Raio-x: Qualidade das estradas é avaliada por especialistas

 

Levantamento será feito em 30 dias
Levantamento será feito em 30 dias

A qualidade das estradas brasileiras é mais uma vez avaliada por especialistas. O levantamento anual feito pela Confederação Nacional do Transporte terá neste ano a maior série histórica de informações. Em sua 20ª edição, a Pesquisa CNT de Rodovias terá a extensão analisada acima dos 102 mil quilômetros.

São 24 equipes destacadas para percorrer toda malha federal pavimentada e os principais trechos de rodovias estaduais. O tempo estimado para os estudos é de 30 dias. Os dados são coletados por pesquisadores que vão avaliar todas as condições percebidas pelos usuários das rodovias.

Cada estrada é avaliada de acordo com a situação do pavimento, sinalização e geometria, em pesquisas de até 10 km. Os resultados são divulgados conforme o modelo de gestão, se pública ou concedida; por Estado e regiões; corredores rodoviários e tipo de rodovia, se federal ou estadual.

Para Bruno Batista, diretor-executivo da CNH, a pesquisa serve de auxílio para transportadores e também podem oferecer sustentação a estudos para que políticas setoriais sejam transformadas em ações de desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas e de passageiros. “As informações são importantes para auxiliar o planejamento dos transportadores autônomos e das empresas para a escolha de rotas mais econômicas e, assim, reduzir os custos do transporte nesse momento de crise econômica.”

Gastos
Os custos com o transporte rodoviário de cargas chegam a dobrar em vias onde o pavimento é considerado péssimo. Nas estimativas de pesquisa da Confederação Nacional de Transportes (CNT) o aumento nos gastos é de 65,6% em rodovias ruins e de 41%, nas regulares. Já quando o pavimento é classificado como ótimo não há aumento no custo operacional, que abrange o consumo de combustível, tempo de viagem e manutenção dos veículos.

Em média, o impacto é de 25,8% no custo operacional. Nas rodovias sob jurisdição da União e dos estados os gastos representam 29,3% aos transportadores, e, nas concedidas, 11,3%. O incremento maior de custos é nas rodovias da região Norte, de 36,7%, onde muitos trechos apresentam problemas graves no pavimento.

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Caminhoneiros usam simuladores de direção em treinamento

Equipamentos vão capacitar 50 mil profissionais das estradas em três anos
Equipamentos vão capacitar 50 mil profissionais das estradas em três anos

Caminhoneiros em treinamento agora contam com um instrumento que, comprovadamente, ajuda tem contribuído com a redução de acidentes de trânsito. Profissionais das estradas capacitados pelo SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) têm parte das instruções nos simuladores de direção veicular, que a partir de julho serão obrigatórios para candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Os 60 equipamentos híbridos oferecidos devem capacitar 50 mil motoristas de caminhão, carreta e ônibus até 2019.  Serão investidos R$ 41,56 milhões no projeto, montante que inclui o desenvolvimento de cursos, horas técnicas de manutenção, capacitação de instrutores e proposta pedagógica. Cada simulador custa, em média, R$ 692,7 mil.

A direção segura e eficiente, além de ajudar a reduzir acidentes e morte no trânsito, contribui ainda economicamente com a redução do consumo de combustível, menor custo de manutenção e menor impacto ao meio ambiente. “Além de contribuir para a segurança, o treinamento com os simuladores será importante para a redução de custos dos transportadores. O projeto atende à missão do SEST SENAT de promover o desenvolvimento profissional dos trabalhadores do setor de transporte e a responsabilidade socioambiental”, diz o presidente do Conselho Nacional do SEST SENAT e da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Clésio Andrade.

Motoristas poderão vivenciar situações de risco por meio da tecnologia. Até junho do ano que vem, todos os 60 simuladores estarão em funcionamento. Salas específicas de treinamento estão em construção nas unidades.

A infraestrutura utiliza recursos de alto padrão tecnológico e didático, com sistema de som e imagens.  Cinco cursos estão sendo lançados, adaptados ao equipamento. Os conteúdos abordam temas como condução segura e econômica, situações de risco, uso de tecnologias embarcadas, aperfeiçoamento de motoristas para o transporte de passageiros e cargas especiais e manobras.

