Ecologia, a contrapartida da Economia

por Alfredo MR Lopes*

Em sua célebre aula inaugural de instalação da Cadeira de Semiologia no Colégio de Franca, o filósofo francês, Roland Barthes, recorreu à relação entre literatura e poder, para ilustrar o mecanismo de imposição dos valores, verdades e paradigmas de conduta adequadas ao status quo. A Aula, como é conhecida a publicação, diz que “…a linguagem não é nem reacionária, nem progressista; ela é simplesmente fascista; pois fascismo não é impedir de dizer, é obrigar a dizer.”.

Ora, a que poder se referem, ou que objetivos norteiam as constantes agressões de alguns segmentos da mídia à economia da Amazônia Ocidental, sob influência da Suframa, Superintendência da Zona Franca de Manaus. Que papel essa mídia pós-digital, instantânea e invasiva, outrora chamada de quarto poder, a ex-famigerada grande imprensa, continua a cumprir? Sua estratégia de poder, enquanto manifestação maior da dominação real, ainda se estriba no trunfo milenar de ser anúncio e denúncia de uma conceituação da realidade que lhe convém.

Desconfigurada e obrigada a criar saídas para a própria sobrevivência – posto que seus trunfos foram compartilhado por inúmeros sujeitos, alguns mais ágeis na dominação digital do saber, resta-lhe, segundo Barthes, a opção de engendrar o erro, disseminar a culpa no destinatário definido e se constituir em saída messiânica para os embaraços artificiais.

Nos ataques constantes à economia regional, o argumento fundamental é responsabilizar os 8% de isenção atribuídos aos estados da Amazônia Ocidental, como causa do rombo fiscal do país. Contem outra, pois essa distorção está baseada em desinformação propositada e destrutiva, com foco na Zona Franca de Manaus.

Ali, renúncia fiscal não passa de fake news. Trata tão somente do exercício público do direito constitucional da contrapartida fiscal para investimentos em áreas remotas com infraestrutura deficitária. As empresas escapam de algumas cangalhas tributárias, mas remuneram melhor seus trabalhadores, recolhem mais vantagens fiscais para a União que as demais plantas industriais do Brasil, além de protegerem um patrimônio natural essencial ao equilíbrio climático.

Entretanto, não cabe ficar repetindo a cantilena. A Receita Federal e instituições com o gabarito da FEA-USP já emprestaram sua reputação para confirmar essa afirmação.

Está na hora de dar um passo adiante, além de ironizar os fundamentos dessa perseguição sem sentido.

Um passo simbólico e importante será a realização do I Congresso de Gestão da Amazônia, que ocorrerá neste primeiro semestre, com a chancela da CAPES/FINEP, como parte das atividades do Doutoramento em Administração entre USP e UEA, a Universidade do Estado do Amazonas, paga integralmente pela indústria de Manaus, e empenhadas no enfrentamento do nosso maior gargalo: a ausência de gestores do enigma amazônico. “Decifra-me ou serei devorada”.

Inovação, Sustentabilidade e Governança será o tema do evento e o tripé de sustentação dessa saída, tanto da parceria entre as duas instituições acadêmicas, UEA e USP, como um palpite para o Brasil sair do buraco do burocratismo sombrio e amoral das gestões históricas que nos empurraram ao caos.

A contrapartida fiscal supera os 2 milhões de empregos gerados pelo país afora, a substituição de importações, vital para equilíbrio da balança fiscal, a proteção florestal e os serviços ambientais.

As empresas instaladas em Manaus passam a exigir que os fundos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, e aqueles destinados a interiorizar o desenvolvimento ano, sejam aplicados na região e nas oportunidades de novos negócios, com governança pública inteligente, inovação tecnológica e com parâmetros claros de sustentabilidade.

Economia passo a passo com a ecologia, como tem de ser.

*Alfredo Lopes é filósofo e ensaísta – alfredo.lopes@uol.com.br

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GM vai investir 4,5 bi em fábricas brasileiras

A General Motors anunciou investimentos de R$ 4,5 bilhões nas unidades de São Caetano do Sul, Joinville e Gravataí. O montante deve ser injetado no país até 2020.

O presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, explicou que além do investimento de R$ 1,4 bilhão no Complexo Industrial de Gravataí, a marca vai injetar nas outras duas unidades verba com foco no desenvolvimento de novos produtos e tecnologia.

