Correção de rumos

Correção de rumos
Clésio: "Sair da crise depende também de investimentos em infraestrutura"

Clésio: “Sair da crise depende também de investimentos em infraestrutura”

Por Clésio Andrade* – Estamos diante de um novo horizonte no Brasil. O recente cenário político abre oportunidades únicas para resgatarmos a credibilidade do país e retomarmos o desenvolvimento econômico e social. Após um período de incertezas tanto para a sociedade quanto para o mercado, é imprescindível demonstrar que existe segurança jurídica e que os investimentos podem voltar a ser feitos.

E o setor transportador é peça-chave dessa engrenagem. Só poderemos garantir o crescimento econômico e sair dessa grave crise com fortes investimentos em infraestrutura de transporte e logística, visando ao aprimoramento da eficiência em todos os modais. Com isso, poderemos reduzir custos e burocracias às empresas e gerar empregos aos brasileiros.

O presidente interino Michel Temer tem plena consciência disso. Em encontro recente com ele, entreguei o Plano CNT de Recuperação Econômica, composto por três pilares os quais acredito serem fundamentais para que o Brasil recupere sua credibilidade e volte a ser alvo de potenciais investimentos nacionais e estrangeiros.

Defendemos propostas para a dinamização do setor de transporte e logística, como a criação de um Conselho Gestor, já instituído pelo governo Temer, e o estabelecimento de garantias de segurança jurídica. Nesse âmbito, também apresentamos o Plano CNT de Transporte e Logística, que estima a necessidade de investimentos de quase R$ 1 trilhão. Abordamos ainda a urgência de discutir as reformas trabalhista, tributária, previdenciária, política e administrativa. E reivindicamos melhores taxas de retorno nas concessões públicas, menos burocracia nos processos licitatórios e uma clara demonstração para o mundo de que, aqui, os futuros contratos serão respeitados.

Além disso, propomos também a criação de um programa de sustentabilidade veicular, que visa instituir uma política de caráter ambiental a fim de promover a contínua renovação e reciclagem da frota de veículos. Tal medida proporcionaria um crescimento de 1,3% no PIB (Produto Interno Bruto), geraria 285 mil empregos e arrecadação de R$ 18 bilhões em tributos.

As primeiras medidas anunciadas pelo governo Temer já dialogam, em parte, com os anseios do setor transportador. A primeira foi a redução do número de órgãos que atuam na área. Não se pode pensar o transporte e a logística do país de forma isolada. Agora, será possível unificar agendas e promover uma visão sistêmica. Também enche de expectativas a criação do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), que prevê a ampliação, a harmonização e o fortalecimento da interação entre o Estado e a iniciativa privada.

Estamos em um processo de correção de rumos e de resgate da identidade nacional. As pessoas e as empresas tinham parado de investir por falta de segurança. Isso está mudando. O grau de confiança deve aumentar substancialmente. É tempo de nos unirmos para tirar o Brasil dessa crise e, se depender dos transportadores, haverá muito empenho e bastante dedicação, desde que os investimentos sejam retomados.

*Clésio Andrade é presidente da Confederação Nacional de Transportes (CNT)

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