Veículos puxam resultado negativo da indústria brasileira

 

Produção de veículos recuou 24% no acumulado do ano, segundo IBGE
Produção de veículos recuou 24% no acumulado do ano, segundo IBGE

A produção nacional industrial apresentou retração de 7,8% em maio sobre abril, fortemente influenciada pelo mercado de veículos. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) aponta que quatro grandes categorias econômicas mantiveram desempenho ruim.

Na formação média da indústria, a produção de veículos, reboques e carrocerias retraiu 15,8% no período. As atividades que também apresentaram queda foram a de produtos derivados do petróleo e bicombustíveis (-13,4%).

Já a produção de bens intermediários segue em queda na mesma base de comparação com a 26ª taxa negativa consecutiva, com retração de 8,1%. O resultado desse mês foi explicado principalmente pelos recuos nos produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-17,9%), de indústrias extrativas (-11,9%), de metalurgia (-10,3%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-14,9%), de produtos de minerais não-metálicos (-12,3%), de produtos de metal (-11,1%), de produtos de borracha e de material plástico (-6,5%), de produtos têxteis (-4,8%), de máquinas e equipamentos (-3,7%) e de outros produtos químicos (-0,8%).

Acumulado
No acumulado dos cinco primeiros meses, a produção industrial caiu 9,8% em comparação com o quinquimestre de 2015. Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias recuaram 24,2% e exercem as maiores influências negativas na formação da indústria.

Os equipamentos de transportes também aparecem entre outros setores que impactaram negativamente o desempenho industrial, com recuo de 22,9%. Já a produção de derivados do petróleo e bicombustíveis teve redução de 4,2% no período analisado.

 

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Negócio sobre rodas é saída para escapar da crise

Food trucks têm sua origem no auge de crise norte-americana
Food trucks têm sua origem no auge de crise norte-americana

O desemprego sonda a porta de muitas famílias em 2016 por conta da economia fragilizada, agravada pela crise no cenário político. Inovar é palavra de ordem para muita gente que precisa garantir a renda necessária para arcar com as despesas do lar. E a economia criativa, em muitos casos, é a porta de saída para este momento conturbado. Na onda dos food trucks, muitos brasileiros encontraram uma forma promissora de empreender.

Segundo o Sebrae, vender alimentos em veículos já é uma realidade para 2% da população brasileira. Um nicho altamente rentável, que movimentou R$ 140 bilhões em 2014, conforme levantamento do Ibope Inteligência.

Outra pesquisa, feita pela empresa Mintel, procurou saber de que forma o brasileiro gasta algum dinheiro extra de seu salário. Para 28% dos respondentes, comer fora é a melhor forma de usar o dinheiro restante. Em outro estudo que sustenta a tese de que o food truck é uma boa escolha para quem sonha em ter o próprio negócio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apurou que 31,1% dos gastos de famílias brasileiras são com alimentação fora de casa.

Da origem à sua evolução, os food trucks tiveram seu auge em momentos parecidos com os que o brasileiro enfrenta atualmente. Nos Estados unidos dos anos 1860, o texano Charles Goodnight servia refeições para tocadores de rebanho em um caminhão militar adaptado. Já nos dias atuais, americanos e europeus foram obrigados a fechar as portas de seus restaurantes. A opção encontrada foi vender comida na rua, só que dessa vez, agregando valor e oferecendo pratos da alta gastronomia, no entanto, a preços inferiores aos praticados em estabelecimentos convencionais.

De volta ao Brasil, são muitas as histórias de gente que se deu bem embarcando na onda dos food trucks. É o caso de franqueados do Food Truck “Los Cabrones”, que com um investimento de R$ 67 mil podem ter um faturamento mensal de R$ 45 mil. Ou da nutricionista Bruna Gomes, que investiu R$80 mil em churros, guloseima muito popular em Santos, sua cidade natal. Hoje ela administra e põe a mão na massa nos dois carrinhos da “Chucrê: Churros Gourmet” e vende uma média de 800 doces por domingo.

Transformação
Desde o recente boom dos food trucks no Brasil, uma infinidade de outros setores começa a oferecer serviços e produtos em negócios sobre rodas. Sejam os tradicionais lanches gourmet até a famosa paleta mexicana, a inspiração para abrir um negócio fora de um ponto convencional tem sido o motor para reinventar e escapar do momento conturbado do cenário econômico e do fantasma do desemprego.

