Super Programa de ZERO Acidentes no Brasil

Programa dissemina a segurança no trânsito através de educação e planejamento
Programa dissemina a segurança no trânsito através de educação e planejamento

Por Odir Freire* – A Suécia sempre foi um pais referência em qualidade de produtos e bem estar social, vez ou outra sempre ouvimos alguém dizer que gostaria de morar naquele país. Eles detêm um departamento de segurança de trânsito com a grande pretensão de eliminar vítimas em acidentes envolvendo veículos automotores. Um grande desafio mesmo para um país que possui excelência em produção de bens de consumo e prestação de serviços.

O Vision Zero é um programa de origem sueca com iniciativa governamental e da indústria com objetivo de disseminar a segurança no trânsito através de educação e planejamento, fazendo a mobilidade se tornar menos violenta. Desde 1994, este projeto tem diminuído os índices de mortalidade no trânsito da Suécia. Outros países que queiram mudar as estatísticas podem entrar em contato com o projeto pelo site http://www.visionzeroinitiative.com/

A empresa sueca Volvo de caminhões e automóveis tomou a iniciativa desde 1987 e tem trabalhado no Brasil, evitando acidentes com os modelos de sua marca. Desde que foi inaugurada a empresa sempre esteve preocupada com a segurança de usuários de seus veículos, o próprio cinto de três pontas é prova disto. Atualmente mantém o Programa Volvo de Segurança no Trânsito, com atualizações frequentes sobre as estatísticas nas estradas brasileiras, o conteúdo pode ser acessado no http://pvst.com.br/

Ao especialista Médico de Tráfego cabe a responsabilidade de orientar e julgar precedentes dos candidatos à habilitação, o diálogo que conduz a entrevista é simplesmente importante para entender e julgar aptidão do candidato quanto o exame físico. Obvio que a experiência ainda é fundamental na orientação correta do candidato, mas não devemos deixar de dar importância à preparação cientifica e aos eventos como aprendizados constantes. Estes últimos com intuito de valorizar ainda mais a especialidade.

Nesta função o médico estaria à frente de um super programa contra os acidentes nas estradas brasileiras, pois aprovando corretamente os condutores, trabalha de forma preventiva nos acidentes de trânsito, de forma que diminuiremos as taxas de mortalidade, ligado ao movimento de veículos e pedestres, ainda considerado alto pelo órgão internacional de Medicina de Tráfego.

 

*Dr. Odir Freire é membro da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego – Abramet

 

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Especialistas consideram “falta de educação” principal causa de acidentes de moto

Proposta de corredores exclusivos para motocicletas é debatida na Câmara dos Deputados
Proposta de corredores exclusivos para motocicletas é debatida na Câmara dos Deputados

A falta de educação no trânsito é considerada a principal causa de acidentes envolvendo motociclistas no Brasil. A opinião é de especialistas que discutiram na terça-feira, 28, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 5007/2013, que reserva faixa exclusiva para motocicletas em vias de tráfego pesado.

O debate foi proposto pela Frente Parlamentar do Trânsito Seguro. Parar de adestrar motoristas é a opinião de um dos participantes para que condutores tenham mais consciência de suas responsabilidades. “Temos que ter vergonha da forma como somos habilitados, da maneira fútil, fácil e banal como se tira uma habilitação neste País”, disse o diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurélio Ramalho. “Não adianta criar faixas exclusivas se os motoristas não conhecem e não respeitam as regras de trânsito”, ressaltou.

De acordo com o diretor de Planejamento, Projeto e Educação da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET), Tadeu Leite, a capital já teve faixas exclusivas para motos nas avenidas Liberdade e Sumaré, mas acabou desativada. “A aceitação foi ótima, mas o número de acidentes aumentou 145% e o de atropelamentos, 33%”, disse Leite, referindo-se à Avenida Sumaré.

Um dos problemas das faixas exclusivas, segundo Leite, é a movimentação de entrada e saída das faixas exclusivas e a presença de cruzamentos e de pedestres. “O projeto foi bem aceito por 90% dos motociclistas, mas o mau comportamento de todos determinou o encerramento dos dois projetos”, disse o representante da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), José Eduardo Gonçalves. “No caso de São Paulo, faltou sinalização adequada, fiscalização e educação de motoristas para que a experiência tivesse êxito”, defendeu.

