Haddad culpa inspeção de Kassab por perda de R$ 1,5 bi com IPVA

Inspeção teve início em 2009, na gestão Kassab
Inspeção teve início em 2009, na gestão Kassab

A inspeção veicular ambiental criada na capital paulista na administração de Gilberto Kassab provocou uma evasão em massa de veículos registrados no município. A constatação é da atual administração. Estudo divulgado pela Secretaria Municipal de Finanças aponta que as perdas chegaram a R$ 1,5 bilhão em 2009.

Segundo a gestão Haddad, muitos motorista passaram a licenciar seus veículos em outras cidades para não ficar sujeitos a multas pela não realização do procedimento. Levantamento mostra que os novos licenciamentos na capital caíram nos quatro anos seguintes desde a implantação. Mas em 2013, um ano antes de a inspeção ter sido derrubada, os emplacamentos voltaram a crescer. Os patamares de crescimento da frota voltaram a acompanhar os do Estado no final daquele ano. A diferença de repasses de IPVA, em 2014, em valores atualizados, foi de R$ 313,9 milhões.

As perdas acumuladas entre 2009 e 2015 somam R$ 1,488 bilhão (ver tabela).

Arrecadação com IPVA em SP. Fonte: Sec. Municipal de Finanças/SP
Arrecadação com IPVA em SP. Fonte: Sec. Municipal de Finanças/SP

Ainda conforme a Finanças, entre 2006 e 2008, antes da inspeção, o crescimento da frota ou o número de veículos licenciados na cidade estava no mesmo patamar de todo o Estado. A frota cresceu 5,5% no Estado e 5%, na capital. Em 2008, o crescimento foi de 7% no Estado e 6,4% na cidade.

Já em 2009, ano em que a inspeção começou, a frota continuou a crescer no Estado, mas começou a cair na cidade. Na capital, o crescimento da frota foi de 5,4% e, no Estado, de 6,8%. A diferença seguiu aumentando ano a ano desde então: em 2012, o crescimento da frota estadual foi de 5,9%, e a municipal aumentou apenas 2,4%.

Em 2014, com o contrato encerrado, os patamares de novos licenciamentos voltaram a se equiparar entre Estado (crescimento de 4,8%) e município (aumento de 4,4%). No ano seguinte, a lógica se inverteu e a frota da capital cresceu 3,5%, enquanto em todo o Estado aumentou 3,4%.

“O fim da inspeção só na cidade de São Paulo está permitindo a recuperação de frota. A tendência é começar a reverter essa perda de R$ 300 milhões por ano na arrecadação do IPVA”, afirma o secretário municipal de Finanças, Rogério Ceron. Ele destaca que, somente com esse valor que a capital perde anualmente, seria possível criar vagas em creches para 25 mil crianças.

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Portal VOIT – www.voit.com.br

 

Ministério estuda criação de Agência Nacional de Segurança Viária

Por ano, 43 mil brasileiros morrem no trânsito
Por ano, 43 mil brasileiros morrem no trânsito

O país pode ter uma agência nacional para tratar da segurança viária. A instituição do órgão, que deve nortear e indicar parâmetros e referências para gestão do trânsito, será analisada pelo Ministério das Cidades.

A proposta foi feita pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) e foi entregue por membros da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, da Câmara dos Deputados, ao ministro Bruno Araújo.

Segundo o Obseratório, a Agência é uma necessidade para coordenar e integrar os demais órgãos de trânsito para adoção de medidas que contribuirão com a redução de acidentes de trânsito no país. O tema é uma preocupação mundial e, inclusive, amplamente trabalhado pelos países signatários de tratado com a ONU que prevê a redução da violência no trânsito na década 2010-2020.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), calcula que o trânsito mata 1,25 milhão de pessoas por ano. No Brasil, em 2014 (últimos dados oficiais disponíveis), mais de 43 mil pessoas morreram por conta de acidentes nas vias e rodovias do país.