Com uma boa ideia, criatividade e, obviamente, um veículo, brasileiros já migraram para vans, furgões e até caminhões serviços de barbearia, maquiagem e até tatuagem. Os produtos também variam de pães a vinhos, ou linhas de beleza.

Mercado de cosméticos também ganhou rodas
Mercado de cosméticos também ganhou rodas

A necessidade de ampliar a divulgação de sua marca de cosméticos para mais consumidores levou dois jovens empreendedores a investir na modalidade itinerante. Jonas Muniz, 23 anos, e Victória Romano, 22, criaram o Fashion Truck Hey Pretty, que já faz sucesso na Região Metropolitana de São Paulo. “O que nos estimulou foi a possibilidade de ter um contato bem mais direto com nossas consumidoras e fazer parte de seu momento de lazer, estando presente em festas, eventos e feiras, circulando por diferentes lugares e mostrando nossos produtos para mais garotas, o que torna tudo muito divertido”, destaca Victória.

Nas prateleiras do veículo, que chama a atenção pelo visual predominantemente pink, clientes encontram maquiagens, cremes, batons, pigmentos, sombras e hidratantes, tudo o que é indispensável para a beleza feminina e que têm alta procura. Por serem de fabricação própria os produtos são oferecidos a preços competitivos, que variam de R$ 32 a R$ 75. “Teremos sempre muitas novidades. Todos os nossos produtos são de fabricação própria e foram pensados para meninas que se amam e querem estar cada vez mais lindas”, completa a sócia do empreendimento.

Aqui é caveira!
A badalação da comida de rua e a liberdade de atuar num negócio dentro do que mais gostam, de cozinhar, levou três amigos a investirem em um food truck especializado em pizzas. Em abril de 2014, as chefes de cozinha Thalita Cancian, 30, e Juliana Moreira, e o publicitário Raphael Corrêa, 32, davam a partida no Massa na Caveira.

Massa na Caveira: Três amigos e uma receita de sucesso
Massa na Caveira: Três amigos e uma receita de sucesso

De lá para cá, o furgão não para de circular. A rota principal é a zona norte paulistana, onde a cozinha base está instalada e todos os sócios e colabores moram. Mas as visitas também se estendem para outras regiões da capital e para também para o litoral.

O food truck, que faz alusão ao filme Tropa de Elite, foi uma ideia acertada, na avaliação de Corrêa. “No primeiro ano tivemos um bom faturamento, que se estabilizou no segundo ano estabilizado, normal para qualquer novo negócio. Ainda que com todos os problemas econômicos enfrentados no Brasil, excepcionalmente nos últimos anos, o cenário permanece favorável para aqueles que fizerem um bom trabalho, tanto nas ruas, como também fora delas”, afirma.

Os obstáculos também existem, mas não desanimam o trio. De acordo com o publicitário, o que mais dificulta o trabalho em um food truck são as obrigações burocráticas exigidas para se ter uma empresa em atividade no Brasil.

Com relação à customização da pizzaria móvel, o trio não enfrentou grandes dificuldades. “Sempre fomos muito bem instruídos durante o processo e tivemos o prazer de encontrar excelentes profissionais durante o caminho. A empresa que customizou nossos trucks foi importantíssima para o resultado que colhemos no dia a dia. Desde a elaboração do projeto de adaptação do veículo a posteriores consultorias gratuitas de procedimentos para legalizar o trabalho junto a órgãos do governo”, afirma.

E para quem pensa em ter um food truck para chamar de seu, Corrêa dá a dica. “Em primeiro lugar, uma dica para qualquer pessoa que deseja montar seu próprio negócio: planejamento do negócio é tudo, seja qual for o ramo que você deseja atuar”, destaca. “Especificamente sobre rodas, não esquecer que você será um prestador de serviço de alimentação. Todos os cuidados necessários para esta prática e habilidades técnicas de operação, serão altamente cobrados de vocês nas ruas”, acrescenta.

Série
O Radar Nacional lança nesta sexta-feira uma série sobre negócios sobre rodas. Na próxima semana, o leitor confere como é feita a customização de um truck business.