“A GM tem um compromisso histórico com o Brasil, onde está presente com sua marca Chevrolet há mais de 92 anos. Estamos realizando o maior plano de investimentos da indústria no país, o que reforça nossa confiança no potencial de crescimento do mercado. O novo aporte às operações em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul vai permitir ampliar a linha de produtos da Chevrolet, oferecendo o que há de mais avançado no mercado em tecnologia, com foco em conectividade total, segurança e eficiência energética”, disse Zarlenga.

Os novos investimentos vão contribuir para ampliar a competitividade das operações no Brasil e preparar a GM Mercosul para se tornar uma plataforma de exportação global.

 

Fisco paulista cobra IPVA de veículos registrados irregularmente em outros estados

Proprietários de veículos que circulam no Estado de São Paulo licenciados irregularmente em outros estados estão na mira da Secretaria da Fazenda Paulista. São 4.397 automóveis que totalizam débitos que passam dos R$ 12 bilhões referentes ao exercício 2014 do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Delegacias Regionais Tributárias notificam proprietários pessoas físicas com domicílio tributário em São Paulo. Apesar de licenciados fora de São Paulo, esses veículos utilizam rotineiramente vias públicas e estradas paulistas. Eles foram monitorados por radares instalados nas praças de pedágio com a tecnologia de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR).

Por meio do rastreamento, o sistema relaciona as placas de fora do Estado e confronta com os arquivos do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Os dados dos donos dos veículos são então conferidos pelo fisco com os da Receita Federal para confirmar o domicílio tributário, a partir do uso do endereço eleito pelo contribuinte para fins de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

A partir da notificação, os proprietários terão 30 dias para efetuar o pagamento do IPVA 2014, com acréscimos legais, sob pena de inscrição na dívida ativa. Ou, se for o caso, apresentar defesa. As notificações estão amparadas na Lei nº 13.296/2008 que, em seu artigo 4º define que o imposto é devido no local do domicílio ou da residência do proprietário do veículo neste Estado.

No mês de junho foram notificados proprietários de 2.648 veículos. Os débitos pendentes de IPVA totalizam R$ 7.391.256,70. As próximas notificações previstas para publicação em julho compreendem R$ 4.953.648,56 em débitos referentes a 1.749 veículos, que serão lançados pelas Delegacias Regionais Tributárias do Litoral, Campinas, Bauru, Araçatuba, Guarulhos e Capital/III (Butantã).

 

Veja a relação de veículos por região:

Delegacia Regional Tributária Nº de Veículos Valor dos débitos
DRTC-I – SP/Tatuapé 340 R$ 906.281,89
DRTC-II – SP/Lapa/Santana 438 R$ 1.202.332,47
DRTC-III – SP/Butantã 736 R$ 2.252.874,44
DRT-02 – Litoral 205 R$ 524.454,86
DRT-03 – Vale do Paraíba 239 R$ 555.506,44
DRT-04 – Sorocaba 191 R$ 530.178,11
DRT-05 – Campinas 380 R$ 1.006.652,86
DRT-06 – Ribeirão Preto 339 R$ 1.029.394,76
DRT-07 – Bauru 124 R$ 365.818,06
DRT-08 – S. José do Rio Preto 123 R$ 432.475,05
DRT-09 – Araçatuba 160 R$ 469.011,56
DRT-10 – Presidente Prudente 134 R$ 495.259,05
DRT-11 – Marília 128 R$ 372.868,24
DRT-12 – ABCD 192 R$ 444.758,23
DRT-13 – Guarulhos 144 R$ 334.836,78
DRT-14 – Osasco 242 R$ 698.938,05
DRT-15 – Araraquara 114 R$ 301.936,42
DRT-16 – Jundiaí 168 R$ 421.327,99
Total: 4.397 R$ 12.344.905,26

 

 

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Base de dados de veículos é nova arma de combate à corrupção no PR

Base de dados de veículos é a mais nova ferramenta de combate à corrupção e enriquecimento ilícito de agentes públicos. Acordo firmado entre o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) e Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PR) estabelece a integração de seus bancos de dados com informações sobre a frota que circula em poder dos entes e órgãos, de forma a identificar possíveis irregularidades.

O intercâmbio tornou-se possível com termo aditivo ao convênio nº 16/2013, firmado com o órgão de trânsito, que na cláusula terceira tem incluído o item XII, que prevê: “Disponibilizar, por meio da base de dados, as informações referentes aos veículos de propriedade de pessoa jurídica, por meio do CNPJ consultado, incluindo data de aquisição e transferência, contribuindo para a identificação de enriquecimento ilícito”.

