CNT: Efeito de alteração na cobrança de PIS/Cofins sobre transportes será “devastador”

CNT: Efeito de alteração na cobrança de PIS/Cofins sobre transportes será “devastador”
Com mudanças, custo de mão de obra será de 40% do valor do frete

Com mudanças, custo de mão de obra será de 40% do valor do frete

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) classificou como “devastadora” proposta de alterações na cobrança do PIS e da Cofins para o setor. O órgão encaminhou ao presidente em exercício Michel Temer e aos ministros Eliseu Padilha e Henrique Meirelles, Casa Civil e Fazenda, na sequência, na qual se posiciona contrariamente à medida.

A CNT reforçou que não concorda com o fim do regime cumulativo, que incide sobre todas as etapas de produção e tem alíquota total de 3,65%, para um regime não cumulativo, no qual a cobrança ocorrerá por um preço final, com alíquota prevista de 9,25%.

Com a mudança, os custos com mão de obra podem chegar a mais de 40% do valor do frete. Grande parte das empresas embarcadoras opta pelo regime cumulativo, já que esse tipo de custo não é reduzido na modalidade.

Clésio Andrade, presidente da CNT, avalia que a alteração na metodologia do PIS e da Cofins vai provocar um aumento na carga tributária das empresas transportadoras. “A Confederação é sensível ao esforço do governo em simplificar o sistema tributário nacional, proporcionando um ambiente empresarial mais amigável ao empreendedorismo e à iniciativa privada. No entanto, essas alterações não podem acarretar no aumento da já elevada carga tributária paga pelas empresas de transporte.”

A CNT representa o setor transportador brasileiro, em todos os modais. São 37 federações, 5 sindicatos nacionais e 19 associações nacionais, que reúnem mais de 200 mil empresas de transporte e 1,9 milhão de caminhoneiros e taxistas.

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