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Sindicato pede falência da Karmann-Ghia

Trabalhadores ocupam fábrica há 50 dias
Trabalhadores ocupam fábrica há 50 dias

Metalúrgico entrarão na Justiça com o pedido de falência da fábrica de peças automotivas Karmann-Ghia por abandono de patrimônio. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC analisa que a opção é a mais viável para iniciar o processo de retomada das atividades da fábrica.

A decisão foi tomada durante ocupação da empresa, que já durava 48 dias. Os trabalhadores da empresa aceitaram a proposta em assembleia e decidiram permanecer no espaço.  “A ocupação é importante para garantir a permanência do maquinário e, assim, poder defender o que é de direito dos trabalhadores. É com a luta e a união dos companheiros que vamos encontrar soluções e exigir respeito”, afirma Rafael Marques, presidente do Sindicato.

De acordo com o sindicalista, a empresas está abandonada. Falta até energia elétrica por falta de pagamento. Há anos, afirma Marques, trabalhadores são prejudicados por erros administrativos da direção, situação que só piorou com o passar do tempo. “Os atrasos nos salários eram constantes e os benefícios trabalhistas deixaram de ser pagos. Fizemos várias tentativas de acordo, mas todos acabavam sendo descumpridos”, criticou.

O Sindicato tem também dialogado com várias empresas credoras da Karmann-Ghia em busca de soluções. “O maior patrimônio da empresa são os trabalhadores. Não estamos pensando somente nos direitos, mas em construir alternativas e voltar a operar”.

Acordo com a Ford
Trabalhadores da Ford, em São Bernardo, aprovaram acordo entre sindicato e empresa que evitará 850 demissões que a empresa pretendia fazer desde maio. Acordo garante a manutenção das cláusulas econômicas, PLR e data-base. Renova o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) para trabalhadores horistas previstos por mais três meses. A estabilidade seguirá até janeiro de 2018, condicionada ao desligamento de cerca de 300 funcionários. 

Sistema de trabalho será alterado para o período de crise. Todos os funcionários serão treinados até setembro para se capacitarem ao trabalho nas duas montagens finais, de caminhão e de carro.

A partir de setembro, o PPE será encerrado e cerca de 450 companheiros entrarão em layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho). A fábrica se comprometeu a estudar as possibilidades de revezamento na próxima fase e a não fazer demissões sumárias.

Com os acordos, os trabalhadores esperam passar pelo período de queda no setor automotivo. As análises de mercado indicam o setor terá uma recuperação lenta se nenhuma medida de estímulo muito forte for feita pelo governo. 

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TCE-RJ cita crise ao liberar Detran para gastar R$ 21 mi com tecnologia

Detran argumenta que contratação é necessária para transparência em exames práticos
Detran argumenta que contratação é necessária para transparência em exames práticos

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) liberou o departamento de trânsito – Detran-RJ – para gastar R$ 21.164.970,48 para a contratação, via pregão eletrônico, de empresa que irá instalar equipamentos de monitoramento de veículos usados por autoescolas nos exames práticos de direção. No entanto, alerta para a crise financeira enfrentada pelo estado, que tem, inclusive, atrasado salários de servidores públicos.

Conselheiros do Tribunal recomendaram ao Detran que avalie se a despesa pode ser considerada desnecessária por hora, já que a realização dos exames independe da contratação dos serviços. Apresentado no dia 26 de abril em sessão plenária, o edital foi avaliado por conselheiros da Corte de Contas que determinaram o adiamento do certame nos termos do edital. O Detran cumpriu as exigências e o pregão foi aprovado pelo plenário, apesar do “momento de fragilidade econômica que vivencia o Estado do Rio, quando é público e notório que há cortes de investimentos em diversas áreas e dificuldade no cumprimento do calendário de pagamento dos servidores e fornecedores”, consta no parecer.

De acordo com a autarquia, o monitoramento é necessário para evitar eventuais questionamentos de candidatos. Os equipamentos serão instalados, ainda de acordo com o órgão, auxiliarão a fiscalização dos exames e servirão como instrumento de padronização e auditoria quanto aos critérios utilizados pelos examinadores na avaliação, garantindo mais transparência nos exames de prática de direção.