O Brasil é um dos países recordistas em mortes no trânsito. A taxa de mortes é de 23,4 vítimas fatais para cada 100 mil habitantes. Trata-se do quarto país no ranking da violência no trânsito no continente americano, atrás somente de Belize, República Dominicana e Venezuela, a última, com o maior índice, de 45,1 mil óbitos, na mesma base de comparação. As informações são da Agência Folhapress.

O número de mortos nas estradas, ainda de acordo com a OMS, chegarão a 1 milhão por ano em 14 anos. Essa projeção de acidentes terá reflexos mais violentos em países em desenvolvimento, o que inclui o Brasil. “Mais de 90% de mortes no trânsito ocorrem nesses países que detêm 82% da população mundial, mas apenas 54% de veículos registrados”, destaca a Organização.

A Organização culpa a regulamentação fraca, precariedade das vias, fragilidade dos veículos e aumento da frota. Os acidentes com veículos figuram a nona causa de morte no mundo entre pessoas de 15 a 69 anos.

A violência no trânsito é uma das ameaças para o aumento da esperança de vida em muitos países, apesar de o indicador ter aumentado em cinco anos, a maior aceleração desde os anos 1960.

Na África, o tratamento contra a malária e o vírus HIV é responsável pelo aumento da longevidade. A expectativa de vida dos africanos chega aos 60 anos. No continente americano, o indicador manteve-se estável. Já entre os brasileiros, a esperança de vida é de 72 anos para homens e de 79 anos para mulheres.

Em todo o mundo, os suíços podem viver até 81,3 anos e, para as mulheres, a maior expectativa é no Japão, com 86,8 anos. O menor indicador é em Serra Leoa, com 50,8 anos para homens e 49,3 para mulheres.

Em termos globais, para os homens o país com a esperança de vida mais elevada é a Suíça (81,3 anos) e, para as mulheres, o Japão (86,8 anos). Na base da pirâmide, aparece Serra Leoa com 50,8 anos para os homens e 49,3 anos para as mulheres.

 

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Portal VOIT – www.voit.com.br

Exigência de postos de recargas para carros elétricos é debatida no Senado

Algumas cidades brasileiras já têm pontos de recarga de VEs
Algumas cidades brasileiras já têm pontos de recarga de VEs

Especialistas e representantes de entidades ligadas aos setores automotivo e de energia debatem nesta quarta-feira, 1º, no Senado Federal, o projeto de lei da Câmara (PLC) 65/2014, que obriga a instalação de postos de recarga para veículos elétricos em vias públicas, ambientes residenciais e comerciais.

A audiência pública é promovida pela Comissão de Serviços de Infraestrutura e tem a participação da sociedade abera pelo portal e-Cidadania ou Alô Senado (0800-612211). A reunião tem início marcado para às 8h30, na sala 13 da ala Alexandre Costa.

Devem participar do debate o assessor da Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Hugo Lamin; o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), Antônio Megale; o presidente executivo da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Guggisberg; o diretor da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE), Daniel Mendonça; e um representante do Ministério das Cidades.

O PLC 65/2014 estabelece que as concessionárias de energia instalem pontos de recarga de baterias junto às vagas de estacionamento público disponibilizadas para esse fim pelas autoridades locais. Órgão competente federal, ainda segundo as regras, promoverá os ajustes necessários dos contratos de concessão das empresas distribuidoras. O poder público vai desenvolver mecanismos para a instalação, nos prédios residenciais, de tomadas para recargas de veículos elétricos nas vagas de garagens.

Primeiro corredor do país
A CPFL Energia, Rede Graal e CCR Autoban firmaram, no início do ano, acordo que vai viabilizar a criação do primeiro corredor intermunicipal de veículos elétricos do país, que ligará Campinas a São Paulo. As companhias vão instalar o primeiro eletroposto rodoviário do Brasil no Posto Graal 67, na Via Anhanguera, no quilômetro 67, em Jundiaí.

“A criação do corredor elétrico proporciona mais segurança aos usuários dos veículos elétricos em suas viagens entre Campinas e São Paulo”, afirma o diretor de Estratégia e Inovação da CPFL Energia, Rafael Lazzaretti. No futuro, a previsão é expandir a infraestrutura para outros postos de serviços da Rede Graal, como o Posto 56, localizado na Via Bandeirantes. A parceria entre as empresas contou com o apoio institucional da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE).