“Este termo aditivo amplia o escopo do convênio, ampliando a quantidade e qualidade das informações que nos serão repassadas pelo Detran”, explica o presidente do TCE, conselheiro Ivan Bonilha, relator do processo. “O cruzamento de informações vai multiplicar as possibilidades de identificação de falhas e irregularidades no registro da frota de veículos dos entes e órgãos fiscalizados, ajudando-nos a evitar o desperdício do dinheiro público”.

O aditamento permitirá confrontar as informações declaradas ao TCE aos jurisdicionados da identificação de suas frotas nos sistemas com as existentes no banco da autarquia. Divergências levarão o órgão a desencadear operações de fiscalização. Entre as irregularidades que poderão ser investigadas estão o cadastramento de veículos particulares na frota do poder público e ônus financeiros não declarados.

Casa Civil
Convênio também foi homologado entre a corte e a Casa Civil do Estado. Pelo acordo, o órgão de controle terá acesso à base de dados do Sistema de Gestão Governamental – G-GOV.

Desta forma será possível pesquisar os dados cadastrais e emissão de relatórios voltados para a elaboração de políticas públicas, que ajudarão o TCE a coibir o desperdício de recursos públicos.

 

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Parcerias para a Mobilidade do Futuro

 

Jomar: "Estamos longe de termos uma estratégia em âmbito nacional"
Jomar: “Estamos longe de termos uma estratégia em âmbito nacional”

Por Jomar Napoleão* – O crescimento contínuo dos grandes centros urbanos lança desafios importantes para o setor da mobilidade, seja de passageiros ou de cargas, em todos os modais. Tais desafios evidenciam um conflito basilar entre o número vertiginosamente crescente de usuários com necessidade de transporte cada vez mais veloz e a sustentabilidade do sistema, além da preservação do meio ambiente.

Nos mercados asiático, europeu e norte-americano esse cenário de alta complexidade tem impelido empresas, centros de pesquisa, universidades e autoridades à busca de ações conjuntas e coordenadas para soluções não apenas tecnológicas, mas que incluem especialmente legislação.

Essa é uma tendência irreversível, com soluções específicas para cada região. Por exemplo, em Bangkok há investimento massivo na ampliação das redes de trens urbanos e metrôs enquanto em Frankfurt e Viena, os planos são para o desenvolvimento da integração de veículos por redes digitais inteligentes, que, com a introdução da condução autônoma, permite a melhoria dos fluxos.

Esses exemplos mostram que não há uma solução padrão para todos os países e cada um tem que desenvolver suas propostas mais eficientes.

Dentro desse escopo sobressaem como parte da solução para a mobilidade itens de segurança e conforto, frequentes na cesta das novas necessidades dos usuários de transporte, tanto público quanto individual. Há vários exemplos de tecnologias antes restritas a veículos do segmento de luxo, hoje aplicadas em todos os segmentos, como controle de estabilidade, tração entre outros.

Áreas importantes de inovação tecnológica surgem ainda no desenvolvimento de modelos de gerenciamento dos vários modais de transporte, na interconexão entre o transporte individual e de massas, e na complexidade dos algoritmos e softwares de gerenciamento tanto dos veículos como da malha viária.

No caso do Brasil, exceto por algumas iniciativas pontuais em algumas cidades de uso de carro compartilhado, estamos longe de termos uma estratégia em âmbito nacional. Temos que pensar em criar grupos de trabalho integrados rapidamente.

Um bom começo seria entregar as linhas de metrô, que estão atrasadas na maioria das cidades. É inconcebível no mundo atual que cidades do porte de Curitiba e Campinas, não tenham nenhuma linha de metrô. Fica difícil falar em integrar algo que não existe.

O lado bom é que as oportunidades existem, estão aí.

O conceito de veículo autônomo faz parte da solução, tanto no que afeta conforto e segurança como no que implica em melhoria do tráfego. As empresas do setor têm atualmente suas áreas de pesquisa e inovação totalmente dedicadas ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de tecnologias para atender a essas demandas.

Engenheiros-chefes de corporações como Volkswagen, Ford, Daimler AG, Embraer e Bosch tendências e tecnologias para a mobilidade debaterão o tema no Painel de Engenheiros-chefes do Congresso SAE BRASIL 2016, em São Paulo.