Pé no freio
Diante do quadro da gestão pública do Rio de Janeiro, o TCE freou os gastos do Detran nos últimos dois meses. As licitações barradas pelo órgão somam gastos superiores a R$ 130 milhões.

A maior foi freada em maio, no valor de R$ 117.225.814,52. O pregão seria realizado para a contratação de empresa especializada em remoção e guarda de veículos aprendidos em fiscalizações do órgão. A contratação, que teria o prazo de 36 meses, foi considerada desnecessária, já que a Polícia Militar realizava pregão com a mesma finalidade.

Em abril, outros dois certames foram barrados. Um deles, cujo valor era de R$ 5.804.927,50, visava a contratação de empresa para o desenvolvimento de serviços especializados como Renach, Renavam e Arrecadação em Produção. O TCE-RJ determinou ao presidente do Detran-RJ a realização de nova pesquisa de mercado “para adequar e/ou justificar os preços unitários estimados da licitação em relação aos salários base/remuneração adotados (consultor especialista no ambiente de tecnologia Adabas, R$ 88,93/h; consultor especialista replicação, R$ 123,24/h; gerente de Projetos Equipe, R$ 136,80/h), com posterior alteração do edital e anexos no que couber”, destaca o voto do conselheiro-relator Aluisio Gama de Souza, levado à sessão plenária nesta quinta-feira (4/4).

No final daquele mês, o Detran foi impedido pelo TCE de gastar R$ 8.273.333,33 em licitação para a contratação de serviços de movimentação, processamento técnico, avaliação de processos administrativos e conservação de acervos de documentos da Divisão de Arquivo Central do órgão. O Tribunal identificou um aumento abusivo no valor a ser gasto com o serviço em relação ao montante utilizado cinco anos atrás para a mesma finalidade. A suspensão tem validade de um ano.

O TCE-RJ exigiu à autarquia a apresentação de dados que justifiquem os preços para cargos previstos na contratação. Outra determinação foi a ampliação da pesquisa de mercado para que haja maior economia nos cofres públicos. O Detran deverá explicar também se existem nos quadros do órgão arquivistas e supervisores, já que o edital prevê contratações para estes setores. E, ainda, se a execução desses serviços está contemplada no plano de cargos do quadro de pessoal do órgão.

 

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CAIXA promove mega feirão de financiamento de veículos

Feirão vai até sábado, com mais de mil concessionárias participantes
Feirão vai até sábado, com mais de mil concessionárias participantes

Cerca de mil concessionárias de todo o país participarão do 10º Salão Auto CAIXA, que tem início nesta quinta-feira, 16, com a promessa de oferecer condições especiais para financiamentos de carros e motocicletas. Até sábado, 18, três mil agentes da CAIXA e 900 operadores do Banco Pan estarão mobilizados para o atendimento aos clientes.

O evento tem o apoio de entidades ligadas a montadoras e distribuidoras de veículos. A intenção é garantir rapidez e estimular a concessão de créditos de até 90% para a aquisição de automóveis. As condições oferecidas pelo banco são de taxas a partir de 1,24% ao mês e prazo de pagamento de até 60 meses para aquisição de novo ou usado.

Para saber qual a concessionária participante mais próxima, basta clicar no link e selecionar estado, cidade e bairro. É possível ainda refinar a busca de acordo com marca, modelo e ano do veículo de interesse. A CAIXA orienta os consumidores que pretendem financiar um veículo a levar RG, CPF, comprovante de renda e de endereço atualizados.

Financiamentos
No mês de maio, o volume de veículos financiados no Brasil atingiu 376.535 unidades, retração de 13,6% na comparação com igual período do ano passado. Entre automóveis leves, motocicletas e pesados foram 145.498 novos e 231.037 usados. Os dados são da Cetip, que opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG) base de dados que impede fraudes nas operações de crédito.

Mesmo em queda, os financiamentos de usados tiveram melhor desempenho em relação aos novos, com recuo de 3,7% na mesma base de comparação, enquanto que o segmento de novos retraiu 25,7%.

No quinquimestre, o cenário se repete. Foram 1.139.024 vendas de usados, 8,7% a menos em relação a maio de 2015. Já os novos , que somaram 729.866 unidades comercializadas, tiveram queda de 28,4%.