Nos eletropostos, o veículo é recarregado em menos de uma hora. O posto da Rodovia Anhanguera recebeu um eletroposto universal doado pela fabricante suíço-sueca ABB, possibilitando o abastecimento de todos os tipos de carros elétricos disponíveis no mercado.

A CPFL ofereceu a infraestrutura do eletroposto rápido, que inclui transformador, carreador e cabeamento. A Rede Graal vai custear as despesas com consumo de energia. O atendimento será 24h por dia. Para reabastecer os seus carros nos postos do Graal, os usuários efetuarão um cadastramento para facilitar o monitoramento e a coleta de dados.

 

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Portal VOIT – www.voit.com.br

Feriado de Corpus Christi tem queda nos acidentes em rodovias

Fiscalização foi intensificada no período com foco na Lei Seca
Fiscalização foi intensificada no período com foco na Lei Seca

Balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal aponta que houve redução de 34% nos acidentes nas estradas federais no feriado prolongado de Corpus Christi. De acordo com a PRF, a queda ocorreu devido ao reforço do efetivo em trechos com maior ocorrência de colisões.

Em 2015, foram 2.002 ocorrências e, neste ano, 1.329. De 25 a 29 de maio, o órgão contabilizou 1.204 feridos – já em 2015 foram 1.439, 16% a mais. Já as mortes cresceram 8%, passando de 118 óbitos neste ano contra 109 no ano anterior.

A fiscalização da Lei Seca foi um dos focos da Operação Corpus Chisti. Em cinco dias, a PRF realizou 38 mil testes de bafômetro, com 695 autuações. Ao todo, 96 condutores foram encaminhados para a delegacia por conduzirem sob efeito de álcool.

Em todo o Brasil, 134.040 pessoas foram fiscalizadas. As abordagens resultaram em 28.750 autuações. Por ultrapassagem irregular foram 4.698 infrações. Outros 54 mil motoristas foram flagrados por radares trafegando acima do limite de velocidade permitido.

Dados apontam 134.040 pessoas fiscalizadas em todo o Brasil. As fiscalizações também resultaram em 28.750 autuações de trânsito. Ao todo, 4.698 condutores foram autuados por ultrapassagem irregular, outros 54 mil motoristas foram flagrados por radares trafegando com velocidade superior à permitida.

A atuação da PRF não se restringiu a fiscalização de trânsito e as apreensões de drogas tiveram grandes resultados neste feriado. Foram apreendidas 11,8 toneladas de maconha e 65 quilos de cocaína.

Indenizações
Dados da Seguradora Líder-DPVAT apontam que as indenizações pagas por conta de acidentes no período de Corpus Christi aumentaram a cada ano. Em relação a 2010, os registros em 2015 tiveram alta de 36%. Destaque para acidentes com motocicletas, que tiveram um crescimento de 59%, sendo que os casos de invalidez permanente para esta categoria de veículos, no mesmo período analisado, cresceram 85%.

Acidentes que resultaram em invalidez representam o maior percentual de sinistros pagos em todos os anos verificados. Em 2015, 72% dos pagamentos foram por este motivo. No feriado do ano passado, eventos com morte tiveram maior incidência no sábado e no domingo, com 60% dos registros. Os homens foram as maiores vítimas dessas ocorrências, com 77% dos pagamentos, contra 23% das mulheres. Nos anos de 2014 e 2015, pessoas com idades entre 18 e 34 anos estiveram envolvidas em mais de 50% dos acidentes de trânsito.

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Portal VOIT – www.voit.com.br

Pavimentação de estradas tem alta anual marginal

Estradas pavimentadas crescem só 1,5% por ano
Estradas pavimentadas crescem só 1,5% por ano

A extensão de rodovias brasileiras pavimentadas aumentou 23,2% em 15 anos. A evolução da malha é pouco expressiva, se analisada anualmente, uma média de 1,5%.