Resultados
Em pelo menos onze países em que os simuladores são usados, a experiência trouxe resultados. No Japão, por exemplo, motociclistas usam o aparelho para aprender a dirigir há 20 anos. A queda nos acidentes sobre duas rodas já foi expressiva em 1998. Em 2007, a utilização do equipamento também passou a ser obrigatória para a formação de motoristas.

Na Tailândia, China e França, os simuladores são permitidos para cumprimento de parte da carga horária. Os aparelhos vêm sendo amplamente utilizados pelas autoescolas e são considerados um importante aliado para melhoria do processo de formação.

Na Holanda, autoescolas apoiam o uso do simulador de direção na formação de motoristas. A categoria divulga os benefícios e a redução no índice de reprovações, além da melhoria no nível de habilidade do condutor. Há também o uso regulamentado de simuladores de direção veicular e anotação de resultados em países como República Tcheca, Irlanda, Lituânia, Romênia, Rússia e Eslováquia.

 

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Bahia tem redução de mortes nas estradas durante festas de São João

Período de festas registrou 11 mortes nas estradas baianas
Período de festas registrou 11 mortes nas estradas baianas

Cidades que têm a tradição de comemorar o Dia de São João tiveram suas estradas monitoradas com foco na Lei Seca entre os dias 22 e 26 de junho. O resultado foi a redução de 52% no número de mortos em comparação com o período de festas em 2015.

Neste ano, foram registrados 20 acidentes graves com 81 feridos e 11 mortos. Já no ano passado foram 45 acidentes que feriram 117 pessoas e mataram outras 23. As ocorrências graves tiveram redução de 55,56%. O balanço foi divulgado pela força-tarefa que integrou equipes do Detran, Polícia Rodoviária Federal (PRF), polícias Civil e Militar e prefeituras.

No período junino foram abordados 14.923 veículos e 24.674 pessoas nos acessos a dez municípios do Estado onde ocorrem as festas mais procuradas. Mais de 4,5 mil condutores fizeram testes de bafômetro que levaram à atuação de 102 deles na Lei Seca.

Diretor-geral do Detran-BA, Lúcio Gomes, avalia que os resultados são positivos. “Tínhamos projetado uma redução de 40% no número de mortes e passamos de 50%. Tivemos mais de 50% de redução também em acidentes graves. Acertamos quando decidimos unir esforços com as polícias para aumentar a segurança nas rodovias. Agora, vamos consolidar os dados para definir ações nos locais com maior incidência de infrações e acidentes, como prevenção para os próximos feriados prolongados”.

As primeiras ações aconteceram nos municípios de Santo Antônio de Jesus, Cruz das Almas, Amargosa, Feira de Santana, Valença, Itabuna, Porto Seguro, Itaberaba, Euclides da Cunha e Irecê.

Na capital baiana, o Detran e a Transalvador promoveram campanha educativa na rodoviária e no sistema ferry-boat. Quem embarcou para curtir os festejos juninos no interior recebeu uma cartilha com dicas de segurança no trânsito e o alerta para o risco da mistura álcool e direção. O Detran fez campanha também nas lojas das festas de forró mais procuradas, que funcionam no Shopping da Bahia.

 

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PPI: Como destravar a infraestrutura?

Governo interino quer acelerar concessões, a começar por setores "mais fáceis"
Governo interino quer acelerar concessões, a começar por setores “mais fáceis”

Resolver problemas com a infraestrutura brasileira é um dos objetivos do governo interino, que tem feito um “levantamento minucioso” para destravar as parcerias em obras e buscar investimentos do setor privado. A afirmação é do secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República, Moreira Franco.

Conforme informou a Agência Brasil, Franco, em reunião com membros do conselho da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), tem a missão de acelerar concessões de rodovias, portos, aeroportos, ferrovias, óleo e gás e energia.

