Especialistas consideram “falta de educação” principal causa de acidentes de moto

Especialistas consideram “falta de educação” principal causa de acidentes de moto
Proposta de corredores exclusivos para motocicletas é debatida na Câmara dos Deputados

Proposta de corredores exclusivos para motocicletas é debatida na Câmara dos Deputados

A falta de educação no trânsito é considerada a principal causa de acidentes envolvendo motociclistas no Brasil. A opinião é de especialistas que discutiram na terça-feira, 28, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 5007/2013, que reserva faixa exclusiva para motocicletas em vias de tráfego pesado.

O debate foi proposto pela Frente Parlamentar do Trânsito Seguro. Parar de adestrar motoristas é a opinião de um dos participantes para que condutores tenham mais consciência de suas responsabilidades. “Temos que ter vergonha da forma como somos habilitados, da maneira fútil, fácil e banal como se tira uma habilitação neste País”, disse o diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurélio Ramalho. “Não adianta criar faixas exclusivas se os motoristas não conhecem e não respeitam as regras de trânsito”, ressaltou.

De acordo com o diretor de Planejamento, Projeto e Educação da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET), Tadeu Leite, a capital já teve faixas exclusivas para motos nas avenidas Liberdade e Sumaré, mas acabou desativada. “A aceitação foi ótima, mas o número de acidentes aumentou 145% e o de atropelamentos, 33%”, disse Leite, referindo-se à Avenida Sumaré.

Um dos problemas das faixas exclusivas, segundo Leite, é a movimentação de entrada e saída das faixas exclusivas e a presença de cruzamentos e de pedestres. “O projeto foi bem aceito por 90% dos motociclistas, mas o mau comportamento de todos determinou o encerramento dos dois projetos”, disse o representante da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), José Eduardo Gonçalves. “No caso de São Paulo, faltou sinalização adequada, fiscalização e educação de motoristas para que a experiência tivesse êxito”, defendeu.

Formação de condutores
O presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Motociclista, deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), concordou que os acidentes com motociclistas se devem preferencialmente a falhas no processo de formação de condutores. Ele relatou ter sido vítima de acidente de moto logo no primeiro passeio. “Tirei a habilitação rapidinho, sentei e sai andando. Em 40 minutos, estava no chão. Caí a 90 quilômetros por hora”, disse o deputado, que atribui a queda à falta de preparo para pilotar a moto. “A educação para o trânsito no Brasil é uma lástima. Os Detrans têm recursos, mas não investem em educação”, defendeu.

As faixas exclusivas para motos foram rejeitadas na Comissão de Desenvolvimento Urbano, que alegou inconstitucionalidade no projeto por entender que lei federal não pode obrigar municípios a implantarem faixas viárias exclusivas. A Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/12) assegura aos municípios a competência para promover o planejamento e o controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano.

No entanto, foi apresentada emenda para permitir que as motos transitem nos corredores, espaços entre veículos, quando o trânsito estiver parado. Proposta agradou a maioria dos debatedores. Para o presidente da Federação de Motoclubes do Rio de Janeiro, Humberto Montenegro, a proposta é a mais rápida de ser implementada. “Os motociclistas já utilizam esse corredor virtual (entre os carros), só precisamos colocar regras, como o limite de velocidade”, disse.

 

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