Em 2001, o Brasil tinha 170,9 quilômetros de pistas pavimentadas – 9,8% do total. Já no ano passado, o número era de 210,6 mil quilômetros, o equivalente a 12,2% do total. Houve um crescimento de apenas 39,7 mil km se considerado um modal que é utilizado para movimentar mais de 60% das cargas e deslocar mais de 90% dos passageiros. Outro problema é que, enquanto o investimento em infraestrutura foi baixo, a frota de veículos cresceu 184,2% no período.

Os dados constam no Anuário CNT do Transporte, divulgado pela Confederação Nacional do Transporte e apontam que os estados com maior malha pavimentada em 2015 são Minas Gerais (25.823,9 km), São Paulo (24.976,6 km), Paraná (19.574,1 km), Bahia (15.910,7 km) e Goiás (12.760,6 km). Têm menor malha pavimentada Amazonas (2.157,0 km), Acre (1.498,2 km), Roraima (1.462,8 km), Distrito Federal (908,0 km) e Amapá (528,1 km).

Na pesquisa feita pela confederação em 2015, constatou-se que 48,6% da extensão avaliada apresentava algum problema. Em relação às condições gerais dos trechos pesquisados, subiu para 57,3 pontos percentuais de rodovias que apresentavam falhas no piso, na sinalização e geometria.

Anuário
O Anuário CNT do Transporte foi criado para consolidar informações sobre os principais modais de transportes no Brasil, tanto na área de cargas como na de passageiros. Documento reúne estatísticas sobre movimentação, infraestrutura, produção e frota de veículos. Todo conteúdo pode ser consultado no link.

Segundo Clésio Andrade, presidente da CNT, a publicação é um resgate de dados do setor para o planejamento do transporte nacional, orientado por transportadores e planejadores formuladores de políticas públicas, e para melhorias do setor. “O documento dá a dimensão da grandiosidade e da importância do transporte para o país. Os números mostram a diversidade da atuação dos transportadores, a evolução do setor e os desafios a serem superados”, afirma.

Clésio Andrade destaca ainda que havia, há muitos anos, uma lacuna nas estatísticas dos diferentes modais de transporte do Brasil. “Ao consolidar este grande volume de dados, o Anuário permite maior agilidade na execução de pesquisas, estudos e análises necessários para a promoção do desenvolvimento do transporte brasileiro, subsidiando e apoiando a gestão do transporte e, principalmente, estimulando o planejamento integrado.”

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Portal VOIT – www.voit.com.br

TJ-MT mantém bloqueio de R$ 4,7 mi da FDL/EIG

Empresa já é investigada por suspeitas de fraude em contrato
Empresa já é investigada por suspeitas de fraude em contrato

A empresa EIG Mercados Ltda., antiga FDL Serviços de Registro de Cadastro e Informatização, continua com R$ 4,7 milhões bloqueados em contas bancárias para saldar dívida com a Santos Treinamento e Capacitação de Pessoal Ltda., empresa com a qual manteve sociedade. A decisão é da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Mato Grosso.

Conforme apurado pelo jornal MidiaNews, o bloqueio já havia sido determinado em junho de 2015 pela 4ª Vara Cível de Cuiabá. Desde 2009, a empresa mantém convênio com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) para realizar o registro de contratos de financiamentos de veículos. A Santos Treinamento, por sua vez, firmou sociedade com a FDL/EIG na qual teria 30% dos lucros derivados dos serviços ao órgão.

No ano de 2014, a empresa teria recebido R$ 596 mil. No entanto, segundo a Santos Treinamento, a participação nos lucros deixou de ser repassada de janeiro a abril de 2015, “levantando indícios de irregularidades contábeis e tributárias”. Posteriormente, a FDL havia informado que o contrato tinha sido rescindido e que não faria mais repasses, o que, para a sócia, configura “fraude, ilegal, imoral e ato de má-fé”.

