Sindicato pede falência da Karmann-Ghia

Trabalhadores ocupam fábrica há 50 dias
Trabalhadores ocupam fábrica há 50 dias

Metalúrgico entrarão na Justiça com o pedido de falência da fábrica de peças automotivas Karmann-Ghia por abandono de patrimônio. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC analisa que a opção é a mais viável para iniciar o processo de retomada das atividades da fábrica.

A decisão foi tomada durante ocupação da empresa, que já durava 48 dias. Os trabalhadores da empresa aceitaram a proposta em assembleia e decidiram permanecer no espaço.  “A ocupação é importante para garantir a permanência do maquinário e, assim, poder defender o que é de direito dos trabalhadores. É com a luta e a união dos companheiros que vamos encontrar soluções e exigir respeito”, afirma Rafael Marques, presidente do Sindicato.

De acordo com o sindicalista, a empresas está abandonada. Falta até energia elétrica por falta de pagamento. Há anos, afirma Marques, trabalhadores são prejudicados por erros administrativos da direção, situação que só piorou com o passar do tempo. “Os atrasos nos salários eram constantes e os benefícios trabalhistas deixaram de ser pagos. Fizemos várias tentativas de acordo, mas todos acabavam sendo descumpridos”, criticou.

O Sindicato tem também dialogado com várias empresas credoras da Karmann-Ghia em busca de soluções. “O maior patrimônio da empresa são os trabalhadores. Não estamos pensando somente nos direitos, mas em construir alternativas e voltar a operar”.

Acordo com a Ford
Trabalhadores da Ford, em São Bernardo, aprovaram acordo entre sindicato e empresa que evitará 850 demissões que a empresa pretendia fazer desde maio. Acordo garante a manutenção das cláusulas econômicas, PLR e data-base. Renova o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) para trabalhadores horistas previstos por mais três meses. A estabilidade seguirá até janeiro de 2018, condicionada ao desligamento de cerca de 300 funcionários. 

Sistema de trabalho será alterado para o período de crise. Todos os funcionários serão treinados até setembro para se capacitarem ao trabalho nas duas montagens finais, de caminhão e de carro.

A partir de setembro, o PPE será encerrado e cerca de 450 companheiros entrarão em layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho). A fábrica se comprometeu a estudar as possibilidades de revezamento na próxima fase e a não fazer demissões sumárias.

Com os acordos, os trabalhadores esperam passar pelo período de queda no setor automotivo. As análises de mercado indicam o setor terá uma recuperação lenta se nenhuma medida de estímulo muito forte for feita pelo governo. 

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