A ordem das concessões seguirá a uma fórmula simples. De acordo com o secretário a primeiras serão as “mais fáceis”. Ainda segundo Franco, serão feitas sem “fantasia ou publicidade. Temos uma força-tarefa que tem uma estratégia: procurar destravar dos mais fáceis para os mais difíceis”, explicou.

A taxa de retorno fixa é um dos principais obstáculos. “O fato de o dono querer não significa que produto vai ser vendido pela vontade de um só, é um dos problemas que vamos resolver”, explicou à Agência Brasil. Outro problema envolve a questão ambiental. “Temos que decidir. Não pode um empreendimento ficar paralisado durante meses ou anos por falta de decisão. Precisamos decidir, respeitando o meio ambiente”, acrescentou o secretário.

Uma das propostas é tirar a Infraero da participação das concessões previstas para os aeroportos e Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza e Salvador. “Sempre fui contra a Infraero participar com 49% [nas outras concessões de aeroportos]. Fui [ministro] da Aviação Civil, fiz leilões, e a Infraero, já naquela época, não tinha condições. E quem entrava com os 49% era o Tesouro, porque ela não tinha recurso. Então, acho que na situação em que está, não é conveniente [a participação da Infraero]. Isso terá que mudar não só por questão de bom senso, mas também porque o Tesouro não tem dinheiro para pôr.”

Lava Jato
Franco afirma que a Operação Lava Jato não irá interferir no ambiente de negócios do país. “Teve um dos empresários que disse que a Lava Jato não atingiu empresas, mas pessoas. Que as empresas estão conseguindo manter, segundo ele, sua integridade”, disse o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, que defendeu a continuidade das investigações. “O governo é favorável à Lava Jato, e um Poder não interfere no outro”, acrescentou.

Para ele, a Lava Jato não é responsável, mas coincide com a crise que o país enfrenta. “Evidentemente, a vida tem que tocar, temos que gerar empregos, e queremos parcerias”, disse ele. De acordo com Moreira Franco, as parcerias também podem se dar por meio de investidores estrangeiros.

Impacto econômico
Nas contas da consultoria GO Associados, a economia brasileira perde R$ 151 bilhões todos os anos por conta da falta de investimentos para manter a infraestrutura. O resultado é um transporte de má qualidade, desemprego, perda do poder de compra do brasileiro e cofres públicos esvaziados.

Os investimentos em infraestrutura nos últimos 20 anos equivalem a 2,2% do PIB, enquanto que a média mundial é de 23,8%. O país está bem abaixo da China, que aplica 8,5% e da Índia – 4,7%. No ano passado, os investimentos abandonados deixaram de gerar R$ 23 bilhões que seriam direcionados para a mão de obra e R$ 14 bilhões nos cofres públicos.

 

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Pavimentação de estradas tem alta anual marginal

Estradas pavimentadas crescem só 1,5% por ano
Estradas pavimentadas crescem só 1,5% por ano

A extensão de rodovias brasileiras pavimentadas aumentou 23,2% em 15 anos. A evolução da malha é pouco expressiva, se analisada anualmente, uma média de 1,5%.

Em 2001, o Brasil tinha 170,9 quilômetros de pistas pavimentadas – 9,8% do total. Já no ano passado, o número era de 210,6 mil quilômetros, o equivalente a 12,2% do total. Houve um crescimento de apenas 39,7 mil km se considerado um modal que é utilizado para movimentar mais de 60% das cargas e deslocar mais de 90% dos passageiros. Outro problema é que, enquanto o investimento em infraestrutura foi baixo, a frota de veículos cresceu 184,2% no período.

Os dados constam no Anuário CNT do Transporte, divulgado pela Confederação Nacional do Transporte e apontam que os estados com maior malha pavimentada em 2015 são Minas Gerais (25.823,9 km), São Paulo (24.976,6 km), Paraná (19.574,1 km), Bahia (15.910,7 km) e Goiás (12.760,6 km). Têm menor malha pavimentada Amazonas (2.157,0 km), Acre (1.498,2 km), Roraima (1.462,8 km), Distrito Federal (908,0 km) e Amapá (528,1 km).