 

*Jomar Napoleão é engenheiro e dirige o Painel Engenheiros-chefes do 25º Congresso SAE BRASIL.

Correção de rumos

Por Clésio Andrade* – Estamos diante de um novo horizonte no Brasil. O recente cenário político abre oportunidades únicas para resgatarmos a credibilidade do país e retomarmos o desenvolvimento econômico e social. Após um período de incertezas tanto para a sociedade quanto para o mercado, é imprescindível demonstrar que existe segurança jurídica e que os investimentos podem voltar a ser feitos.

E o setor transportador é peça-chave dessa engrenagem. Só poderemos garantir o crescimento econômico e sair dessa grave crise com fortes investimentos em infraestrutura de transporte e logística, visando ao aprimoramento da eficiência em todos os modais. Com isso, poderemos reduzir custos e burocracias às empresas e gerar empregos aos brasileiros.

O presidente interino Michel Temer tem plena consciência disso. Em encontro recente com ele, entreguei o Plano CNT de Recuperação Econômica, composto por três pilares os quais acredito serem fundamentais para que o Brasil recupere sua credibilidade e volte a ser alvo de potenciais investimentos nacionais e estrangeiros.

Defendemos propostas para a dinamização do setor de transporte e logística, como a criação de um Conselho Gestor, já instituído pelo governo Temer, e o estabelecimento de garantias de segurança jurídica. Nesse âmbito, também apresentamos o Plano CNT de Transporte e Logística, que estima a necessidade de investimentos de quase R$ 1 trilhão. Abordamos ainda a urgência de discutir as reformas trabalhista, tributária, previdenciária, política e administrativa. E reivindicamos melhores taxas de retorno nas concessões públicas, menos burocracia nos processos licitatórios e uma clara demonstração para o mundo de que, aqui, os futuros contratos serão respeitados.

Além disso, propomos também a criação de um programa de sustentabilidade veicular, que visa instituir uma política de caráter ambiental a fim de promover a contínua renovação e reciclagem da frota de veículos. Tal medida proporcionaria um crescimento de 1,3% no PIB (Produto Interno Bruto), geraria 285 mil empregos e arrecadação de R$ 18 bilhões em tributos.

As primeiras medidas anunciadas pelo governo Temer já dialogam, em parte, com os anseios do setor transportador. A primeira foi a redução do número de órgãos que atuam na área. Não se pode pensar o transporte e a logística do país de forma isolada. Agora, será possível unificar agendas e promover uma visão sistêmica. Também enche de expectativas a criação do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), que prevê a ampliação, a harmonização e o fortalecimento da interação entre o Estado e a iniciativa privada.

Estamos em um processo de correção de rumos e de resgate da identidade nacional. As pessoas e as empresas tinham parado de investir por falta de segurança. Isso está mudando. O grau de confiança deve aumentar substancialmente. É tempo de nos unirmos para tirar o Brasil dessa crise e, se depender dos transportadores, haverá muito empenho e bastante dedicação, desde que os investimentos sejam retomados.

*Clésio Andrade é presidente da Confederação Nacional de Transportes (CNT)

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Cabotagem é essencial para logística brasileira, segundo especialista

O modal aquaviário é essencial para a cadeia logística, especialmente no Brasil, que tem 7.400 quilômetros de litoral e 80% da população a 200 km da costa. Julian Thomas, diretor-superintendente da Hamburg Süd no Brasil, empresa alemã do setor de transporte marítimo, e um dos especialistas das áreas de comércio exterior logística e transportes, afirma que o serviço de navegação de cabotagem desempenha papel indispensável no desenvolvimento da multimodalidade e que é, por sua vez, ponto decisivo para a competitividade.

Thomas chama a atenção em artigo publicado na BrasilAlemanha News, plataforma de informações das Câmaras de Comércio e Indústria dos dois países, que é preciso desmistificar a navegação entre portos de um mesmo país de que é mais cara e inacessível para empresas menores. Especialista acredita que romper barreiras mentais e culturais mostrarão que o serviço é mais prático que o rodoviário.

Entre outras vantagens da cabotatem, o executivo cita a rastreabilidade em qualquer ponto, integração entre modais e menor índice de avarias.  “O segredo de uma logística eficiente é a utilização apropriada de todos os modais, cada um desempenhando o seu importante papel na cadeia. O que não devemos é incorrer novamente no erro de priorizar apenas um deles”, diz.