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Financiamentos de veículos registram queda em SP

Vendas de automóveis leves recuaram 15% no período
Vendas de automóveis leves recuaram 15% no período

As vendas financiadas de veículos encerraram o mês de abril com retração de 15,4% no Estado de São Paulo na comparação com o mesmo mês de 2015. Entre caminhões, ônibus, implementos rodoviários, automóveis e motocicletas, foram negociadas 103.785 unidades, conforme balanço da Cetip.

Só as vendas de veículos leves no estado recuaram 15% em relação a abril de 2015, com um total de 88.285 unidades, das quais 65.487 são usadas e 22.798 novas. As motocicletas chegaram a 11.674 unidades, montante 18,1% menor em relação a abril de 2015.

A região Sudeste acumula 167.563 financiamentos em abril, o que corresponde a um volume 15,5% inferior nas vendas a crédito se comparado com o mesmo período do ano passado. Deste total, automóveis foram responsáveis por 141.107 negociações e motos 19.849.

Em todo o país, o quarto mês do ano apontou queda de 16,7% nos financiamentos, com 364.531 unidades. Veículos novos somaram 142.842 unidades vendidas a crédito, enquanto os usados chegaram a 221.689.

Emplacamentos
Em volumes totais, as vendas de veículos no Estado de São Paulo apresentam queda de 9,93% em abril sobre março, com 58.324 e 64.756 unidades, respectivamente, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Os licenciamentos de automóveis leves recuaram 9,98%, com 36.872 unidades em abril ante 40.958, em março.

As vendas de motocicletas caíram 12,34%. Foram 12.877 unidades em abril contra 14.680 em março. Na mesma base de comparação, os emplacamentos de ônibus e caminhões sofreram retração de 12,24%, com 1.369 e 1.560 unidades.

Ranking
O ranking de vendas totais de veículos de passeio zero km em São Paulo, que registrou 24.820 emplacamentos em abril, é liderado pelo GM Onix, com 3.120 unidades. A segunda posição é do Hyundai HB20, líder de vendas na primeira semana de maio, que no mês passado registrou 2.843 licenciamentos. O topo três é encerrado com o suvinho HR-V, da Honda, com 2.014 unidades vendidas.

Na quarta posição dos mais vendidos aparece o Corolla, sedan da Toyota que registrou 1.794 vendas mês passado. O quinto colocado é o Prisma, sedan compacto da GM que teve 1.425 emplacamentos no período. Outro destaque de vendas no quadrimestre, o Jeep Renegade atinge no quarto mês do ano 1.292 emplacamentos, cravando a sexta posição.

Compacto mais vendido na versão 1.0 no ano passado, Ford Ka é o sétimo do ranking da rede paulista de distribuição de veículos, com 1.256 unidades. Volkswagen Up! é o oitavo da lista, com 1.231 unidades e o Gol, também da montadora alemã, assume a nona posição cm 1.214 licenciamentos. O ranking tem outro Volkswagen, que fica na décima posição, com 1.170 unidades.

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Indústria defende uso de capital privado para modernizar infraestrutura

Investimentos em infraestrtura são um dos dez pilares para restabelecer a economia até 2022
Investimentos em infraestrtura são um dos dez pilares para restabelecer a economia até 2022

Estradas precárias, portos ineficientes, entre outros problemas de infraestrutura que encarecem a produção e tiram a capacidade das empresas de competirem no mercado externo teriam um cenário diferente se o setor privado tivesse participação efetiva no investimento e na gestão dos serviços. A afirmação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Para o gerente-executivo da entidade, Wagner Cardoso, aumento na disponibilidade dos serviços de infraestrutura é um desafio urgente no governo interino de Michel Temer. “Os prejuízos da falta de expansão, manutenção e modernização destes serviços são altos, e o setor produtivo nacional sente os efeitos desta deterioração”, ressalta o gerente da CNI. “Exemplo disso está no estudo da CNI Sudeste Competitivo. Conforme o trabalho, um investimento de R$ 63,2 bilhões na malha da região Sudeste propiciaria uma economia anual de até R$ 8,9 bilhões com o transporte de cargas para o setor produtivo”, cita.