Na pesquisa feita pela confederação em 2015, constatou-se que 48,6% da extensão avaliada apresentava algum problema. Em relação às condições gerais dos trechos pesquisados, subiu para 57,3 pontos percentuais de rodovias que apresentavam falhas no piso, na sinalização e geometria.

Anuário
O Anuário CNT do Transporte foi criado para consolidar informações sobre os principais modais de transportes no Brasil, tanto na área de cargas como na de passageiros. Documento reúne estatísticas sobre movimentação, infraestrutura, produção e frota de veículos. Todo conteúdo pode ser consultado no link.

Segundo Clésio Andrade, presidente da CNT, a publicação é um resgate de dados do setor para o planejamento do transporte nacional, orientado por transportadores e planejadores formuladores de políticas públicas, e para melhorias do setor. “O documento dá a dimensão da grandiosidade e da importância do transporte para o país. Os números mostram a diversidade da atuação dos transportadores, a evolução do setor e os desafios a serem superados”, afirma.

Clésio Andrade destaca ainda que havia, há muitos anos, uma lacuna nas estatísticas dos diferentes modais de transporte do Brasil. “Ao consolidar este grande volume de dados, o Anuário permite maior agilidade na execução de pesquisas, estudos e análises necessários para a promoção do desenvolvimento do transporte brasileiro, subsidiando e apoiando a gestão do transporte e, principalmente, estimulando o planejamento integrado.”

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Confira a previsão de tráfego na saída para o feriadão em SP

Confira os melhores horários para viajar no feriadão
Confira os melhores horários para viajar no feriadão

Milhões de veículos circularão pelas rodovias paulistas neste feriado de Corpus Christi. Antes de seguir rumo ao litoral ou interior do Estado, confira a previsão de tráfego nos sistemas:

Anchieta-Imigrantes – Para quem for utilizar o sistema administrado pela Ecovias, o maior fluxo é aguardado para o período da manhã desta quinta-feira, 26, quando a concessionária implantará a Operação Descida (7×3) às 10h, com previsão de permanência até às 15h. A subida será feita apenas pela pista norte da rodovia dos Imigrantes. Durante o feriado, são esperados entre 160 e 265 mil veículos.

Já na volta, o fluxo de veículos deve ficar mais intenso a partir das 11h de domingo, 19, quando será implantada a Operação Subida. A subida será feita pelas duas pistas da rodovia dos Imigrantes e pista norte da Anchieta. A operação deve permanecer até as 21h.

Castello Branco-Raposo Tavares – Cerca de 600 mil veículos devem passar pelo sistema no feriado até as 24h do domingo, 29. De acordo com Diogo Stiebler, gestor de Tráfego da CCR ViaOeste, o fluxo de veículos deve se intensificar a partir do fim da tarde da quarta. “Estimamos que os motoristas comecem a se deslocar a partir das 16h e o tráfego siga mais intenso até às 22h”. Caso o usuário prefira viajar na quinta-feira, a recomendação é que ele vá somente à tarde, após às 15h. O movimento estará mais carregado desde às 7h, especialmente na região entre Osasco e Barueri.

Na volta, o motorista que usar as rodovias no sentido Capital deve iniciar a viagem antes do almoço se quiser fugir do trânsito pesado. A previsão é de fluxo mais intenso entre 12h e 20h.

Tamoios – A Concessionária Tamoios estima que 135 mil veículos trafeguem pela rodovia no período. O horário de maior pico será na quarta-feira (25), das 14h às 20h, e na quinta (26), das 07h às 14h. Na quarta-feira, às 13h, terá início a Operação Descida, com a disponibilização de uma faixa adicional sinalizada por balizadores para a pista de descida (sentido Caraguatatuba) no trecho de Serra (do km 68 ao km 81).

No domingo, o motorista encontra maior concentração de veículos das 12h às 22h. O usuário deve redobrar a atenção ao trafegar pelo km 27,8 e km 52,3, no trecho de Planalto, onde há estreitamento de pistas.