Transporte aquaviário
 Pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2013 mostra que existem entraves no modal para o desenvolvimento da atividade. Uma análise qualitativa por meio da sondagem com 92 clientes que utilizam a cabotagem frequentemente revela que deficiências na infraestrutura portuária são consideradas um programa grave para 80% das empresas.

Outra dificuldade relacionada por 63% dos entrevistados é a precariedade dos acessos terrestres aos portos e a falta de manutenção dos canais de acesso e dos braços. Tarifas elevadas surgem na sequência (56%),  assim como a baixa oferta de navios (55,4%), o excesso de burocracia (53,3%) e a carência de linhas regulares (52,2%).

Ainda assim, a navegação de cabotagem cresceu nos últimos anos. De 2006 a 2012 houve uma alta de 22,9%. Um ano antes da pesquisa foram movimentadas 200 milhões de toneladas por toda a costa brasileira, 3,9% a mais em relação a 2011. Entre os principais produtos transportados destacaram-se os combustíveis e os óleos minerais, com 77,2% de participação, a bauxita, com 10,1% e os contêineres, com 5,1%.

Entre as vantagens oferecidas pelo modal destacam-se a eficiência energética, elevada capacidade de transporte, segurança, redução de acidentes, custo operacional e impacto ambiental.

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Estradas paulistas oferecem conexão à internet de graça

Três rodovias no interior de São Paulo passam a oferecer ao motorista pontos gratuitos de acesso à internet. A tecnologia ainda é pioneira, mas será adotada em mais trechos da malha rodoviária paulista, como prevê a nova fase do programa do governo paulista de concessões fiscalizado pela ARTESP – Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo.

Quem transitar pelas rodovias SP-225 João Baptista Cabral Rennó, SP-327 Orlando Quagliato e SP-270 Raposo Tavares, no total de 834 quilômetros entre Presidente Epitácio e Bauru, encontrará em uma das 12 bases do SAU – Serviço de Atendimento ao Usuário, sinais de rede Wirelesse (Wi-Fi). Para utilizar a rede, o usuário deverá solicitar login e senha pelo CART Atende nos próprios SAUs. A comunicação com a central de atendimento da concessionária é gratuita e a ligação é feita por um moderno sistema de atendimento por telepresença. Pela conexão Wi-Fi é possível acessar aplicativos, redes sociais, entre outros, direto do celular, tablet ou notebook.

Responsável pelas estradas que oferecem a novidade, a CART – Concessionária Auto Raposo Tavares é a primeira do Estado de São Paulo a oferecer internet Wi-Fi gratuita em todas as bases de atendimento ao usuário. “Temos orgulho em oferecer ao usuário a experiência de trafegar por rodovias conectadas, iniciativa alinhada às propostas de modernização do programa de concessão de rodovias do governo de São Paulo, regulamentado pela ARTESP. Além de toda infraestrutura existente para o descanso de quem faz a parada nos SAUs, a novidade torna-se uma opção de descontração e também utilidade para quem precisa se comunicar por aplicativos de mensagem instantânea”, explica Luís Carlos Guimarães, gerente de operações da CART.

Outro objetivo da CART ao implementar a rede de conexão à internet sem fio nas bases de atendimento é a segurança. Usar o celular ao volante é uma atitude que pode colocar em risco a vida do motorista e a de terceiros, além de ser infração de natureza gravíssima, conforme o artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que prevê multa de R$ 293,47 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Por isso, a dica da CART é que o motorista utilize o celular enquanto estiver parado ou descansando em uma das bases.

Tecnologia
Outras ferramentas tecnológicas facilitam a vida do usuário que trafega pelas rodovias. As bases de apoio do Corredor Raposo Tavares são equipadas com sistema de telepresença adotado pela concessionária com o objetivo de melhorar o atendimento ao usuário nas rodovias. Através dele, é possível obter informações precisas sobre a rodovia, visualizar mapas, traçar rotas, verificar as condições de tráfego, atrações turísticas da região e até saber a previsão do tempo.

A teleconferência é feita com uma atendente direto do CCO (Centro de Controle Operacional) da CART, área que monitora toda a rodovia e coordena a logística da prestação de serviços. O atendimento é feito por uma tela de alta definição de 65 polegadas.

