área de recursos humanos e de outros profissionais como engenheiros de segurança, pode inclusive colaborar com a manutenção da frota, recomendando reforços em áreas emborrachadas, de forma a reduzir a vibração, e até propor melhorias do ponto de vista térmico, acústico e no sistema de escapamento, o que acaba beneficiando também os passageiros.

O SESMET precisa também deixar o prédio administrativo e seguir os trajetos percorridos para complementar não só o PPRA, mas periciar acidentes envolvendo sua frota para atuar de maneira significativa na profilaxia dos mesmos.

Empresas comprometidas com a saúde de seus empregados têm conseguido progressos interessantes na melhoria do ambiente, da qualidade do trabalho e da qualidade de vida do condutor. Muitas investem em programas de ginástica laboral com ótimos resultados, divididos em três categorias, pré-laboral, trans-laboral e pós-laboral. O programa prepara o condutor para o início da primeira viagem, propõe exercícios para serem feitos periodicamente nas pausas do trajeto e ainda recomenda uma sessão ao fim da jornada. Costumamos dizer que todo motorista precisa de bom condicionamento físico evitando dessa forma as queixas de dores musculares e articulares.

O custo de uma conduta preventiva é infinitamente menor do que o alto custo da improdutividade, do absenteísmo, da incapacidade definitiva e da baixa qualidade do serviço. Uma empresa séria e bem orientada, que enxerga o profissional do volante como o maior patrimônio do seu negócio, sabe que sem ele nada funciona, nada sai do lugar. Significa que a possibilidade de melhorar continuamente não depende apenas de carros novos e nem de alta tecnologia, mas tem o elemento humano como fator central e essencial.

*Dr. Dirceu Rodrigues Alves é Diretor de Comunicação e chefe do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Abramet – Associação Brasileira de Medicina de Tráfego

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Crescimento da frota goiana desacelera no trimestre

Em janeiro, transferências de veículos de outros estados para Goiás cresceram 156%
Em janeiro, transferências de veículos de outros estados para Goiás cresceram 156%

A influência da crise econômica também é percebida no trânsito goiano. No mesmo patamar dos resultados em todo o país, os registros de veículos novos no Estado caíram 21,6%, de janeiro a março deste ano, em relação ao mesmo período de 2015. Em 2015 foram incluídos 60.289 veículos contra 47.228 em 2016, no intervalo analisado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-GO).

Apesar de contar com menos dias úteis, fevereiro foi o melhor mês para as vendas de veículos zero km no Estado. Foram emplacadas 15.913 unidades no período ante 18 mil, no segundo mês do ano anterior. A maior baixa foi registrada em março, que teve 15.896 unidades vendidas, 26,94% a menos se comparado aos 21.760 mil emplacamentos em março do ano passado.

Leia também: Mercado de veículos espera reação em outubro

Alternativa para a maior parte dos brasileiros que agora enfrenta a inflação e o poder de compra reduzido, os usados registraram leve reação. Foram transferidos para Goiás 26.966 veículos de outros estados nos três primeiros meses de 2015, contra 28 mil neste trimestre, alta de 3,8%.

Na comparação entre os meses, houve forte oscilação nos resultados. Em janeiro, as 7.531 unidades transferidas representaram uma alta de 156% em relação às 2.941 unidades do primeiro mês do ano de 2015. Já em março, houve redução de 34,17%: de 15 mil unidades em 2015 para 9.874, no ano seguinte.

Capital
Na capital Goiânia, a retração nos registros de veículos novos foi de 14,75%. Foram 21.267 veículos emplacados em 2015 contra 17.436, em 2016. Janeiro foi o pior mês para o segmento, que sofreu queda de 26,9% nos licenciamentos, com 5.904 unidades, ante 8.080 do mesmo período do ano passado.

Já o comércio de usados, que no primeiro trimestre do ano passado registrou 8.548 transferências, teve alta de 22,34%, com 10.458 unidades no mesmo período de 2016. Na contramão do mercado de zero km, janeiro foi um mês bom para o setor de usados, que registrou 2.694 transferências, 162% a mais em relação às 1.026 unidades vendidas em igual período do ano passado.

Nacional
A rede de distribuição de veículos encerrou o primeiro trimestre do ano com um…[LEIA MAIS]

Seminovos puxam alta de 15,4% no comércio de usados

Vendas de seminovos aumentaram 24% no trimestre
Vendas de seminovos aumentaram 24% no trimestre

As vendas de veículos usados tiveram alta de 15,4% no mês de março em relação a fevereiro, influenciadas pelas transferências de seminovos. Os dados divulgados pela FENAUTO (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores) revelam, no entanto, que o consumidor segue cauteloso na hora de negociar um veículo quando levado em consideração o desempenho do setor no acumulado de três meses, que teve retração de 4,4% quando confrontado com o mesmo período de 2015.

“Acompanhamos de perto o comportamento dos consumidores que ainda se mostram cautelosos em assumir compromissos de longo prazo e com maior valor de desembolso em vista das indefinições da economia”, reforça o presidente da Federação, Ilídio dos Santos.