Ayrton Senna-Carvalho Pinto – O tráfego para o feriado chega a 1 milhão de veículos. A contagem leva em conta o período entre a 0h de quarta-feira (25) e 23h59 de domingo (29). Na saída dos motoristas para o feriado prolongado, a previsão é de que o fluxo de veículos seja mais intenso das 15h às 18h de quarta-feira (25) e entre 08h e 14h de quinta-feira (26).

Nos períodos de maior movimento no sentido litoral e interior, a Ecopistas poderá implantar a Operação Faixa Reversível, na qual os condutores que se dirigem à cidade de Campos do Jordão e ao sul de Minas Gerais terão uma faixa exclusiva para trafegar, entre o km 128 e o km 130 da rodovia Carvalho Pinto. A faixa da esquerda da pista que opera em direção a São Paulo terá seu sentido invertido e servirá como mais uma opção aos motoristas. A velocidade máxima permitida nessa faixa será de 80 km/h. No retorno a São Paulo, a Ecopistas aguarda maior fluxo de veículos entre 14h e 18h de domingo (29).

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Privatização de 570 km de estradas paulistas entra em nova fase

Consulta pública vai até 22 de junho
Consulta pública vai até 22 de junho

O processo de privatização de 570 quilômetros de rodovias paulistas avançou nesta segunda-feira, 23, com a abertura da fase de Consulta Pública das minutas de documentos. O Lote Florínea-Igarapava, como é anunciado no Programa de Concessões de Rodovias do Estado de São Paulo, compreende trechos das rodovias SP-266, SP-294, SP-322, SP-328, SP-330, SP-333, SP-349 e SP-351, que atravessam 30 municípios das regiões de Marília, Bauru, São José do Rio Preto, Central, Barretos, Ribeirão Preto e Franca.

Interessados poderão acessar os documentos no site da Agência de Transporte do Estado de São Paulo, disponíveis no link. A consulta será encerrada às 18h de 22 de junho. Quem quiser participar deverá preencher o formulário encontrado também no site da Agência e encaminhá-lo para o e-mail novasconcessões@artesp.sp.gov.br. Dúvidas e sugestões servirão para aprimorar as minutas dos processos de licitação. Todo material recebido será divulgado no portal, sem publicação dos contados dos participantes. Propostas consideradas pertinentes pela ARTESP serão incluídas no documento definitivo da concorrência pública.

Inicialmente, os investimentos propostos na concessão do Lote Florínea-Igarapava são de R$ 3,4 bilhões em 30 anos de concessão. Desse montante, R$ 1,4 bilhão é referente à restauração da pista e R$ 1,4 bilhão para ampliar a principal malha rodoviária – entre as quais está a duplicação de cerca de 200 km da SP-333, entre outros investimentos.

Depois de encerrado o prazo da Consulta Pública, técnicos da Agência irão analisar as contribuições e, depois de incluídas as selecionadas no projeto, será publicado o edital de licitação. Por enquanto, não há data prevista para isto acontecer.

Economia
A malha sob concessão em São Paulo corresponde a 6,4 mil quilômetros geridos por 20 concessionárias. Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) realizada anualmente para classificar a qualidade das estradas públicas e privatizadas pelo país conclui que no Estado 79,5% do pavimento são considerados ótimo ou bom pelos usuários, mesma condição avaliada por 84,2% dos respondentes questionados sobre a sinalização dessas rodovias.

Dos 6,4 mil quilômetros, 78,3% de toda essa malha foram classificados como ótima ou boa. Entre 1998 e 2015, essas pistas receberam investimentos na casa dos R$ 77,3 bilhões em obras, operação e manutenção. Essa verba equivale a quase três vezes o orçamento do Estado de Santa Catarina em 2015 (R$ 27 bilhões), o que permitiu conferir maior segurança para os usuários nas rodovias paulistas concedidas.

Esta etapa de concessão também permite a participação de empresas internacionais, de maneira isolada ou em consórcio. Um hotsite está sendo preparado para traduzir as minutas para a língua estrangeira, como forma de atrair investidores de fora.