Leia também: Temer corre para destravar concessões

Em um momento de mudanças no governo federal, a CNI ressalta a necessidade de atrair o capital privado para ampliar os investimentos e modernizar a infraestrutura. Entre as 36 propostas da “Agenda para o Brasil sair da Crise”, documento entregue pela confederação ao presidente, nove medidas contemplam a infraestrutura: Rever as atribuições da Petrobras nas licitações do Pré-sal; privatizar as administrações portuárias públicas; aumentar a participação privada nos serviços de água e esgoto; modernizar as condições de acesso ao gás natural importado; modernizar as concessões para exploração de gás natural em terra; concluir o processo de revisão das poligonais dos portos organizados; cobrar a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) de forma proporcional; considerar os custos totais nos leilões de energia elétrica; e aumentar a geração térmica na base do sistema.

O mapa estratégico da indústria mostra que a infraestrutura é um dos dez fatores-chave para o crescimento da economia até 2022. Para ter uma rede de transporte integrada e eficiente, garantia de abastecimento de energia e saneamento básico, é preciso aumentar os investimentos na área dos atuais 2,45% do PIB para 3,65% em 2017 e chegar a 5% do PIB em 2022.

Ranking de infraestrutura e logística. Imagem: CNI
Ranking de infraestrutura e logística. Imagem: CNI

O país está na 76ª posição entre 144 países com relação à infraestrutura. O patamar ocupado está abaixo de países no mesmo estágio de desenvolvimento. Em infraestrutura e logística, o país aparece na 14ª posição entre 15 países pesquisados.

Especialista em infraestrutura, o economista Cláudio Frischtak defende que o novo governo anuncie uma agenda de medidas com baixo impacto fiscal para ser implementada imediatamente. “É preciso adotar um conjunto de medidas de curto prazo e a um custo baixo, mas com impacto relevante para atrair a participação privada nas obras de infraestrutura”, sugere Frischtak.

“Em primeiro lugar, é preciso definir que a melhoria da qualidade do serviço de infraestrutura não é uma agenda de governo, mas do Estado. Os investidores – tanto os que vão operar quanto os que vão financiar as obras – precisam de garantias de médio e longo prazo. Para isso, é preciso ter um mínimo de estabilidade nas regras”, completa o economista.

Agenda para salvar o Brasil da crise prevê privatização de portos
Agenda para salvar o Brasil da crise prevê privatização de portos

Para Cláudio Frischtak, o momento é mais do que oportuno para a definição de uma nova agenda de infraestrutura. Ele avalia, no entanto, que as mudanças mais significativas dependerão de pressões da sociedade. “Não tenho dúvida de que haverá mudanças. Os absurdos mais extremos certamente serão corrigidos. Em um primeiro momento, é preciso que o governo faça uma avaliação do que deve seguir adiante, do que deve ser paralisado, do que pode repassar ao setor privado e do que deve ser concluído pelo próprio governo”, opina. “O Brasil tem uma sociedade civil desenvolvida, empresas sofisticadas e um Estado que funciona muito mal, cuja capacidade de execução é terrível”, acrescenta.

Atrasos
O atraso das obras é considerado pela indústria um dos mais graves problemas da agenda de infraestrutura do país. Alguns projetos se arrastam por décadas e, em muitos casos, as empreitadas seguem inacabadas. “Tal situação afeta consumidores e empresas, acarreta desperdício de recursos públicos e compromete o desenvolvimento do Brasil”, avalia Wagner Cardoso.

As perdas para a economia e os cofres públicos por conta desta morosidade chegam a R$ 28 bilhões. Segundo o gerente da CNI, os projetos demandam qualificação, fixação de prazos, decisões técnicas e coordenação.

Consultor na área de transporte e logística, o ex-presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) Bernardo Figueiredo afirma que qualquer investimento em infraestrutura pressupõe participação privada e pública. “Não tem mágica. Sem dinheiro público, é preciso conceder o que já está pronto para a iniciativa privada fazer novos investimentos, modernizar e administrar”, diz, citando como exemplos rodovias, portos e aeroportos.

Figueiredo afirma que parte das soluções para modernizar a infraestrutura está listada em estudos que são ignorados. “Temos diagnósticos amplos, a convergência em torno de apontar quais são os investimentos prioritários é enorme. A própria CNI desenvolveu o Brasil Competitivo, que enumera vários projetos necessários para desenvolver a infraestrutura e integrar melhor o país”, pontua, ao defender que as sugestões sejam encampadas pelo poder público. “Reduzir custo é o grande objetivo para aumentar a competitividade”, finaliza.