Em primeira instância, a Justiça confirmou que a ação foi injusta e determinou o repasse pendente, referente ao primeiro quadrimestre de 2015, que totalizava R$ 2,3 milhões, além do restabelecimento das transferências mensais e R$ 596,6 mil. A FDL/EIG recorreu ao TJ, mas o mesmo tribunal manteve seu recurso negado, momento em que as contas da empresa foram bloqueadas para dar efeito prático à decisão. Em outubro, a FDL/EIG buscou novamente reverter o congelamento, mas não obteve sucesso.

Fraudes nos contratos com Detran-MT
Na iminência de ser deflagrada uma operação entre o Gaeco (Grupo de Ação Especial de Combate ao Crime Organizado), órgão do MPE, e a Polícia Civil, as denúncias em torno de fraudes no contrato celebrando entre o Detran do Mato Grosso e a empresas FDL, estão também sob a mira do Tribunal de Contas e da Assembleia Legislativa estaduais.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Antonio Joaquim, analisou nesta semana o conflito de competência para julgamento de denúncia de Tomada de Contas em relação às supostas irregularidades no contrato que estabelece a prestação de serviços e fornecimentos de solução quanto ao registro de contratos de financiamento de veículos.

A denúncia versa sobre supostas irregularidades no Contrato de Concessão 1/2009, originário da Concorrência Pública 2/2009, celebrado pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) e a empresa FDL Serviço de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação de Documentos Ltda. A Tomada de Contas originou-se de uma representação de natureza interna formulada pela Secretaria de Controle Externo da 5ª Relatoria, em razão das mesmas irregularidades. “É evidente a identidade entre os dois processos, os quais merecem tratamento uniforme. Diante dessa exposição, não restam dúvidas de que os processos em questão são conexos, isto é, possuem o mesmo objeto”, afirmou o presidente.

Os processos, dentro do rito do TCE, serão analisados pela relatoria que já iniciou os trabalhos de apuração da denúncia. O processo estava na 6ª Relatoria em 2015, e teve como relatora a conselheira substituta Jaqueline Jacobsen Marques, a qual foi sucedida pelo conselheiro Moises Maciel. “Portanto, fica sob a responsabilidade do conselheiro Moises avaliar os dois processos e produzir o voto para julgamento no pleno do TCE-MT”, concluiu.

Deputado do PDT cobra fiscalização
O escândalo que envolve a FDL/EIG e o Detran-MT também provocou reações do poder executivo. O deputado Zeca Viana (PDT) pediu informações sobre o contrato e cobrou a forma como o governo fiscaliza a empresa.

O deputado Viana questiona como a empresa, sendo pivô de um esquema fraudulento, continua a prestar serviços para a autarquia. “Essa empresa apenas mudou de nome. Foi a grande vilã do governo do Silval e aparece como a grande parceira do atual governador”, assinalou.

Somente neste ano, avaliações apontam que a empresa deverá faturar R$ 40 milhões com os registros de contratos de veículos financiados no estado do Mato Grosso.

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Portal VOIT – www.voit.com.br

 

Manutenção evita dor de cabeça na hora de ligar o carro em dias frios

Velas e cabos de ignição desgastados contribuem para o mau desempenho do motor em dias frios
Velas e cabos de ignição desgastados contribuem para o mau desempenho do motor em dias frios

As temperaturas mais baixas registradas nos termômetros nos últimos dias são sinônimo de dor de cabeça para muitos motoristas que enfrentam dificuldades na hora de dar a partida no carro. Se o carro é abastecido com etanol, o problema é ainda maior e pode causar imprevistos ao motorista desprevenido. No entanto, seguir algumas dicas pode fazer com que o condutor evita passar por uma situação como essa.

A falta de manutenção no reservatório para gasolina é, geralmente, o principal motivo para o carro não funcionar em dias gelados. Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da NGK, alerta, no entanto, que existem outras prováveis causas.

Velas e cabos de ignição desgastados contribuem para o mau desempenho do motor em dias frios, principalmente após longo período desligado. “A vela de ignição sofre um desgaste natural, pois trabalha sob condições severas, como pressão e altas temperaturas. A nossa recomendação é fazer a revisão da peça a cada 10 mil quilômetros ou anualmente, o que ocorrer primeiro”, diz o especialista. “Além de falhas de partida, o componente em más condições também causa aumento no consumo de combustível e nos níveis de emissões de poluentes”, explica.