Confira as características do Lote Florínea-Igarapava:

 

EXTENSÃO RODOVIAS MUNICÍPIOS BENEFICIADOS
570 km

 

30

municípios

SP-266, SP-294,  SP-322, SP-328, SP-330, SP-333, SP-349 e SP-351 Regiões: Marília, Bauru, São José do Rio Preto, Central, Barretos, Ribeirão Preto e Franca

 

Municípios: Florínia, Pedrinhas Paulista, Cruzália, Tarumã, Assis, Platina, Echaporã, Marília, Júlio Mesquita, Guarantã, Cafelândia, Pongaí, Uru, Novo Horizonte, Borborema, Ribeirão Preto, Sertãozinho, Pontal, Pitangueiras, Viradouro, Bebedouro, Jardinópolis, Sales Oliveira, Orlândia, São Joaquim da Barra, Guará, Ituverava, Buritizal, Aramina e Igarapava.

 

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Comissão da Câmara vota relatório sobre motores a diesel

Diesel em veículos leves foi proibido há 40 anos no Brasil
Diesel em veículos leves foi proibido há 40 anos no Brasil

A tentativa de permitir a fabricação de motores a diesel para equipar veículos leves avança na Câmara dos Deputados. Será votado pela comissão Especial de Motores a Diesel para Veículos Leves, na próxima quarta-feira, 18, parecer do relator do PL 1013/11, deputado Evandro Roman (PSD-PR), que elimina restrições na produção dos propulsores, que equipam somente veículos pesados e utilitários médios. A votação prevista para esta quarta, 11, foi adiada após pedido de vista conjunta à matéria.

Na argumentação do relator, a qualidade do diesel melhorou nos últimos 30 anos, o que permite a suspensão da proibição se estende por décadas. “Tudo indica que a revogação dessas restrições não trará aumento da emissão total de poluentes de veículos nem haverá problema para atendimento do incremento de demanda desse derivado de petróleo”, declarou.

O PL foi rejeitado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável em novembro de 2014. Na ocasião, o deputado Sarney Filho (PV-MA) apresentou parecer contra a medida, com o argumento de que o diesel ainda é de sete a oito vezes mais poluente do que a gasolina.

Movimento
Nem mesmo as constantes altas no preço do barril do petróleo minam a proposta de grupos ligados à indústria automotiva e às distribuidoras de combustíveis de inserir no mercado nacional carros movidos a diesel. A produção e a comercialização de veículos de passeio movidos a diesel foram proibidos há 40 anos pelo Ministério da Indústria e Comércio, que naquele tempo, vivia a crise do petróleo e encontrou no álcool uma saída para depender menos do diesel importado.

Nos últimos anos, a proibição é sustentada com argumentos como o potencial poluidor do diesel ou o preço dos veículos com o propulsor, que precisam ser mais robustos, desta forma, mais caros.

Mas há visões contrárias e propostas discutindo a restrição. Em âmbito global, as partículas finas do diesel correspondem a 3% das mortes causadas por doenças cardiovasculares, 800 mil óbitos de prematuros e 6,4 milhões de anos de vida perdidos por morte prematura segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).  Em 2013, entidade classificou estas partículas do diesel como substâncias que contribuem para a ocorrência de câncer.

De acordo com a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), a indústria automotiva não vê sentido para manter a proibição, já que o diesel polui bem menos nos dias atuais.

A discussão do ponto de vista ambiental também muda de cenário com o passar dos anos. Motores e veículos de última geração estão aptos a atender às legislações mais avançadas de emissões.  “A maior eficiência do diesel mais do que compensa o preço mais elevado do diesel S10. Rodam mais de 20 km com um litro em aplicação mista. Veículos diesel como os SUVs e os Jeeps, de avançada tecnologia, começam a ser produzidos no Brasil ou são importados. A prática do abastecimento com S10 está sendo disseminada e os proprietários não querem correr o risco, não só dos altos custos de manutenção, como também das emissões pelo uso de um combustível inadequado ’, finaliza o engenheiro Luso Ventura, membro da Comissão de Tecnologia Diesel da SAE Brasil.

