Aracaju (SE) é considerada a cidade dos ciclistas em estudo

Aracaju (SE) é considerada a cidade dos ciclistas em estudo
Levantamento avaliou infraestrutura para ciclistas de dez cidades brasileiras

Levantamento avaliou infraestrutura para ciclistas de dez cidades brasileiras

O município de Aracaju (SE) lidera o ranking traçado pela ONG União de Ciclistas do Brasil das cidades brasileiras que mais oferecem condições para a mobilidade por bicicleta. O Ranking das Administrações Municipais Cicloamigas, como é chamado, avalia anualmente as gestões municipais com relação à promoção de políticas públicas para segurança de quem escolheu a bicicleta como meio de transporte.

Entre 21 indicadores como infraestrutura, promoção, informação, planejamento e recursos, Aracaju obteve a nota 5,1 entre 10 cidades. Porto Alegre, na sequência, tem 3,75, seguida de Rio de Janeiro (3,1), Campinas (2,15), Belo Horizonte (1,6), Manaus (1,3), Fortaleza (1,2), Brasília (1,2) e Curitiba (1,2).

Juntas, as cidades analisadas, que concentram 33,4 milhões da população brasileira, implantaram 214 vagas públicas para estacionar bicicletas. Naquele ano, também construíram 83,3 quilômetros de ciclovias.

Quatro cidades possuíam sistemas de bikes compartilhadas e sete implantaram em 2013 – ano do levantamento, que teve os dados consolidados neste mês – 20 quilômetros de ciclofaixas de lazer. Quanto a programas de educação continuada, cinco municípios desenvolveram, ao todo, 17 ações.

Falta estrutura para bikes no Brasil
O uso da bicicleta como principal meio de transporte, a melhor alternativa para deslocamentos de até 5 quilômetros, deixa de ser uma opção para muitos brasileiros por conta da falta de estrutura, principalmente nos grandes centros. Estudo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) em parceria com a consultoria Rosenberg Associados consolida os problemas que impedem cidadãos de utilizarem a bike.

A conclusão é de que a melhor forma de promover a bicicleta é trabalhar políticas direcionadas para a infraestrutura destinada ao uso nas cidades. Sua popularização depende da existência de espaços adequados como ciclofaixas, ciclorrotas e locais para estacionamento, além de melhorias na segurança.

Em centros onde já há infraestrutura cicloviária, nasce um novo segmento, chamado de mobilidade urbana e que comporta bicicletas desenvolvidas com tecnologia e design específicos. Trata-se de um novo nicho, uma vez que a maioria dos ciclistas ainda utilizam produtos fabricados para a prática de esporte/competição e recreação/lazer nos deslocamentos .

O levantamento mostra que o uso de bicicletas para o transporte baixo caiu na zona rural. O público está migrando para a moto, carro ou transporte coletivo como alternativa de locomoção.

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