Os cabos de ignição, responsáveis por produzir alta tensão pela bobina até as velas, são esquecidos frequentemente nas revisões do carro. Uma boa dica de Hiromori é pedir que o mecânico cheque a peça ao verificar as velas.

Quanto ao tanquinho, garantir o bom funcionamento depende principalmente do dono, que precisa ficar atento ao abastecimento do reservatório. Alguns veículos produzidos depois de 2012 já não tem este componente, mas o recomendável é trocar o fluído a cada 90 dias. Isso garante que o combustível esteja sempre novo.

Veículos flex
Se você tem um veículo flex e decidiu mudar de combustível, o ideal é percorrer 15 quilômetros antes de deixar o carro com o motor desligado por um longo período. Isso é necessário para que o sistema de controle do motor reconheça o novo combustível no tanque e reprograme a estratégia de funcionamento.

Em casos de falha ao dar a partida, insistir para ligar o motor pode encharcar as velas. A recomendação é desligar o veículo e aguardar até que o combustível evapore por completo, o que pode levar até 30 minutos, dependendo do carro.

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Portal VOIT – www.voit.com.br

Placa padrão Mercosul será obrigatória a partir de 2020

Placa brasileira padrão Mercosul
Placa brasileira padrão Mercosul

Veículos de todo o país deverão circular com a placa padrão Mercosul até 2020. Medida, imposta pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), por meio da Resolução nº 590, publicada na edição do dia 24 no Diário Oficial da União (DOU), prevê a padronização para reboques, semirreboques, motocicletas, triciclos, motonetas, ciclo elétricos, quadriciclos, ciclomotores e tratores.

O texto descreve ainda as características das novas placas, que já estarão instaladas em 2017 em veículos zero km. Terão fundo branco com a margem superior azul, contendo ao lado esquerdo o logotipo do MERCOSUL, ao lado direito a Bandeira do Brasil e ao centro o nome BRASIL. Serão sete caracteres alfanuméricos estampados e formados em combinações aleatórias, que será fornecida e controlada pelo Denatran.

Cores dos caracteres e das bordas das placas veiculares serão determinadas conforme a categoria dos veículos. Veículos particulares terão cor preta, comerciais, vermelha e, oficiais, azul. Automóveis de colecionadores terão os caracteres estampados na cor cinza prata.

Antecipação
Os prazos definidos pelo Contran para a instalação das placas padrão Mercosul em veículos pode ser revisado. É o que prevê o Projeto de Decreto Legislativo 312/16 em tramitação na Câmara dos Deputados que, uma vez aprovado, estabelece a adoção imediata do novo modelo de identificação de automóveis.

De acordo com o parlamentar Roberto Sales (PRB-RJ), há “flagrante afronta ao prazo e às especificações pactuados entre os Estados partes do Mercosul”, os quais foram consolidados na Resolução 33/14, do Grupo Mercado Comum, órgão decisório executivo do Mercosul.

“A padronização permitirá a leitura e a identificação das placas em qualquer um dos países que compõem o Mercosul, facilitando sobremaneira a fiscalização pelos órgãos de trânsito e pelas autoridades policiais, quando for o caso”, disse o parlamentar, que citou ainda os elementos de segurança existentes nas novas placas, como faixa holográfica, QR Code e ondas sinusoidais, que dificultam a clonagem e falsificação.

“Além disso, o novo modelo contém sete caracteres alfanuméricos, com combinação aleatória, aumentando exponencialmente o número de combinações possíveis, evitando, assim, o esgotamento do sistema”, completou. “Sendo assim, é de interesse comum que a implantação do sistema ocorra no prazo mais rápido possível, para que a sociedade se beneficie dessas vantagens”, acrescentou ainda.

A proposta passará pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, pelo Plenário.

Argentina
Desde o início de abril, veículos emplacados já contam com a nova placa. O primeiro lote já foi enviado para a Associação dos Concessionários de Automóveis da Argentina (Acara).