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Estradas precárias causam milhares de demissões no transporte em MG

Governo suspendeu obras nas BR-381/MG, importante ligação com o Espírito Santo
Governo suspendeu obras nas BR-381/MG, importante ligação com o Espírito Santo

A precariedade das estradas brasileiras, um desafio diário na vida do transportador, é mais um fator apresentado como responsável na redução dos postos de trabalho do setor em Minas Gerais. Levantamento da Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado – Fetcemg – aponta 25 mil demissões e a desaceleração da atividade.

Estima-se que 12 a 12 mil caminhões estejam parados em Minas Gerais desde o início do ano. As demissões tiveram alta de 35% no período. O Ministério dos Transportes reconhece os fechamentos de postos de trabalho nas transportadoras mineiras, que tiveram boa parte dos desligamentos feitos no primeiro bimestre. As baixas nas carteiras de trabalho representam um terço dos resultados do ano passado, quando 76,4 mil pessoas perderam seus empregos no setor.

Enquanto isso, trabalhadores e transportadores assistem à degradação do sistema rodoviário mineiro e veem promessas de duplicação de rodovias e de recuperação da malha ficarem no papel. “O desprezo com a infraestutura é uma constante. A especulação de possíveis cortes no orçamento e a suspensão de contratos de supervisão de obras pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), incluindo a BR-381 acendeu ainda mais o alerta para o nosso setor”, comenta Vander Costa, presidente da Fetcemg.

Os valores destinados pelo governo federal para a infraestrutura de transporte pelo Projeto de Lei Orçamentária de 2016 caíram 11,8%, por conta dos cortes orçamentários definidos para o reajuste fiscal. Outro dado alarmante vem da Confederação Nacional do Transporte (CNT), que aponta que somente 11% das estradas brasileiras possuem pavimento, o que reduz a eficiência do transporte e encarece os custos logísticos em até 40%.

“Os empresários do setor têm visto o faturamento minguar enquanto a crise política e econômica deixa o país estagnado. É lamentável essa postura do governo. Qualquer leigo sabe que investimento em infraestrutura é a melhor maneira para dar um alento à economia e ajudar o país a voltar a crescer”, afirma Vander Costa.

De acordo com o dirigente, a suspensão pelo governo das obras da BR-381, importante rota entre Belo Horizonte e o Espírito Santo, trouxe prejuízos para empresários do transporte que investiram em equipamentos. “Muitos empresários investiram e agora ficarão no prejuízo. Trata-se de mais um crime de responsabilidade do governo, ao começar obras e não terminá-las”, enfatiza Costa.

A sobrecarga da rodovia produz lentidão, buracos e risco de acidentes, gerando prejuízo para os transportadores. “Uma estrutura que já era ruim, com a paralisação de investimentos e obras, vai ficar caótica”, afirma o diretor do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (Setcemg), Ulisses Cruz.

“Com as obras paradas, ou seja, com bloqueios na pista, mas sem avanço nas obras, nos restou mais tempo de viagem, mais consumo de combustível, mais consumo de pneus e de componentes de suspensão”, conclui o diretor.

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No feriadão, estradas paulistas recebem mais de 1,3 milhão de veículos

Mais de 500 mil veículos devem seguir rumo ao litoral
Mais de 500 mil veículos devem seguir rumo ao litoral

Rodovias que cortam São Paulo administrada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP) devem receber 1,3 milhão de veículos no feriado prolongado de Tiradentes. A Secretaria Estadual de Logística e Transportes (SLT) dará início à meia-noite de quarta-feira, 20, a operação que se estenderá até as 24h de domingo, 24 com o objetivo de intensificar a fiscalização do trânsito e o apoio aos motoristas.

De todo o tráfego estimado, 547 mil veículos devem seguir em direção ao Litoral Paulista. Já no sentido Interior e Oeste do Estado, o fluxo deve atingir 843 mil veículos.

Motoristas que pretendem evitar o trânsito intenso devem evitar pegar a estrada entre as 12h de quarta e 2h de quinta-feira. No feriado, o fluxo volta a aumentar…[LEIA MAIS]