Formação de condutores
O presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Motociclista, deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), concordou que os acidentes com motociclistas se devem preferencialmente a falhas no processo de formação de condutores. Ele relatou ter sido vítima de acidente de moto logo no primeiro passeio. “Tirei a habilitação rapidinho, sentei e sai andando. Em 40 minutos, estava no chão. Caí a 90 quilômetros por hora”, disse o deputado, que atribui a queda à falta de preparo para pilotar a moto. “A educação para o trânsito no Brasil é uma lástima. Os Detrans têm recursos, mas não investem em educação”, defendeu.

As faixas exclusivas para motos foram rejeitadas na Comissão de Desenvolvimento Urbano, que alegou inconstitucionalidade no projeto por entender que lei federal não pode obrigar municípios a implantarem faixas viárias exclusivas. A Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/12) assegura aos municípios a competência para promover o planejamento e o controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano.

No entanto, foi apresentada emenda para permitir que as motos transitem nos corredores, espaços entre veículos, quando o trânsito estiver parado. Proposta agradou a maioria dos debatedores. Para o presidente da Federação de Motoclubes do Rio de Janeiro, Humberto Montenegro, a proposta é a mais rápida de ser implementada. “Os motociclistas já utilizam esse corredor virtual (entre os carros), só precisamos colocar regras, como o limite de velocidade”, disse.

 

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Balões aumentam risco de acidentes aéreos

Em 25% doa casos, balões obrigaram mudanças de rota de aviões
Em 25% doa casos, balões obrigaram mudanças de rota de aviões

Só neste ano, 211 ocorrências foram registradas pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) ocorrências de balões não tripulados. Os artefatos, que aparecem nos céus com mais frequência no período de festas juninas, aumentam os riscos de acidentes aéreos.

Casos são confirmados por pilotos, controladores de tráfego aéreo e operadores aeroportuários. No Estado de São Paulo foi registrada a metade dos casos: 132. Rio de Janeiro e Paraná vêm em seguida com 51 e 19 ocorrências, respectivamente. No mês de junho, o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, registrou seis ocorrências, sendo 39 desde o início do ano. Segundo a GRU Airport, esses foram apenas aqueles balões que caíram na pista ou dentro do sítio aeroportuário. Viracopos, por sua vez, registrou 10 quedas de balão dentro da área do aeroporto este ano, sendo que em 2015 foram 35 registros.

De todas as ocorrências, cerca de 25% provocaram algum efeito no voo, ou seja, obrigaram o piloto a desviar, fazer manobras bruscas, abortar operações de pousos ou decolagens e arremeter a aeronave por risco de colisão.

Soltar balões é crime por conta dos prejuízos à navegação aérea. Quem for pego pode ser preso, com pena de dois a cinco anos de reclusão, conforme o artigo 261 do Código Penal.

A Secretaria de Aviação Civil (SAC) alerta a população sobre o tema com a campanha “Balão é Coisa Séria”. São ações nas redes sociais e em portais institucionais que esclarecem os riscos e possíveis consequências dessa prática no Brasil.

Além dos danos à navegação aérea, balões não tripulados também podem causar danos à rede elétrica e cair em florestas, residências e indústrias, provocando incêndios e colocando em risco a segurança de quem está no solo. A SAC alerta, também, que mesmo os balões chamados de “ecológicos”, apesar de não causarem incêndios, também põem em risco o tráfego aéreo.

Qualquer cidadão que tenha avistado balões perto de aeronaves em procedimento de pouso, decolagem ou em voo de cruzeiro, pode fazer o registro da ocorrência no portal do Cenipa – clique aqui para acessar o formulário. Ações suspeitas relacionadas à soltura de balões podem ser também reportadas para a polícia (190) ou pelo disque denúncia (181).

 

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Bahia tem redução de mortes nas estradas durante festas de São João

Período de festas registrou 11 mortes nas estradas baianas
Período de festas registrou 11 mortes nas estradas baianas

Cidades que têm a tradição de comemorar o Dia de São João tiveram suas estradas monitoradas com foco na Lei Seca entre os dias 22 e 26 de junho. O resultado foi a redução de 52% no número de mortos em comparação com o período de festas em 2015.