A Argentina acelerou as novas identificações por um problema logístico: o sistema atual tinha apenas 17,5 milhões de combinações e, em junho de 2014, restavam apenas 2 milhões. O novo padrão de identificação, com duas letras, três números e mais duas letras, permite mais de 450 milhões de combinações.

No Uruguai, os veículos recebem a nova identificação desde março de 2015. No Brasil, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) adiou o emplacamento para 2017. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prorrogou, por meio de portaria, o prazo de adoção do novo modelo, segundo o órgão, devido à necessidade de suspensão do credenciamento das empresas fabricantes das placas para a reavaliação dos requisitos necessários estabelecidos pelo Mercosul e melhor adequação das empresas.

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Portal VOIT – www.voit.com.br

 

Airbags e ABS agora são obrigatórios em veículos artesanais e buggies

Nem os buggies escaparam da obrigatoriedade
Nem os buggies escaparam da obrigatoriedade

Fabricantes de veículos artesanais, de automóveis de carroceria buggy e de réplicas agora devem instalar nas unidades produzidas aibags e freios ABS. Obrigatoriedade foi instituída pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) por meio de duas resoluções publicadas na edição do dia 24 do Diário Oficial da União (DOU).

A Resolução 596/16 altera as regras dispostas na de número 380, de 28 de abril de 2011, sobre o uso do Sistema Antitravamento das Rodas (ABS). Já a Resolução 597/16 revoga o artigo 4º da de número 311, de 3 de abril de 2009, que dispensava veículos destas categorias da obrigatoriedade da instalação de airbags frontais.

Veículos de pequena série, aqueles que se enquadram na produção limitada por 100 unidades por ano, também entram para a lista. Os veículos artesanais são os modelos que se limitam a três unidades produzidas anualmente por fabricante. Já as réplicas são veículos também produzidos em pequena escala e com semelhança a outros modelos que saíram de linha há mais de 30 anos. Buggy é o automóvel usado para atividades de lazer capaz de circular em terrenos arenosos, dotados de rodas e pneus largos, normalmente sem capota e portas.

Segurança
A indústria automotiva passou a oferecer mais dois componentes de segurança há dois anos. Além do cinto de segurança, os automóveis começaram a sair de fábrica com airbag duplo e freios ABS de série. Os itens, antes oferecidos para veículos de luxo ou opcionalmente, ajudaram a ampliar a segurança no trânsito e, juntos, podem reduzir em até 60% os riscos de ferimentos graves. Mas só isso não basta.

Para especialistas da Consultoria Perkons, a indústria brasileira ainda está na contramão neste assunto em relação a outros países. “A demora fica ainda mais evidente pela perspectiva histórica de implantação de sistemas do gênero em países de primeiro mundo. Enquanto nos Estados Unidos o airbag frontal duplo e o freio ABS são exigidos desde 1995 e na Europa já se discute a instalação de direção autônoma em 2020, no Brasil, o cinto de segurança tornou-se obrigatório somente em 1998, pelo Código Brasileiro de Trânsito”, aponta o diretor e especialista em trânsito da Perkons, Luiz Gustavo Campos.

O cinto de três pontos para todos os assentos – agora considerado obrigatório para que automóveis testados pelo Latin NCAP atinjam pontuação máxima na segurança para ocupantes adultos – só deve passar a compor as estruturas dos carros nacionais a partir de 2020, conforme Resolução nº 518/2015, do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).

Estimativas da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), instituto de segurança de trânsito dos EUA, indicam que os airbags reduzem em 18% os riscos de ferimentos. Já sistema antitravamento de rodas, conhecido por ABS (Antilock Brake Sistem), reduz o risco de envolvimento em acidentes em 6% para carros.

O Centro de Experimentação e Segurança Viária – CESVI BRASIL – avalia que se o ABS tivesse sido instalado na frota nacional entre 2001 e 2007, pelo menos 490 vidas teriam sido salvas por ano e mais de 10 mil pessoas não teriam se ferido em acidentes. O impacto econômico disso seria um saldo positivo de R$ 630 milhões a cada dois anos. “De maneira geral, todos os itens com a finalidade de preservar a integridade física dos ocupantes podem trazer resultados satisfatórios em eventualidades no trânsito”, salienta o analista técnico do Cesvi, Diego Lazari.