As bases do SAU funcionam 24 horas por dia. São pontos de apoio para as equipes de inspeção rodoviária e é onde ficam os guinchos pesados e superpesados, inspeguinchos, ambulâncias e os profissionais das equipes de resgate.

Ford faz parceria com gigante para popularizar veículo elétrico na China

Ford quer ampliar participação no mercado de veículos elétricos

A Ford vai produzir veículos elétricos com a Anhui Zotye Automobile. A joint venture com a grande fabricante na China prevê também a venda e manutenção da nova linha de autos elétricos no mercado chinês.

A parceria está alinhada ao objetivo da montadora americana de tornar veículos elétricos mais acessíveis para consumidores e contribuir com a sustentabilidade ambiental. “Poder lançar uma nova linha de veículos totalmente elétricos no maior mercado automotivo do mundo é um passo empolgante para a Ford na China”, diz Peter Fleet, presidente da Ford Ásia Pacífico. “Os veículos elétricos terão uma participação importante na China no futuro e a Ford quer ser líder em novas soluções nesse segmento.”

A China é destaque no cenário global quando o assunto é a criação de energias alternativas no mercado automotivo. Em 2025, a meta da Ford é chegar a 6 milhões de unidades produzias por ano, sendo 4 milhões totalmente elétricos.

Entre as marcas pioneiras na produção de veículos elétricos, destaque no segmento aqui no Brasil, a Zotye Auto lidera no mercado chinês de compactos com propulsão elétrica. Há dois meses, a montadora vendeu mais de 16 mil unidades, um incremento de 56% nas vendas em relação ao mesmo período de 2016.

Os veículos que serão produzidos pelas marcas aliadas serão vendidos sob uma nova marca. Detalhes serão revelados somente após ser estabelecido acordo definitivo. “A parceria entre a Zotye Auto e a Ford fortalece ambas as partes para que possamos ter uma participação importante no crescente mercado de veículos elétricos na China”, diz Jin ZheYong, presidente da Anhui Zotye Automobile Co., Ltd., com sede em Huangshan, província de Anhui.

A Ford planeja lançar globalmente 13 novos veículos elétricos nos próximos cinco anos, com um investimento de US$ 4,5 bilhões, e anunciou uma ambiciosa estratégia de eletrificação na China: até 2025, 70% dos veículos da marca vendidos no país terão uma opção elétrica.

2º Congresso Brasileiro de Sprinklers discutiu os principais assuntos do setor

Ele é visto como o principal evento direcionado ao segmento na América do Sul

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A cidade do Rio de Janeiro sediou entre os dias 25 e 28 de outubro a 2º Edição do Congresso Brasileiro de Sprinklers (CBSpk), realizado no Windsor Barra Hotel, organizado pela Associação Brasileira de Sprinklers (ABSpk).

Cerca de 200 congressistas puderam atender às certificações técnicas e conferir as apresentações de 25 palestrantes sobre as atuais e futuras tecnologias de sprinklers, o estágio da legislação e regulamentação do Brasil para os sistemas de proteção e combate a incêndios, os desafios técnicos que envolvem projetos e instalações dos chuveiros automáticos e, ainda, conhecer os fabricantes do mercado e compartilhar melhores práticas. Prestigiaram também o evento representantes de Corpos de Bombeiros de sete Estados brasileiros, as entidades equivalentes à ABSpk no México e Colômbia e 16 empresas expositoras.

“Tínhamos o desafio de reafirmar o CBSpk como principal evento direcionado ao segmento na América do Sul, e conseguimos. Crescemos 15% em relação à primeira edição, realizada em 2014. O evento também serviu para promover a importância, o valor e a confiabilidade dos sistemas de sprinklers e fomentar a correta aplicação dos dispositivos pela cadeia produtiva” conta João Carlos Wollentarski Júnior, Diretor Presidente da ABSpk.

Capacitação técnica
Nos dias 25 e 26 os participantes dedicaram-se à capacitação técnica, aprendendo com especialistas nacionais e internacionais da International Fire Sprinkler Association (IFSA) e National Fire Sprinkler Association (NFPA).

Eles aprofundaram seu conhecimento em normas, além de conhecer mais sobre cálculo hidráulico, softwares para dimensionamento e técnicas de proteção em áreas de armazenagem com sistemas de sprinklers. “Certificamos cerca de 45 pessoas em cada uma das normas NFPA 20 e 25, e 55 profissionais nos cursos de cálculo hidráulico e software para dimensionamento dos sistemas de sprinklers”, afirma Wollentarski.