Neste ano, foram registrados 20 acidentes graves com 81 feridos e 11 mortos. Já no ano passado foram 45 acidentes que feriram 117 pessoas e mataram outras 23. As ocorrências graves tiveram redução de 55,56%. O balanço foi divulgado pela força-tarefa que integrou equipes do Detran, Polícia Rodoviária Federal (PRF), polícias Civil e Militar e prefeituras.

No período junino foram abordados 14.923 veículos e 24.674 pessoas nos acessos a dez municípios do Estado onde ocorrem as festas mais procuradas. Mais de 4,5 mil condutores fizeram testes de bafômetro que levaram à atuação de 102 deles na Lei Seca.

Diretor-geral do Detran-BA, Lúcio Gomes, avalia que os resultados são positivos. “Tínhamos projetado uma redução de 40% no número de mortes e passamos de 50%. Tivemos mais de 50% de redução também em acidentes graves. Acertamos quando decidimos unir esforços com as polícias para aumentar a segurança nas rodovias. Agora, vamos consolidar os dados para definir ações nos locais com maior incidência de infrações e acidentes, como prevenção para os próximos feriados prolongados”.

As primeiras ações aconteceram nos municípios de Santo Antônio de Jesus, Cruz das Almas, Amargosa, Feira de Santana, Valença, Itabuna, Porto Seguro, Itaberaba, Euclides da Cunha e Irecê.

Na capital baiana, o Detran e a Transalvador promoveram campanha educativa na rodoviária e no sistema ferry-boat. Quem embarcou para curtir os festejos juninos no interior recebeu uma cartilha com dicas de segurança no trânsito e o alerta para o risco da mistura álcool e direção. O Detran fez campanha também nas lojas das festas de forró mais procuradas, que funcionam no Shopping da Bahia.

 

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“Sou + 1”: Contran define tema da Semana Nacional de Trânsito

Tema foi inspirado em Movimento Maio Amarelo
Tema foi inspirado em Movimento Maio Amarelo

“Eu sou + 1 por  um trânsito + seguro” é o mote Semana Nacional de Trânsito, definido na reunião do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) do dia 24 de maio que teve na pauta o evento, que será realizado de 18 a 25 de setembro.

A temática acompanha a evolução das ações do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) em torno da Década Mundial de Ações Para a Segurança do Trânsito – 2011/2020, cuja finalidade é lembrar o cidadão de sua responsabilidade no trânsito e valorizar atitudes que estimulem a segurança viária.

“O ator do trânsito deve ser tratado como alguém que tem o poder de decidir o seu destino e que é o responsável pelas próprias ações e sofrerá as consequências de suas escolhas.  Assim, o tema “Década Mundial de Ações Para a Segurança do Trânsito – 2011/2020: Eu sou + 1 por um trânsito + seguro”, possibilita realizar ações focadas em pedestres, ciclistas, motociclistas, passageiros e condutores”, avaliou o órgão em nota.

Maio Amarelo
O tema definido pelo Contran é inspirado na campanha mais recente do Movimento Maio Amarelo, que usou o slogan “Eu sou + 1 por um trânsito mais humano”. A iniciativa chamou a atenção do Denatran que entendeu que poderia dar continuidade ao tema, reforçando o conceito de que atitudes individuais no trânsito fazem a diferença no coletivo.

O Movimento Maio Amarelo envolve representantes de 18 estados (AL/AM/BA/CE/ES/GO/MT/MS/MG/PA/PB/PR/PE/RJ/RS/RO/SC/SP/SE) que são escalados anualmente para durante o mês de maio auxiliarem nas ações em suas regiões. São pessoas que já atuam no meio, em diversas áreas, foram convidadas e aceitaram o desafio. Elas dão exemplo diariamente e não medem esforços para levar a conscientização para um trânsito mais seguro para todos os municípios.

Quarto do ranking
O Brasil é um dos países recordistas em mortes no trânsito. A taxa de mortes é de 23,4 vítimas fatais para cada 100 mil habitantes, segundo informou a Organização Mundial de Saúde (OMS) na quinta-feira, 19, em Genebra, na Suíça. Trata-se do quarto país no ranking da violência no trânsito no continente americano, atrás somente de Belize, República Dominicana e Venezuela, a última, com o maior índice, de 45,1 mil óbitos, na mesma base de comparação.