Lazari avalia que a capacidade dos equipamentos em reverter tragédias no trânsito brasileiro é subjugada. O especialista afirma que antes de se tornarem obrigatórios, os itens passam por acordos junto aos fabricantes e devem superar os níveis de confiabilidade definidos na legislação. “Esse processo moroso acaba, muitas vezes, tornando facultativa a disponibilidade dos dispositivos”, acrescenta.

Trâmites burocráticos deixaram de ser pretexto a partir de 2014, quando passaram a ser obrigatórios o ABS e os airbags frontais. No ano anterior, estudo do CESVI verificou que um quinto dos veículos vendidos ainda ignorava a norma, ao passo que, no mesmo período, 91% dos modelos importados e vendidos no Brasil já possuíam os equipamentos.

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Portal VOIT – www.voit.com.br

 

 

 [LISTA] Veja quais são os modelos mais financiados no ano

Financiamentos de picapes Ranger correspondem a 73,4% das vendas totais da picape
Financiamentos de picapes Ranger correspondem a 73,4% das vendas totais da picape

Cerca de 84 mil veículos zero km foram financiados entre janeiro e abril deste ano, segundo a Cetip, empresa que opera o maior banco de dados privado de informações sobre financiamentos de veículos do país, o Sistema Nacional de Gravames (SNG). E o Radar Nacional reuniu a lista dos 10 mais vendidos a crédito no período:

A primeira posição é do Onix, da Chevrolet. Compacto atingiu a marca de 30.879 financiamentos nos quatro primeiros meses do ano. Na vice-liderança está o HB20, da Hyundai, com 20.739 unidades. A terceira posição é do Ford Ka, com 16.032.

Já o quarto lugar na lista do topo cinco é de um sedan, o Prisma, também da Chevrolet, que no acumulado do ano soma 14.276 unidades vendidas a prazo. Na quinta posição está o Fiat Palio, com 12.996 unidades financiadas.

No ranqueamento das vendas em abril, a liderança é novamente de Onix, com 6.649 vendas a crédito. A lista dos cinco mais vendidos fica, respectivamente, com HB20 (5.242); Gol (3.971), Ka (3.478) e Prisma, com 3.462 unidades.

Toro, nova picape da Fiat, vem ganhando posições no mercado e se tornou o 13º modelo mais financiado, com 1.993 unidades. A montadora italiana também voltou a ter bons resultados com o Palio, que saiu da nona para a sexta colocação, com 2.671 financiamentos.

Na classificação das marcas, a liderança é da Chevrolet, com 16.004 automóveis leves negociados em abril. Fiat vem em seguida com 12.396 unidades e Volkswagen, com 12.162 automóveis. O destaque em abril foi a Hyundai, com 8.666 negociações, que passou a Ford, ocupando agora o quarto lugar.

Entre os modelos usados, o mais vendido em abril foi o Gol, com 15.662 operações. Dois autos leves da Fiat fecham os três mais negociados por financiamento no mês: Uno, com 11.021 unidades, e Palio, com 9.950.

Participação dos financiamentos sobre as vendas
A picape Ford Ranger teve a maior participação de financiamentos sobre as vendas, de 73,4%, com 2.803 vendas a crédito em abril. Peugeot 2008 totalizou 2.475 vendas financiadas, com penetração de 73,3% entre todas as negociações do modelo. Em terceiro lugar no mês está o Ford KA, com 71,6% de vendas a crédito entre todas as vendas.

O modelo Prisma, da Chevrolet, pulou da sexta para a quarta colocação no ranking, com participação de 70, 4%. Outro destaque no mês fica por conta Voyage, da Volkswagen, que figurou na sétima posição, com 69,7% de suas negociações realizadas por meio de financiamentos. No mês anterior, o modelo não esteve sequer entre os 10 primeiros.

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Portal VOIT – www.voit.com.br