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Estradas precárias causam milhares de demissões no transporte em MG

Governo suspendeu obras nas BR-381/MG, importante ligação com o Espírito Santo
Governo suspendeu obras nas BR-381/MG, importante ligação com o Espírito Santo

A precariedade das estradas brasileiras, um desafio diário na vida do transportador, é mais um fator apresentado como responsável na redução dos postos de trabalho do setor em Minas Gerais. Levantamento da Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado – Fetcemg – aponta 25 mil demissões e a desaceleração da atividade.

Estima-se que 12 a 12 mil caminhões estejam parados em Minas Gerais desde o início do ano. As demissões tiveram alta de 35% no período. O Ministério dos Transportes reconhece os fechamentos de postos de trabalho nas transportadoras mineiras, que tiveram boa parte dos desligamentos feitos no primeiro bimestre. As baixas nas carteiras de trabalho representam um terço dos resultados do ano passado, quando 76,4 mil pessoas perderam seus empregos no setor.

Enquanto isso, trabalhadores e transportadores assistem à degradação do sistema rodoviário mineiro e veem promessas de duplicação de rodovias e de recuperação da malha ficarem no papel. “O desprezo com a infraestutura é uma constante. A especulação de possíveis cortes no orçamento e a suspensão de contratos de supervisão de obras pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), incluindo a BR-381 acendeu ainda mais o alerta para o nosso setor”, comenta Vander Costa, presidente da Fetcemg.

Os valores destinados pelo governo federal para a infraestrutura de transporte pelo Projeto de Lei Orçamentária de 2016 caíram 11,8%, por conta dos cortes orçamentários definidos para o reajuste fiscal. Outro dado alarmante vem da Confederação Nacional do Transporte (CNT), que aponta que somente 11% das estradas brasileiras possuem pavimento, o que reduz a eficiência do transporte e encarece os custos logísticos em até 40%.

“Os empresários do setor têm visto o faturamento minguar enquanto a crise política e econômica deixa o país estagnado. É lamentável essa postura do governo. Qualquer leigo sabe que investimento em infraestrutura é a melhor maneira para dar um alento à economia e ajudar o país a voltar a crescer”, afirma Vander Costa.

De acordo com o dirigente, a suspensão pelo governo das obras da BR-381, importante rota entre Belo Horizonte e o Espírito Santo, trouxe prejuízos para empresários do transporte que investiram em equipamentos. “Muitos empresários investiram e agora ficarão no prejuízo. Trata-se de mais um crime de responsabilidade do governo, ao começar obras e não terminá-las”, enfatiza Costa.

A sobrecarga da rodovia produz lentidão, buracos e risco de acidentes, gerando prejuízo para os transportadores. “Uma estrutura que já era ruim, com a paralisação de investimentos e obras, vai ficar caótica”, afirma o diretor do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (Setcemg), Ulisses Cruz.

“Com as obras paradas, ou seja, com bloqueios na pista, mas sem avanço nas obras, nos restou mais tempo de viagem, mais consumo de combustível, mais consumo de pneus e de componentes de suspensão”, conclui o diretor.

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Vendas de implementos rodoviários caem 31% no quadrimestre

Foto_Rodoss_1As vendas de implementos rodoviários registraram queda de 31% entre janeiro e abril deste ano. Foram 21.008 unidades em 2016, ante 30.499, no ano passado, revela a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir).

No segmento de pesados, as vendas de reboques e semirreboques recuaram 12,8%, registrando o pior quadrimestre em 12 anos para o segmento. Já o setor de carroceira sobre chassis, para comerciais leves, a retração foi de 39,1%, os primeiros quatro meses do ano piores desde 2007.

Leia também: Caminhoneiros terão incentivos na renegociação de dívidas

“A falta de perspectiva de retomada do mercado agrava ainda mais a situação criando um círculo vicioso onde o desempenho negativo cresce ainda mais”, afirma Alcides Braga, presidente da Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários).