O número de mortos nas estradas, ainda de acordo com a OMS, chegarão a 1 milhão por ano em 14 anos. Essa projeção de acidentes terá reflexos mais violentos em países em desenvolvimento, o que inclui o Brasil. “Mais de 90% de mortes no trânsito ocorrem nesses países que detêm 82% da população mundial, mas apenas 54% de veículos registrados”, destaca o documento.

A Organização culpa a regulamentação fraca, precariedade das vias, fragilidade dos veículos e aumento da frota. Os acidentes com veículos figuram a nona causa de morte no mundo entre pessoas de 15 a 69 anos.

A violência no trânsito é uma das ameaças para o aumento da esperança de vida em muitos países, apesar de o indicador ter aumentado em cinco anos, a maior aceleração desde os anos 1960.

 

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Comissão da Câmara aprova aumento de pena para motorista embriagado

Proposta aumenta tempo de pena conforme gravidade de lesão provocada em acidente
Proposta aumenta tempo de pena conforme gravidade de lesão provocada em acidente

Penas mais rígidas para motoristas que dirigirem sob efeito de bebida alcoólica ou outras drogas, propostas no Projeto de Lei 7623/14, foram aprovadas pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados. Redação amplia ainda as sanções conforme a gravidade do dano que, em caso de morte, pode levar à reclusão de cinco a dez anos.

Hoje, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB – Lei 9.503/97) não estabelece pena para quem comete homicídio culposo dirigindo embriagado. A pena é de detenção de dois a quarto anos, além da suspensão ou proibição do direito de dirigir. Proposta similar tramita no Senado. Vale lembrar que recentemente foi sancionada a Lei 13.281/2016 que retira do CTB a pena de reclusão de dois a quatro anos por homicídio culposo provocada em racha ou por condutor embriagado. Medida põe fim à controvérsia de enquadramento do crime no CTB e permite ao juiz julgar a causa com base no Código Penal, que prevê pena de um a três anos de detenção por homicídio culposo e de reclusão de seis a 20 anos por crime doloso.

Projeto em tramitação estipula ainda pena de três a seis anos de reclusão, sem prejuízo das outras penas, para motoristas embriagados ou sob efeito de drogas que provocar lesão corporal de natureza grave ou gravíssima. Em caso de lesão leve, a pena pode chegar a quatro anos de prisão.

“Há a necessidade de que o homicídio decorrente de embriaguez ao volante tenha uma pena mais grave do que a que consta atualmente no CTB”, avalia o relator, deputado Remídio Monai (PR-RR). Segundo ele, a solução é incluir penas mais graves para os casos de lesão ou morte, seguindo a mesma linha já adotada no CTB.

Se aprovada a matéria, o motorista simplesmente flagrado sob a influência de álcool ou de outra substância psicoativa estará sujeito a pena de detenção de um a três anos, multa e suspensão ou proibição do direito de dirigir. A pena prevista no CTB atualmente é de seis meses a três anos de detenção.

Reabilitação
A proposta amplia de dois para quatro anos o tempo necessário para que o motorista possa requerer sua reabilitação no caso em que, mesmo com a habilitação suspensa, conduza veículo sob a influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência.

“O modo adequado para diferenciar o condutor que conduz veículo com a habilitação suspensa daquele que, além disso, ainda o faz embriagado, seria propormos a diferenciação da punição dessas condutas por meio da ampliação do período após o qual o infrator poderá requerer sua reabilitação, a partir da cassação”, disse o relator.

A proposta será ainda analisada pelas comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, irá para o Plenário.

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Ministério estuda criação de Agência Nacional de Segurança Viária

Por ano, 43 mil brasileiros morrem no trânsito
Por ano, 43 mil brasileiros morrem no trânsito

O país pode ter uma agência nacional para tratar da segurança viária. A instituição do órgão, que deve nortear e indicar parâmetros e referências para gestão do trânsito, será analisada pelo Ministério das Cidades.

A proposta foi feita pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) e foi entregue por membros da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, da Câmara dos Deputados, ao ministro Bruno Araújo.