Os dois últimos dias foram pautados por painéis, debates e palestras sobre o mercado de sprinklers; legislação e regulamentação; tecnologias; certificações; iniciativas para disseminar o uso dos dispositivos; ações para aprimoramento de normas, e outros.

Foto VicentinhoO Deputado Federal Vicentinho (foto), que lidera a Frente Parlamentar mista de segurança contra incêndio, esteve presente na abertura do evento, comentando sobre os esforços da Frente. “A Frente tem como objetivos criar uma lei nacional de segurança contra incêndio, fornecendo diretrizes para os Corpos de Bombeiros Militares; garantir a certificação dos produtos; disponibilizar cursos técnicos e de nível superior para a formação de profissionais de prevenção a incêndios, e reunir e divulgar estatísticas sobre incêndios no Brasil”, detalhou Vicentinho. Até o momento, 204 senadores e deputados federais já assinaram o documento.

A iniciativa da Frente Parlamentar vai ao encontro com o discurso de Felipe Decourt, Diretor Vice-Presidente da ABSpk. Decourt ressaltou, durante sua apresentação, a importância de três pilares para a garantia de um mercado confiável no que se refere à segurança contra incêndios: norma técnica, certificação e legislação. “Hoje o cliente adquire sprinklers e acha que está seguro, mas não está. Por falta de legislação, há uma enxurrada de bicos sem certificação no mercado, que apresentam risco de não funcionar quando for preciso.

Certificação
Com o tripé norma técnica associada à certificação e a uma legislação eficaz, ainda que o consumidor não seja especialista em sprinklers, ele estará seguro, pois fará a escolha entre dispositivos confiáveis. O mercado evoluirá à medida em que tiver que atender à legislação e ao padrão técnico e de qualidade apresentado na Norma e exigido pela Certificadora”, diz o executivo.

Aliás, a ausência de leis que tornem mais rigorosas as obrigatoriedades com relação à segurança é que o mais incentiva a importação de sprinklers sem certificação. Felipe Melo, Diretor Financeiro e Coordenador do Comitê Técnico da ABSpk comentou que “desde 2008, o mercado brasileiro cresceu muito na importação de sprinklers. Só em 2013 foram importadas 1,5 milhão de unidades, e 45% desse volume eram sistemas sem certificação. Este ano, os não certificados representam 75% do volume total importado”.

O tema “sprinklers sem certificação” foi marcado também pela apresentação dos resultados de um estudo feito pela IFSA com amostras provenientes de duas instalações no Estado de São Paulo. Um total de 486 sprinklers, todos sem certificação, foram submetidos à verificação de 36 itens. Os dispositivos retirados foram substituídos por produtos certificados e levados pela IFSA para a realização dos testes nos EUA. Eles foram submetidos a nove testes de desempenho, nenhum considerado crítico, e reprovados em sete. “Os sprinklers do Brasil apresentaram índice de falha de 47,5%, número inaceitável, quando o máximo permitido pelas certificadoras UL e FM Approvals é de menos de 1%”, diz Russ Fleming, Diretor Geral da IFSA.

Desafios
Outro destaque que prendeu a atenção dos congressistas foi a apresentação do Cel. Cássio Armani, subcomandante do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de São Paulo, que relatou os desafios no combate a incêndios de edificações históricas, ilustrando sua narração com o caso do Museu da Língua Portuguesa, incendiado em dezembro de 2015.

O incêndio, supostamente iniciado pelo superaquecimento de um equipamento elétrico, se alastrou por três pavimentos dos quatro do edifício, atingindo uma área de 3200m2, e foi combatido com 350 mil m3 de água. O tempo de controle do incêndio foi de seis horas, porém, os bombeiros permaneceram no local por 20 horas para dar a ocorrência como encerrada. “Felizmente, o museu tem um acervo digital extenso e todo com backup, então a perda do acervo não foi tão danificada. Entretanto, equipamentos de projeção, alto faltantes e tudo que havia de madeira no prédio foi perdido, além de um bombeiro ter perdido sua vida”, concluiu o Cel. Armani.

O Congresso promove a importância, o valor e a confiabilidade dos sistemas de sprinklers, fomenta a correta aplicação dos dispositivos por toda a cadeia produtiva e auxilia no desenvolvimento de uma rede de fornecedores confiável e segura.