Caminhões e ônibus
O cenário político-econômico também influenciou negativamente o desempenho da indústria de caminhões e ônibus. Na soma dos quatro meses do ano foram vendidos 17,3 mil caminhões, resultado 31% inferior de igual período do ano passado. As 4,2 mil unidades comercializadas em abril ficaram 13,2% abaixo das 4,8 mil de março. A produção registrou decréscimo de 9,2% na comparação das 5,2 mil unidades de abril contra as 5,7 mil de março e 24,3% no confronto com as 6,9 mil de abril de 2015.

As vendas de ônibus caíram 46,3% no quadrimestre, com 3,6 mil unidades vendidas no período, ante 6,8 mil, em igual período do ano passado. Em abril, as 916 unidades emplacadas foram 7,2% menores em relação as 987 comercializadas em março. No comparativo com abril de 2015, quando 1,6 mil unidades foram licenciadas,

A produção também registrou retração, de 4,2%, no comparativo entre os 1,6 mil chassis para ônibus de abril e os 1,7 mil de março. Ante o mesmo mês do ano anterior com 2,1 mil unidades, a queda é de 23,1%. No quadrimestre, as 5,9 mil unidades que saíram das linhas de montagem representam baixa de 39,2% em relação as 9,7 mil do ano passado.

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Crise política aumenta pessimismo de setor automotivo

Entre o início de 2015 e abril de 2016, mais de 1 mil concessionárias foram fechadas
Entre o início de 2015 e abril de 2016, mais de 1 mil concessionárias foram fechadas

O impasse em torno do impeachment da presidente Dilma Rousseff aumenta o clima de pessimismo nas concessionárias e revendas de veículos do país. Nesta terça-feira, 3, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) revisou mais uma vez para baixo as previsões de faturamento para este ano. A expectativa é agora é de queda de 15% nos emplacamentos em todos os segmentos – em janeiro, a Federação aguardava recuo de 5,2%.

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O maior impacto é esperado entre caminhões, com 23% licenciamentos a menos em comparação com 2015. As vendas de ônibus devem recuar 21%; de automóveis e comerciais leves, 20% e de implementos rodoviários, 8,5%. A demanda menor por motocicletas deve registrar queda acumulada de 5% até dezembro.

Com a redução drástica das vendas, muitas concessionárias fecharam as portas. O total de estabelecimentos que encerraram as atividades neste ano chega a 404, com um total de 6.299 lojas em funcionamento. As demissões atingiram 16 mil trabalhadores entre janeiro e abril. Desde 2015, ano em que a procura por veículos começou a frear, as lojas fechadas já chegam a 1 mil. Cerca de 48 mil funcionários foram desligados.

Desempenho
Os emplacamentos de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários sofreram queda de 9,3% no mês de abril considerando o desempenho de março. Foram 266.526 unidades emplacadas contra 293.913, na base de comparação. Já quando confrontado com o mesmo mês do ano passado, o setor automotivo apresenta retração de 21,34%. No acumulado do ano, todos os setores somados recuaram as vendas em 22,52%, com 1.064.521 licenciamentos, contra 1.373.864, em igual período de 2015.

Automóveis e comerciais leves tiveram queda de 9,06% em abril na comparação com março – foram 157.579 contra 173.270 unidades, respectivamente. Em relação a abril de 2015 – 211.614 unidades – as vendas diminuíram 27,62%. Foram emplacadas 622.620 unidades no quadrimestre, contra 860.255 no período acumulado de 2015.

Para Alarico Assumpção Júnior, presidente da Federação, há forte influência do cenário político no desempenho fraco do setor. “A falta de uma visão clara de um futuro político e econômico faz com que os consumidores estejam mais contidos na realização de compra de bens e de investimentos, assim como os bancos estão mais cautelosos na oferta de crédito. Também as recentes notícias do aumento das taxas de juros sobre saldos devedores, somadas ao alto índice de desemprego, retardam o desejo de consumo da população. Esses e outros fatores resultaram na retração acumulada no primeiro quadrimestre deste ano”, argumenta.

Assumpção Júnior ressalta, ainda, que o menor número de dias úteis em abril também impactou o desempenho das vendas. “Em abril, tivemos três dias úteis a menos que o mês anterior, o que justifica a queda mais acentuada nos emplacamentos, pois, se considerados os dias úteis, as vendas diárias registraram uma pequena melhora, em torno de 5%, o que significam 668 unidades/dia emplacadas a mais que no mês de março”, analisa o presidente.

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