Segundo o Obseratório, a Agência é uma necessidade para coordenar e integrar os demais órgãos de trânsito para adoção de medidas que contribuirão com a redução de acidentes de trânsito no país. O tema é uma preocupação mundial e, inclusive, amplamente trabalhado pelos países signatários de tratado com a ONU que prevê a redução da violência no trânsito na década 2010-2020.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), calcula que o trânsito mata 1,25 milhão de pessoas por ano. No Brasil, em 2014 (últimos dados oficiais disponíveis), mais de 43 mil pessoas morreram por conta de acidentes nas vias e rodovias do país.

O Brasil é um dos países recordistas em mortes no trânsito. A taxa de mortes é de 23,4 vítimas fatais para cada 100 mil habitantes. Trata-se do quarto país no ranking da violência no trânsito no continente americano, atrás somente de Belize, República Dominicana e Venezuela, a última, com o maior índice, de 45,1 mil óbitos, na mesma base de comparação. As informações são da Agência Folhapress.

O número de mortos nas estradas, ainda de acordo com a OMS, chegarão a 1 milhão por ano em 14 anos. Essa projeção de acidentes terá reflexos mais violentos em países em desenvolvimento, o que inclui o Brasil. “Mais de 90% de mortes no trânsito ocorrem nesses países que detêm 82% da população mundial, mas apenas 54% de veículos registrados”, destaca a Organização.

A Organização culpa a regulamentação fraca, precariedade das vias, fragilidade dos veículos e aumento da frota. Os acidentes com veículos figuram a nona causa de morte no mundo entre pessoas de 15 a 69 anos.

A violência no trânsito é uma das ameaças para o aumento da esperança de vida em muitos países, apesar de o indicador ter aumentado em cinco anos, a maior aceleração desde os anos 1960.

Na África, o tratamento contra a malária e o vírus HIV é responsável pelo aumento da longevidade. A expectativa de vida dos africanos chega aos 60 anos. No continente americano, o indicador manteve-se estável. Já entre os brasileiros, a esperança de vida é de 72 anos para homens e de 79 anos para mulheres.

Em todo o mundo, os suíços podem viver até 81,3 anos e, para as mulheres, a maior expectativa é no Japão, com 86,8 anos. O menor indicador é em Serra Leoa, com 50,8 anos para homens e 49,3 para mulheres.

Em termos globais, para os homens o país com a esperança de vida mais elevada é a Suíça (81,3 anos) e, para as mulheres, o Japão (86,8 anos). Na base da pirâmide, aparece Serra Leoa com 50,8 anos para os homens e 49,3 anos para as mulheres.

 

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Feriado de Corpus Christi tem queda nos acidentes em rodovias

Fiscalização foi intensificada no período com foco na Lei Seca
Fiscalização foi intensificada no período com foco na Lei Seca

Balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal aponta que houve redução de 34% nos acidentes nas estradas federais no feriado prolongado de Corpus Christi. De acordo com a PRF, a queda ocorreu devido ao reforço do efetivo em trechos com maior ocorrência de colisões.

Em 2015, foram 2.002 ocorrências e, neste ano, 1.329. De 25 a 29 de maio, o órgão contabilizou 1.204 feridos – já em 2015 foram 1.439, 16% a mais. Já as mortes cresceram 8%, passando de 118 óbitos neste ano contra 109 no ano anterior.

A fiscalização da Lei Seca foi um dos focos da Operação Corpus Chisti. Em cinco dias, a PRF realizou 38 mil testes de bafômetro, com 695 autuações. Ao todo, 96 condutores foram encaminhados para a delegacia por conduzirem sob efeito de álcool.

Em todo o Brasil, 134.040 pessoas foram fiscalizadas. As abordagens resultaram em 28.750 autuações. Por ultrapassagem irregular foram 4.698 infrações. Outros 54 mil motoristas foram flagrados por radares trafegando acima do limite de velocidade permitido.

Dados apontam 134.040 pessoas fiscalizadas em todo o Brasil. As fiscalizações também resultaram em 28.750 autuações de trânsito. Ao todo, 4.698 condutores foram autuados por ultrapassagem irregular, outros 54 mil motoristas foram flagrados por radares trafegando com velocidade superior à permitida.

