Cinto de segurança é ignorado por passageiro no banco de trás

Cinto de segurança é ignorado por passageiro no banco de trás
Somente 7% dos brasileiros que viajam no banco de trás do carro usam cinto, aponta pesquisa da Abramet

Somente 7% dos brasileiros que viajam no banco de trás do carro usam cinto, aponta pesquisa da Abramet

Apenas 7% dos passageiros que viajam no banco de trás de veículos utilizam o cinto de segurança, segundo dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). Na pesquisa, a infração, considerada grave e que acarreta multa de R$ 127,69 para o motorista, é justificada pela falta de hábito, desconforto ou a ilusão de que o banco da frente servirá de proteção em um eventual acidente.

Mas não é bem o que acontece. O Centro de Experimentação e Segurança Viária calcula uma força 25 vezes maior no impacto de uma colisão a 50 quilômetros por hora sofrida por uma pessoa que pesa 50 quilos. O peso do passageiro, neste caso, chega a 1,25 toneladas. O ocupante do banco da frente pode até morrer.

O papel do cinto na proteção dos ocupantes de um veículo é altamente eficaz. O cinto de três pontos prende o quadril e coluna ao banco. Em proporções, protege 60% da coluna vertebral, 45% do tórax e 40% do abdômen. Se o passageiro do banco de trás não usa o equipamento fica ainda mais vulnerável, já que na frente existe o airbag que amortece o impacto e evita danos físicos, principalmente no rosto, tórax e coluna.

Estatísticas
Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontam que, em 2014, dos 1.505 acidentes nas rodovias federais, foram registradas 413 mortes por falta de cinto de segurança. Já nos acidentes em que as pessoas usavam o cinto, dos 15.185 incidentes, houve 580 óbitos – na proporção, uma queda de 27% para 4%, nos dois cenários.

Usuários de rodovias privatizadas no Estado de São Paulo ainda relutam em usar o cinto de segurança no banco de trás. É o que revela pesquisa da ARTESP. Pela amostragem, 53% dos viajantes não utilizam o equipamento de segurança e colocam suas vidas em risco.

A sondagem foi feita em 6,4 mil quilômetros de rodovias sob concessão no Estado e revelou ainda a imprudência de 15% dos passageiros no banco da frente. Dos motoristas consultados, 13% afirmaram que também dispensam o cinto.

No caso de caminhões o quadro é ainda mais agravante. São 34% os passageiros de veículos de carga que não utilizam o dispositivo. Os motoristas de caminhões que recusam usar o cinto figuram 24% dos ouvidos na pesquisa. A pesquisa, feita na primeira semana de dezembro, ouviu ocupantes de 19.037 veículos que passavam por praças de pedágio em todo o Estado.

Cinto salvou 8,6 mil vidas de vítimas de acidentes na Europa, em 2012

Europeu também ignora uso do equipamento
Da mesma forma que ocorre no Brasil, é grande o número de pessoas que ignoram o uso do cinto de segurança no banco de trás dos veículos em países europeus.  Pesquisa recém-divulgada pela Ford mostra indicadores preocupantes a exemplo dos números apresentados há dois meses pela Agência Reguladora de Transportes de São Paulo (ARTESP) sobre o comportamento de usuários de rodovias sob concessão.

A montadora revelou quem para um quarto dos 7 mil motoristas consultados no continente é irrelevante o uso do equipamento pelo passageiro. Em contraste com o dado, o uso do cinto no banco da frente é respeitado e tornou-se um hábito para a maior parte dos motoristas, especialmente pela fiscalização, mais rígida.

A faixa etária diz muito sobre o respeito às leis de trânsito. Na Europa, pessoas com mais de 40 anos dão menos importância ao uso do cinto no banco traseiro, o equivalente a 46% dos respondentes deste perfil. Já entre os participantes da pesquisa com idade inferior a 24 anos, somente 21% assumiram não ter esse costume. Motoristas com idade acima de 40 anos também são os mais relapsos na hora de aconselhar o passageiro a afivelar o cinto.

Em 2012, o cinto de seguranças salvou a via de 8.600 pessoas envolvidas em acidentes, segundo o Conselho Europeu de Segurança nos Transportes. Das mais de 1.900 pessoas que morreram em acidentes nas estradas da Europa em 2013, 60% estavam sem o cinto. As pessoas na Alemanha são as mais propensas a usar o cinto no banco de trás (97%) e as que menos usam estão na Grécia (23%) e Itália (10%).

Com informações da Confederação Nacional do Transporte

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