Entre seminovos e usados, as revendas negociaram 1.085.495 unidades no mês passado, ante 940.644 em fevereiro. Foram vendidas no período acumulado 2.970.667 unidades, contra 3.108.439 no primeiro trimestre do ano passado.

O melhor desempenho entre os segmentos no mês de março foi o de comerciais leves, que registrou alta de 18,2% das vendas, com 114.867 unidades, contra 97.196 em fevereiro. É também o que figura o pior cenário no acumulado do ano, com retração de 28,3%: foram 308.342 unidades neste ano ante 429.728, em igual período de 2015.

As vendas de veículos de passeio subiram 13,8% em março sobre janeiro, um aumento de 603.367 para 686.720 unidades negociadas. Acumula queda marginal de 0,2% de janeiro a março, com 1.906.608 transferências neste ano contra 1.911.293 em 2015. Já as motocicletas, que tiveram 205.008 unidades usadas vendidas em fevereiro, registraram alta de 17,7% no mês passado, com 241.238 veículos. Na comparação entre os trimestres – 645.113 em 2016 e 661.202 em 2015, houve recuo de 2,4%.

Perfis
Em média, foram vendidas 49,3 mil unidades por dia útil no mês de março e 48.669 no acumulado do ano. Considerando as mesmas bases de comparação, houve queda em ambos os cenários, de 0,3% e de 6%, respectivamente.

Apesar de estar com o poder de compra comprometido com a inflação e a economia fragilizada, a maior parte dos consumidores ainda prefere…[LEIA MAIS]

Brasileiro financiou carros mais velhos em janeiro

Vendas financiadas de veículos entre nove e 12 anos tiveram menor queda entre demais faixas etárias
Vendas financiadas de veículos entre nove e 12 anos tiveram menor queda entre demais faixas etárias

A procura por veículos com idade maior em financiamentos é mais um indicador que reflete a perda do poder de compra do brasileiro. No ano passado, a procura por autos usados era maior na frota jovem, entre quatro e oito anos de idade. Já em janeiro deste ano, o consumidor buscou modelos mais antigos, entre nove e 12 anos de idade. O volume representa uma queda de 6,4% na comparação com o mesmo período de 2015 – percentual de baixa menor do que o verificado nas outras faixas etárias. Nos autos leves novos, por exemplo, a baixa foi de 41,6%, enquanto os financiamentos dos carros com até 3 anos de uso caíram 23,2%.

Balanço divulgado pela Cetip nesta terça-feira, 16, revela que o volume de financiamentos de veículos novos e usados sofreu queda de 26,1% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2015. Foram vendidas a crédito 367.507 unidades – 143.056 novas e 224.451 usadas – no período ante 479.447 no primeiro mês de 2015. Já em comparação a dezembro (465.520 unidades), a retração foi de 21,1%. Os números levam em conta automóveis de passeio, comerciais leves, motocicletas e veículos pesados.

Na mesma tendência do mercado, a procura por crédito para a compra de veículos usados foi maior. As vendas a prazo de usados registraram 224.451 unidades, 18% a menos em comparação com o mesmo período de 2015. As operações para compra de veículos novos caíram 36%, com 143.056 unidades no primeiro mês de 2016.

O desempenho verificado no financiamento de automóveis leves novos é o pior em todos os segmentos. Com 85.616 unidades, a baixa foi de 41,6% em relação ao mesmo mês de 2015. Os usados, com 207.581 unidades, tiveram recuo de 18,1% na mesma base de comparação.

Entre as modalidades de financiamentos de auto leves, motocicletas…[MAIS]

Maranhão prorroga prazo de desconto no IPVA. Veja calendário

Desconto de 10% será mantido até dia 29
Desconto de 10% será mantido até dia 29

Maranhenses terão mais tempo para pagar o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) com 10% de desconto. A Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz-MA) publicou a Portaria nº 054/16 que estende o prazo para 29 de fevereiro. O abatimento sobre o tributo é concedido a motoristas que fizerem o pagamento em cota única.

A prorrogação se deu pelo intenso acesso ao site da pasta. “Pelo grande número de acessos foi necessário ampliar o prazo para pagamento do imposto com desconto para que todos os contribuintes possam aproveitar o benefício com tranquilidade”, completou o secretário da Fazenda, Marcellus Ribeiro Alves.

A partir da próxima quarta-feira, 17, o contribuinte poderá pagar o IPVA diretamente em uma agência do Banco do Brasil. Para isso, basta informar o número do Renavam para o caixa da agência.

Proprietários de veículos que desejarem pagar o posto até o dia 17 terão que emitir o Documento de Arrecadação (Dare) com código de barras, na página da Secretaria na internet (portal.sefaz.ma.gov.br/) ou pelo site do Detran (www.detran.ma.gov.br/), no menu ‘Licenciamento 2016’.