A atuação da PRF não se restringiu a fiscalização de trânsito e as apreensões de drogas tiveram grandes resultados neste feriado. Foram apreendidas 11,8 toneladas de maconha e 65 quilos de cocaína.

Indenizações
Dados da Seguradora Líder-DPVAT apontam que as indenizações pagas por conta de acidentes no período de Corpus Christi aumentaram a cada ano. Em relação a 2010, os registros em 2015 tiveram alta de 36%. Destaque para acidentes com motocicletas, que tiveram um crescimento de 59%, sendo que os casos de invalidez permanente para esta categoria de veículos, no mesmo período analisado, cresceram 85%.

Acidentes que resultaram em invalidez representam o maior percentual de sinistros pagos em todos os anos verificados. Em 2015, 72% dos pagamentos foram por este motivo. No feriado do ano passado, eventos com morte tiveram maior incidência no sábado e no domingo, com 60% dos registros. Os homens foram as maiores vítimas dessas ocorrências, com 77% dos pagamentos, contra 23% das mulheres. Nos anos de 2014 e 2015, pessoas com idades entre 18 e 34 anos estiveram envolvidas em mais de 50% dos acidentes de trânsito.

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Pedestre ao celular tem 80% mais chances de ser atropelado

Vício por celular virou um perigo no trânsito
Vício por celular virou um perigo no trânsito

A distração com o aparelho celular pode resultar em atropelamentos. Digitar, ler, falar e usar o fone de ouvidos aumentam as chances de acidentes em até 80%. A conclusão é do Departamento Estadual de Trânsito do Paraná (Detran-PR). O Estado já soma 1.387 acidentes do tipo no primeiro quadrimestre do ano.

As ocorrências são registradas principalmente em Curitiba, Maringá, Londrina, Ponta Grossa, São José dos Pinhais e Cascavel. “No ano passado realizamos uma grande ação para alertar os motoristas dos perigos de digitar e dirigir, mas o problema também atinge os pedestres. Desatentos, eles não escutam buzinas, não percebem bicicletas, atravessam as ruas sem olhar. O risco desta desatenção pode ser fatal”, conta o diretor-geral do Detran, Marcos Traad.

A dependência do smartphone é assumida pela estudante Jessica Netto, de 24 anos. Ela não desgruda do aparelho, nem mesmo para andar pelas ruas. “Caminho todos os dias para a faculdade e usar o celular durante o meu trajeto é como um vício. Já tropecei e esbarrei diversas vezes com as pessoas, mas mesmo assim não parei de utilizar o celular. Eu só presto um pouco mais de atenção quando chego perto da rua, para poder atravessar. É perigoso, sei que não é um hábito seguro, vou tentar parar”, diz.

Já a aposentada Igle Maria Bogucheski, 56, evita usar o aparelho enquanto caminha. “Uso pouquíssimo o celular durante os meus trajetos, pois se eu digitar nessas letras miúdas. ao mesmo tempo em que estou andando, o risco de cair ou bater será muito maior. Então prefiro parar, digitar e depois continuar andando. Também não gosto de falar ao celular quando estou na rua, por medidas de segurança”, comenta.

Tendência
O uso do celular virou um problema tão grande em alguns países que obrigou governos a adotarem medidas. Em Augsburg, na Alemanha, a prefeitura adotou um semáforo específico, fixado no chão, para que o pedestre com os olhos fixados no celular perceba os sinais da rua.

Em Nova Jersey, EUA, as medidas foram mais rigorosas. Quem for pego com as mãos ocupadas por aparelhos eletrônicos enquanto anda pelas ruas é multado em 50 dólares ou fica até 15 dias preso. Metade do valor da multa seria destinada à educação de segurança sobre os perigos de se andar escrevendo ao celular.

No Japão foram criadas calçadas específicas para pedestres que não abandona o aparelho. Uma forma de evitar empurrões, tropeços e quedas.

Motoristas
Motoristas desatentos com a direção porque usam o celular ao volante também são um problema cada vez maior. Um estudo do Departamento de Trânsito e Segurança nas Estradas dos Estados Unidos (NHTSA) aponta que o uso de dispositivos móveis ao volante aumenta em até 400% o risco de acidente.

No Paraná, são 110 mil infrações por uso do celular todos os anos. Só neste ano são 30.771 multas aplicadas. “O tema vem sendo abordado constantemente em campanhas educativas, mas, ainda assim, as pessoas resistem em mudar o hábito”, conta Traad.

“O problema é que o motorista imagina que não tem problema falar no celular enquanto dirige. Ele julga ter capacidade de sobra para realizar as duas coisas, não percebe que a atenção fica dispersa e aí também não percebe o pedestre que vai atravessar a rua, o motoqueiro que vai trocar de faixa, o ciclista que surgiu ao lado”, destaca o diretor.

Estudo da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) mostra que um condutor leva de 4 a 5 segundos para fazer o contato com o aparelho já desbloqueado. Se o carro estiver a 100 km/h, são 120 metros dirigindo sem enxergar a via.

Segundo o especialista em trânsito, Celso Alves Mariano, trata-se de uma questão comportamental. “Não há atenção que resista ao apelo de um telefone tocando e não há mente que mantenha uma conversa ao telefone sem dedicar grande atenção. Assim, todo condutor deveria colocar seu celular longe de si, ou desligado, antes de sair. Qualquer outra opção é dar chance para um fator cada vez mais presente nos acidentes de trânsito.”

A gestora comercial Cristina Fogaça repensa a postura ao volante depois de um susto. “Estava no celular e não vi uma blitz mais à frente. Só percebi com a batida. Destruí meu carro e tive um grande prejuízo financeiro. Hoje eu deixo o telefone na bolsa, nem olho”, finaliza.

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No Paraná, 17 mil caminhoneiros passam por exame toxicológico

Campanha do Detran-PR mostra impacto do uso de drogas por caminhoneiros
Campanha do Detran-PR mostra impacto do uso de drogas por caminhoneiros

Desde março, quando passou a valer a Lei dos Caminhoneiros (13.103/15), que obriga motoristas habilitados para dirigir veículos como vans, ônibus e caminhões, a passar pelo exame toxicológico, 17,8 mil motoristas paranaenses fizeram o teste.

Apesar da resistência de órgãos de trânsito em exigir o exame para a renovação ou adição de categoria da CNH, questão, inclusive, que foi parar na Justiça e deu à maioria dos detrans a permissão de suspender o efeito da lei por medidas liminares, o Detran paranaense reconhece o impacto das drogas no trânsito. “As drogas que tiram o sono e permitem que o motorista profissional dirija por mais tempo, são um problema grave de saúde pública. Elas geram riscos não só ao usuário, mas para todos que cruzam com ele no trajeto”, destaca o diretor-geral da autarquia, Marcos Traad.

Pelo país, veículos pesados estão envolvidos em cerca de 40% dos acidentes com mortes. Nos Estados Unidos, onde as transportadoras fazem o exame toxicológico desde 2006, o índice de acidentes com profissionais sob efeito de drogas foi praticamente zerado.

De acordo com o psicólogo especializado em Neurociência Naim Akel Filho, as drogas podem ter efeitos devastadores no trânsito. “Mesmo em pequenas quantidades, as drogas interferem no funcionamento geral do cérebro, desorganizando as funções mentais/cerebrais. Diante de qualquer situação extraordinária ou inesperada – e que no trânsito ocorrem com frequência -, o cérebro é mais exigido e os efeitos das drogas fazem com que ele demore para reagir ou elicie respostas inadequadas, como acelerar em vez de frear”, explica.

Campanha
Na campanha do Detran-PR em alusão ao Movimento Maio Amarelo, uma das peças, inspiradas em fatos reais, traz o depoimento de um caminhoneiro que conta as consequência de usar estimulantes ao volante. “Quando a gente apaga com 40 toneladas de carga, acontece o que aconteceu comigo: você perde o volante, espreme um carro contra a mureta de proteção e escuta só os gritos no meio daquela bola de fogo”, lamenta.

Nos quatro primeiros meses do ano, as drogas mais apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em estradas paranaenses foram maconha (7,5 toneladas), cocaína (65,4 quilos), crack (42,5 quilos) e haxixe (9,8 quilos). Em 2015, foram recolhidos 60 mil comprimidos de anfetaminas no Estado.

Assista ao vídeo:

 

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