Ainda segundo o secretário da Fazenda, Marcellus Alves, ficam mantidas as datas de pagamento da primeira cota de acordo com o final da placa dos veículos. Em…[MAIS]

Aumenta frota de veículos com controle de estabilidade no país

Controle de estabilidade será obrigatório em todos os veículos fabricados a partir de 2022
Controle de estabilidade será obrigatório em todos os veículos fabricados a partir de 2022

A frota de carros com o sistema eletrônico de controle de estabilidade apresentou alta no último ano. Levantamento feito pelo Centro de Experimentação e Segurança Viária (CESVI BRASIL) com 299 modelos nacionais e importados à venda no país em 2015 mostra que das 917 versões disponíveis, em 549 o item era de série, uma alta de 22,3% em relação a 2014, quando o sistema era presente em 499 modelos.

O estudo revela resultados ainda mais animadores quando considerados modelos produzidos na América do Sul. O crescimento foi de 49,4% em 2015 na comparação com o ano anterior. “O fato de as montadoras oferecerem uma gama maior de versões com o ESP como item de fábrica mostra o empenho das marcas em produzir veículos mais tecnológicos, mas ao mesmo tempo mais seguros para seus clientes”, afirma Emerson Feliciano, superintendente técnico do CESVI BRASIL.

Na categoria mais popular do mercado, a de hatches compactos, foi verificado que 18,5% possuem o controle de estabilidade como item de série. No entanto, 81,5% não oferecem o sistema nem como item opcional. Já na categoria de hatches médios, 82,5% são equipados com o controle nas versões de fábrica.

Entre os sedans compactos, 12% dos modelos contam com o ESP de série. Nos sedans médios, um dos segmentos mais concorridos do mercado brasileiro, a porcentagem é superior, com 67% das versões com o item de fábrica.

As picapes compactas estão no topo entre as que menos contam com o item de série. 89% das versões não são equipadas com o ESP. Nos veículos esportivos, por outro lado, 81% das versões já saem das fábricas com o sistema. Em 2015, quem optou por um sedan de luxo encontrou o ESP em todas as versões disponíveis no mercado, antes mesmo de pegar as chaves.

“Desde o ano passado, temos notado um esforço maior por parte das montadoras em disponibilizar o ESP na produção dos seus modelos. Embora o item seja obrigatório para todos os veículos somente em 2022, ele representa uma maneira eficaz de dar mais segurança ao motorista caso seja preciso corrigir bruscamente a trajetória do veículo, especialmente em pisos de baixa aderência, como lama ou asfalto molhado”, finaliza o executivo.

Obrigatoriedade
Veículos deverão sair de fábrica com o controle de estabilidade a partir de 2022. A determinação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) é uma resposta à batalha iniciada por entidades de defesa ao consumidor pela instalação do sistema que, comprovadamente, ajudou a salvar milhares de vidas nos Estados Unidos.

A partir de 2020, os projetos novos desenvolvidos pelos fabricantes já poderão contar com o sistema. A medida também valerá para carros importados. O sistema é tido como uma das inovações mais relevantes em segurança veicular. Ele corrije a trajetória do veículo em situações de risco como curvas fechadas e pista escorregadia. Desta forma, o motorista não perde o controle do carro. A norma é recomenda pela Organização das Nações Unidas (ONU) e reforça o compromisso do Brasil com o plano de reduzir pela metade o número de mortos no trânsito na década 2010-2020.

A Proteste Associação de Consumidores, que realizou uma…[MAIS]

IPVA vence hoje para placas 3 e 4 no Paraná. Veja tabela

No Paraná, 40% dos condutores pagam o IPVA em cota única
No Paraná, 40% dos condutores pagam o IPVA em cota única

Proprietários de veículos de placas finais 3 e 4 devem pagar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) nesta sexta-feira, 22. Nesta quinta-feira, venceu o imposto para quem optou pelo pagamento integral do imposto, com desconto de 3%, e para donos de automóveis de placas finais 1 e 2.

De acordo com a Secretaria da Fazenda do Paraná, donos de veículos devem ficar atentos à tabela (veja abaixo). Quem não pagar o imposto dentro do prazo sofre multa de 10%. Além disso, os valores sofrerão acréscimo de juros e atualização pela variação da taxa Selic.

Veículos com débitos do IPVA não recebem o licenciamento anual emitido pelo Detran-PR. Ficam impedidos de transitar em vias públicas sob risco de retenção do automóvel e aplicação de multa. Contribuintes que deixaram de pagar o inscritos no Cadin (Cadastro Informativo Estadual) e têm restrições com o governo.

Todo o dinheiro arrecadado com o IPVA é dividido entre estados e municípios de origem dos veículos. Do total recolhido, 20% são destinados para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Depois, a receita líquida do imposto é dividida entre os estados (50%) e municípios (50%).

O pagamento por meio de boleto bancário pode ser feito nos bancos credenciados Banco do Brasil, Bancoob, Bradesco, Itaú, Rendimento e Sicredi. Outra opção é o uso…[MAIS]